Quinta-feira, 22 Outubro, 2015

JODIE LANDAU / WILD UP You Of All Things CD

€ 15,50 € 12,50 CD Bedroom Community

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HVALUR24-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR24-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR24-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR24-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HVALUR24-5.mp3]

Tem apenas 23 anos, ou talvez até sejam 24, não sabemos ao certo: mas a exactidão pouco interessa. Jodie Landau é um puto novo, muito novo, e pelo que se ouve aqui, e pelo que se fala por aí, deve ser mais um desses pequenos génios que tem a lata de achar que pode fazer o lhe apetece. Por isso, “You Of All Things” é uma obra – de estreia – que rasga coisas e traz ideias novas. Escrita contemporânea, feita em torno da voz – a sua, pueril e angelical – e a do coro islandês Graduale Nobili – que se notabilizou com “Biophilia” de Bjørk -, onde cordas (do ensemble wild Up) e gargantas levantam-nos o queixo para olharmos o céu. Há um feeling religioso quê bê nestas composições mas raramente se sente a entidade a olhar-nos. Mas vozes em uníssono atiram-se quase sempre para um estado de espírito adorador de qualquer divindade. Feito de paisagens ambientais, como suites, com pedaços operáticos e de câmara que lembram em momentos tanto a pop alternativa de Bjørk ou Kate Bush, “You Of All Things” foi construído na base-mãe da Bedroom Community, e mostra música séria de um nome para seguir o rasto, tal como fizemos uma vez com Nico Muhly. Uma estreia valente; e um disco muito bonito.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 22 Outubro, 2015

ARTHUR RUSSELL Another Thought 2LP

€ 33,50 € 24,95 2LP ARC Light Editions

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É fácil cair na confusão de que “Another Thought” é um álbum de Arthur Russell. Não é. É uma compilação póstuma (a primeira, foi editada originalmente em 1994). O que cria essa confusão é a solidez dos temas aqui reunidos e, claro, a sensação de que há um espírito de continuação em relação a “World Of Echo”. Além disso, “Another Thought” tem algumas das canções mais bonitas de Russell (de babar, “A Little Lost”, “This Is How We Walk On The Moon” ou “Keeping Up”), gravadas ao longo da sua última década de vida. Sabe-se que era um perfeccionista e que acima disso gravava praticamente tudo o que ia fazendo, daí existir tanto material que saiu depois da sua morte, ou até variações de material já conhecido, como é o caso do recente “Corn”, e isso fazer sentido dentro do seu universo: há substanciais diferenças na composição, não são outakes ou testes. Há uns anos “Another Thought” teve direito a uma óptima edição em vinil pela Arc Light Editions, da qual recebemos agora mais umas cópias. Sorrimos sempre que temos qualquer desculpa para falar de Arthur Russell, ainda mais quando é de um álbum como “Another Thought”. É uma das compilações do género mais bem pensadas e realizadas que nos lembramos, soa a um disco – daí, mais uma vez, a frequente confusão – e funciona quase como uma mensagem do além de Arthur Russell, como se quisesse fazer chegar estas músicas até nós. Porque são especiais para ficarem num arquivo qualquer, sem serem ouvidas. Mas como isto aconteceu e existe somos pessoas mais felizes por isso. A sério.

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Quinta-feira, 22 Outubro, 2015

VISIONIST Safe CD / LP

€ 12,50 CD PAN

€ 20,50 LP PAN

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É uma experiência diferente, ouvir este álbum depois de saber que a inspiração são os ataques de pânico que Visionist experimentou mais a sério em 2014. Desde a capa aos títulos (termina com “Sleep Luxury”), o álbum procura traçar o percurso de um ataque de pânico, na perspectiva do autor, isto é, quase que tornar público e palpável o desregulamento interno que acontece desde a subida inicial de tensão ao alívio que acontece na fase descendente. Musicalmente, ouvimos um conjunto de faixas muito perturbadas, complexas, com viragens bruscas, uma forte raiz na cultura bass britânica (grime, dubstep, IDM até, tudo condensado em emoções fortes mais do que em artifícios estéticos). Vozes sem rosto, pitch alterado, recordando Burial mas também o arranque consequente, há uns anos, da editora Tri Angle, a cena witch house (o que se lhe quiser chamar), “Safe” pode até ecoar a paranóia do filme com o mesmo título, embora no filme se crie uma angústia meio sufocante no espectador e, neste disco, o que acontece é antes uma imersão num turbilhão que também sufoca mas, por isso mesmo, não parece dar espaço, ao ouvinte, para se sentir angustiado. Sentidos alerta, serão necessários para que o disco vos toque.

