Quinta-feira, 28 Janeiro, 2016

MONOLAKE Interstate CD

€ 11,50 CD (2007 reissue) Monolake / Imbalance

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ML001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML001-5.mp3]

1999: a primeira edição no catálogo Monolake / Imbalance. Aqui ainda a funcionar como duo, com Robert Henke e Gerhard Behles. Este último deixaria em breve de estar ligado ao projecto, concentrando-se na criação e desenvolvimento do software Ableton Live. “Interstate” segue-se ao influente “Hongkong”, gravado para a Chain Reaction em 1997, e difere deste sobretudo porque a ideia de techno é bastante mais solta. “Interstate” é um híbrido já clássico entre o dub techno e algumas formas mais livres depois associadas ao dubstep, transformando ainda, no processo, várias mecânicas próprias da IDM do meio dessa década. “Perpetuum” soa como Autechre, se estes tivessem alguma vontade de segurar o beat; “Amazon” é o pedaço exótico deste set, com os sons naturais a servirem de pano a uma linha de baixo errática; e esse é um dos aspectos fundamentais no som de Monolake, já então: baixo. A definição com que os graves são trabalhados remete imediatamente para laboratório, mas pudemos observar isso em pleno movimento quando Monolake (já só Robert Henke) se apresentou em Lisboa nesse mesmo ano de 1999 no festival Reset / Atlântico, no Bairro Alto. Conseguimos exemplares novos da reedição de 2007. A capa é diferente, a música mantém toda a importância. História do virar do milénio.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 28 Janeiro, 2016

GLORIA ANN TAYLOR Love Is A Hurtin’ Thing CD / LP + 12″

€ 11,95 CD Luv N’ Haight

€ 27,50 LP+12″ Luv N’ Haight

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Há algo na voz e nas letras de Gloria Ann Taylor que é profundamente triste. Quem já se cruzou com “Window Shades” de U.S. Girls apanhou com o sample que utiliza de “Love Is A Hurtin’ Thing” e se isso servir de porta de entrada para esta maravilhosa compilação, ainda bem. Se o cruzamento ainda não aconteceu, a descoberta será melhor, mais poderosa. A tristeza de Gloria Ann Taylor tem um poder que apela à glória, a uma eternidade que existe na melhor soul e que estranhamente nos deixa felizes. E aqui isso é transparente nas canções mais fortes do álbum (“Deep Inside Of You” e “Love Is A Hurtin’ Thing”, especialmente na sua versão de sete minutos). E se o que se ouve aqui é soul, por vezes disco e até uma componente exótica que se mistura com algum psicadelismo, o que sobressai sempre é a voz de Gloria, que por mais melancólica ou dolorosa seja, às vezes, tem qualquer coisa de radiante que nos deixa felizes, pelo que emana, mas porque isto é belo, glorioso e de uma raridade estonteante. E é importante agarrar este disco, é seguramente uma das coisas mais maravilhosas que vão ouvir nos próximos meses e anos.

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Quinta-feira, 28 Janeiro, 2016

DIE VON BRAU Dedication For Project – 02 CDR

€ 6,95 CDR Ed. Autor

OUVIR

O segundo fôlego nesta série de Die Von Brau deixa-nos encostados, a pensar como aconteceu a quase 1h de música ininterrupta. Se o volume 1 tinha um propósito utilitário como banda sonora para melhoramento espiritual e energético, não é tão claro que esta nova peça tenha essa função (ou qualquer outra muito específica). O patamar quase barroco em que os sons se desenvolvem, e as vozes solenes, como se fossem monges em Om, remetem para uma construção fora deste mundo, especialmente quando a sonda arranca algures depois dos 7 minutos. Evoca um pouco da procura de vida sónica artificial nos 90s (projectos como o SETI de Andrew Lagowski e até alguns trabalhos ambientais de Terre Thaemlitz da mesma época), aqui de uma forma respeitadora de um certo classicismo e contenção. Sente-se uma espécie de atmosfera de igreja, no silêncio que se é compelido a respeitar. A travessia destes muitos minutos é uma viagem em si mesma.

