Quinta-feira, 26 Abril, 2018

THE DURUTTI COLUMN Another Setting CD / 2LP

€ 12,50 CD (2015 reissue) Factory Benelux

€ 23,95 2LP (RSD 2018 reissue) Factory Benelux

LP ESGOTADO / SOLD OUT

OUVIR / LISTEN:
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Quem segue de perto as nossas palavras saberá duas coisas: o nosso apreço pela música de Vini Reilly e dos seus Durutti Collumn e, consequentemente, a nossa atenção às reedições que vão surgindo e completando um puzzle que tem estado demasiado incompleto no mercado dos discos. Há uma razão, triste, para este rigor nas reedições: Vini Reilly, acamado com uma doença incapacitante, não tem grande meios de subsistência, e a Kooky e a Factory Benelux têm feito o que é suposto fazer. Toda a gente fica contente, certo? Então, voltemos a 1983, ao terceiro álbum dos Durutti Column – depois de “The Return Of The Durutti Column” (1980) e “LC” (1981), ambos disponíveis na Flur -, numa altura em que Portugal lhe dava amizade. Para quem está dentro do contexto, “Another Setting” prossegue a sua peculiar pop (muita instrumental) que, na altura, colidia frontalmente com toda a cena indie. Parco nos recursos – quase sempre bastava a sua guitarra e a percussão de Bruce Mitchell -, Vini Reilly fez mais um disco onde a melancolia parecia ocupar todos os espaços vazios, embora se sinta uma energia (sempre em filigrana) que parece ausente em muitas outras obras. Mais uma vez constatamos que a sua música dura eternidades, e “Another Setting” é tão mágico e essencial como todos os capítulos da obra inicial de Vini Reilly. Se ainda duvidam, relembramos que esta reedição tem uns extras importante: “The Beggar” e o bonito “Bordeux” em versão ao vivo, os singles “I Get Along Without You” (clássico cantado por Lindsay Reade, esposa de Tony WIlson) e, retirados de uma rara edição japonesa, os fabulosos temas “Love Fading” e “For Noriko”. A terminar o lote dos extras, “Piece For Out Of Tune Grand Piano” reaparece do EP “Deux Triangles”. Bastaria o álbum original, mas nunca se recusa mais música de Durutti Column. Eternamente mágico e obviamente imprescindível.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 1 Outubro, 2015

THE RAINCOATS The Raincoats CD / LP

€ 12,50 CD We Three

€ 18,95 LP (2015 reissue) We Three

OUVIR / LISTEN:
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As Raincoats têm um significado especial para nós portugueses. É aquela coisa de “portugueses no mundo”, Ana da Silva era um dos elementos deste quarteto (neste disco, depois passaram a trio com a saída de Palmolive em Julho de 1979). “The Raincoats” é um disco que se enfia naquele complicado processo entre o punk e o pós-punk (talvez o disco definitivamente pós-punk é o seguinte, “Odyshape”) e no processo de enfiar as coisas em género, pensar em inovação, talvez as Raincoats tenham sido sempre ultrapassadas por outras coisas que aconteceram na altura. A verdade é que tanto este disco como “Odyshape” são grandes discos, tanto ali, naquele período, como agora. Este é um disco cru, sem a raiva ou 100% dos processos do punk, mas com uma base bastante simples e canções bem realizadas e bastante orelhudas. Há os clássicos inevitáveis, como “Fairytale In The Supermarket”, “Lola” (uma versão dos Kinks) ou “The Void”. Há um desespero e uma pobreza encantadora na forma como cantam, próximo de um refinado desleixo que funciona na perfeição com as vozes, por vezes desalinhadas, raramente afinadas, mas com uma liberdade fustigadora que ora transmite felicidade ora entra no desespero (“The Void” é o melhor exemplo). Certo é que é sempre contagiante.

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Quinta-feira, 1 Outubro, 2015

DERADOORIAN The Expanding Flower Planet CD / LP

€ 12,50 CD Anticon

€ 21,95 LP (coloured vinyl + mp3) Anticon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ABR0152-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABR0152-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABR0152-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABR0152-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ABR0152-5.mp3]

