Segunda-feira, 30 Maio, 2016

NÉ LADEIRAS Essência – Os Anos Valentim De Carvalho 1982-1983

€ 11,50 CD (2008 reissue) VC / iPlay

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IPV1308-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPV1308-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPV1308-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPV1308-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPV1308-2-5.mp3]

O EP “Alhur” e o LP “Sonho Azul” integram na íntegra esta retrospectiva que permite recuperar alguma da pop mais arrojada que se produzia em Portugal no início da década de 80. Houve de facto um período de alguns anos em que se abriram possibilidades que a década de 90 parece ter contrariado. As influências tradicionais que Né Ladeiras já mostrara na Banda Do Casaco contribuem decisivamente para que a sua música seja difícil de catalogar, para além da genérica referência pop. “Alhur” chega no prolongamento do que os Heróis Do Mar fizeram no primeiro álbum, a Banda Do Casaco antes deles, e precede a vontade de assumir o ser português que, hoje em dia, parece um dado adquirido. “Sonho Azul” tem, aliás, decisiva participação de Pedro Ayres Magalhães nas letras e música. Canções como “Tu E Eu” e “A Chave”, parecendo aproximar-se de um formato de festival da Canção, têm uma sofisticação, para lá do óbvio, que as transformam em objectos de culto na música popular feita por cá. O instrumental “Hotel Astória” consegue, sozinho, mostrar o mar, a praia, a boa vida, sem termos de pensar uma única vez em Ibiza. Amor pela terra e pelo mar, de olhos bem abertos, maravilhados (ou cegos, como se diz), Portugal a projectar-se, também, em “Marítima”. Maravilha.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Segunda-feira, 30 Maio, 2016

JULIANNA BARWICK Will CD / LP

€ 15,95 CD Dead Oceans

€ 23,50 LP (LTD pink gold vinyl) Dead Oceans

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“Will” arranca com uma faixa chamada “St. Apolonia”. Tinha que se despachar isto já para puxar a brasa para os nossos lados. Se se contar com o disco que Julianna Barwick fez para a RVNG Intl. com Ikue Mori este é o seu quinto longa-duração. Ao quinto já se caminha para a maturidade e no caso de Barwick isso importa porque tem feito um trajecto coerente e agarrada às suas convicções. Se é permitido dizê-lo, é um som já deslocado do seu tempo, aquilo que procura e encontra remete para os primeiros discos de Grouper e de Julia Holter, mas enquanto essas duas se desviaram de um certo aspecto primordial da sua composição, Barwick agarrou-se e afinou-o. O lo-fi foi-se tornando noutra coisa e em “Will” há um refinamento daquilo que se encontrava noutros discos, algo que é de louvar em tempos em que a necessidade de mudar é recorrente e o não fazê-lo é quase sinal de paragem. Os detalhes e a forma como “Will” respira mostra como é importante seguir-se o seu caminho e explorar o fascínio que a própria música do autor desperta em si próprio. E ao quinto duração sente-se Barwick a respirar como nunca, as canções apesar de concisas são feitas para respirar. O som é feito para ocupar o espaço em que se ouve, mesmo que se faça isso com headphones. Mas é um som que preenche a sala e que o faz com aquela ideia de sala assombrada de Leyland Kirby. Mas a da Barwick não está assombrada pelo passado e sim pelo presente e o futuro.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Segunda-feira, 30 Maio, 2016

ANA FIRMINO Carta De Nha Cretcheu LP

€ 9,95 LP Associação de Amizade Portugal-Cabo Verde / Kolá (001-89)

Exemplares originais, stock de armazém sem capa, de 1989 /
Original 1989 sleeveless warehouse stock.
Sound clips and image ARE from actual copies in stock.

