Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2016

RON MORELLI A Gathering Together CD / LP

€ 14,50 CD Hospital Productions

€ 20,50 LP Hospital Productions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HOS-477-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-477-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-477-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-477-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-477-5.mp3]

Desde “Spit” (já foi em 2013, caramba) que Ron Morelli tem mostrado um trabalho em volta da paciência, de como a saturação de certos sons através da repetição, de batidas que entram em rotação até ao desgaste, conseguem inverter a perspectiva do aborrecimento e criar melodias e emular um pouco um esquema de dança, mesmo que a sensação nunca seja essa e que a coisa esteja mais próxima de um industrial de Conrad Schnitzler ou de qualquer coisa que simplesmente só existe por ser excessivo. “A Gathering Together” é uma espécie de passo virtuoso nesse sentido, o jogo de paciência torna-se mais extenso, febril, e há claramente uma procura pelos detalhes, por outros materiais e caminhos, e menos pela saturação directa e metálica que existia em “Spit” e depois em “Periscope Blues”. Ou seja, de certa forma este álbum é mais abstracto é um disco mais sensorial nesse sentido e menos físico do que o que Morelli fez para trás. E a perda dessa fisicalidade é notória e contornada com mais detalhes, paciência e uma sensação quase futurista da ansiedade e do colapso. São ritmos que só existem na cabeça de Morelli e que, de alguma forma, ele consegue formá-los e transmiti-los para o ouvinte. E funciona. Cada vez melhor.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2016

MIKE COOPER New Kiribati LP

€ 20,50 LP Discrepant

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CREP21-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CREP21-5.mp3]

Originalmente editado em CDR em 1999, numa altura em que os CDRs ainda não estavam totalmente na moda – estávamos quase lá – como forma de edição, “New Kiribati” é um disco que acaba por fazer sentido reaparecer agora, numa altura em que muito trabalho de Mike Cooper neste âmbito tem vindo a ser editado e descoberto. Gravado em Roma, “New Kiribati” constrói uma ponte curiosa com “Fratello Mare”, disco recentemente editado na Room40: ambos os discos aproveitam-se muito de field recordings para construir uma abstração nas peças de Cooper. E se por um lado há os efeitos e esses sons, por outro há a guitarra, que ora é cenário ou actor principal, e a forma como Cooper joga com isso, mesmo dentro de alguns temas, é fabulosa e oferece um fluxo constante e dinâmico de sons, melodias, que ora tocam no psicadélico ora num lado mais formal da música electrónica (embora nada aqui seja realmente música electrónica).

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Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2016

NINOS DU BRASIL Para Araras 12″

€ 11,50 12″ Hospital Productions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HOS-448-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HOS-448-2.mp3]

No campeonato da electrónica/industrial, “Novos Mistérios” foi um dos melhores álbuns de 2014 e redondezas, mas desde então que os Ninos Du Brasil não apresentavam material fresco. Fresco e hot. “Para Araras” é um maxi com dois novos temas, ambos incríveis, e totalmente filhos de “Novos Mistérios”, mas menos industriais e mais virados para a pista: principalmente “Algo Ou Alguém Entre As Árvores”, groove viciante e maléfico e algo para devorar com insistência nos próximos dias. “A Magia Do Rei”, no lado A, serve de ponte para o passado e presente dos Ninos do Brasil, uma componente mais progressiva e ostensiva, algo que não existia em “Novos Mistérios” e que aqui surge com proeminência, e que conquista novos territórios no lado B.

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Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2016

ROBERT AIKI AUBREY LOWE Timon Irnok Manta LP

€ 18,50 LP Type (repress)

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TYPE111-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TYPE111-2.mp3]

“Timon Irnok Manta” é provavelmente o melhor disco de electrónica/ambiental desta década que ainda não ouviram. Foi um passo numa nova fase na carreira de Robert Aiki Aubrey Lowe, que até então assinava com outros nomes (talvez mais conhecido como Lichens) e que editou este álbum com duas peças, uma em cada lado do LP, que faz um cruzamento único entre alguma electrónica alemã (os Popol Vuh vêm logo à cabeça), as esculturas sónicas da BBC Radiophonic Workshop e coisas da Basic Channel e Chain Reaction. Há qualquer coisa intemporal no que aqui cria (principalmente no lado A, com “M’Bondo”), um som que marca o tempo e que depressa se afirma como uma batida. Mas é uma batida que não é regular, ou melhor, é regular porque respeita padrões, mas é um som que entra e sai do ouvido, que às vezes está lá – e acreditem, está sempre lá – mas que por vezes não se ouve devido a outras dimensões na música de Lowe. O lado B, “M’Bondo (Version)”, sugere uma edição de Grouper na Modern Love: só que mais dramático, intenso e com uma noção de espaço assombrosa. É um álbum com pouco mais de 30 minutos e desde 2012, altura da sua edição original, que nos apaixonámos por ele. Na altura passou algo despercebido por aqui, as cópias que recebemos desapareceram rapidamente, mas agora com a reedição estamos a desforrar-nos do desespero de termos estado secos de “Timon Imok Manta” durante tanto tempo: e o que podemos desejar é que desapareçam depressa. Se isso não acontecer, é sinal que vocês andam muito desatentos.

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Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2016

THE SERVICE Dance Up 12″

€ 6,00 12″ RMS (RMSD12001)

Exemplares originais da edição americana de 1983 em Excelente estado / 1983 US press. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Dance Up (D.D.U.), Dance Up (Dub Up)

Ultimamente têm pintado alguns maxis de electro que mexem connosco, e assim continuamos a partilhar com vocês alguns nomes menos comuns que, no entanto, fazem a festa melhor. De acordo com Freddy Fresh, uma sample de “Dance Up” foi usada pelos Latin Rascals numa mix underground bem influente “(Orig.) Big Apple Production Vol. II”) e é o máximo que conseguimos saber. No entanto, o contexto é sempre menos importante do que a música, e The Service (tudo creditado a um nome apenas: Gui), editados na Costa Oeste em 1983, cruzavam bem com a cena mais latina de Miami, por exemplo. O nome Mystery Host, associado à produção, legitima a aura de mistério e a falta de informação, isso é lindo, de certa maneira. A letra arranca com “The night is young and we’ve just begun to have fun”, prosseguindo com beat e linha de baixo bem electrónicos, acrescentados de voz feminina e vocoder, que depois é deixado com mais protagonismo na versão dub. Reparem ainda no break do original, onde Kraftwerk (inevitáveis) são acrescidos de vibe latina. É só um pouco, mas são esses momentos que plantam alegria no rosto de quem anda nisto pelo som. Temos a edição americana original em 12″.

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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

ROBERT AIKI AUBREY LOWE Cognition 12″

€ 18,50 12″ Demdike Stare

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DDS015-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DDS015-2.mp3]

Em 2012 fez sentido Robert Aiki Aubrey Lowe estrear-se com um disco na Type. Era a editora certa para o som que estava a apresentar, não só pelas edições da altura mas também pelas reedições que andava a fazer. Em 2016 muito mudou e para aquilo que Lowe faz desde então tem todo o sentido que o seu mais recente disco seja editado na editora dos Demdike Stare. “Cognition / Observation” herda de “Timon Imok Manta” uma certa atenção ao dub, mas enquanto no disco anterior existem frequências graves que enchem a casa, neste 12” há mais espaço para respirar, com uma certa ligação ao techno, mas aqui menos à escola da Basic Channel e mais à de Villalobos, sem perder a identidade de Lowe. Ambos os temas são construídos com frases mais fluídas, menos presas a uma repetição, ou melhor, a uma ideia de repetição e desgaste. Aqui nota-se uma continuidade, um desejo de diálogo ainda com mais momentos da música electrónica – e não só – do que aqueles que aconteciam no álbum de 2012. É um regresso vigoroso, novamente Lowe faz um disco contemporâneo, que entra em linha com o que se procura hoje em certos andares da electrónica, mas que é completamente independente, sem favores ou aproveitamentos, da cena que o rodeia. Dois temas incríveis para arrancar 2016 e que ficam para a posteridade.

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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

AFRICAN HEAD CHARGE My Life In A Hole In The Ground LP

€ 23,50 LP (+mp3) (2016 reissue) On-U Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ONULP13-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP13-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP13-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP13-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP13-5.mp3]

“Elastic Dance” entra logo em modo steppas e o álbum, não sendo “de dança”, encontra-se com frequência na pista (“Stebeni’s Theme” vai directo para sets de house ou techno mais exóticos). Adrian Sherwood convocou a sua ciência superior, convocou também o mestre percussionista Bonjo Iyabinghi Noah, que estudou com Count Ossie (investiguem-no :) e outros músicos que começavam aqui a rotação de African Head Charge enquanto projecto sem line-up definitivo. Dub encontra África de forma bastante densa, neste álbum que em 1981 concretizava um certo desejo de exploração do pós-punk, aprofundando as raízes dub que Adrian Sherwood iria trabalhar ainda mais, e de forma única, nos anos (décadas?) seguintes. Bomba.

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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

AFRICAN HEAD CHARGE Off The Beaten Track LP

€ 23,50 LP (+mp3) (2016 reissue) On-U Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ONULP40-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP40-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP40-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP40-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP40-5.mp3]

Três anos passam desde “Drastic Season” e agora, em 1986, encerra-se um ciclo na discografia de African Head Charge. O beat em “Some Bizarre” soa incrivelmente próximo de uma faixa dos Flux (ex-Flux Of Pink Indians) do mesmo ano. Mentes ligadas? Mais provavelmente um caso de máquinas semelhantes. E tem Jah Wobble no baixo. A percussão não abranda, em “Off The Beaten Track”. Menos gente integrada no projecto, nesta fase, não significa menos riqueza sónica, mas é pacífico dizermos que, após o absoluto pico experimental que foi “Drastic Season”, seria difícil manter o veículo tão à esquerda sem perder rumo, talvez. E, no entanto, este é inquestionavelmente um álbum poderoso na maneira como sintetiza os vários locais exóticos percorridos em som e até títulos, em todos os discos anteriores, num único todo – repetimos – mecânico, alienígena, uma espécie de reprodução artificial da humidade na selva brava. Giro, ainda, perceber as ligações ao industrial através do som das máquinas: “Release The Doctor”, por exemplo, tem um kick igual ao dos Ministry em “Over The Shoulder” (e noutras faixas do mesmo período encostado ao meio dos 80s). Muitos cruzamentos, muita coisa a acontecer e para aprender transformam discos como “Off The Beaten Track” em algo mais do que um mero registo musical.

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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

AFRICAN HEAD CHARGE Environmental Studies LP

€ 23,50 LP (+mp3) (2016 reissue) On-U Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ONULP19-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP19-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP19-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP19-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP19-5.mp3]

Formação mais alargada, nesta versão African Head Charge de 1982. Poder de experimentação ainda intacto, viagens ao coração da selva, Bonjo Iyabinghi Noah como elemento tão unificador neste sistema como Adrian Sherwood. Dub mecânico, sintético e simultaneamente tão natural e orgânico, tarefa complicada que Sherwood faria brilhar de forma mais incrível ainda no álbum de Missing Brazilians em 1984. Por agora, “Environmental Studies” cria um mundo exótico que liga continentes numa trip de percussão também inspirada pela experiência de Bonjo nas colinas de Wareika.


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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

AFRICAN HEAD CHARGE Drastic Season LP

€ 23,50 LP (+mp3) (2016 reissue) On-U Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-5.mp3]

Ano após ano, African Head Charge abriam um caminho muito seu, nas margens do dub e pós-punk. No álbum anterior, “Environmental Studies”, já aparecia Steve Beresford nos créditos. Ele era figura de proa na miscigenação entre a cena improvisada, jazz e a pop mais arriscada, com presenças nos 49 Americans, Flying Lizards e Frank Chickens, para sermos bastante económicos. Divide o baixo com Adrian Sherwood e, independentemente de quem toca em “I Want Water”, poderiamos estar a ouvir 49 Americans na boa. E já entra Style Scott, para reforçar a rede complexa de percussão. “Drastic Season” é possivelmente o álbum de African Head Charge mais puxado à frente, onde mais riscos são assumidos e mais escuridão atirada pelo ar. É qualquer coisa.

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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

TY SEGALL Emotional Mugger CD / LP

€ 12,95 CD Drag City

€ 15,50 LP Drag City

A frequência das edições de Ty Segall não revela alguém muito produtivo, mas alguém que faz dessa acção um modo para as suas canções, e toda a cultura à volta delas, encontrarem um modo de subsistir e fazer sentido. E assim Ty Segall, de disco para disco, encontra e oferece uma regularidade, mesmo quando há desvios daquilo que se está à espera. E, já agora, esses desvios também servem para fortalecer as suas qualidades. Porque o rock de Segall vive desse excesso, seja da quantidade, seja do uso e abuso de certas técnicas, de temas, de um corte com essa vontade de ser diferente. Então o que faz é procurar dentro daquilo que conhece a perfeição e a perfeição exige prática, excesso, e é isso que Ty Segall tem feito ao longo dos anos. É por isso que os álbuns chegam a uma velocidade estrondosa e é também por isso que cada álbum parece ser melhor do que o anterior: porque está a aprender, a refinar, a concentrar cada vez mais em cada canção aquilo que importa e aquilo que lhe importa. E é por isso que “Emotional Mugger” é um álbum que oferece de imediato coisas fantásticas e que nos faz esquecer, por momentos, de tudo o que está para trás. Livre e despreocupado, como sair de casa dos pais sem deixar um bilhete.

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Quarta-feira, 6 Janeiro, 2016

YONG YONG Orson Welles’ Parents CASSETE

€ 8,50 CASSETE Akashic Records

Cassete editada no verão passado, “Orson Welles’ Parents” chega finalmente à nossa loja após alguns contratempos (acontece). Um ano depois de “Greatest It’s”, os Yong Yong continuam com a sua dinâmica muito própria de colagens e de apropriação de sons que caminham entre o ambiental e uma batida pós-Hype Williams, onde tudo vale e se aproveita, num processo de integração e reintegração, onde não há lugar a géneros nem feitios: é música com muitas tabs abertas e o que importa é encontrar sentido nisso. E os Yong Yong encontram e trabalham melodias nessa confusão, que nunca é caos porque eles não deixam que isso aconteça. E entre beats e promessas de texturas mais elaboradas nascem momentos realmente luminosos em “Orson Welles’s Parents”, momentos sem referência e que nem precisam de ter referência: é quase música de não-lugares.


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Terça-feira, 22 Dezembro, 2015

MECANICA POPULAR ¿Qué Sucede Con El Tiempo? LP

€ 21,50 LP (2015 reissue) Dead-Cert

[audio:http://www.flur.pt/mp3/VCR-009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VCR-009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VCR-009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VCR-009-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VCR-009-5.mp3]