Que boa surpresa! Um EP de há uns anos não tinha deixado memória de grandes ideias – talvez o tamanho não tenha ajudado -, mas muitos anos depois, eis a estreia de Angel Deradoorian a solo, depois de ter abandonado os seus Dirty Projectors e de ter participado (com Jeremy Hyman dos Ponytail) na primeira encarnação dos Slasher Flicks de Avey Tare (dos Animal Collective). Pelo meio, foi voz convidada para pessoas como Björk ou Roots ou Flying Lotus ou Vampire Weekend ou tantos outros. E esta é uma boa surpresa porque as suas canções e composições conseguem ter dois mundos que nos agradam: primeiro, com alguma inevitabilidade, há um gene dos Dirty Projectors, que Deradoorian também ajudou a formar; depois, há ideias frescas que parecem abraçar o mundo inteiro como um verdadeiro disco de world pop music. Cada canção tem uma vida singular, deixando que as teorias que procuram unificar temas num álbum caiam por terra. Parece um manual enorme de viagens, com pop surreal dentro e onde vozes e instrumentação rara compõem quadros de delirante imaginação. Não é só um compêndio de ideias estranhas: tudo faz sentido, tudo está no sítio certo, mesmo quando são partituras dobradas pelas oitavas bizarras e pela notação pouco ocidental. Este Planeta parece continuamente em expansão e cega-nos de tantas cores, e por isso o título não podia ser melhor: “The Expanding Flower Planet” é um dos discos mais especiais deste ano. Fabuloso.

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Quinta-feira, 1 Outubro, 2015

CURRENT 93 Swastikas For Noddy / Crooked Crosses For The Nodding God 2CD / 2LP

€ 16,50 2CD (2015 reissue) The Spheres

€ 25,50 2LP (2015 reissue) The Spheres

[audio:http://www.flur.pt/mp3/THESPHERES1517-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THESPHERES1517-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THESPHERES1517-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THESPHERES1517-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/THESPHERES1517-5.mp3]

Reedição fenomenal, esta que aterra nas nossas mãos. Há, claro, uma enorme família de devotos dos Current 93 que terão há muito qualquer uma das reedições de ambos os álbuns; mas para os restantes simpatizantes, que passaram ao lado das oportunidades, este duplo álbum parece repor a verdade com duas obras essenciais e de charneira de uma discografia extensa mas de irregular disponibilidade no mercado discográfico. O primeiro disco apresenta “Swastikas For Noddy”, clássico de 1988, onde canções sublimes como “Oh Coal Black Smith”, “The Final Church” (com John Balance e Rose McDowall), “Angel” (arrebatadora, na voz de Douglas P. dos Death In June) ou “Since Yesterday” – perfeitas na sua simplicidade – florescem por entre um labirinto folk e místico, expondo pela primeira vez, de um modo assumido, a arte na escrita de canções. Um trabalho, como era normal, colectivo, onde uma espécie de família parece dar a mão e criar a intimidade necessária para estas coisas acontecerem – para além dos supra-citados, há ainda a presença de HÖH, Steve Stapleton, Ian Read, Boyd Rice, entre outros conspiradores habituais. O segundo disco prolonga “Swastikas For Noddy”: um ano depois, Stapleton refaz a obra anterior, regravando-a e restruturando-a, criando um espelho que reflecte outras cores, outras formas e linguagens. Algumas das canções sobrevivem, mas parecem agora atingidas por véus sombrios que distorcem e electrificam alguma da realidade que conhecíamos. É interessante ver estas duas obras assim, tão juntas e ligadas, amplificadas por – finalmente! – um som que parece não poder ser melhorado. Outros grandes álbuns virão, nascidos do que “Swastikas” ofereceu, mas este preciso momento do pecado original é tão arrebatador como os outros picos da discografia dos Current 93.

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Quinta-feira, 1 Outubro, 2015

THE WIRE #380 (October 2015) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

O grande – em todos os sentidos – Jamal Moss assume o seu canto no ringue como Hieroglyphic Being. Olha-nos da capa da Wire deste mês de Outubro, invocando Sun Ra, imaginem. Mas a força cósmica do homem-anjo de Saturno continua a obrigar muitos dos terráqueos a trabalhar segundo as suas leis. Para além de Moss, também se olha para Marshall Allen, claro, Gilles Petterson, claro, e Peter Bennett da editora Art Yard (o livro “Omniverse Sun Ra” parece prometer!). Mas há mais para além do cosmos de Sun Ra: Christina Vantzou edita o seu terceiro na Kranky, Storm Bugs trazem as cassetes de volta, Berlim-Oeste em documentário, Mat Schulz fala do seu papel no Unsound, Budapeste no mapa, Randall Dunn dos Master Musicians Of Bukkake enfrenta a Invisible Jukebox, a redescoberta da música concreta de Ernest Berk. Mais críticas a discos, grandes discos, pequenos discos, estranhos formatos, muitos estilos, críticas a concertos, festivais, livros, dvds, exposições. E mais um punhado de extras que habitualmente enchem o nosso mês Wire.