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Quinta-feira, 28 Janeiro, 2016

WG BAND Do It (Til You´re Satisfied) 12″

€ 7,00 12″ White Gold Dance (GOLD103)

Exemplares originais da edição alemã de 1986 em Excelente estado / 1986 German press. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Do It (Til You´re Satisfied), White Gold

O circuito de músicos de sessão e edições imaginadas por produtores tem para apresentar discos muito especiais. A cena era particularmente rica em Inglaterra, onde descobrimos Andrew Askew (quem se lembra de “Germany Calling”? É só uma referência). White Gold Band gravam neste maxi uma óptima versão de “Do It (Til You’re Satisfied)” que os B.T. Express gravaram em 1984. Devidamente adaptada para o meio da década de 80, mantém o compasso a meio tempo e existe ali numa zona rica entre boogie e electro. O dueto de vozes masculina e feminina acrescenta aquele tom de desafio tão necessário numa pista de dança; viramos para o lado B e “White Gold” funciona como o hino deste projecto de que não se conhece mais nenhuma edição. Música produzida a pensar exclusivamente no rendimento dos beats na pista, um belo pedaço de época e não o dizemos por qualquer tipo de nostalgia. Bate agora.

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Quinta-feira, 28 Janeiro, 2016

SURGEON From Farthest Known Objects CD / 2LP

€ 11,95 CD Dynamic Tension

€ 17,95 2LP Dynamic Tension

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É fácil proclamar que o techno não tem passado nem futuro, pelo simples motivo de que a música vagueia incessantemente num fluxo cuja origem por vezes é difícil de determinar. Álbuns como “From Farthest Known Objects” reforçam a ideia de algo que se desenvolve com independência em relação a “criadores”. Não será bem assim, mas o poder desta música é precisamente esse: protagonizar a sua própria história. Os títulos das faixas são apenas algarismos e letras, servindo melhor ainda a alienação que sentimos ao escutar o álbum. Talvez apenas nas faixas 4 e 8, Surgeon se aproxime de um padrão techno que ele mesmo definiu há 20 anos, mas tudo o resto é estranho de uma forma única, algo que pode cair sem aviso numa pista de dança como pode, igualmente, sonorizar trabalho fabril pesado. Absoluta boa forma de Surgeon, sem concessões, a mostrar o caminho duro e espartano da consciência techno mais radical.

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Quinta-feira, 28 Janeiro, 2016

KODE9 Nothing CD / 2LP

€ 15,50 € 11,95 CD Hyperdub

€ 23,50 2LP Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HYPCD003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYPCD003-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYPCD003-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYPCD003-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HYPCD003-5.mp3]

A Hyperdub nunca foi uma proposta feliz. Frequentemente energética, catártica (as associações ao footwork, essencialmente), mas até os álbuns de Cooly G passam uma melancolia que já parece fazer parte da “mensagem” da editora. Em Burial isso é óbvio, tal como nos discos que Kode9 gravou com The Spaceape. “Nothing” parece resumir no título a perspectiva de futuro que a lente de Kode9 mostra. O conceito do álbum está ancorado num hotel imaginário, totalmente automatizado, vazio de pessoas e, tal como outros trabalhos de Steve Goodman (Kode9), destina-se à reflexão sobre a contemporaneidade tecnológica, urbana e, em última análise, social e humana. É difícil dissociar esta música de tais reflexões, e podemos saltar directo para o título ambíguo da última faixa: “Nothing Lasts Forever”, querendo dizer que nada dura para sempre mas, também, que o Nada dura para sempre. O ruído parece de chuva forte, e aí podemos interpretá-lo como quisermos. “Nothing”, o álbum, constitui em si um novo híbrido entre as credenciais dubstep e a incorporação de footwork num contexto esotérico e não de rua, como a expressão original de Chicago. A música é quase sempre tensa, feita de mudanças rápidas, e chega mesmo a sugerir um destino condenado à marcha lenta de uma procissão das almas, no remake de “9 Samurai” agora chamado “9 Drones”. É o futuro?

