Quinta-feira, 10 Dezembro, 2015

NORMAL NADA Transmutação Cerebral 12″

€ 10,50 12″ Príncipe

Normal Nada aparece na Príncipe como um rocket lançado de uma terra de ninguém. A sua visão tecnóide de África cola com formas de trance e techno muito fora do Continente, e o brilho dos pratos + sons mitra do mundo digital lembram um pouquinho certas coisas editadas pela Irdial nos 90s. A batida, neste disco, parece seguir regras diferentes das que encontramos em discos anteriores da Príncipe. “Nubai (Wo lo lol)” tem a vantagem extra da voz íntima de NN junto ao microfone a mandar dicas e a anunciar “eu tou de moca” (podia ser com “k”, se calhar é). As duas partes de “KAKARAK” juntam-se num bolo de samba mecânico, Neubauten em Chicago, qualquer coisa assim. Doido. Salto para a mitologia com “Ritmo Thoth”, um house seco para puxar a divindade mais para perto. Acontecem ainda várias outras coisas, neste EP, mas, no final, “Tarraxinha Da Calopsita” atira um “ai é?” a todos nós com o ritmo meloso mexido a pio numa espécie de quadro digital de pintar nas mãos de um intuitivo. As figuras são todas hiper-artificiais e coloridas, o resultado sugere, vagamente, anos 80, mas talvez de outro século ou, pelo menos, de outra dimensão.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 10 Dezembro, 2015

BLACKSEA NÃO MAYA Calor No Frioo 12″

€ 10,50 12″ Príncipe

“Batidongoo” já anda por aí há um tempo, não apenas como single de avanço para este EP mas como uma das faixas para nós clássicas de Blacksea Não Maya. Batida feita a sul de Lisboa, com ideias muito próprias e especiais que distinguem a crew de DJs Perigoso, Kolt e Noronha do resto do fogo Príncipe que temos tido o privilégio de mostrar. Perigoso é o seu nome em pessoa, durante todo o tempo de “MacoBayou”, uma batida rápida sempre em avanço. Em “Assabakuse” ele junta-se com Kolt e a viragem mostra uma guitarra cortada essencial para a força melódica disto aqui. Não é o único elemento melódico, mas é – digamos – a voz da música. Bonito. Felicidade mesmo, no entanto, chega com “We Send This” e a família toda reunida em forma de coração para o mundo. Impossível. “Perseguição” mete batucada intensa e cinemática; “Comandante Em Chefe” fecha a apresentação com um dos mais complexos, bizarros e sintéticos jogos melódicos (em forma de “acordeão”) da equipa. Fica no ouvido como qualquer refrão potente que se escuta na rádio.

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Sexta-feira, 4 Dezembro, 2015

LUST 901: MARCOS FARRAJOTA


Desde Maio de 2002, praticamente todas as semanas, enviamos uma newsletter com novidades, reposições e comentários a discos. Convencionou-se que seria útil ter uma pequena introdução, geralmente relacionada com algum acontecimento musical dessa semana, ou desse período, ou sobre discos que escolhíamos destacar.

Em Setembro de 2014 resolvemos entregar esse(s) parágrafo(s) a convidados que poderão partilhar connosco e convosco alguns pensamentos sobre música, o mercado, a cena, as cenas, detalhes sobre as suas próprias actividades, etc. Em baixo podem encontrar os textos publicados até ao momento.

—–

4.12.2015
“Zeichnungen Des Patienten O.T.”
por MARCOS FARRAJOTA

Esta semana a grande má notícia é justamente esta, dois jornais de notícias vão deixar de existir. Não que tenha muita pena que o Sol e o I desapareçam, não eram lá grande espingarda mas dá no que pensar…

Realmente existe toda esta questão da desmaterialização da cultura, ora porque estamos a ficar habituados a encontrar todos os conteúdos na Web, ora porque por “novo-riquismo” acha-se melhor não ter objectos culturais amontoados nas estantes de casa para estarem todos enfiados num “i-qualquer-coisa” ou no disco rígido do computador. Esta atitude irá trazer mazelas no futuro (se é que já não está a acontecer agora!) porque sem objectos não há referências para a memória, sem memória a ignorância passa a ser o padrão comum. Por isso e antes de mais: viva a Flur e outras “discotecas” que ainda existem para termos nas mãos música… e livros!

