Quinta-feira, 14 Janeiro, 2016

LEE HAZLEWOOD The Very Special World Of Lee Hazlewood CD / LP

€ 16,95 CD (2015 reissue) Light in The Attic

€ 25,50 LP (2015 reissue) Light in The Attic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LITA131-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA131-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA131-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA131-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA131-5.mp3]

A Light In The Attic continua a trazer-nos edições que nos dão razões para continuarmos a falar de Lee Hazlewood. “The Very Special World Of Lee Hazlewood” foi editado originalmente em 1966, depois dos discos que editou na Reprise e na Mercury não terem tido o sucesso desejado. Este é o primeiro de três álbuns na MGM e o próprio referiu-se a estes álbuns como “demos excessivamente caras”, modéstia, porque aqui encontramos canções como “These Boots Are Made For Walkin’”, “So Long, Babe”, “Sand” ou “Not The Lovin’ Kid”. Há um tom especial que circunda este período (antes e durante a MGM) e um som que de facto tem qualquer coisa de datado mesmo para a época, mas que se torna fascinante por uma vertente algo mágica que se mantém aqui presente. As canções parecem talhadas para o sucesso, esboços de hit, mas sempre com um tom qualquer de lo-fi, de rafeiro, que as impossibilitaram de o escalar para um merecido – mas talvez indesejado – sucesso. Melodias eternas de um coração roto, tão melodramático quanto falso e, por isso, muito encantador.

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Quarta-feira, 13 Janeiro, 2016

HE SAID Hail LP

€ 10,00 LP Mute / Intercord (INT146.822 / STUMM 29)

Exemplares originais da prensagem alemã de 1986 / Original 1986 German press. Excellent. Sound clips and sleeve not from actual copy.

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Começa logo com “Pump”! Edward Graham Lewis (Wire) muito ajudado neste disco por Angela Conway (A.C. Marias), Bruce Gilbert (também dos Wire) e John Fryer (produtor, músico, engenheiro, trabalhou bastante com a 4AD nos 80s). “Hail” parece produto de uma fusão entre “154″ dos Wire, os discos pop de Brian Eno nos 70s e o lado mais solene, menos rock, dos Tuxedomoon. É o primeiro de dois álbuns que Lewis gravou como He Said e representa bem o lado escuro de uma certa pop vanguardista que conseguiu muita atenção nos meios independentes na década de 80. A fuga aos cânones enquanto se tentava manter uma estrutura de canção pop resulta em momentos inimitáveis como “Pump” (a voz de Lewis em modo íntimo) ou “I Fall Into Your Arms”, mesmo apesar de nesta última ser Lewis a aproximar-se de algo que Scott Walker poderia ter feito (a voz segue muito a trilha de Walker). Sério, para alguns talvez pretensioso, mas este é o tipo de álbum que parece não encontrar enquadramento definido, condenado a preconceitos, por um lado (“os terríveis anos 80″) e à liberdade de não caber em lugares certinhos. Pouco sedentário.

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Sexta-feira, 8 Janeiro, 2016

DEERHUNTER Fading Frontier CD / LP

€ 12,50 CD 4AD

€ 23,50 LP 4AD

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CAD3521CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3521CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3521CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3521CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3521CD-5.mp3]


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Quarta-feira, 6 Janeiro, 2016

MASAYOSHI FUJITA Apologues CD / LP

€ 12,50 CD Erased Tapes

€ 16,50 LP Erased Tapes

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Fujita apareceu na nossa frente com Jan Jelinek em “Bird, Lake, Objects” (2010), uma proposta bastante diferente de “Apologues”. O brilho do vibrafone entra e sai de campo consoante a mensagem que traz, em cada fase das composições no álbum. Tão próximo de uma linguagem jazz como de um – talvez mais evidente – neoclassicismo, o instrumento convive com outro material muito orgânico para representar imagens que não poderão ser dissociadas de uma certa melancolia rural ou ruas empedradas na zona antiga de uma cidade europeia clássica. São só imagens, é certo, mas a música em “Apologues” carrega tal potencial de imaginação que é muito difícil distanciar o que se escuta das paisagens que imediatamente surgem no olho da mente.