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Quinta-feira, 1 Outubro, 2015

HELEN The Original Faces CD / LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 19,95 LP Kranky

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O motivo inevitável para se chegar a Helen é Liz Harris (Grouper). É um pouco egoísta, verdade, mas inevitável, como também é inevitável ouvir este “The Original Faces” e não pensar um pouco nos ambientes que Harris cria em alguns dos seus álbuns. Mas Helen não é só Harris, tem também Jeb Bindeman, Scott Simmons e Helen. Começou originalmente como sendo uma banda de trash mas rapidamente se tornaram numa coisa pop meio chillwave. Fora de tempo? Nem por isso. Nem mesmo quando soam a shoegaze, porque há aqui algo próximo de um compromisso aliado a uma espécie de “deixar estar”. As canções aqui presentes foram gravadas ao longo dos anos, com os quatro mas também com outros amigos que se iam juntando na sala de ensaios. Sempre em Portland, quando podiam estar juntos. E o que fica é a certeza de que quando este som é bem feito, é difícil deixá-lo para trás. Quando se gosta, então, torna-se essencial.

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Quarta-feira, 30 Setembro, 2015

FLOATING POINTS Shadows 2×12″

 € 18,95 2×12″ (2015 repress) Eglo

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“Jazz is the teacher” (Juan Atkins) é uma frase apropriada para o que acontece, maioritariamente neste EP. “Myrtle Avenue” estabelece o modo com o ritmo permanentemente quebrado, as teclas, as vibes e a espécie de swing; “Realise” soa a Burial num dia de Sol, complicando mais o padrão rítmico, e até “Obfuse”, na sua glória jack, pode ser interpretado como equivalente a um bom solo de bateria. “Arp3″ é deep house, mas reparem nas teclas: História. “Sais” é, de novo, uma deslocação de Burial para o Sol, algo ainda mais luminoso do que “Realise”. Pura beleza sintética com referência mais ou menos directa à cena broken beat de Londres de há uma década atrás.

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Quarta-feira, 30 Setembro, 2015

LIZZY MERCIER DESCLOUX Press Color CD / 2LP

€ 16,50 CD Light In The Attic

€ 32,95 2LP (2015 reissue + poster) Light In The Attic

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LP EM BREVE / SOON

Nova Iorque faz isto às pessoas. Durante os anos 1970 Lizzy Mercier Descloux viveu em Nova Iorque (nasceu em Paris) e viveu de perto aquilo que se pode chamar o underground da música nova iorquina de então. Viver de perto implica conhecer pessoas, estar com elas e trabalhar com elas. Em 1978 lança o seu primeiro single na ZE Records e no ano seguinte chega este “Press Colour”, um disco bomba pela forma como explorava sons que na altura ainda não tinham encontrado uma residência permanente na música pop. Funk, punk, rock, um outro toque da irreverência daquilo a que se vinha a anunciar como o No Wave e uma facilidade extrema em fazer soar isto a disco com influências precisas, sejam do disco nova iorquino de então ou da exploração desse som com pontes para ritmos africanos. Há canções que são directas e cheias, no ponto e absolutamente irreverentes, como a supraconhecida “Fire” (que abre o disco) e há riscos que funcionam na perfeição: como a sua versão do tema de “Mission Impossible”. “Press Colour” é mais do que um disco representativo da época, de um tempo em que muitos discos pareciam criados numa espécie de tacho mágico e soarem sempre bem. E mais do que simples irreverência que conquista por ser mesmo assim. Ou de que às vezes o que é importante é estar no sítio certo à hora certa (e é, mas não só). Lizzy Mercier Descloux era alguém muito especial e conseguiu descodificar uma época, um som, e fazer nascer um álbum delirante e mágico. E há o sotaque francês que dá um toque de ingenuidade a tudo e isso funciona como uma cereja em cima do bolo. A Light In The Attic, quem mais, traz-nos este disco de volta. Numa edição com dezoito temas, onde se inclui “Morning High” com Patti Smith.

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Quarta-feira, 30 Setembro, 2015

V/A Psychemagik presents Magik Sunset (part two) 2CD / 2LP

€ 12,95 2CD Leng

€ 29,95 2LP Leng

Chegamos de novo ao universo de Psychemagik, sítio incrível para passar um bom tempo de qualidade. A segunda parte que fecha o capítulo “Magik Sunset” reúne mais música emocionalmente carregada. Baladas prog cósmicas, música erótica, jazz de fusão, guitarra das baleares, pop descida do Sol como raios de luz, Disco e alguma psicadelia. Achamos que é inútil isolar as faixas, porque cada uma merece um texto seu, e o ambiente da compilação é de tal forma coeso que ganha a nossa confiança sem esforço. Comprem, sem reservas.