Asger Jorn, artista do COBRA e do Situacionismo, escreveu algo curioso em 1962: When one sees the colossal spread of the modern strip cartoon, one wonders why newspapers do not formulate their news in the same way. Como já disse, os dois jornais referidos não eram lá muitos bons mas apostaram em “imagem”, sobretudo o I publicou informação em BD, ilustração e infografia e com isso conquistou algumas gerações perdidas consumidoras de jornais. Em contraponto, olhando para a edição dos 25 anos do Público, alarvemente afirma que os desenhos de Álvaro Siza são “BD e/ou flip-book” porque sim. Na fundação do Público, o seu director Vicente Jorge Silva trouxe muita BD para este periódico, será que foi por isso que ainda gostamos de pensar neste jornal como uma referência?

A verdade é que se os jornais e revistas cada vez vendem menos, parte da culpa é a falta de cultura visual dos seus responsáveis – directores e redacções. Na música já se percebeu que grafismo e discos têm de andar de mãos juntas mesmo que seja para boiar num bandcamp.

Portugal intitula-se um país de poetas mas seria bom mudar isto, seria mais interessante se fosse um país de “poetas gráficos” ou “poetas músicos” já agora.

Entre 2003 e 2010 fiz “tiras humorísticas” sobre discos e concertos. Foi com alguma resistência que consegui metê-las em algumas publicações nacionais – na Finlândia foi muito mais fácil, diga-se, além do que o director da publicação era espanhol! – até que desisti porque… também não sobraram muitas publicações em papel.

Algumas dessas tiras foram reeditadas no meu novo livro, Free Dub Metal Punk Hardcore Afro Techno Hip Hop Noise Electro Jazz Hauntology. Sei que sou um desenhador medíocre e só faço esta auto-publicidade desenvergonhada (desculpem lá!) não porque queira promover-me mas sim porque quero promover é esta ideia de retratar música em BD, e que é o desenho que vai salvar a imprensa portuguesa e o mercado fonográfico e tudo mais. Aliás, já há acólitos que acreditam piamente nesta ideia como é o caso do Tiago da Bernarda, topem lá as criticasfelinas.tumblr.com.

Sim, é isso que queria dizer, olhando prá miséria da imprensa nacional…

—–

desenhador, autor, editor e activista com muito calo nas lutas do underground tipográfico. Chili Com Carne e MMMNNNRRRG são as plataformas mais visíveis para as suas operações, onde agrega um lote de gente dedicada à expressão que não cabe nas páginas de outros, porque muito incómoda, marginal, “estranha” ou simplesmente “porque não pertence”. leiam em cima o seu desabafo / farpa na consciência colectiva.



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Sexta-feira, 4 Dezembro, 2015

ONEOHTRIX POINT NEVER Garden Of Delete CD / 2LP

€ 14,95 CD Warp

€ 23,50 2LP Warp

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WARPCD266-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD266-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD266-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD266-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WARPCD266-5.mp3]

