Quinta-feira, 16 Junho, 2016

HORACE ANDY, WAYNE JARRETT & THE WAILERS Kingston Rock CD / LP

€ 12,50 CD Dub Store

€ 19,50 LP Dub Store

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DSRCD607-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSRCD607-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSRCD607-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSRCD607-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSRCD607-5.mp3]

Não era estranho, na cena reggae, gravarem-se discos com colaborações de nomes que justificam a qualificação de All Stars. Horace Andy, Wayne Jarrett e os músicos que formavam os Wailers seriam, cada um por si, cabeças de cartaz em qualquer baile, mas há uma magia especial quando se juntam. “True Born African” abre o disco com a voz de Wayne Jarrett e, logo em “Unity, Love & Strength”, entra o croon inconfundível de Horace Andy. “Todas as mulheres bonitas serão tocadas pela profundidade da sua emoção.” (notas de capa da reedição inglesa de 1988, que saiu com o título “Earth Must Be Hell”). Por vezes é complicado distinguir as peças originais dos standards ou versões, mas boa parte do apelo, charme, personalidade e carisma do reggae passa pelo reaproveitamento e recontextualização de canções ou malhas rítmicas já gravadas anteriormente por outros ou pelos próprios. O som neste álbum é 100% clássico, transporta ainda um pouco das raízes na soul e r&b norte-americanos mas, neste ano de 1974, mais de uma década após a independência da Jamaica (1962), havia passado tempo suficiente para depurar e aperfeiçoar. Para um bom acompanhamento das raízes soul oiçam o magnífico “I Stand Before You”, com Horace Andy a comandar a música bem complexa e dinâmica, com ecos do Espaço a elevarem a emoção a outras alturas.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 15 Junho, 2016

RADIOHEAD A Moon Shaped Pool CD / 2LP

€ 11,95 CD XL Recordings

€ 28,95 2LP XL Recordings

Há mais de uma década que os Radiohead são um pouco mais do que música. Cada disco vive da antecipação e do acontecimento mediático à volta. Tornaram-se numa espécie de bandeira para a evolução da distribuição da música neste século. Concorde-se com isso ou não, veja-se mal ou bem, isso pouco interessa. É uma estratégia como qualquer outra e isso só acaba por ter relevância noutro lado. É verdade, contudo, que perderam o impacto/influência que tinham com a sua música desde “Amnesiac”. Isso não é um ponto negativo, é difícil para bandas de grande escala continuarem a desafiar as fronteiras, e o que fizeram depois disso foi assentar num conjunto de ideias que envolvem trabalho de estúdio, dedicação e muitas horas à procura da fórmula perfeita para algumas músicas. Mesmo quando há registos dessas com cerca de duas décadas (“True Love Waits”, que encerra “A Moon Shaped Pool”, é caso disso), esperam o tempo que precisam para entregar a versão que lhes agrada. Isto é coisa de elogiar. Contudo, apesar do vulto de “Amnesiac”, os seus discos nunca foram uma repetição do anterior, e sim um afunilar de uma depuração que sirva a mentalidade actual. E neste disco há uma presença mais discreta da individualidade do conjunto, algo que já se havia sentido noutros álbuns, mas que aqui é mais consentida pelo tom algo brando do álbum. A pretensa fúria de outrora concentra-se agora de outra forma e isso faz com que, por exemplo, as palavras tenham mais significado: e continuar a querer encontrar-se o que quiser nas palavras de Thom Yorke. Há uma paciência infinita neste álbum, que é coisa que às vezes falta nas bandas desta escala e na sua urgência de serem relevantes. Os Radiohead nunca perderam a sua relevância e paciência nunca lhes faltou. Agora há mais. O que é definitivamente bom.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 15 Junho, 2016

SADE Diamond Life LP

€ 8,50 LP AMIGA (856187)

Exemplares originais da prensagem da Alemanha de Leste de 1986 / Original 1986 East German pressing. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Smooth Operator, Your Love Is King, Hang On To Your Love, Cherry Pie, Why Can’t We Live Together

É possível dizer que as canções já não são tão sexy como a Sade de “Diamond Life” e “Promise”. Isto fica na cabeça, até porque as canções de Sade continuam assim. Continuam a ser ouvidas e sentidas assim. E o não se fazer – assim, tão sexy – provavelmente é mentira, os conceitos mudam, e hoje acontece, e desde 1984 até aos dias de hoje, de uma forma completamente diferente. Felizmente. Mas “Diamond Life” é especial. A voz de Sade é eficazmente sensual, há algo de frio nela que deixa qualquer um a sonhar. E apesar de ser fria ou, melhor, seca, implacável, a criar uma distância sensual, é uma que deixa sonhar e que provoca sensualidade – e sexualidade – nesse espaço que se cria entre o que projecta e o que chega ao ouvido do ouvinte. A produção é perfeita, marcada pelo tempo, sim, mas intocável graças à combinação perfeita com a voz e as letras de Sade. É regular aqui na loja e sempre que toca não deixa ninguém indiferente e é daqueles que se pega sem pensar duas vezes. Canções como “Smooth Operator”, “Your Love Is King”, “Frankie’s First Affair”, “Sally” ou “Why Can’t We Live Together” marcam logo no primeiro momento. E ressoam quando reouvidas sem aviso. Arranjámos exemplares originais da edição da Alemanha do Leste. As capas não estão impecáveis, mas os discos sim!

