Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

THEY’RE HEADING WEST They’re Heading West CD

€ 14,50 € 11,95 CD Pataca Discos

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Eis o momento tão esperado. Se houve uma banda que rodou as ideias até estarem polidas na perfeição, essa banda só se pode chamar They’re Heading West. Foram, só em Lisboa, pelos vistos, trinta concertos – incluindo uma residência mensal na Casa Independente onde iam recebendo os seus convidados (esperados e inesperados, também para eles) e alguns concertos no verdadeiro Oeste, Estados Unidos adentro. Quatro anos de trabalho, quase contínuo, como se a ocasião de um álbum fosse um momento solene que não se pode desperdiçar: perfeita atitude, achamos todos. Portanto, o álbum é um retrato destes anos de música e, sobretudo, de cumplicidades: Frankie Chavez, Samuel Úria, Joana Sá & Luís José Martins, Capicua, Peixe, JP Simões ou Bruno Pernadas são um pedaço da família que ocupa os quinze temas do disco e que alargam os horizontes das composições do quarteto formado por Mariana Ricardo, Francisca Cortesão, João Correia e Sérgio Nascimento. Um quarteto que não existe como tal? De facto, They’re Heading West parecem existir para partilhar a sua música e isto é muito bonito. Uma generosidade que quiseram deixar para o futuro, num disco que soa a clássico, tressanda amizade e oferece-nos algumas colaborações surpreendentes.

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Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

ERIC HOLM Andøya LP

€ 19,50 € 17,95 LP Subtext

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Andøya não se recomenda a muita gente, mas quem quiser ver como o mundo é extenso e extremo, uma visita este local abre os horizontes a qualquer um. Eric Holm, norte-americano a viver em Londres, foi um dos felizardos que rumou ao Norte, bem lá em cima, 300 quilómetros depois do círculo polar ártico. Faz frio, naturalmente, e as imagens que vieram de lá – mostradas nos concertos de Holm – mostram como a Natureza ocupa, sem piedade, todos os eixos do gráfico. Talvez por isso a fonte sonora aqui está debaixo do que se vê, como se tivéssemos de esgravatar a neve e o gelo para encontrar vida sonora. Utilizando microfones de contacto, Holm recolheu a sua fonte sonora dos postes telegráficos militares que ainda existem na região. O resultado é transformado numa espécie de techno industrial em câmara lenta, onde um pulsar subterrâneo nos deixa petrificados, lembrando-nos “Nunatak Gongamur” de Thomas Köner ou “Recur” dos Emptyset. A Subtext, que edita este disco, pertence a James Ginzburg, dos Emptyset, e isto explica quase tudo, não é? Para quem gosta de gravações de campo à séria e electrónica com ligação à terra, este pode bem ser um dos grandes discos de 2014. Magnífica e poderosa estreia de Eric Holm.

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Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

ATOM TM HD+ Video Works DVD

€ 22,50 DVD raster-noton

Talvez não haja ninguém no planeta que conheça toda a obra de Uwe Schmidt, como Atom Heart, Atom TM ou qualquer outro nome, mas basta tropeçar por um par de obras para se perceber alguns vectores essenciais da sua criação: electrónica, humor, subversão dos géneros, design apuro e imprevisível. E quem o vê ao vivo – agora, graças a deus, já longe do folclore de Señor Coconut (versão festival de música ao ar livre) – percebe que a imagem, outrora confinada ao design (por vezes hilariante) do CD, salta com sete vidas para o ecrã. É como se Atom TM descobrisse uma outra língua para voltar a dizer o que sempre disse. Se se lembram de “HD”, “HD+” é a extensão visual desse álbum, com alguns extras: reúne os vídeos, em DVD, dessa tempestade tropical, algures entre a hipnose estroboscópica, o design matemático da Raster-Noton, a memória do homem-máquina kraftwerkiano ou o digital como matéria plasticínica de eleição. Quase uma hora de ideias que, como devem adivinhar, não verão em mais lado nenhum. Alta resolução, alta definição, alta edição. Ninguém é tão fundamental tantas vezes quanto estes senhor!