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Quarta-feira, 21 Outubro, 2015

SLOW RIFFS Gong Bath 12″

€ 10,50 12″ Mood Hut

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A Mood Hut faz o seu primeiro comedown a sério com este disco, um pouco aquilo que soa natural na editura dos Pender Street Steppers: ambiente. Slow Riffs também já gravou como Local Artist mas aqui quase dispensa os beats em favor de uma atmosfera meditativa. Mais evidente na faixa-título, onde o som aquático ondulante é quase reflectido pela nuvem de synth que vai pairando por cima. “Virgo Dub” é mais nocturno, como se estivessemos no campo num subúrbio de cidade apenas a ouvir o que acontece à nossa volta. Inevitavelmente, de cada vez que uma onda de som chega mais perto, somos recordados da eterna magia dub da editora Chain Reaction. “Peace Arch” é a faixa mais curta e também a mais irrequieta, com alguma percussão livre a manifestar-se com frequência. Algures entre uma sessão free de jazz e uma manobra espiritual de Laraaji.

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Quarta-feira, 21 Outubro, 2015

DJ SOTOFETT TDD-DDRR-IPP MIX 12″

€ 9,50 12″ Laton

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6 tracks. Featuring FIT (Detroit), Bjørn Torske (percussion), Dreesvn (bass) and Madteo (ghost vocals).

Sotofett prolonga o seu enamoramento com dub e com jungle neste maxi que esteve para sair em 2012. Isso é aparente logo desde a curta intro, sobe em “Higher Inda Jungle” e torna-se – digamos – “descontrolado” em “Breaking Set Of The Jungle Fantasy”. Olhar apaixonado para o hardcore dos 90s mas também (sobreposto) para o ambiente artificialmente natural e arejado da cena ambient dub ou apenas chill out. Soa estranho, dito assim. De resto, com sessões em que participaram Aaron “FIT” Siegel, Bjorn Torske, Madteo e Dreesvn, nada falha no percurso house bastante à esquerda da via principal. É outro mundo, muito nocturno, livre, psicadélico, onde podemos observar a vida que acontece quando nos desligamos um pouco da estrutura rígida das fórmulas. Sotofett largou “Trans-Jungle Ride” em 2014, a sua declaração fusionista mais evidente até agora, e continua a ser a contribuição para as 1000 faces da house que fazem dele um nome que consistentemente é importante para nós. A Noruega continua a expandir-se bem além da Escandinávia.

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Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

STEVE HAUSCHILDT Where All Is Fled CD / 2LP

€ 14,95 CD Kranky

€ 29,95 2LP Kranky

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Depois dos Emeralds, Steve Hauschidt encontrou terreno para progredir dentro do mundo das orquestrações dos sintetizadores e criar um som que não sendo inédito, o define. Há claramente uma seta apontada à ressaca kosmische dos anos 80 aliada a uma progressão composicional devedora de revisitações recentes do pós-rock. O que é funcional na forma como o faz é que procura uma fluidez neste tipo de som em vez da habitual ideia do cosmos-ambiente. De certa forma, “Where All Is Fled” está mais ligado a uma ideia de som de ficção científica dos anos 1980 reimaginado neste século do que a uma procura directa de o reconstruir. Ou seja, Hauschidt parece que revisita som em segunda mão, reconstruindo a partir das memórias de outros que trabalharam essa revisitação há uns anos (e dos quais os Emeralds fizeram parte). É uma camada em cima de uma camada de memória e há algo de extremamente funcional e motorizado nisto.

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Quarta-feira, 30 Setembro, 2015

LIZZY MERCIER DESCLOUX Press Color CD / 2LP

€ 16,50 CD Light In The Attic

€ 32,95 2LP (2015 reissue + poster) Light In The Attic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LITA134-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA134-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA134-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA134-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA134-5.mp3]