Lembram-se de “Nommos” de Craig Leon? É um álbum único, não lhe queremos tirar esse lugar, mas há um filho bastardo que descobrimos há pouco tempo: “¿Qué Sucede Con El Tiempo?” dos Mecanica Popular. Mais do que uma descoberta proto-techno, o que é fabuloso neste disco é a presença de horizontes diferentes em quase todos os temas. Quase como se cada pedaço fosse uma tentativa de tocar um pouco no futuro, um novo futuro, e lançar hipóteses até acertar. Só que não é uma coisa ao calhas, é algo que é feito com propósito e até com algum sentido: o passado de então – 1984 – era feito destas coisas, algures entre o industrial, a música concreta e uma total abstração das potencialidades da electrónica. Por isso tentava-se. Tentava-se e adivinhava-se o futuro. E “¿Qué Sucede Con El Tiempo?” está cheio dessa inocência, das limitações que fazem os grandes discos e que nos fazem chegar a qualquer lado. E enquanto a sua electrónica toca nesses diferentes futuros, o ouvinte, hoje, no futuro, delicia-se com esta maravilha. Impecável do início ao fim.

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Quarta-feira, 25 Novembro, 2015

CHRIS AND COSEY Trance LP

€ 18,00 LP Wax Trax! (WAX7123)

Exemplares originais selados da reedição americana de 1990 / Original 1990 US reissue. SEALED! Sound clips and sleeve not from actual copy.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP002-5.mp3]

“Trance” foi o segundo álbum, com Throbbing Gristle já no Além (do qual haveriam de regressar anos mais tarde). Mais rude do que o antecessor “Heartbeat”, este álbum soa mais integrado na cena industrial da época e menos na continuação cósmica de 70s. Mais próximo, até, de SPK do que TG. Peso ancestral que esta cultura gostava de carregar, com referências a povos extintos, cidades desaparecidas, dissonância alienante (“Lost”), marcha sintética (“The Giant’s Feet”), distorção e nuvens de poluição, quase tudo é anti-natural, distanciado, remoto e, mais importante, necessário. É claro que ainda existiam mundos por descobrir, terra por desbravar, estrelas por catalogar, e é impossível ignorar toda essa sugestão quando partimos, com vontade de ouvir música, para um disco como este. “Trance” é ao mesmo tempo um álbum importante no contexto da cena industrial, porque ajuda a fixar vários dos seus conceitos, e um álbum que aponta várias possibilidades em relação ao que muito rapidamente seriam clichés do género. Enquanto se integra procura ao mesmo tempo a saída.

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Quarta-feira, 25 Novembro, 2015

CHRIS AND COSEY Songs Of Love & Lust LP

€ 18,00 LP Wax Trax! (WAX7124)

Exemplares originais selados da reedição americana de 1990 / Original 1990 US reissue. SEALED! Sound clips and sleeve not from actual copy.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CTILP009-5.mp3]

Chega 1984 e Chris & Cosey começam realmente a experimentar a canção pop. Os exemplos da época eram, geralmente, demasiado açucarados para uma real vitória underground. Por outro lado, a Electronic Body Music ainda estava a aprender códigos até cristalizar numa fórmula desinteressante mais para o final da década. Mas uma faixa como “Walking Through Heaven” está ainda a lançar fundações importantes para a EBM, e “Love Cuts” incorpora a canção numa malha sintética dinâmica e futurista. “Driving Blind” e “Talk To Me” são momentos Kraftwerk, em que os robôs são mulheres de carne e osso como as que aparecem no video de “Addicted To Love” (Robert Palmer). Cosey não abandona a tradicional sensualidade do lado escuro. Em “Raining Tears Of Blood” encontramos, por exemplo, um modelo possível para Inga Copeland; “Tantalize” experimenta a arte da sedução mais directa, enquanto as luzes da auto-estrada correm rápido de ambos os lados do automóvel. E “Lament”? Cosey vulnerável. Este álbum alcança a luz ao fundo do túnel e ajuda a elaborar partes importantes do livro de estilos da pop e da electrónica, ainda em 1984, quando se poderia pensar que Kraftwerk, Human League e Depeche Mode já tinham comunicado tudo o que interessava na superfície.

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