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Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

STEVE HAUSCHILDT Where All Is Fled CD / 2LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 29,95 2LP Kranky

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Depois dos Emeralds, Steve Hauschidt encontrou terreno para progredir dentro do mundo das orquestrações dos sintetizadores e criar um som que não sendo inédito, o define. Há claramente uma seta apontada à ressaca kosmische dos anos 80 aliada a uma progressão composicional devedora de revisitações recentes do pós-rock. O que é funcional na forma como o faz é que procura uma fluidez neste tipo de som em vez da habitual ideia do cosmos-ambiente. De certa forma, “Where All Is Fled” está mais ligado a uma ideia de som de ficção científica dos anos 1980 reimaginado neste século do que a uma procura directa de o reconstruir. Ou seja, Hauschidt parece que revisita som em segunda mão, reconstruindo a partir das memórias de outros que trabalharam essa revisitação há uns anos (e dos quais os Emeralds fizeram parte). É uma camada em cima de uma camada de memória e há algo de extremamente funcional e motorizado nisto.

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Terça-feira, 13 Outubro, 2015

STARS OF THE LID Stars Of The Lid & Their Refinement Of The Decline 3LP

€ 44,95 3LP (gatefold, 2015 reissue) Kranky

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É Ivo Watts-Russel, fundador da 4AD, que o diz: “Simplesmente sinto que fazem a música mais importante do século XXI”. É uma afirmação arrojada, até porque hoje, longe do tempo em que os Stars Of The Lid existiam, dá-se menos importância a essas coisas. Talvez, também, porque não redefiniram a música electrónica ambiental e o rasto que deixaram é pouco palpável: simplesmente porque são inimitáveis. Seis anos depois de “Tired Sounds Of Stars Of The Lid” apareceu este “Stars Of The Lid And Their Refinement Of The Decline”, uma continuação monstruosa daquilo que deixaram para trás. Talvez as grandes diferenças entre um e outro álbum sejam as distâncias que existem dentro de si: aqui há uma clara separação entre uma e outra metade do disco (que em CD acaba por fazer mais sentido, entre o primeiro e o segundo). Mas essa separação não é sinónimo da quase redefinição que fizeram da música clássica neste disco através da electrónica, por via do drone e de uma procura singular da música ambiental. É essa singularidade que define a sua importância, uma procura extensa de uma redefinição de som e a procura de sons que obedeçam a estruturas de outro tempo e desenhem uma nova ordem. Há ambição, sim, mas não é uma que a música procurasse cegamente, apenas fazia por existir como o duo Brian McBride e Adam Wiltzie a imaginava. E se em “The Tired Sounds Of Stars Of The Lid” há um encontro com um não-espaço e não-tempo, aqui claramente há uma visão do eterno, do infinito do universo. É algo de puro e imensamente satisfatório e independente daquilo que se procura na música. É um mundo diferente. E se já sabíamos disso com o álbum anterior, este solidificou a presença dos Stars Of The Lid na música das últimas décadas. E é algo para ficar para a posteridade.

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Terça-feira, 13 Outubro, 2015

STARS OF THE LID The Tired Sounds Of Stars Of The Lid 3LP

€ 44,95 3LP (gatefold, 2015 reissue) Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK050-5.mp3]

Brian McBride e Adam Wiltzie (agora metade dos A Winged Victory For The Sullen, que brevemente tocarão em Lisboa, Braga e Madeira) conheceram-se em Austin, Texas, no início dos 1990, década em que começaram a fazer música (o tempo passa, já vão mais de duas décadas desde o seu primeiro disco). Sem descurar a sua carreira antes deste “Tired Sounds Of Stars Of The Lid”, este disco em 2001 foi um marco na música electrónica/ambiente na altura e para a sua carreira. Foi um disco arriscado, duplo em CD e triplo em LP, que no enquadramento de então soava – e ainda soa – a algo verdadeiramente distinto do que se fazia dentro do género. Há algo de especial nos Stars Of The Lid, um entendimento do tempo e de como o suspender. E isso, até então, nunca tinha sido tão expresso como aconteceu neste disco. É um dos grandes discos deste século – sem brincadeiras. A sua duração é algo que se prolonga para lá daquilo que é material nos discos. Ou seja, o seu tempo não se confina aos temas aqui presentes, é algo que se estende para além disso, como se o que aqui concretizassem fosse uma matéria de ritual que anulasse essas coisas de tempo e espaço. É som primordial no sentido de honestidade e beleza, que não procura nada, simplesmente oferece. Poucos discos dentro do género conseguem suspender as coisas assim e ainda menos serem tão coerentes na sua totalidade.