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Quinta-feira, 31 Dezembro, 2015

PATRICK COWLEY Muscle Up 2LP

€ 26,50 2LP Dark Entries

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A Dark Entries tem trabalhado bem para trazer um lado menos acessível – por ser mesmo difícil de aceder – da carreira de Patrick Cowley. “Muscle Up” junta-se ao brilhante “School Daze” para um duo dinâmico de compilações que reúnem o seu trabalho para bandas-sonoras de filmes pornográficos gay. “Muscle Up” reúne temas que não são tão directamente cósmicos como “School Daze”, mais downbeat e próximos de uma espécie de viagem espacial. O conjunto de temas aqui apresentados são mais psicadélicos, coisas do território de ficção científica e que fazem lembrar coisas de hoje, como o Sun Araw de “On Patrol” e “Heavy Deeds”. Há um lado de não-acontecimento neste conjunto de temas que é único, atmosferas que prometem o épico mas nunca o satisfazem: e contudo deixam-nos extremamente satisfeitos. É algo próximo de um pós-cósmico, música ambiente com beats discretos, que pede imersão e em troca dá uma viagem que tem tanto de psicadelismo como de romance. Obrigatório.

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Terça-feira, 22 Dezembro, 2015

JAMES FERRARO Skid Row CD / 2LP

€ 17,50 CD Break World Records

€ 32,50 2LP Break World Records

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Desde “Far Side Virtual” (2011) que James Ferraro tornou mais formal a sua visão do mundo, da tecnologia, das cidades, das pessoas. Antes disso há intenções dispersas, há tentativas que na altura não chegavam a gente suficiente para ganharem a energia necessária para se tornarem relevantes. “Far Side Virtual” foi o álbum que o tornou relevante aos olhos de outro mundo e foi o álbum que iniciou uma distância com o seu trabalho no passado, seja a solo, com os Skaters, ou com as centenas de coisas que aconteceram até então (são mesmo muitas). Desde 2011 lançou discos que se têm diferenciado esteticamente mas que mantém um lado de ficção científica que lhe é único (com “Sushi”, “Cold” e o magnífico “NYC, Hell 3:00 AM”). “Skid Row” é talvez o seu disco mais narrativo, aquele em que uma cidade (Los Angeles) parece mais viva, não como decoração, mas como algo a desfazer-se nos seus beats plásticos e nas palavras que dizem qualquer coisa de familiar: mesmo que isso seja só “Burning Prius on the highway”. Há qualquer coisa nesta aleatoriedade, no seu zapping constante, que transporta o ouvinte para outro universo: é um caos perfeitamente delineado. Por vezes faz lembrar Robert Ashley. Melhor, por vezes diz-nos o que Robert Ashley estaria a fazer se tivesse a idade de Ferraro em 2015, da mesma forma que o fez com Brian Eno em 2011. E fá-lo, continua a fazê-lo, com menos escala e meios, com uma noção de futuro que não existe, que se relaciona com a ficção científica que se digere dos filmes e dos livros, porque parece estar bem presente no presente. Ferraro faz algo que se aproxima da arte com carácter expositivo em disco: transportável e digerido como pop. E nessa displicência, no esforço que parece fazer para não querer ser reconhecido pelo seu génio, está algo do seu encanto. Porque é verdade que é, e sempre foi, genial.

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Terça-feira, 22 Dezembro, 2015

GOLDEN IVY To Elvira From Ivy With Love MLP

€ 14,50 12″ Music For Dreams

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Saudades, sempre, de “West Coast” dos Studio (2006), quando ouvimos música tropical feita na Escandinávia. 6 faixas na apropriadamente chamada Music For Dreams, a aproveitar o que de bom sai da Fasaan, editora de Malmo, Suécia. Neste caso Golden Ivy, com música incrivelmente sedutora, coexistindo no mesmo cenário de sonho com a Moodhut e as coisas mais feel good na Peoples Potential Unlimited (e a Fasaan, claro). Som artificialmente natural, provoca por isso mesmo um choque de boa onda sentido desde os tempos da Exotica nos anos 50, ancorado na house original mais seca, r&b / boogie instrumental e numa pop cheia de Sol e sem rumo certo. Perfeito.

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Segunda-feira, 21 Dezembro, 2015

MOUFANG / CZAMANSKI Live In Seattle 2CD / LP

€ 13,95 2CD Further Records

€ 19,95 LP Further Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FUR050CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FUR050CD-2.mp3]

Encontro ao vivo entre David Moufang (Move D) e Jordan Czamanski (Jordan GZC, metade de Juju & Jordash). Ano: 2013. Duas faixas longas de exploração techno atmosférica, em toda a correcta tradição das jams analógicas ocorridas aqui e ali durante a década de 90 e que outros também mantêm bem presentes. Outros, por exemplo = Sex Tags Mania, em certos discos, a espantosa aventura paralela das editoras Sued / Acido, os grandes momentos de Minilogue e/ou dos seus elementos a solo, Donato Dozzy, etc. Nunca foge, não se desvanece, a beleza do acontecimento que são as máquinas em fluidez natural, conduzidas / orientadas por mãos que sabem conter perfeitamente a força terrestre que, de outra forma, se arrisca a sair bruta, simplesmente dominadora do espaço, impositiva. “Live In Seattle” é um magnífico exemplo de uma narrativa orgânica, composta de todas as nuances necessárias para que a história não fraqueje. São muitos minutos de matéria cósmica a ser moldada enquanto escutamos. Sem reservas.