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CD1
01. John Keating – In Search Of Atlantis 02. Orchester Ambros Seelos – Mondgesicht 03. Plaisirs Erotique – Special Ero 04. Francis Lai – Young Freedom 05. Glenn – Zeit 06. Jack Adkins – Sunset Beach 07. Instrumental Group Cabas – Cry In The Night 08. Frédéric Castel – Open Up 09. The Electric Connection – Cry Of The Lone Wolf
10. Fabio Fabor – Idolo Moresco 11. The Primates – King Kong 12. Tony Sinclair Orchestra – Walkin’ Through The Night 13. Trepidant’s – Far Away

CD2: mixed

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Quarta-feira, 30 Setembro, 2015

RUSSELL HASWELL As Sure As Night Follows Day CD

€ 17,50 € 13,50 CD Diagonal

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Haswell já evidenciou vezes sem conta que não tem muitas regras. É um dos músicos que consistentemente se identifica com o techno e uma certa forma de estar na pista de dança, enquanto parte sempre em exploração dos limites do som e do ruído. Parece ter encontrado um centro na Diagonal, onde temos ouvido bastante música sua, mas este é o primeiro álbum para a editora de Powell. Entre Pan Sonic, Merzbow, house de Chicago, industrial, italo (quase), ghetto, “Hardwax Flashback”, música concreta e, no fundo, ele mesmo, Russell Haswell ataca em várias frentes com a segurança de carácter que garante incursões bem sucedidas. São 17 faixas cujas fronteiras são muito livres e nada temam, porque “As Sure As Night Follows Day” não é de todo a massa de ruído que se poderia esperar deste músico iconoclasta. Há marchas para vários ritmos pessoais e, sim, tudo termina em “NOIse Rave” como catarse final e lembrança de que não se está aqui para brincar. Belo, se nos permitem abusar dessa expressão.

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Quarta-feira, 30 Setembro, 2015

BEACH HOUSE Depression Cherry CD

€ 15,95 CD Bella Union

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BELLA500-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA500-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA500-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA500-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BELLA500-5.mp3]

Depois da apresentação com o álbum homónimo em 2006, cada novo disco dos Beach House deixou sempre aquela ideia confortável de “voltar a casa”. Melhor, “estar em casa”. Quando surgiram, na altura de um renascimento do shoegaze, o seu som era ainda algo como um ovni no panorama indie pop de então. Cresceram, refinaram aquilo que faziam, mantendo sempre a identidade, as mesmas linhas que nos fizeram aproximar deles há quase dez anos. É uma coisa difícil, aliás duas, manter o interesse com o mesmo som e, simultaneamente, não reagir à pressão da mudança com os tempos. “Depression Cherry” é outro capítulo no seu habitat, na sua forma de estar e nos darem canções que parecem de outro planeta (seja ele dos sonhos pop ou de outro lugar menos clichezado). Os anos passam, os Beach House continuam os mesmos. Às vezes queixamo-nos das fórmulas serem sempre as mesmas, mas quando elas são boas, não nos parece haver qualquer razão.

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Quarta-feira, 30 Setembro, 2015

NEW ORDER Music Complete CD / 2LP

€ 17,95 CD Mute

€ 31,95 2LP (Limited, clear vinyl) Mute

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM390-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM390-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM390-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM390-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CDSTUMM390-5.mp3]

Já toda a gente sabe que Peter Hook se meteu à estrada sozinho, carregando consigo a bendita cruz dos New Order e Joy Division: editou um óptimo livro autobiográfico sobre a sua vida dentro dos Joy Division, abriu um clube e sala de concertos em Manchester, refez alguns clássicos, tocou-os ao vivo, e lançou um curso ligado (obviamente) à indústria musical mostrando academicamente que é um homem com olho para o negócio. Talvez não seja tão mau assim: aquela foi a sua vida e cada um rende-a como pode. Mas enquanto uns olham para trás, outros olham para o futuro. De facto, quase nos esquecemos de Bernard Sumner e dos restantes músicos. “Music Complete” é um nome curioso para o décimo álbum da banda que assume a saída de Hook, que recebe Gillian Gilbert de volta, que continua a ter a imagem de Peter Saville, e que se entrega a Tom Rowlands dos Chemical Brothers (dois temas) e a Stuart Price (um tema). Electrónica e guitarras naquela comunhão que parece fazer sentido nesta fase da vida dos New Order. Para muitos de nós estes New Order perderam há muito o que havia de tão especial neles, para outros continuam a ser uma máquina de memórias oleada por electrónica e guitarras com trademark.