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Várias coisas a saber, desde logo. Este LP, gravado e editado em 1989, tem uma capa legítima, mas, na época, não foram impressas suficientes para a quantidade (limitada, ainda assim) de discos prensados. Os exemplares que vos mostramos são stock de armazém, parado desde a época, sem capa. Os discos foram limpos mas, aqui e ali, ouvem-se alguns estalidos (podem verificar isso pelos clips em anexo). Pormenor importante, também: os rótulos estão trocados (lado A é o lado B e vice-versa). Ana Firmino havia participado antes no LP “Feiticeira de Cor Morena” (1986), de Travadinha. A voz em duas canções é sua. “Carta De Nha Cretcheu” aparece na sequência da presença da cantora nos Encontros Acarte, na Gulbenkian, em Lisboa. Emigra de Cabo Verde (nasceu no Sal) para Portugal já na década de 90, mas a sua biografia diz que em 1980 “foi convidada pelo Secretário de Turismo de Cabo Verde a inaugurar a Boite Pillon, no Hotel Praia-mar na Ilha de Santiago.” Começava aos 27 anos a sua ligação mais duradoura à música. Último facto, aqui: Ana Firmino é mãe de Boss AC.
Então, “Carta De Nha Cretcheu” representa Cabo Verde puro, com muita força nas mornas que, possivelmente, se conhecem melhor associadas a nomes mais sonantes como Bana ou Cesária Évora. Melancolia irresistível, em particular na canção que dá título ao álbum, vontade de nos abandonarmos à tristeza que a cantora diz com todas as letras. Acompanhamento ao violão, só nesta canção, de Tito Paris. Além desse instrumento, ouvimos no álbum sobretudo cavaquinho e uma esporádica guitarra eléctrica, tudo nas mãos de Armando Tito e Toy Vieira. São as canções lentas que mais directamente furam as nossas defesas (se as houver), embora o álbum se abra a ritmos de baile mais desprendidos e vivaços. Em todos os casos, são histórias da vida que, no nosso muito limitado entendimento de crioulo, conseguem mesmo assim transmitir sentimentos essenciais, transversais, universais. Um álbum muito especial, o primeiro de Ana Firmino, que há pouco redescobrimos com prazer na nossa colecção para imediatamente nos colocarmos no terreno e conseguir exemplares suficientes para passar a mensagem.

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Quinta-feira, 26 Maio, 2016

DSR Lines Delta Wave / Broken Gong 7″

€ 10,95 7″ Wally’s Groove World

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WHAT00003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHAT00003-2.mp3]

Clássico som analógico no presente, trabalho de David Edren, abrindo espaços familiares a quem costuma explorar estas paragens. Sempre sempre na memória as experiências de anulação (ou extensão) do tempo feitas na década de 70. Se “Delta Wave” remete mais directamente para isso, o mesmo não sucede com “Broken Gong”, um misto mais intenso de kosmische e glitch pré-milenar, mantendo um tapete bem alto para modulações mais doidas rolarem por cima.


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Quinta-feira, 26 Maio, 2016

TANGTYPE Trajet LP

€ 16,50 LP Humpty Dumpty Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HMPTY029LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HMPTY029LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HMPTY029LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HMPTY029LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HMPTY029LP-5.mp3]

OFERTA DO 7″ “Xpokin” / FREE “Xpokin” 7″

De forma bem clara, a música em “Trajet” prolonga bem para dentro do século o tipo de som híbrido muito associado à cena electrónica de Viena por volta do ano 2000. Um extremo puxa a electrónica para paragens bem arriscadas, o outro extremo segura um lado pop difícil de equilibrar em circunstâncias aparentemente tão adversas. Com o alto patrocínio de Stefan Németh (Radian), que remistura uma das faixas no 7″ que oferecemos grátis a quem comprar o LP, Tangtype brotam da muito curiosa e atenta herança krautrock alemã dos 90s (Mouse On Mars, Kreidler, To Rococo Rot, etc.) para pintar cores mais neutras na sua música. E neutro não significa estéril. Há um quê de indietrónica, há memórias de Lali Puna e grande interferência electrónica em tudo o que é som acústico, nesta música.