Há que tirar o chapéu a Daniel Lopatin. Ao longo dos seus dez álbuns a solo (este é o seu segundo na Warp) que nunca se acomodou ao conforto que um desses lançamentos lhe proporcionou. Viajou com os tempos, sim, e soube ler os momentos para trabalhar de modo ideal aquilo que na altura fazia sentido ler na electrónica. E enquanto o fazia soube saltar para o futuro e entregar manuais que oferecem uma leitura sobre o passado da electrónica mas também sobre um futuro que apenas existe na sua cabeça. Há outros como ele, como James Ferraro, mas Lopatin enquanto Oneohtrix Point Never foi sempre mais claro nessa imagem e, até certo ponto, mais tangível e inovador numa escala mais compreensível. “Garden Of Delete” é um disco mais fácil do que o anterior, não porque faça cedências, mas porque os sons que explora são, de certa forma, mais amigáveis. Mesmo a estranheza de “Ezra” é quase pop e para o final abre-se com aqueles momentos festivos clássicos de Lopatin. É um álbum onde se volta a ler muita electrónica, com um desejo quase enciclopédico de fazer caber aqui anos e anos de história e dar algum sentido ou, talvez mais correcto, um peso histórico. E faz, novamente, da maneira desprendida e incrivelmente sintética a que sempre nos habitou. Tudo fica fácil com Lopatin.

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Sexta-feira, 4 Dezembro, 2015

BILL ORCUTT & JACOB FELIX HEULE Colonial Donuts LP

€ 16,50 LP Palilalia

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAL-039LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAL-039LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAL-039LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAL-039LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAL-039LP-5.mp3]

A capa é um mosaico de tatuagens de Bob Marley, o título é “Colonial Donuts” e não existe grande relação entre as duas coisas. Mas a capa é incrível. E o título também. O disco prossegue o registo de Bill Orcutt desde que começou a editar a solo há uns anos. Contudo, desta vez não está sozinho, mas em duo, com o baterista Jacob Felix Heule. Guitarra e bateria, o registo afasta-se daquela intimidade que os discos de Orcutt a solo carregam; a sua guitarra tem um som mais seco do que o habitual que entra em sintonia com o da bateria. Mas o som da guitarra de Orcutt é uma novidade, cria frases mais curtas e livres, que mantém a intensidade e o carácter espontâneo desta sua fase da carreira, mas que batem como socos, fortes e menos espaçados no tempo. Isso não causa surpresa, surpreende é ouvir-se e sentir-se tanto neste registo em duo. Há muito que não recebíamos edições directamente da editora de Bill Orcutt, por isso, aproveitem: o stock é muito limitado.

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Quinta-feira, 3 Dezembro, 2015

FLANGER Lollopy Dripper CD

€ 14,95 CD Nonplace

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NON41-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NON41-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NON41-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NON41-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NON41-5.mp3]

Burnt Friedman e Atom TM juntos são como duas cidades perfeitamente aruitectadas e planeadas que se fundem porque os seus arredores cresceram e colaram. Regresso de Flanger depois de “Spirituals”, em 2005, com a modificação elegante que fazem do jazz. Há muito de reconhecível, aqui, de outras produções de Burnt Friedman (com os Nu Dub Players, por exemplo) – “Sweet Silence” é uma boa evidência – mas também de Atom TM: “Heady Men” é muito Rather Interesting. A riqueza sónica e conhecimento aplicado por ambos os produtores faz com que, a meio do disco, a palavra “jazz” seja quase redundante, passa praticamente a ser uma coordenada como tantas outras que vamos encontrando em “Lollopy Dripper”, parte de um mapa sempre incompleto mas, também, sempre em elaboração. Em “Rubberhead Illusion” e “Cholorphyll Drop Shot” dá-se o que podemos chamar de regresso à intenção original, com a imprevisibilidade de certo jazz mais livre a ser simbolizada não apenas pelo ritmo quebrado mas pelas harmonias que dançam por cima. É isso.