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Sábado, 10 Outubro, 2015

DJ RASHAD 6613 EP 12″

€ 8,50 12″ Hyperdub

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O ritmo de produção de Rashad espelhava bem (porque ele já partiu deste mundo) a cena footwork de Chicago: frenética (não há tempo a perder), massiva em número de faixas a circular, muito comunicativa com os seus ouvintes (samples de voz e mensagens mais ou menos directas passam nas músicas mas também nos seus títulos). A sobreposição de house, hip hop, r&b e sampladelia conspira para este som realmente único que, em “CCP2″ (Com Spinn), já entra numa dimensão pop que no século XXI não se pode negar. “Ya Hot” (com Taso) aguça o lado mais mental / crazy e robotizado da cena; “Do Not Fuck” (com Manny, Spinn e Taso) serve como o aviso tenso que o título anuncia. Isto é sério. E “Cause I Know U Feel” (com Gant-Man) parte do corte extremo, na beira do aceitável, para largar uma malha Disco acelerada como os tempos e terminar com batalha colorida de lasers no futuro. Deixar-nos exaustos é um dos trunfos da música de Rashad e seus pares, exigindo uma genuína entrega nossa se quisermos fazer parte deste cenário.

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Sábado, 10 Outubro, 2015

MIGHTY BARON III / SUN RUNNERS Screwe’d / The Finest 7″

€ 10,50 7″ Apron

[audio:http://www.flur.pt/mp3/APRON17-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/APRON17-2.mp3]

Duas jams na editora de Funkineven que vão directamente ao boogie dos 80s buscar a semente. Sun Runners assumem o re-edit de “The Finest” (S.O.S. Band), parecendo manter até às BPMs do original, que já tem aquela pancada seca típica da década. Mighty Baron III reduz drasticamente para modo DJ Screw “DJ’s Delight” de Ingram, um dos momentos quase-instrumentais incríveis que a cena boogie mais sintética nos ofereceu. Nas mãos de Mighty Baron III quase fica uma negação do prazer expresso no original. No entanto, a nossa convivência com o arrasto bem lento e o acrescento de caixa-de-ritmos por cima transforma este trabalho em algo muito difícil de ignorar, até porque desde o início que se nota que algo parece estar terrivelmente errado. Bem arriscado.

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Sexta-feira, 25 Setembro, 2015

GENERAL LUDD Are You Losing My Hearing? 12″

€ 13,50 12″ Mister Saturday Night

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MSN017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MSN017-2.mp3]

General Ludd são extraídos dos Golden Teacher (são dois dos seus elementos) e é notório que eles constroem muita da base rítmica de GT. Tal como “Rare Earth Metal”, há algumas semanas, também este novo maxi, o segundo na Mister Saturday Night, se concentra em jogos de ritmo, quase uma ferramenta para DJs mas com uma dinâmica que transforma estas duas faixas em entidades de outra espécie. A melodia não é importante neste tipo de produção elaborada com base em partículas aparentemente dispersas. Há qualquer coisa de próximo com um sector pós-UK Bass (se esta terminologia se pode usar ainda, sequer), algumas coisas na Black Acre como Lurka. Não sendo house, estes beats apropriam-se do compasso house sem nunca libertar por completo a energia. Óptimo exercício de contenção e um manual de ensinamentos na arte de exigir ginástica à música de dança e não apenas a quem dança.

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Quinta-feira, 24 Setembro, 2015

KOSS Silence CD

€ 15,50 € 12,50 CD Mule Musiq

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD47-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD47-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD47-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD47-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MULEMUSIQCD47-5.mp3]