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Quarta-feira, 25 Maio, 2016

FAT B & LAD LUCA 2 Make A Record 12″

€ 9,50 12″ Ed. Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/2MAR-1.mp3]

Como fazer um disco? Neste caso, um acumular de heranças e vontade incrível de colocar pessoas a dançar. Fat B (Fett Burger?) e Lad Luca (Luca Lozano?) juntam-se num maxi só com um lado, repetem a frase-chave, igual ao título, e carregam nos pratos, ambiência onírica (só para disfarçar) e breaks de drum & bass para erguer uma nova criatura que se verga perante o carisma da batida dos 90s. Não é totalmente revivalismo, a vitalidade que emana deste som empurra-nos agora mesmo para a pista. Não foi ontem, é hoje.


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Quarta-feira, 25 Maio, 2016

TIM HECKER Love Streams CD / 2LP

€ 12,50 CD 4AD

€ 28,50 2LP 4AD

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CAD3614-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3614-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3614-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3614-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3614-5.mp3]

Três anos de silêncio desde “Virgins” e uma mudança importante de editora, Tim Hecker salta da Kranky para a 4AD e assume isso sem uma mudança de som. “Love Streams” não é um disco mais pop, mas um capítulo na sua melancólica procura de inventar sons clássicos enquanto procura uma rudeza no som electrónico que parece não existir na origem. Isto é, enquanto muitas vezes a rudeza vem de um impacto das limitações ou da pujança do momento, em Hecker há uma espécie de trabalho artesanal no desconstruir do som e dos seus limites e aprofundar o significado dessa rudeza, refiná-la e trabalhá-la de uma forma completa sem a desmascarar. Parece falso mas não é. É uma linguagem de dissonância, a sua música parece estar em permanente desacordo entre aquilo que diz e faz e esse sempre foi um dos elementos mais bonitos de alguns dos melhores momentos de Tim Hecker. “Love Streams” não é todo assim, impera mais um sentido de trabalhar o som de sintetizadores com uma certa tonalidade clássica. E isso é o elemento presente ao longo do disco, uma espécie de porta de entrada para outras portas de entrada, uma forma de convidar o ouvinte a entrar de uma forma mais natural no seu mundo completamente artificial. Há muito tempo falava-se muito de como James Ferraro e Lopatin vasculhavam nas suas memórias de infância e construíam sons a partir daí, das coisas gravadas e regravadas, na memória dos objectos e na memória pessoal, dos anos 1980. “Love Streams” lembra-nos isso depois da febre, mas com uma consciência tranquila e alheada de outros processos. Apenas os seus.

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Quarta-feira, 25 Maio, 2016

PANTHA DU PRINCE The Triad CD / 2LP

€ 12,50 CD Rough Trade

€ 28,95 2LP Rough Trade

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Pantha Du Prince ascende cada vez mais a um pedestal de visibilidade pop comparável, por exemplo, a Four tet. A aceitação que a música electrónica, em sentido aberto, ganhou neste milénio, permitiu a artistas outrora obscuros adquirirem reinos, escolherem colaboradores, conquistar mais território. “The Triad” mantém, apesar de tudo, uma base techno, juntando um sentimento que quase se diria religioso no tom de algumas faixas (coros, sinos, o lamento presente na voz de Queens) e uma clara intenção de agregar e não alienar pessoas, mesmo numa faixa mais nervosa como “Chasing Vapour Trails”. Horizonte bem rasgado, em quase todo o álbum, com adições após adições de espaço, onde nos sentimos bem livres para deixar a música assentar como deve ser.