LP EM BREVE / SOON

Nova Iorque faz isto às pessoas. Durante os anos 1970 Lizzy Mercier Descloux viveu em Nova Iorque (nasceu em Paris) e viveu de perto aquilo que se pode chamar o underground da música nova iorquina de então. Viver de perto implica conhecer pessoas, estar com elas e trabalhar com elas. Em 1978 lança o seu primeiro single na ZE Records e no ano seguinte chega este “Press Colour”, um disco bomba pela forma como explorava sons que na altura ainda não tinham encontrado uma residência permanente na música pop. Funk, punk, rock, um outro toque da irreverência daquilo a que se vinha a anunciar como o No Wave e uma facilidade extrema em fazer soar isto a disco com influências precisas, sejam do disco nova iorquino de então ou da exploração desse som com pontes para ritmos africanos. Há canções que são directas e cheias, no ponto e absolutamente irreverentes, como a supraconhecida “Fire” (que abre o disco) e há riscos que funcionam na perfeição: como a sua versão do tema de “Mission Impossible”. “Press Colour” é mais do que um disco representativo da época, de um tempo em que muitos discos pareciam criados numa espécie de tacho mágico e soarem sempre bem. E mais do que simples irreverência que conquista por ser mesmo assim. Ou de que às vezes o que é importante é estar no sítio certo à hora certa (e é, mas não só). Lizzy Mercier Descloux era alguém muito especial e conseguiu descodificar uma época, um som, e fazer nascer um álbum delirante e mágico. E há o sotaque francês que dá um toque de ingenuidade a tudo e isso funciona como uma cereja em cima do bolo. A Light In The Attic, quem mais, traz-nos este disco de volta. Numa edição com dezoito temas, onde se inclui “Morning High” com Patti Smith.

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Sexta-feira, 14 Agosto, 2015

STEPHEN O’MALLEY Gruidés LP

€ 21,95 LP Demdike Stare

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DDS013-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS013-2.mp3]

É um disco surpreendente de Stephen O’Malley. “Gruidés” foi o resultado de um trabalho conjunto com a orquestra ONCEIM (L’Orchestre De Nouvelles Créations, Expérimentations Et Improvisation Musicales) e é uma abordagem próxima da música experimental/concreta/minimalista, distante, portanto, daquilo que normalmente associamos ao seu trabalho a solo e com os Sunn O))). Enquadra-se na perfeição na editora dos Demdike Stare (DDS), é um exercício em volta de certas tonalidades musicais e do drone. São 35 minutos que criam um cruzamento entre os Eleh, Eliane Radigue e Alvin Lucier, um drone que cria uma espécie de estática e que ocasionalmente é cortado com um som de percussão: que está lá para marcar tempos e oferecer algo próximo de um despertar, para lembrar que há muito mais a acontecer nesta peça do que aquele drone que nos suga desde o primeiro segundo. Estrondoso trabalho e mais uma magnífica entrada no catálogo da DDS.

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Segunda-feira, 11 Maio, 2015

MICACHU Feeling Romantic Feeling Tropical Feeling Ill 2LP

€ 23,95 € 19,95 2LP Demdike Stare

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DDS011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS011-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS011-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS011-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS011-5.mp3]

Editado originalmente no final do ano passado em cassete, esta mixtape de Micachu é mais um capítulo fascinante na vida de Mica Levi. Artista sem medos, poderíamos dizer que cada passo discográfico que dá é um apontar para uma nova direcção. O problema dessa afirmação é que ela depois troca-nos as voltas. É só um passo, não há direcção. “Feeling Romantic Feeling Tropical Feeling Ill” foi agora completamente retocado para esta edição em 2LP; uma mixtape que se transforma em disco e que é uma bem sofrida mutação. É uma hora de sons que parecem de recursos, imaginados sempre numa mesma linha, mas com uma diversidade rítmica, géneros e de movimentos avassaladora. Mais surpreendente é saber que este disco acabou por sair originalmente no mesmo ano de “Under The Skin”, com o qual dificilmente se consegue criar um paralelo a não ser um momentâneo “o que é que se passa aqui” que é recorrente tanto num registo como no outro. Um constante atrofio este álbum, mas um bom atrofio, uma espécie de música cósmica – nova música cósmica – em que os beats à DJ Screw se reinventam numa linguagem IDM adequada ao século XXI. Ou a 2014/15. E enquanto é cósmico há um deleite pop recorrente, quase como se Micachu não quisesse passar aquela fronteira para o “estranho” e ainda mantivesse contacto com os tempos de “Jewellery”. Ao fim do exercício de uma hora, o resultado apresenta-se como fascinante. Algo como um admirável mundo novo, uma Micachu que continua a impressionar e, melhor, consegue deixar o seu passado recente a léguas de distância. Se não gostam do que está para trás, esqueçam que isso existiu. Comecem a conhecer o nome Mica Levi com “Under The Skin” e este “Feeling Romantic Feeling Tropical Feeling Ill”. É um favor que fazem a vocês mesmos.

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