Terça-feira, 24 Maio, 2016

GEINOH YAMASHIROGUMI Osorezan / Doh No Kembai LP

€ 24,95 LP (2015 reissue) Leemoon Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LM21002-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LM21002-2-2.mp3]

Vamos agarrar o touro pelos cornos. Este disco é excepcional. E garantimos, temos mesmo muito poucas cópias. A reedição há muito esperada já esgotou nos nossos fornecedores. É possível que se tenham cruzado com o trabalho do colectivo Geinoh Yamashirogumi, eles foram responsáveis pela banda-sonora de “Akira” e, quem já viu o filme, percebe o quão fantástica é, dentro e fora do filme. “Osorezan / Doh No Kembai” é anterior a “Akira” é cruzámo-nos há alguns anos com este disco quando Julian Cope teceu largos elogios no seu livro dedicado ao rock japonês. Fomos ouvir e uau. É verdade, é o lado A que conquista. O lado B é muito bom. Mas a concentração fica no lado A. É razão suficiente para terem isto em casa. Começa com um grito que cria logo um forte impacto. Entre a dor e qualquer coisa que grita sobrevivência. Ecoa durante uns segundos e de repente desaparece. A partir desses segundos é uma roda vida de emoções. A peça sobe, desce, mantém-se. Quando sobe é arrepiante, verdadeiramente arrepiante. E de repente acaba. Acaba sem aviso e há uma calma brilhante – é mesmo brilhante – e seguem-se minutos de paz. E a paz é tão bem-vinda depois daquela intensidade que se agradece ao ouvir os seus vinte minutos. E prossegue assim, quase sempre construída à volta de vozes, alguma percussão e guitarra. A percussão serve para marcar o tempo, não deixando vazio os momentos em que as vozes não surgem como montanhas, a falarem com o ouvinte e a transmitir qualquer coisa que percebe, mesmo sem conhecer a língua. É mágico, mágico. Parece um chamamento da terra, por mais ridículo que isso soa. Mas que assim seja. Há anos que queríamos este disco na loja.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

ARTHUR RUSSELL Tower Of Meaning LP

€ 25,50 LP Audika

[audio:http://www.flur.pt/mp3/AU-1015-1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AU-1015-1-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AU-1015-1-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AU-1015-1-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AU-1015-1-5.mp3]

“Tower Of Meaning” é um disco pouco lembrado de Arthur Russell. Apesar de ser o primeiro disco que gravou, em 1981, com o seu nome, é um que não tem tido um percurso semelhante a trabalhos mais populares: a sua edição original teve 320 cópias e houve uma reedição em 2006 que esgotou há alguns anos. É um disco mais ligado à composição de Arthur Russell, todo o álbum é uma peça e não há propriamente canções ou arranjos que estejam próximos da pop. Aqui há uma dificuldade em respirar, a lentidão dos arranjos de Russell é uma espécie de trabalho em volta da desconstrução dos sons e dos instrumentos. Há algo de translúcido na sua abordagem, metade da duração do álbum é composto por fragmentos que forma a “Tower Of Meaning” que surge no final, em todo o seu esplendor, numa mix de 21 minutos. É quase como se aqui estivesse a ensinar processos e, a cada passo, a ensinar a gostar deste seu lado, que a nível de melodia e de encanto é tão ou mais rica quanto os seus trabalhos mais populares.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

MAINLINE Feelings 12″

€ 9,95 12″ Mainline

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MLINE001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MLINE001-2.mp3]

As instruções que recebemos dizem: BOMBA


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Terça-feira, 24 Maio, 2016

RHYTHM BASED LOVERS Frequency Illusion / Number Games 12″

€ 9,50 12″ Future Times

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FT036-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FT036-2.mp3]

2008? 2009? Incerto, mas foi há uns anos que descobrimos Rhythm Based Lovers, o universo das editoras FrequenC, Future Times, PPU, o novo boogie e, simplesmente, música de dança aberta, feliz, drogada ou não. Por sua vez, é isso também que nos faz felizes, poder passar em sets / vender / ouvir / dançar estes discos verdadeiros em que continuamos a acreditar. Dois lados frescos de Rhythm Based lovers, um bem mais house que o habitual mas com toda a psicadelia Future Times a a acontecer; o outro lado navega a olho, tal a facilidade com que a música flui, mais tranquila desta vez. Quem segue Jason Letkiewicz também sabe: comprar a olho, nem é preciso ouvir.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

LIVING MUSIC To Allen Ginsberg LP

€ 23,50 LP (2013 reissue) Roundtable

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SIR012LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SIR012LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SIR012LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SIR012LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SIR012LP-5.mp3]