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Quarta-feira, 25 Maio, 2016

ANOHNI Hopelessness CD / LP

€ 12,50 CD Rough Trade

€ 23,50 LP (+CD) Rough Trade

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A voz de Antony, agora Anohni, é uma coisa saudavelmente estável na cultura popular deste século. A sua voz foi suficiente para construir um imaginário à sua volta, que ia ficando completo com as letras, a banda que o acompanhava e, claro, as suas colaborações. Com a mudança de nome – e não só – vem uma postura diferente, uma forma de encontrar novos sons que completam a voz, novas cadências e uma abordagem muito interessante àquilo que se poderá chamar de house misturado com beats que torna a sua música em algo muito mais pop e presente do que alguma vez foi. E isto junta-se àquele lado clássico que sempre existiu nos seus discos, aqui mais fascinado com derivações para a composição contemporânea (há laivos de música concreta e no modo como alguns exploraram lições da concreta no industrial). E a sua voz adequa-se, liga tudo, acompanha os movimentos e eleva-se por cima do ruído: ruído porque há alguma urgência nesta composição, quase como se fosse um grito de Anohni, uma postura de afirmação e demarcação do seu território. E funciona, é o seu disco mais apaixonado desde “I Am A Bird Now”.

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Quarta-feira, 25 Maio, 2016

JOHN CARPENTER Lost Themes II CD / LP

€ 15,95 CD Sacred Bones

€ 25,95 LP (+mp3) Sacred Bones

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Depois de décadas, classificar John Carpenter não é complicado. Quem segue este mestre, bastante autónomo não só na realização e produção dos seus filmes mas também na música para os mesmos, aguarda ansiosamente por mais do mesmo. “Lost Themes II”, como o primeiro volume, será sempre música para filmes, ainda que agora sejamos nós a fazê-los na cabeça. Os elementos estão lá, aquele cruzamento pesado e sintético de ambiências dramáticas com – e isto é menos frequente – alguma pompa rock mais protagonista do que nos lembramos. A eterna dança dos esqueletos e espectros é inevitável, com Carpenter aos comandos. Frases feitas e refeitas, sempre as suas próprias frases, copiadas e reproduzidas por incontáveis outros. John Carpenter regressado aos discos para mostrar quem, afinal, domina a zona.

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Quarta-feira, 25 Maio, 2016

KAYTRANADA 99.9% CD

€ 12,50 CD XL Recordings

[audio:http://www.flur.pt/mp3/XLCD765-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD765-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD765-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD765-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD765-5.mp3]

Não é bem 100%, só para garantir aquela margem de erro humano. Kaytranada mostra uma apetência que hoje sai natural em alguns produtores: misturar referências de música negra sem preocupação de maior em encaixar devidamente todas as peças ou ter exagerado respeito pelo som original. na boa tradição hip hop, os beats são phat (“Bus Ride”, por exemplo), há soul, globalização, house bem puxado a bass, coros femininos super manipulados. Romance, bitchin’, algum funk, pop universal, uma “Breakdance Lesson No 1″ com som electro boogie cromado. Um grande olho para produção que, a quem ouve, parece fácil de concretizar porque flui com naturalidade espantosa. As cores na capa reflectem a exuberância, ou antes, a descontração que a música transmite.

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Quinta-feira, 28 Abril, 2016

KAITLYN AURELIA SMITH Ears CD

€ 15,95 CD Western Vinyl

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WV145CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WV145CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WV145CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WV145CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WV145CD-5.mp3]

No seu álbum anterior, “Euclid”, Kaitlyn Aurelia Smith desenhou um dos mais perfeitos exemplos de electrónica da actualidade. Falamos muitas vezes de electrónica que não é do presente, mas que soa a presente e, noutras, de electrónica feita actualmente que vai buscar a elementos do passado e aproveita ondas de recuperação para parecer moderna, ou actual num certo contexto. Não há mal nisso, boa música é sempre bem-vinda, mas com o conhecimento da norte-americana ficámos agradavelmente surpreendidos. Porque há qualquer coisa de novo aqui, há uma procura por novos sons, cruzamento de linguagens e algo que nos remete para uma ideia de futuro, agora. Tipo ficção científica. Por vezes lembra Holly Herndon, pela forma como usa a voz, mas na música de Aurelia Smith há um carácter mais global, um som que rompe tradições e que não se encaixa necessariamente na música electrónica ou na música ambiente. É uma viagem, uma viagem a sítios familiares e, simultaneamente, um som que quebra barreiras e que nos deixa agradavelmente surpreendidos com o presente: há um sentimento de descoberta em “EARS” que é avassalador. Entrem na viagem.

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