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Quinta-feira, 17 Dezembro, 2015

MABRAK Drum Talk LP

€ 16,95 LP (2015 reissue) Dug Out

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DO-JS005-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DO-JS005-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DO-JS005-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DO-JS005-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DO-JS005-5.mp3]

King Tubby no controle da mistura mas isto é a irmandade de tambor liderada por Leroy Mattis, campeão jamaicano junior de bateria em 1970, mais tarde (1974) a batalhar com Cedric Brooks e Light Of Saba. Dubs de bateria, uma composição e mistura gerais mais encorpadas do que o habitual espaço entre os sons que estamos acostumados a ouvir em produções dub. Maravilhoso. O single prévio, também chamado “Drum Talk”, foi o tema da Conferência de Primeiros-Ministros da Commonwealth em 1975. Crazy. O álbum junta mais alguns riddims escolhidos pelo irmão de Leroy para Harry J, em cujo estúdio as gravações foram feitas. O LP traz um texto de Leroy Mattis, escrito em 2006, pronto para explicar o que precisamos de saber. Tudo bom.

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Sexta-feira, 11 Dezembro, 2015

PIERO UMILIANI Continente Nero LP

€ 16,50 LP (2015 reissue) Omnicron

OUVIR / LISTEN:
Oasi, Rivoluzionari, Preparativi, Piffero Africano, Nuove Realta

Originalmente editado em 1975, “Continente Nero” é um disco sublime de jazz/electrónica/exótica. As cópias que recebemos não são originais – queriam! – mas de uma reedição não oficial que nos surgiu à porta e fomos incapazes de recusar. Já conhecíamos o disco, a qualidade do som pareceu-nos suficientemente boa para apostar. Primeiro porque este ano foi particularmente prolífico em reedições – oficiais e não – de discos de Umiliani, dos seus mais diversos campos de actuação e correctamente adjectivados e sintonizados com a sua história e influência. “Continente Nero” é um paraíso do início ao fim. Não é uma questão de nos transportar para algum lado, mas da música evocar um lugar de não-pertença e de criar uma combinação única entre jazz, electrónica e música folk. O som ligeiro facilita a entrada no disco. Que é em si bastante fácil, mas quando se esmiuça há momentos ridiculamente complexos e que estão para além da paisagem agradável da exótica ou da library music. E tal como outros discos de Umiliani de que falámos nos últimos meses, há todo um lado de que isto é algo que não é, soa a uma coisa mas é outra, parece-se com isto mas afinal é aquilo. Até quando vai directo ao jazz (em “Nuovi Fermenti”) há um embalo que nos faz afastar dos rótulos e aceitar isto apenas como música de paisagem, música ambiente. Música ambiente perfeita, uma espécie de descrição do paraíso ao longo de dezasseis temas. Uma pérola.

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Sexta-feira, 1 Maio, 2015

JLIN Dark Energy CD

€ 15,50 € 12,50 CD Planet Mu

€ 19,50 2LP Planet Mu

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZIQ356-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ356-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ356-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ356-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ356-5.mp3]

Um álbum que transporta a estética footwork para outras paragens. Ambientes não menos paranóicos mas há quase como que uma paragem para pensar e deixar um certo espaço para que a acção se desenrole à vontade. “Erotic Heat” é um híbrido mais que interessante, admitindo na sua construção elementos de dubstep e uma voz cortada que, até certo ponto, dá para imaginar como melódica numa faixa de Augustus Pablo. “Black Diamonds”, a seguir, reforça o peso, e estes beats assumem uma postura que, fosse outra a estética, chamaríamos de “industrial”. Tratando-se de footwork, somos sempre expostos a muita pressão rítmica. Jlin parece, no entanto, retirar-se da rua para operar mais acima. Não que isso seja uma manobra de superior ou inferior qualidade, é simplesmente um ponto de vista que soa mais distanciado da comoção ao nível do passeio. “Dark Energy”, como um todo, parece mais inclinado a desenhar uma ideia grandiosa de como o futuro pode ser perigoso. É o que o som transmite. Nada pacífico.

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