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Sexta-feira, 25 Setembro, 2015

VAKULA Dedicated To Jim Morrison LP

€ 22,50 LP Leleka

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LELEKA007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA007-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA007-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA007-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LELEKA007-5.mp3]

Vakula reuniu uma banda para executar “A Voyage To Arcturus”, magnífico álbum inspirado no livro de ficção científica com o mesmo título, e é possível que tenha prolongado a formação para este projecto seguinte. Isto é muito bizarro. O álbum soa a uma de duas coisas mas também pode soar a ambas: uma banda de tributo aos Doors e/ou uma aproximação ao espírito da música dos Doors. Distraídos, é fácil julgar que estamos mesmo a ouvir Doors, como em “A Memorable Fancy”, uma sombra de “The End”. Talvez o tom geral do disco seja mais especificamente inspirado em “An American Prayer” (o próprio Vakula diz que lhe apareceu a poesia de Jim Morrison antes de encontrar o som que procurava) mas também é verdade que a ressonância desta música evoca não apenas Jim Morrison e os Doors mas também um grande espaço americano que conhecemos quase intimamente de filmes e de outras (muitas) músicas. Vakula deparou com “The Marriage Of Heaven And Hell”, de William Blake, enquanto gravava este álbum, e as palavras de Blake acabam também por entrar no disco, que assim funciona como uma espécie de ponto da situação na relação de Vakula com o mundo e as pessoas. É ao seu percurso que estamos a poder assistir.

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Sexta-feira, 25 Setembro, 2015

NMO Natalia Martinez Ordoñez LP

€ 15,95 LP Where To Now

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WTN26-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WTN26-2.mp3]

Mostrámos há algumas semanas um maxi de NMO na Death Of Rave, quase uma dj tool de percussão. E agora? Novo disco conceptual de percussão, de 60 BPMs a 150 BPMs, com cada faixa a aumentar a cadência em relação à anterior. Começa por ser definido um ambiente de marcha militar, pontuado por alguns ecos e uma espécie de cordas falsas que vão acompanhando o ritmo, até chegarmos a uma aproximação de techno a meio do lado B e, para o fim, rondando as 150 BPMs, um som hardcore que ameaça, a partir daí, caso continuasse, rebentar a escala. Curiosamente, fica-nos a sensação de estar a percorrer as cadências rítmicas de todos os géneros de música de dança, de uma forma esquelética, quase como aquela imagem clássica da evolução do homem em silhuetas de perfil, desde uma fase simiesca ao homo erectus. Aqui, no entanto, parece seguir-se o sentido inverso e a fase simiesca é mesmo a última, neste LP.

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Quinta-feira, 24 Setembro, 2015

KING MIDAS SOUND & FENNESZ Edition 1 2CD

€ 14,95 2CD Ninja Tune

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-5.mp3]

Não nos peçam para prestar contas, pois não nos lembramos dos exemplos, mas há algum tempo queixávamos-nos da falta de colaborações na electrónica. Talvez este fique na nossa memória muito tempo. É redundante dizer sempre que é inesperado, mas este não lembraria muita gente: The Bug junta os seus King Midas Sound a Fennesz, e vice-versa, naquilo que se pode considerar um super-grupo com alguma boa vontade. Se “Mysteries”, que abre o álbum, parece planar as expectativas – ambientalismo, sem topografia, com a pop KMS a navegar sem terra à vista. “On My Mind”, o segundo tema, estabelece algumas das regras desta colaboração: ritmo King Midas Sound, pressão sonora suave de The Bug, vozes de Kiki Hitomi e Roger Robinson, e a electrónica fractal de Fennesz. Pensámos que esta seria uma receita certeira, mas nunca supusemos que fosse tanto: tudo parece unir-se sem esforço, com Fennesz a dar uma espécie de quarta-dimensão à música de The Bug, criando profundidades e altitudes que atribuem a KMS uma espécie de novo padrão para a sua música. (Vai ser difícil ouvir o trio sem a presença do austríaco. Querem apostar?) Sim, sabemos que tanto The Bug como Fennesz testam os limites dos sistemas de som, mas ouve-se qualquer tema de “Edition 1″ e não se espera que se ouça um segundo sem que o volume nos mexa com o esqueleto. Há um poder de fogo que nos escapa da compreensão e só nos resta recebê-lo de peito aberto. Um grande disco que expande, em muito, a música de ambas as partes. Fãs de todos os terrenos: não hesitem, “Edition 1″ é mesmo valente. (Edição dupla com o segundo disco em versão instrumental. Não desprezem ambas as viagens!)

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