Em 2011, “Voyage” abria o segundo volume da compilação “Enjoy The Silence” (ouvida vezes sem conta na nossa loja) e dava-nos um dos pedaços de música mais magistrais do ano. Não exageramos. Ainda hoje ficamos siderados pela monumental fragilidade deste tema de Koss, onde uma espécie de orquestra parece criar um mundo com um bang em surdina. Um tema – generoso, de 8 minutos e 25 segundos – que vale um disco, sem hesitar ou pestanejar. “Silence” traz-nos de volta a Kuniyuki Takahashi, voltando a dar-nos “Voyage”, o que nos levou a temer que “Silence” pudesse ser uma perfeita companhia para esse tema. Boas e más notícias: sim, o ambientalismo letárgico do japonês continua a pontuar fortemente num campeonato feito de um equilíbrio exemplar entre acústica e electrónica; o nível de “Voyage” não é atingido, deixando a obra-prima sem confronto. Mas esta é uma falsa má notícia: porque “Silence” é um álbum perfeito de Koss e “Voyage” é o seu natural e previsível pico. Os restantes temas fragmentam as ideias desse pico, criando suites onde diversos instrumentos assumem o protagonismo. Há uns tempos recuperámos os discos de Susumu Yokota e é impossível não vermos algumas das pontes entre tão distantes discografias. Sem ser evidente, há uma Natureza que parece abraçar esta música, banhada por um mar de tranquilidade que quase não ouvimos em mais nenhum lado. “Silence”, claro, embora haja aqui um mundo inteiro de sons. Sempre estimulante e único, Koss ou Kuniyuki Takahashi.

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Segunda-feira, 31 Agosto, 2015

GOLDEN TEACHER Sauchiehall Enthrall 12″

€ 12,50 12″ Ed. Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ERS019_STD008-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERS019_STD008-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERS019_STD008-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERS019_STD008-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERS019_STD008-5.mp3]

Mais um EP fogoso mas agora editado pela própria banda! O habitual choque positivo de energias produz magníficos resultados, cruzando acid-house com tribalismo, vigor industrial e electrónica que soa semelhante à dos pioneiros. Como foi óbvio para quem assistiu ao concerto na ZDB, há poucas semanas, toda aquela energia é transmissível e transforma-se em suor e movimento. Com esse novo conhecimento partimos para “Sauchiehall Enthrall” bem melhor preparados. Sauchiehall é uma das ruas principais em Glasgow e o significado da atracção comunicada no título do disco fica guardado para quem entra na piada ou já esteve, de facto, lá (não é o nosso caso). E o facto de três das quatro faixas terem frases em castelhano não ajuda a decifrar nada. MAS quando a música é trabalhada para os sentidos não há que procurar entender e Golden Teacher conseguiram fazer encaixar uma série de elementos que rasgam euforicamente o seu caminho pela pista de dança como nem LCD Soundsystem faziam nos seus momentos mais percussivos. Golden Teacher parecem estar em permanente estado alterado, convocando energias, exorcizando espíritos e trabalhando para o êxtase. “Bailamos, comemos!” e, depois, a outra voz atira “Super high!”

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

JEAN-MARIE BOLANGASSA Brazzaville Percussions 12″

€ 12,95 12″ Sofrito Super Singles

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Que espécie de África é esta? Bolangassa é um percussionista camaronês muito habituado ao estúdio, enquanto músico de sessão elemento de M’Bamina. No entanto, se ouvirmos “La Vie” o que sai dali é footwork cruzado com shangaan. repetitivo e hipnótico, como muita boa música de transe e movimento, escutamos os tons metálicos e os claps a segurar a percussão acústica mais desregrada. Andando para trás, chegamos a “Rikikida” para algo mais reconhecidamente africano, isto é, um passo mais lento, cânticos, sons graves de percussão mais activos e uma sensação geral de emboscada na selva. Cliché? Resulta. Ainda mais atrás, no início do EP, “Disna Ngai” aguenta um beat house com claps bem presentes enquanto a percussão acústica faz toda a espécie de selvajaria benéfica no topo. Quebras, recomeços, o que parece um piano a pontuar drama, zona geográfica não assim tão distante do Senegal de onde conhecemos Jeri-Jeri e as suas percussões complexas. Fazemos essa comparação mas só por afinidade. Com “Disna Ngai”, Bolangassa já está praticamente a fazer house.