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Terça-feira, 1 Dezembro, 2015

UNKNOWN ARTIST A Jump Ahead… 12″

€ 8,95 12″ Shop

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Parte de uma série que parou, aparentemente, com este disco (SHOP 3), ligada à forte cultura techno em torno da loja Hardwax, em Berlim. Tudo mais ou menos anónimo, em termos de créditos de produção, provocando mistério que ainda hoje não se consegue bem desvendar. Há um site com 4 faixas ao vivo e uma página de Souncloud. Quando saiu, em 2002, este Shop integrava-se numa cena de que faziam parte Soundhack, Errorsmith e outros produtores que saltavam convenções para esticar os limites do techno. O break permanente de jazz na faixa-título soa sempre desconcertante porque, parecendo que a música vai mudar de direcção, na verdade mantém-se equilibrada nessa incerteza. “H.H. Files #3″ evolui também a partir de um break constante, mais lento. As restantes 3 faixas estão numa classe de techno muito desviada, material de cave, rude, muito orgânico, na nossa cara. Não passa de moda OU nem sequer se deve falar de moda, aqui.

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Quinta-feira, 30 Julho, 2015

MORITZ VON OSWALD TRIO Sounding Lines CD / 2LP

€ 13,95 CD Honest Jon’s

€ 19,50 2LP Honest Jon’s

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Que cena: Moritz Von Oswald + Tony Allen + Max Loderbauer e ainda Ricardo Villalobos na mistura de som. Não encontramos nada que falhe, aqui, e é óptimo sentir a pulsação dub que já conhecemos de Rhythm & Sound a ser complementada pelas quebras rítmicas da bateria de Tony Allen. Naturalmente, e só por isso, este álbum soa distinto dos anteriores deste trio. O jazz astral paira por aqui (“Spectre”, por exemplo, passeia pelo Espaço) mas a abertura de ângulo alcança outras paragens, também. Quase tudo se mexe em “Sounding Lines”, todos os micro-sons têm input no groove, todas as pausas servem para acertar o nosso ritmo, são uma espécie de auxiliar de descompressão para respirarmos convenientemente a atmosfera desta música. O álbum não é extrovertido no sentido exuberante, mas os músicos estão tão seguros do que acontece que podemos deixar-nos embalar sem receio do desconhecido. Boas mãos, todas estas.

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Quinta-feira, 8 Outubro, 2009

THE BEATLES Revolver – Deluxe CD

€ 13,95 € 11,50 CD (Ed. Limitada) EMI

Digital Remaster 2009. Deluxe Digipak.

Algures na quinta temporada de “Mad Men”, Don Draper mete um disco dos Beatles a tocar para tentar perceber a histeria em volta dos britânicos. O disco que coloca é “Revolver”, a canção “Tomorrow Never Knows”. É uma canção simbólica dos Beatles e já muito foi escrita sobre ela. Ali, além de qualquer significado que possa ter no contexto da série, serve também para mostrar que os tempos estavam a mudar. E também estavam a mudar para os Beatles. “Revolver” é o álbum entre “Rubber Soul” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (“Yesterday…and Today” não entra bem nas contas oficiais) e a sua última canção torna-se, intencionalmente, uma chave de mudança. “Rubber Soul” era um álbum que já mostrava os sinais de mudança da banda e dos discos da primeira metade da década de 1960, mas “Revolver” é aquele que maximiza essa passagem, seja pela forma como melodias de antigamente parecem algo totalmente novo (“Taxman”, She Said She Said”, “Doctor Robert” ou até “And Your Bird Can Sing”), por algo totalmente novo (“Love You Too”, “Got To Get Into My Life” (provavelmente a canção mais “White Album” de “Revolver”) e, claro, “Tomorrow Never Knows”). Fala-se das drogas e de todas as outras influências. Mas os Beatles eram um mais do que isso. E “Revolver” é qualquer coisa de mágico, de transição e que marca tanto uma época como o trajecto da banda. Um rascunho perfeito do que 1967 e 1968 trariam.

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