Living Music gravaram esta homenagem em 1972. A música do colectivo italiano Living Music aparece relacionada com prog rock mas não é nada disso que ouvimos aqui. Não que, em si, seja indesejável, mas o álbum é tão rico naquele freak folk que já nos habituámos a escutar e divulgar que isso o coloca noutra zona da cabeça, automaticamente. Música meio etérea, dedilhar de guitarras em modo mântrico, vozes de fadas e duendes, no melhor sentido possível, próprio da época. Também há raga e jazz, e sim, percorrem-se vários clichés associados ao amor livre e espiritualidade dos 60s, que ainda entraram pela década seguinte, mas “To Allen Ginsberg” soa tão fantasticamente encantado que quase nem é necessário passar de “Howl”, que abre o disco com mais ataque do que qualquer outra canção no resto do disco, para vestirmos logo o nosso Eu ritual. Esperança, é o que isto dá. Muito bom.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

JAMAL MOSS 4 This Is Living That Gherkin Life Vol 4: I’m Going To Gherk The Fuck Out Of You CDR

€ 12,50 CDR 4 This Is Living That Gherkin Life

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Jamal + Gherkin. Já falamos disso, e este é o quarto volume de uma série inspirada pela editora de Larry Heard que foi formativa para Jamal quando era mais puto (a editora com um pepino como logotipo). No entanto, não pensem no mais comum massacre lo fi de Hieroglyphic Being, a música neste CDR nem se intimidem pelo título aparentemente alienante. Há ácido, sim, mas house de vários quadrantes e velocidades, tudo intergaláctico e idiossincrático. Quebras jack apimentam sempre o que poderia ser só uma batida 4/4 e o resto da história é: oiçam, decidam, porque infelizmente no mundo de hoje os discos movem-se em pequenos grupos. Bom, infelizmente… Exagero. Isso não é necessariamente mau. A diferença é que certos discos só aparecem a quem já sabe o que procura.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

THE DURUTTI COLUMN LC 2CD / 2LP

€ 16,50 € 13,95 2CD Factory Benelux

€ 27,50 € 25,50 2LP Factory Benelux

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-5.mp3]

Recentemente, tornou-se público que Vini Reilly estava muito doente, incapacitado para continuar a fazer aquilo que tão bem fez durante grande parte da sua vida. A onda de solidariedade foi assinalável e, de um momento para o outro, a música de Durutti Column passou a estar presente na cabeça de muitos. Percebe-se agora a onda de reedições e a falta de material novo. Mas esta não é uma missão humanitária, simplesmente: há um défice muito grande da sua discografia – atingida permanentemente pela desgraça, também -, e qualquer peça nova que se junte à sua obra é mais do que bem-vinda. Até porque, e é isso que interessa para aqui, a sua música continua a soar tão fresca e tão original como na altura em que a ouvimos pela primeira vez. Surpresa? Talvez, pois é o tempo é mais do que essencial para estarmos seguros disto. “LC” aparece com estrondo numa versão dupla, que junta um sem número de extras – são 23, senhoras e senhores! – mais do que apetecíveis, entre singles, temas de compilações e versões alternativas. Foi o segundo álbum da sua carreira, editado em Novembro de 1981, e tem uma modernidade avassaladora, directa, sem desvios e sem adornos desnecessários. A relação de Reilly com Martin Hannett tinha-se desvanecido e começava uma outra, de maior e próxima relação – é com Bruce Mitchell que encontra um ritmo próprio que casaria na perfeição nos sempre oblíquos arranjos de Durutti Column. Depois destes anos todos, talvez ainda não se tenha descoberto com exactidão o estilo desta música. Se para os fãs esta é uma edição mais que obrigatória – e ouvi-la novamente, passados alguns anos de pousio, é emocionante -, para o público que vai começando a perceber o que se passou, este momento é de absoluta importância. Eis um daqueles discos especiais como há poucos.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

THE WIRE #387 (May 2016) REVISTA + CD

€ 6,50 REVISTA + CD The Wire

Marissa Nadler na capa, a propósito do álbum “Strangers, produzido por Randall Dunn, da família Sunn O))). Adequado artigo de fundo onde se tenta tocar o mundo meio cá meio lá das suas canções, comparado por Matt Krefting ao de “Feiticeiro de Oz”. Destaques menores a Yukihiro Isso, Boreal Network, Jon Collin, Object Collection. Também uma breve abordagem à cena electrónica moscovita; Invisible Juke box com o maestro e violinista Ilan Volkov; a improvisação de acordo com Jair-Rohm Parker Wells; Funkineven e a sua editora Apron; grande foco na nova cena improvisada de Manchester; crítica-destaque às reedições dos Associates, no meio de incontáveis outras críticas a música actual e de outras décadas / latitudes. Os leitores habituais vão reencontrar as outras rubricas habituais na revista, mas esta edição tem o aliciante extra para quem não lê regularmente: o CD número 40 da série “Tapper”, uma recolha de música seleccionada pela Wire, desta vez com 20 faixas de música transversalmente underground, de dança a experimental. Muitas portas a abrirem-se em simultâneo.