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 14 Junho, 2016

KLAUS SCHULZE Elektronik-Impressionen LP

€ 16,00 LP AMIGA (855941)

Exemplares originais da edição da Alemanha de Leste de 1982 / Original 1982 East German release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Death Of An Analogue, Weird Caravan, The Looper Isn’t A Hooker, Synthasy

“Synthasy”, com mais de 20 minutos de duração, ocupa todo o lado B do álbum, representando o formato de muitos discos da década de 70 e alguns que ainda entraram na década seguinte (este, por exemplo). O lado inteiro permitia, num tempo em que não existiam CDs, explorar ideias de uma forma mais livre, pausada, aberta, sem pressão para concluir pensamentos. Aqui, Schulze mostra todo o espaço, os tons prolongam-se, a narrativa fica mais épica e, à medida que a faixa avança, adquire a forma de celebração do próprio carácter sintético do som, com a electrónica bem pesada, bateria a sincopar ritmo, voz artificial a repetir o título. O tom artificial ganha ainda mais significado ao regressarmos ao início do álbum, em que o próprio título da primeira faixa, “Death Of An Analogue”, indica logo claramente que algo de técnico se passa: numa entrevista em 1980, data em que este LP foi primeiro editado (embora com o título “Dig It”), Klaus Schulze afirma que é “o primeiro LP electrónico digital. A programação de “Dig It” está toda numa disquete. Não usei sintetizadores analógicos tradicionais. Usei apenas o G.D.S., o mais avançado computador-sintetizador a nível mundial.” A música já transporta muito do que reconhecemos como um som mais característico do meio da década de 80, e esta espécie de artificialidade em cima do que já era artificial soa irresistível, mesmo traindo claramente a época. Trips cósmicas, o quase-reggae exótico de “Weird Caravan” e uma semi-continuação em “The Looper Isn’t A Hooker”, incrível serão baleárico, logo aqui, e pelas teclas até podemos imaginar “Plastic Dreams” de Jaydee. Temos exmplares da edição AMIGA (Alemanha de Leste), de 1982, que reproduz a tracklist (mas não a capa) do LP “Dig It” que saiu em 1980 pela Brain. Condição do vinil = excelente (stock de armazém, vários provavelmente nunca tocados), capas em muito bom estado mas mostram sinais do tempo, não esperem perfeição. Peça exótica.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 14 Junho, 2016

GEORGIE RED Help the Man 7″

€ 3,00 7″ Ariola (107845-100)

Exemplares originais da edição alemã de 1985, pequeno corte promocional no centro da capa / Original German 1985 release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Help The Man

Phill Edwards, a voz de Georgie Red, tem um álbum posterior, em 1989, em plena fase de interação House / Soul II Soul, quando as batidas se confundiam numa salada de festa que incluía, por vezes, rap. Mas a palavra-chave é mesmo Soul, e na década de 80 foi bem melhor tratada do que algumas manifestações mais superficiais pareciam demonstrar. “Help The Man” surge em ano de glória de Sade (“Promise”) e reúne muitos ingredientes que identificam a época, sim (saxofone, logo ali), mas de uma forma que realça as qualidades da produção bem sintética da época. O brilho por vezes excessivo dado aos instrumentos resulta, na verdade, em seu favor, em canções como “Help The Man”. O saxofone soa artificial (provavelmente É artificial, a julgar pelas modulações estranhas no som), a linha de baixo é electrónica, mas a voz paira com suavidade e elegância por cima de tudo o resto. O clip que juntamos a este texto é da versão longa de 12″, basta-vos imaginá-lo mais curto. Em adição, a versão mais instrumental (“Silent Dollar”) para o groove também mais puro. Jam lenta incrível. Composição de George Kochbek, desconhecido apenas de quem não tem internet. O que vos pudermos dizer não é diferente do que lá encontrarão. “Help the man he got no aim / his life seems to be all in vain / he’s friendly but he can’t get thru / cause all he really needs is you”

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 6 Junho, 2016

JOHN CALE Vintage Violence CD

€ 7,50 CD Columbia

[audio:http://www.flur.pt/mp3/4999452-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/4999452-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/4999452-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/4999452-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/4999452-5.mp3]