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Quinta-feira, 3 Dezembro, 2015

THE MOTHMEN Pay Attention! CD

€ 16,50 CD (2015 reissue) On-U Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ONUCD2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONUCD2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONUCD2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONUCD2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONUCD2-5.mp3]

Um disco saído daquele caldeirão tão familiar para nós e tantos outros, certamente. Punk -> Pós-punk -> Dub. A explosão criativa em múltiplas direcções que aconteceu, grosso modo, entre 78 e 82, acrescentou valor a um cenário pop/rock muito precisado de se agitar e sacudir a inconveniência pesada do rock progressivo mais standard e do punk mais tradicional e inconsequente (aquele que não passava de rock n roll mais acelerado). The Mothmen praticamente inauguraram o catálogo da incontornável On-U Sound, uma editora que, de várias formas, personificou esse sentimento e prática de revolução, fusão e experimentação na música popular. Essencialmente conhecida pelas produções dub de Adrian Sherwood e a família apertada de músicos / produtores, a editora revela neste álbum até onde queria ir na associação ao rock. Nesse mundo em que os Clash já eram grandes na incorporação de dub e reggae num cenário rock menos aberto a isso, The Mothmen, em 1981, fazem a ponte entre isso e o lado mais selvagem e iconoclasta representado pelos Pop Group. O resultado é quase sempre forte em ritmo, groove, alguma aprendizagem talvez também com os Gang Of Four. Por esta altura já reunimos dados mais que suficientes. Ouvir a música, agora :)

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Quinta-feira, 3 Dezembro, 2015

TOM TOM CLUB Close To The Bone LP

€ 8,00 LP Island / Ariola (205630-320)

Exemplares originais da prensagem alemã de 1983 / Original 1983 German press. Excellent. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Pleasure Of Love, On The Line Again, The Man With The 4-Way Hips, Bamboo Town, Atsababy! (Life Is Great)
href=”https://www.youtube.com/watch?v=eFKXa6G5Isk”>This Is A Foxy World

1983, segundo álbum dos Tom Tom Club. Olhando à distância, pode-se dizer que “Close To The Bone” é um daqueles difíceis segundos álbuns, porque o homónimo (1981) é um disco pop quase perfeito, em que cada canção é um virar de esquina surpreendente. Grande canção a seguir a grande canção. É inútil dizer que “Close To The Bone” está ao mesmo nível, não está, e seria mesmo muito difícil estar, mas nas suas oito canções existem umas quantas que poderiam existir nesse primeiro álbum e não destoar com o resto. Estão todas no lado A, de seguida: “Pleasure Of Love”, “On The Line Again” e a fantástica “This Is A Foxy World”. E só por essas três canções “Close To the Bone” é um digno sucessor de “Tom Tom Club”. Temos algumas cópias em excelente estado da edição alemão deste disco. Agarrem, os vossos dias ficarão melhores.

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Terça-feira, 1 Dezembro, 2015

DEPARTEMENT D’EDUCATION PSYCHIQUE Musique Improvisée LP

€ 13,95 LP Acido

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ACIDO021-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO021-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO021-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO021-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO021-5.mp3]

Dynamo Dreesen, SVN e Jean-Marc Foussat. Dois lados de vinil com quase 50 minutos de duração total, resultado de edição de jams electrónicas improvisadas em Paris no ano de 2014. À memória chegam momentos fortes de Victor Sol e da editora Fax na década de 90 e, mais atrás, toda uma tradição séria de utilização das máquinas como instrumentos de procura e não de mímica de outros instrumentos. Ambiência arrojada em todo o espectro desde alguma opressão mais próxima do industrial até uma certa contemplação New Age / ritualista. Grande, não apenas em duração.


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Terça-feira, 1 Dezembro, 2015

DYNAMO DREESEN, SVN, A MADE UP SOUND Acido 20 12″

€ 9,50 12″ Acido

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ACIDO020-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO020-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO020-3.mp3]

Mais transmissões do underground com o lado A a dar a sensação de que é um disco de pista: recursos techno / house universais mas com um discernimento impossível de ignorar e, melhor, impossível de arquivar com um encolher de ombros. Batuque poderoso que acrescenta nervo ao ritmo e trabalha para uma sensação de hipnose, se quisermos procurá-la. Temos 8 minutos para lá chegar. Faixas 2 e 3 na linha das jams astrais muito comuns na Acido, Sued e até em coisas da Sex Tags. Muito Cosmos a mostrar-se, aqui, e também robótica suave (sempre mecânica, é a sua natureza, mas suave). Tudo bom.