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Segunda-feira, 23 Maio, 2016

THE LINES Hull Down CD / LP

€ 12,50 CD Acute Records

€ 17,95 LP Acute Records

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Mesmo ali no início dos 80s, Rico Conning fazia parte dos Lines. Ele ficou conhecido não só como músico mas como engenheiro de som, com um curriculum impressionante: Laibach, Depeche Mode, Coil, Sting, Erasure, Les Negresses Vertes, e um gigante etc. “Hull Down” mostra-nos material gravado pouco antes de se separarem (o último álbum que editaram foi “Ultramarine” em 1983) e, de novo, que surpresa navegar em águas que parecem 1000x familiares. The Lines usam linha ácida em “Nicky Boy’s Groove”, por exemplo, o que os coloca imediatamente numa outra zona do grande inominável pós-punk. A caixa-de-ritmos é recorrente, não há muito synth pop, algumas guitarras são próprias daqueles anos, há vocoder, só que quando tudo se une nas canções em “Hull Down” temos perante nós uma banda que, sem problemas, podemos qualificar, à luz da época, como original. Muitas experiências, aqui, nunca, também, um enorme desvio da pop, um toque de música de dança (se acharem que “20 Jazz Funk Greats” de Throbbing Gristle serve como exemplo). Muito recomendado!

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Segunda-feira, 23 Maio, 2016

JUAN ATKINS / MORITZ VON OSWALD present BORDERLAND Transport CD / 2LP

€ 12,50 CD Tresor

€ 21,50 2LP Tresor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-5.mp3]

Estes dois! Falámos de “Riod” há umas semanas, o single de apresentação para este álbum que, uma vez mais, abre espaços muito vastos a partir de um padrão techno. Sem reler textos anteriores é bem possível que voltemos a afirmar coisas que já antes escrevemos sobre o par. No entanto, o alcance de “Transport” consegue superar a mera junção do som de Detroit com o som de Berlim associado aos dois produtores. Em certas faixas parece existir uma sobreposição exacta, como se as imagens das duas cidades dançassem uma por cima da outra até à perfeita sincronia de uma só metrópole ainda mais gigantesca. Talvez Moritz Von Oswald contenha alguma exuberância sónica que conhecemos de trabalhos de Juan Atkins a solo, embora em “Merkur” se sinta a sincopação electro de Model 500 bem claramente. Quase tudo o resto flutua numa área inicialmente distante de nós, onde queremos chegar, onde, aliás, chegamos com a imersão adequada neste álbum.

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Segunda-feira, 23 Maio, 2016

THE DURUTTI COLUMN Amigos Em Portugal LP

€ 19,95 LP (+ CD) (2016 reissue) LOTTA

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-5.mp3]

Este álbum é especial por um sem-número de razões. 1983, a oferta de música alternativa (vamos chamar-lhe assim) em Portugal ainda era escassa, o disco foi gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho com Tó Pinheiro da Silva (que hoje masteriza, entre inúmeros outros projectos, os discos da editora Príncipe) e foi editado pela Fundação Atlântica que, valendo-se sobretudo da ligação de Miguel Esteves Cardoso ao som da Factory de Manchester (ele viveu na cidade), fazia aqui a ponte directa com essa música para muitos tão inatingível, fosse por falta de acessibilidade ou por falta de dinheiro para mandar vir de fora, mesmo. Depois, os verdadeiros conhecedores saberão que o título de uma das canções, “Sara e Tristana”, se refere às filhas de M.E.C. Quase tudo em “Amigos Em Portugal” transmite amor, a música essencialmente instrumental parece até assemelhar-se, em certos momentos, a algo que poderia ser tradicionalmente português. Música muito emotiva e sentida, mas isso pode ser dito sobre quase qualquer álbum gravado por Vini Reilly, mas esta ligação a Portugal parece tornar tudo ainda mais bucólico e íntimo. Maravilhoso álbum assente em piano e guitarra, a voz quase sem expressão de Reilly (enfim, um engano, escrever “sem expressão”). 180 gramas de vinil + a inclusão da versão em CD. Isto é património.