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Terça-feira, 21 Julho, 2015

EXOS My Home Is Sonic CD / 2LP

€ 13,50 CD (2015 reissue) Delsin

€ 16,50 2LP (2015 reissue) Delsin

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DSR-X9-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR-X9-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR-X9-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR-X9-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR-X9-5.mp3]

Desde pelo menos a década de 80 (bem no início) que a Holanda foi um centro privilegiado para a Europa tomar contacto com música de dança de outras partes do Continente e também além-Atlântico, de forma concentrada num mercado discográfico que é, ainda hoje, precisamente por esse vasto e rico passado, um alvo privilegiado para DJs e coleccionadores. A editora Delsin é um elemento importante no fio que une as épocas e, aqui, faz de novo viver um álbum de 1999, gravado na Islândia, por Exos. Isto é Europa e também além-Atlântico. Em 99 ainda se ouvia em directo a continuação da Basic Channel através da Chain Reaction, para uma profunda expêriência dub techno. Exos não necessita de descer tanto às profundezas do som para entregar, neste álbum, um momento especial na evolução do techno. Se “Live Guides” é bastante subaquático, “Many Meters Work”, por exemplo, puxa o minimalismo de Robert Hood para o lado de cá e, através de um beat e linha de baixo feitos um para o outro, eleva a fasquia até outra dimensão. “Eastwood” resume a essência esquelética etérea do género, com o beat afundado por entre ecos e efeitos. “Grow Bigger” reflecte algum techno UK que editoras como a Ifach adoptaram como som underground inglês da década. No final, a conclusão a que chegamos é que “My Home Is Sonic” representa aquele momento de reconexão regular com a base tão necessário para a nossa posição no mundo.

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Terça-feira, 15 Outubro, 2013

SUNN O))) Black One 2LP

€ 13,50 CD Southern Lord

€ 34,50 2LP (gatefold, hardcover, limited to 300 copies) Southern Lord

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUNN50LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN50LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN50LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN50LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUNN50LP-5.mp3]

Na altura da sua edição original (2005), “Black One” foi um disco que cortou um pouco com o som dos Sunn 0))) do passado. Era, salvo seja, o disco mais acessível que poderiam fazer sem cedências no seu som e filosofia e tornou-se um disco importante na sua carreira porque permitiu convidar outros para esse som: embora, diga-se, não é o melhor álbum para o fazer, mas é um dos mais acessíveis. Tornou-se um disco marcante para as enciclopédias, porque apareceu num momento em que este tipo de música estava a começar a chegar às publicações e a ganhar uma dinâmica de descoberta: com os Earth a surgirem frequentemente como uma referência e isso conferiu maior sentido a este “Black One”, pois é dos discos mais Earth dos Sunn 0))). Recebemos alguns exemplares da recente – e muito limitada – reedição em vinil de um dos discos que é, segundo alguns ouvidos, um dos melhores dos Sunn 0))). Pelo menos dos mais acessíveis é.

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Sexta-feira, 22 Outubro, 2010

PATRICK LUNDBORG The Acid Archives – The Second Edition LIVRO

€ 43,50 € 25,50 LIVRO Lysergia

Patrick Lundborg refere no prefácio desta edição que enquanto ultimava a primeira edição de “The Acid Archives” assistia ao Mundial de 2006. Quatro anos depois, quase tantos como o tempo em que a primeira edição esteve esgotada (a primeira impressão esgotou em pre-orders e seguiram-se algumas que foram pelo mesmo caminho, actualmente vendidas a um preço ridículo), Lundborg termina uma edição revista, mais completa, totalmente a cores (a anterior era a preto e branco), e com alguns extras, durante o Mundial de 2010. “The Acid Archives” é uma bíblia do rock underground (psych, acid, funk, exotica, rock sulista e tudo o que há pelo meio) de 1965 a 1982, tem mais de cinco mil entradas, com informação detalhada sobre cada disco (incluindo o valor real no mercado – o mais caro chega aos 17 mil dólares), muitos dos quais têm conhecido reedições em vinil nos últimos anos. Pelo que se sabe, e seguindo a palavra de Lundborg, tudo o que está aqui presente é de real valor e não coisas hypeadas com reedições que pouco depois perdem o interesse. Há mesmo muito para descobrir, é um livro essencial para coleccionadores ou simplesmente para quem quer conhecer melhor um dos universos mais fascinantes do rock. É enciclopédico mas apaixonado, 400 páginas de puro amor por géneros em que descobrimos frequentemente obras geniais do passado.

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