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Terça-feira, 1 Dezembro, 2015

S. P. POSSE Acido 17 12″

€ 9,50 12″ Acido

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ACIDO017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO017-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO017-3.mp3]

Philip Gelberg já andou por aí (como PG Sounds) no eixo Acido / Sued. É o P de S.P. Posse. O S é SVN e neste 17 fazem a música mais tribal de que nos lembramos nestas editoras. Marimba falsa, afogada em verniz lo-fi, sons do rio grande e da selva a toda a volta, chamamento ao transe e a um tipo de meditação em movimento que transporta o que poderia ser enfiado na House para secções mais esotéricas da Música. Ao seu modo, é um disco que facilita celebrações de vida e de posição nela. Voltem à faixa 1 e escutem a linha de baixo.


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Terça-feira, 1 Dezembro, 2015

DRESVN Acido 14 12″

€ 9,50 12″ Acido

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ACIDO014-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO014-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ACIDO014-3.mp3]

De raspão, na faixa 2, Detroit house numa interpretação europeia super-habilitada, com os loops e o jazz correctos para entrar na família. É, no entanto, outra coisa que se passa aqui. O universo Acido expande-se não apenas a cada edição mas EM cada edição, não porque estejamos a ouvir géneros diferentes e coisas novas a todo o momento mas porque os elementos constituintes do ADN electrónico que este pessoal utiliza parecem não ter limites nas combinações possíveis de narrativa / emoção / ritmo. Há uma Força aqui, pode acreditar-se.


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Terça-feira, 1 Dezembro, 2015

CLUB NO-NO & SVN Sued 9 12″

€ 9,50 12″ SUED

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUE009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUE009-2.mp3]

Selva nórdica, como costuma ser nas edições Club No-No. Mensagens hipnóticas via ritmo analógico, ambiente denso, pacífico, propulsão segura, fluída, nunca se impondo, funciona mais como convite a avançarmos qualquer coisa, a não ficarmos estáticos. Esta música ocupa o espaço todo, se deixarmos.


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Terça-feira, 1 Dezembro, 2015

SW. Reminder Part Three 12″

€ 9,50 12″ SUED

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUE012-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUE012-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUE012-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUE012-4.mp3]

A Sued é parte de uma família que, do nosso ponto de observação, inclui a Acido Records e a Sex Tags. É frequente haver colaborações entre nomes nas várias editoras (SW., Svn, DJ Sotofett, por exemplo) e a dedicação ao underground da música de dança é forte. Quatro faixas rolantes de techno profundo e algum calor UK dos 90s, especialmente no lado B, próximo do que temos ouvido na editora Acting Press. Breakbeat clássico com piano Rhodes e linha de baixo IDM, para fechar o disco. Na abertura, as 2 faixas do lado A planam com autoridade clássica sobre a azáfama de mudanças estéticas cá em baixo. Sempre bom.

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Quinta-feira, 17 Julho, 2014

A WINGED VICTORY FOR THE SULLEN Atomos VII MLP

€ 17,50 € 12,50 MLP (+ download) Erased Tapes

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ERATP056LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP056LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ERATP056LP-3.mp3]

A contagem decrescente já ecoa nos vários pisos do edifício da Flur. Muitos anos depois do álbum de estreia – Setembro de 2011, vejam bem! -, Adam “Stars Of The Lid” Wiltzie e Dustin O’Halloran preparam o segundo filho da sua magnífica união, dando-nos um 12” com três temas. Um deles estará no CD/2LP em Outubro (banda sonora retrabalhada para uma peça de dança de Wayne McGregor), mas os outros dois momentos valem o investimento: “Minuet For A Cheap Piano Number One” é uma sobra do álbum de estreia, uma doce e melancólica (adjectivo óbvio, sim) dança em câmara lenta que nos vai parando o sangue no corpo, cheia de notas de piano abandonado e estática desoladora entre as teclas; “Atomos VII (Greenhouse Re-Interpretation)” é uma versão de 15 minutos do primeiro tema deste disco, com camadas de Inverno islandês a serem lançadas e destapadas por Ben Frost (mas podia ser Tim Hecker) sobre filigrana acústica em crescendo. Tudo simples e tremendamente eficaz. Como dizíamos no início, as saudades eram muitas, e este disco – apenas em vinil transparente, e posto cá fora em quantidade limitada – vai ter mesmo que chegar até Outubro.

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Domingo, 13 Abril, 2014

A WINGED VICTORY FOR THE SULLEN Atomos CD / 2LP

€ 15,50 € 12,50 CD Erased Tapes

€ 26,50 € 23,50 2LP Erased Tapes

Com Dustin O’Halloran, Adam Wiltzie encontrou um bom parceiro para prosseguir as viagens que nos mostrou com os Stars Of The Lid. Depois do passo em falso que foi Dead Texan (falso porque estava a milhas de outros trabalhos de Wiltzie), A Winged Victory For The Sullen foi um na direcção certa. Em O’Halloran encontrou alguém para modernizar o seu som, escapar aos drones e criar algo que até entra mais em contexto com aquilo que se faz nesta década. Depois da estreia surpreendente com o álbum homónimo, “Atomos” é uma continuação fantástica do som que nos haviam apresentado há uns anos. O encontro entre os dois é um daqueles raros casos em que o melhor de dois mundos funciona como um elogio e não uma tirada de marketing para justificar uma banhada. Há de facto um encontro entre esse “melhor”, pela forma como Halloran faz suspender o tempo e como Wiltzie consegue reunir sempre condições para nos dar paisagens lindíssimas. Há qualquer coisa de clássico aqui, nada reinventado, com um cheiro a novo, que é difícil de apanhar em discos que vêm marcado com pop. “Atomos” é muito especial.

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Quarta-feira, 11 Setembro, 2013

SW. Reminder 12″

€ 11,50 12″ Sued

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUE004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUE004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUE004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUE004-4.mp3]

Quase tudo é mistério em algumas das operações mais cativantes na produção actual. A editora Sued (Berlim, parece) e SW. permanecem praticamente a zero no nosso banco de informação, mas a música é consistentemente boa. “Reminder” flutua no Espaço entre Omar-S e a Warp, pegando num beat rasgado que podia ser Autechre mas não é. Vem com uma High Energy Mix, rica, mais espacial mas tb mais dura, house séria para viagens de olhos fechados enquanto os pés batem. A Deep Mix aproveita a intemporal bassline house dos 80s de forma absolutamente discreta e com efeito duradouro e forte. Antes, ainda, DJ Sotofett volta a experimentar, numa outra mistura, como resulta em maravilha o kick, um pedaço de Amen break e linha de baixo sub sub grave, tudo sacado ao jungle, claro, para colar com Detroit e fazer mais uma instalação sonora da contemporaneidade.

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Sexta-feira, 23 Setembro, 2011

A WINGED VICTORY FOR THE SULLEN A Winged Victory For The Sullen CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Erased Tapes

€ 18,95 € 14,50 LP Erased Tapes

O piano de Dustin O’Halloran e as paisagens de Adam Wiltzie (Stars Of The Lid) encontram-se neste novo projecto editado pela Erased Tapes. “A Winged Victory For The Sullen” é um disco belíssimo, melódico e que consegue equilibrar-se na sempre difícil fronteira da composição minimal e uma doce sensibilidade pop. A presença de Wiltzie é determinante aqui, habituadíssimo a trabalhar nesse limbo, quer seja nos Stars Of The Lid como nos Dead Texan, onde o drone vai assumindo um papel sonoro mais relevante ao longo dos temas, atingindo um estado próximo da sinfonia, mesmo que o som real não esteja próximo disso, mas a sensação está lá toda. E é sobre isso, sensação, este “A Winged Victory For The Sullen”. Belíssimo.

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