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Sexta-feira, 20 Maio, 2016

TEHO TEARDO & BLIXA BARGELD Nerissimo CD / LP

€ 18,95 CD Specula

€ 23,50 LP (+ mp3) Specula

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SPECULA008-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECULA008-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECULA008-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECULA008-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPECULA008-5.mp3]

Segundo álbum deste par fortemente ancorado na música industrial que interessava há 30-35 anos. Como outros exemplos, os ângulos cortantes do som de Teardo e dos Neubauten de Blixa foram sofrendo mutações para algo mais suave, próximo por vezes da música contemporânea, mais cordas, mais poesia, MAS Blixa ainda canta “There’s so much blackness in my repertoire”. Aliás, um álbum intitulado “Nerissimo” não deveria enganar. Blixa continua: “Hope should be a controlled substance”, enquanto as cordas sobem de tom. Cerca de três anos após “Still Smiling” (reparem na diferença de tom entre os títulos de ambos os álbuns), Blixa e Teardo posam com inspiração esotérica e existencialista a partir de um quadro pintado no século XVI por Hans Holbein. Tudo se move com coerência, tudo remete para as ambiências confortáveis na sua melancolia negra. Blixa admite, a certa altura, que canta sobre o que conhece melhor. Aqui trata-se de personalidade e uma estética a ela associada. Em “The Beast”, por momentos, a voz e entoação parecem David Tibet. Ninguém desiludido.

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Quarta-feira, 27 Abril, 2016

ANTWOOD Virtuous.scr CD / 2LP

€ 12,50 CD Planet mu

€ 19,50 2LP Planet mu

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZIQ378CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ378CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ378CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ378CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZIQ378CD-5.mp3]

No mundo louco da Planet Mu já ouvimos de tudo, em matéria de música electrónica. Antwood (Tristan Douglas) inspira-se na impossibilidade cognitiva que é a internet como um todo e grava um álbum de música semi-bass, em que os beats são tão esparsos que é quase um álbum cósmico, ponto final. Umas sugestões de footwork, muito à distãncia, não chegam para colocar lá “Virtuous.scr”, mais próximo de coisas exóticas que já ouvimos de Fatima Al Qadiri, por exemplo. Anda meio à deriva na Matriz, influenciado pelas voltas e costumes de algo sintético e distante que todos os dias nos ultrapassa. “Prototype HA” é quase mega rave, enquanto “Realization”, de seguida, mete paz na grelha, muito IDM / Al Qadiri (de novo). Estranho e entusiasmante, sem classe. Vocês percebem.

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Quinta-feira, 14 Abril, 2016

JUAN ATKINS / MORITZ VON OSWALD present BORDERLAND Riod 12″

€ 8,95 12″ Tresor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TRESOR284-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR284-2.mp3]

Enquanto se aguarda pelo álbum “Transport” (mais para Maio), “Riod” traz de volta Borderland, dois mega históricos da cena techno. Forjaram juntos a aliança Berlin- Detroit ainda nos 80s e a editora Tresor continua a honrar o nobre pacto nascido na pista do clube com o mesmo nome. “Riod” oferece a viagem épica que já não dispensamos, uma monumental viagem de automóvel por auto-estradas onde se imagina o futuro. Em igual medida espacial e dub (embora facilmente se possa dizer que são uma e a mesma coisa), “Riod” fica mais instrospectivo na versão do lado B, mesnos solto, as claps mais engolidas, tudo ligeiramente mais drogado e no meio de fumo (vocês sabem) e, no entanto, com um impulso poderoso para o movimento e não para a prostração. Fechar os olhos ajuda sempre, não há margem para tropeçar.

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Sexta-feira, 18 Dezembro, 2015

J.J. BURNEL Euroman Cometh LP

€ 16,00 LP Mau Mau Records (MAU601)

Exemplares originais da reedição inglesa de 1987 / 1987 UK re-release. MINT! Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Jellyfish, Triumph (Of The Good City), Euromess, Tout Comprendre, Deutschland Nicht Über Alles

“Euroman Cometh” fala sobre a Europa, comenta a Alemanha, o futuro, a sociedade e Jean-Jacques Burnel grava, enquanto baixista dos Stranglers, este primeiro álbum a solo em 1979, exactamente no meio da passagem do punk para synth punk, industrial bem presente (vejam a capa também). Soa a Cabaret Voltaire mais rock, menos comprometido com uma cena artística, soa à cena synth minimal que, de facto, só veio a revelar-se mais tarde; tem um quê de Suicide (inevitável, quando se escuta a caixa-de-ritmos) e transporta o rock para um futuro não muito brilhante (um dos temas chama-se “Euromess”) via mutações electrónicas que, em certas canções, incluem também a voz. Frio francês, europeu, “Deutschland Nicht Über Alles”. Muito carinho para este álbum menos frequentemente citado quando o assunto é pós-punk. Reedição inglesa de 1987, óptimo estado. Os clips acima deverão convencer-vos :)

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