Na altura, 1970, “Vintage Violence” era demasiado sofisticado para passar na rádio (já ouvimos isto sobre tanta coisa que o tempo vem a aceitar). O primeiro álbum a solo de John Cale é devedor do som dos The Velvet Underground, talvez um dos discos a solo dos membros que melhor faz isso, contudo, de uma forma pouco óbvia. Os arranjos em “Vintage Violence” relembram manifestações dos Velvet dos primeiros discos, mas aqui há uma maior sofisticação nos instrumentos e uma utilização mais clássica da composição que John Cale introduzia na banda. Em apenas 35 minutos e onze canções John Cale expressa um primor em fazer canções – pop, entenda-se – que é difícil de encontrar noutros discos seus. E há uma narrativa no disco, como se cada canção conduzisse para a próxima, embora, nas primeiras audições, seja impossível estar preparado para essa cadência com a atenção que merece. Cresce a cada audição, cada canção torna-se melhor, mais completa, e começam-se a perceber coisas como “Looking for the break of day / I’ve never been here before anyway” ou “Taking turns having fun / When there’s not enough sun” (logo a abrir, “Hello There”) de uma maneira completamente diferente. “After all is said and done / Everything is just like it began / Days that came, years again / Came in here once again” ouve-se em “Big White Cloud”, provavelmente a canção mais sonante do disco, por causa da sua composição muito preenchida e a voz que está a cantar à distância, sofrida ou só distante, e aquela que enche uma sala quando toca. E logo a seguir há “Cleo”, momento completamente diferente, bem-disposto e com um ritmo jovial, próximo. Quase como se John Cale obrigasse o ouvinte a seguir ao seu passo: e segue. E tudo passa num instante que é-se obrigado a ouvir de novo. De novo e de novo. E é um álbum que precisa de ser ouvido, tal e qual como convida, vezes e vezes sem conta.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 6 Junho, 2016

ACID ACID Acid Acid CD

€ 9,95 CD Nariz Entupido

[audio:http://www.flur.pt/mp3/NE001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NE001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/NE001-3.mp3]

A repetição da palavra “Acid” é logo indicatória do que acontece neste disco. Sensação de transe pacífico, por vezes em tom épico, movimentos circulares mas profundos, guitarra e orgão puxando aquelas cordas ancestrais que nunca falham em transmitir calor e emoção. São duas composições longas, aqui divididas em três clips de som (selecção do próprio Tiago Castro), muito espaço para deixar fluir um som que se reconhece de 1000 audições prévias de 1000 outros discos mas que, na combinação certa (e parece-nos ser o caso) tem sempre vistas mais largas e definidas do que aquilo que a priori se pode pensar. Talvez seja redundante dizê-lo, mas é o tipo de álbum que precisa mesmo de ser escutado com calma para revelar todo o poder que é impossível sentir numa audição casual ou distraída. Algumas partes podem até ser um luxuoso som de fundo, só que estaremos a perder a essência da viagem. Direito aos corações de quem se sente superiormente abanado com a tradição cósmica alemã, a passagem pelo lado bom da New Age, até às explorações nas margens do rock, já neste século, sempre a empurrar para cima e para fora. Sigam.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 20 Abril, 2016

THE MONOCHROME SET Volume, Contrast, Brilliance – Vol. 2 – Unreleased & Rare LP

€ 16,95 LP Tapete

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TR332-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TR332-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TR332-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TR332-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TR332-5.mp3]

A contagem de anos, nas 16 faixas, dá 1978 até 1991. A banda não durou tantos anos, terminou actividade em 1985 mas foi ressuscitada uma primeira vez em 1990 para responder à enorme procura registada no Japão (!). Activos durante boa parte dos 90s, voltaram ao recato em 98, celebraram o 30º aniversário com um concerto único, em 2008, e estão de volta desde 2011, com uma boa agenda de concertos em 2016. Mesmo no contexto pós-punk em que surgiram, em 1978, Monochrome Set estavam mais próximos de uma certa tradição pop do que muitas das bandas que aproveitaram esse tempo para se concentrarem mais em quebrar tradições. Há uma alma que conseguimos traçar até aos 60s e, também, muito do que, durante a década de 80, veio a ficar conhecido como o som indie britânico, digamos que um protótipo para inúmeras bandas de guitarras que apareceram e desapareceram nessa década e na primeira metade da seguinte, sendo que há exemplos bem mais recentes – “Cilla Black” poderia ter sido tocado por Gretschen Hofner, em 96, mas também por Last Shadow Puppets já neste século. Monochrome Set transportavam, ainda, alguns restos mais vanguardistas de glam passados pelas transformações de Brian Eno. Nunca deixa de ser pop, as experiências sónicas são mantidas no mínimo necessário para a banda formar a sua personalidade e, assim, desligar-se de questões como “estar na moda”. Um dos nomes verdadeiramente importantes a reter no período que gerou a cena indie que chegou até aos nossos dias.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »