Quarta-feira, 17 Agosto, 2016

COULTRAIN Jungle Mumbo Jumbo LP

€ 22,50 LP Plug Research

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SDGPLG146-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SDGPLG146-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SDGPLG146-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SDGPLG146-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SDGPLG146-5.mp3]

“Jungle Mumbo Jumbo” vem de 2013 para agora (o disco ficou novamente disponível) mostrar um dos caminhos mais tortuosos e também mais recompensadores que a Soul tomou. Os exemplos são muitos (à cabeça, num instante, Sa-Ra e até Flying Lotus), na procura de subversão, actualização, vanguardismo ou apenas colocar em prática o que algumas mentes já poderão ter observado no futuro. Fora de especulação, no entanto, este é um álbum de emoções fortes, no qual a voz parece largada num turbilhão de batidas, entregue aos seus próprios recursos, como se fosse forçada a destacar-se em clima muito adverso. Na verdade, este álbum chegou a ser criticado, ao tempo da sua edição, por ser precisamente demasiado caótico, desregrado. É precisamente essa característica de esboço em progresso que torna “Jungle Mumbo Jumbo” especial, sempre elevado nas pontas dos pés, pronto para qualquer novo movimento. A voz de Aaron Frison soa ao mesmo tempo assustada e no controle da acção, com a assertividade requisitada para o tal domínio sobre os elementos adversos. Se quisermos, uma fuga para a frente em que o artista se projecta num cenário que não controla inteiramente. Maravilhosamente confuso.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 17 Agosto, 2016

ALAIN PETERS Rest’ La Maloya LP

€ 18,50 LP Bongo Joe

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BJR007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BJR007-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BJR007-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BJR007-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BJR007-5.mp3]

Maloya (da Ilha da Reunião) era um estilo por vezes tido como derivativo dos blues norte-americanos, mas essa ideia foi sendo ultrapassada e, de facto, basta escutar algumas canções neste álbum para sentir a distância. Adicionalmente, Maloya foi considerada uma expressão subversiva pelas autoridades francesas e banida na década de 70 (a Ilha de Reunião, no Oceano Índico, é um Departamento francês). A editora suiça Bongo Joe reúne música de Alain Peters, já falecido, num álbum que abre, para nós, o contacto com esta música crioula, baseada na percussão e cordas, soando por vezes próxima de alguns sons latino-americanos mas vincando fortemente a sua origem na região ao largo de Madagascar. A música soa devocional, psicadélica, africana, facilmente exótica mas quase como certas bandas ocidentais imaginavam o psicadelismo nos anos 60. No entanto, as canções de Alain Peters soam quase nada ocidentais. A sua estrutura parece de permanente ritual, o tom é quase sempre muito contido, a celebração nunca efusiva, como se existisse um profundo respeito em relação à causa de celebração. Disco incrível.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 17 Agosto, 2016

LNRDCROY Ooze City 12″

€ 9,95 12″ Mood Hut

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MH011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MH011-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MH011-3.mp3]

LNRDCROY não é estranho a quem tinha a cabeça no sítio em 2014 e 2015. Se o álbum “Much Less Normal” na Firecracker soltou mais ainda o nome para o exterior do círculo de fãs de coisas canadianas, um maxi na muito celebrada Mood Hut deveria alargar o espectro. Não vamos escrever nada de novo quando afirmamos que “Ooze City” destoa do catálogo da editora pela bomba extra no ritmo. A faixa-título retoma a fantasia acid house dos livros de fábulas, ameaçadora, solta, longa (9 minutos), bons breaks; “Aquabus” acompanha mais o passo Mood Hut (talvez House Of Doors), house atmosférica com uma respiração rítmica a recordar – talvez seja só a impressão sónica – “Pacific State”. Depois, “Kali Yuga” expõe o osso percussivo mais a sério, sacando hard house onde estava a acontecer techno mais atmosférico. Rave On!

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 17 Agosto, 2016

DICES + AEM Rhythm-Cascade LP

€ 13,50 LP (+ insert) 12th Isle

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ISLE001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ISLE001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ISLE001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ISLE001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ISLE001-5.mp3]

Glasgow não representa apenas com Golden Teacher, Optimo, General Ludd, estúdios Green Door ou Rubadub (estamos só a falar do nosso universo musical limitado). 12th Isle é um colectivo de activistas de rádio, promotores de festas, DJs e divulgadores, arrancam agora com um primeiro álbum entregue a Dices e AEM, de S. Petersburgo, fazendo notar mais uma vez que a região do Báltico está a exibir uma riqueza impressionante, na música electrónica. Cultura synth ancestral produz som tão facilmente associado a techno como a uma exótica bárbara, das selvas imaginadas (“Square Fauna”). Há um transporte muito claro, por vezes, do ilimitado campo de possibilidades aberto na década de 70 mas sobretudo trilhado nos 80s por incontáveis exploradores que usavam as suas máquinas para atingir aquelas regiões sónicas pouco simpáticas para quem só ouvia a cosmética de superfície. “Rhythm-Cascade” é um belo álbum fechado numa via futurista bem planeada, querendo isto dizer que Dices + AEM parecem perceber exactamente por onde querem seguir. Não há como ter reservas com este som.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 17 Agosto, 2016

SPACE DIMENSION CONTROLLER Orange Melamine CD

€ 15,50 CD Ninja Tune

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZENCD231-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD231-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD231-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD231-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD231-5.mp3]

A história conta que este álbum foi gravado com a idade de 18 anos. Se a ideia geral que tinhamos de Space Dimesion Controller, até agora, era a de uma forte influência de Detroit (vertentes techno e electro), este primeiro álbum na Ninja Tune refaz a biografia imaginada, ainda que “Gullfire” não seja nada se não for electro clássico informado pela distância dos tempos. “Orange Melamine” sugere experiências em cima do joelho mas naturalmente competentes, feitas por alguém cuja escola já estava bem cumprida. Claramente produto de todas as convulsões que puxaram a electrónica para todos os lados, na década de 90, o álbum sobrepõe batidas, apresenta um ambiente quase sempre muito carregado de distorção, como um mp3 com volume artificialmente subido, perdendo qualidade sonora. É uma decisão estética que acrescenta potência a escrituras elaboradas por Boards Of Canada e Aphex Twin, por exemplo. “Orange Melamine” está cheio de aventuras, tem uma dinâmica hiperactiva, montes de eco e um ou outro aceno de cabeça a algo que o tempo já parece ter empurrado para debaixo do tapete: hypnagogic pop.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 16 Agosto, 2016

MAXMILLION DUNBAR Drizzling Glass 12″

€ 13,50 12″ The Trilogy Tapes

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TTT019-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT019-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT019-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT019-4.mp3]

Pode ser meio estranho ouvir Maxmillion Dunbar na Trilogy Tapes, habitualmente mais investida em abstracção underground militante. No entanto, este produtor que fez o som da Future Times ser um bom caminho na música de dança actual só acrescenta valor à TTT. O que pode não ter presente em cinzas e nevoeiro tem, com certeza, em abstracção luminosa, um constante e renovado despontar do Sol, em vez de um nascer pausado e regular. Os tons brilhantes na sua música providenciam infindáveis narrativas de movimento, bem para lá da música de dança. Na verdade, “Drizzling Glass” não é o mais indicado para uma pista de dança, e uma faixa com um título como “Pop Song” revela, talvez, outras aspirações, apesar de estarmos sempre, aqui, a pisar terreno movediço porque, claro, “Pop” não é Pop. “Calvin & Hobbes”, no fim, recorda alguns tempos da IDM quando a Rephlex editava Vulva, por exemplo. Sem qualquer defeito.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 16 Agosto, 2016

CONI Imaginarium Essai EP 12″

€ 13,50 12″ The Trilogy Tapes

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TTT037-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT037-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT037-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT037-4.mp3]

Outra conexão francesa na Trilogy Tapes. A editora parece inicialmente ser uma espécie de sombra da L.I.E.S. mas com o avançar do catálogo percebe-se a perspectiva menos linear em relação ao techno. Culpa nossa, sempre prontos a reduzir tudo a um denominador comum, por conveniência. Se “Imaginarium Essai” (a faixa) parte de uma via aberta por Theo Parrish, e isso é um passo na fonte para ganhar balanço, as restantes três faixas mantêm o anonimato saudável neste circuito, quando percebemos que há algo a acontecer que não precisa de um nome bem definido para singrar. 4 x Bom.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 16 Agosto, 2016

SAMO DJ Kicked Out Of Everywhere 12″

€ 13,50 12″ The Trilogy Tapes

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TTT044-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT044-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT044-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TTT044-4.mp3]

No radar desde a música que editou na Public Possession, Samo DJ tem outras actividades no undeground techno que o colocam no patamar da frente. E até na própria Trilogy Tapes, como Four Legs. Mais uma vez, o que se promove neste disco são as margens largas entre techno e algo mais próximo de uma interpretação da cena Bass, com mais ênfase na percussão do que no baixo. Música solta, circular, auto-propulsionada por uma noção de ritmo que atinge a perfeição hipnótica em “Medelin” (faixa 3). “Downer” engole a expansão do ritmo, coloca os filtros bem avante e pára perto do industrial sem comprometer a assinatura ambiental e melódica.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 16 Agosto, 2016

CAROLINE K Now Wait For Last Year LP

€ 19,50 LP (2016 reissue) Blackest Ever Black

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST050-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST050-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST050-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST050-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BLACKEST050-5.mp3]

O título é directo de um livro de Philip K. Dick, servindo como enésimo exemplo da mega influente presença do autor de “Blade Runner” no universo musical. Caroline K fundou os Nocturnal Emissions com Nigel Ayers e “Now Wait For Last Year” saiu na sua editora Earthly Delights em 1987. Nocturnal Emissions ajudaram a forjar muito do que se tornou significativo na cena industrial inglesa mais esotérica, inclusivamente a sua abertura a uma vida mais rítmica já possível com a abertura provocada pela house (Ayers gravava, também em 1987, um álbum de batidas como Spanner Through My Beatbox). Neste álbum, Caroline K embrenha-se numa certa via épica e ambiental que a cultura propiciava como exploratória de outros cenários que não a tradição ocidental. Não especificamente uma viragem a Oriente mas mais em direcção ao escuro, desconhecido e potencialmente desconfortável. Quando se escuta algum ritmo, este parece sempre constrangido, abafado, lento, como uma trip cósmica de Daniele Baldelli e um sermão religioso oferecido apenas em orgão / sintetizador. “Tracking With Close-Ups” é o melhor exemplo, batida mesmo arrastada e alguns claps deslocados e bem presentes na mistura final. No final, “Leaving” sugere um possível encontro entre SPK e John Carpenter, deixando a ideia de estarmos em permanente sobressalto em relação a aparições de outros mundos.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 8 Agosto, 2016

KASSEM MOSSE Chilazon 12″

€ 10,95 12″ Honest Jon’s

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HJP082-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJP082-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJP082-3.mp3]

Kassem Mosse, ou Gunnar Wendel (já editou com esse nome na FXHE de Omar-S), tem avolumado um catálogo impressionante de novo techno, na última década, sobretudo pela acção na série Workshop, uma das sempre míticas editoras anónimas promovidas pela Hardwax. Agora na Honest Jon’s, em avanço de um álbum, “Chilazon” apresenta tudo correcto. Três faixas verdadeiramente superlativas de não-techno, familiaridade com o riquíssimo universo Acido / SUED, raiz bem funda na prolífera década de 90 (Reagenz / David Moufang, etc). Saímos deste EP positivamente embalados na crença de que a música, década e meia depois do ano 2000, continua a oferecer narrativas e sensações muito poderosas. “Chilazon” soa a mero jogo de palavras acessível a quem teve contacto, ainda que breve, com a cultura rave, mas uma pista está no tom azul da imagem na capa, relacionado com uma criatura marinha presente na tradição Judaica (só parece estranho até se ler sobre o assunto). Em “Chilazon 1″ a música pulsa com base num borbulhar orgânico cortado por caixa-de-ritmos super aguçada, com brilho, mas estar a descrever a acção fica patético quando as palavras não são de todo a maneira melhor de entrar aqui. A estrutura mantém-se semelhante nas restantes duas faixas, como prolongamento de uma ideia, e nada a afirmar por cima quando a ideia é claramente superior à descrição.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 8 Agosto, 2016

FRUIT Fruit CD / LP

€ 12,50 CD Athens Of The North

€ 23,50 LP Athens Of The North

[audio:http://www.flur.pt/mp3/AOTNCD007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AOTNCD007-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AOTNCD007-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AOTNCD007-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AOTNCD007-5.mp3]

Como tantos outros grupos na última década e meia, Fruit são recuperados por gente dedicada como esta da Athens Of The North, muitos anos após uma carreira defunta e, frequentemente, nem sequer com um álbum editado para meter o pé na História mais visível. É o caso de Fruit, com um single apenas em 1978 mas com material em abundância suficiente e em bom estado de preservação para resultar em álbum. As dez faixas são bem um produto do seu tempo, Jazz-Funk e Soul mas também Disco e Boogie, parecendo que o groove acontece naturalmente. Espaço e os prazeres mundanos puxam em direcções opostas, em teoria, mas a junção de narrativas nesses dois planos gerou muita música excepcional que abriu caminho para expressões mais tardias, reforçando a ligação da música negra a cenários de ficção científica numa identificação e à-vontade com outros territórios que não o espaço físico que de facto habitavam, sempre sujeito a limitações culturais, raciais, sociais, demográficas. Um livro ainda aberto, pelos vistos.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 22 Julho, 2016

V/A Digital Zandoli CD / 2LP

€ 13,50 CD Heavenly Sweetness

€ 22,50 2LP Heavenly Sweetness

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HS153-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-5.mp3]

Não pode ser apenas por enfado com o que se passa nos tradicionais pontos de origem da música de dança que se escuta nos clubes. Parece existir, de facto, uma competição não oficial entre coleccionadores, dealers, melómanos e outras formas de ser relacionadas com divulgação de música, em busca do mais obscuro, mais improvável e até, por vezes, do mais discutível. Em alguns casos reescreve-se a História, noutros apresenta-se a melhor versão, noutros ainda a música fala por si, sem grande contexto para ensinar como escutá-la. “Digital Zandoli” é um produto da actualidade mas também recorda, sendo uma editora francesa, os tempos em que sobretudo na França e na Bélgica se fazia uma miscigenação entre pop ocidental e sons exóticos. Não precisamos de ir mais longe do que Antena ou “Mambo Nassau” de Lizzy Mercier Descloux, editoras como a Crammed ou Les Disques Du Crépuscule. Até na banda desenhada se transmitia uma visão aberta em relação ao mundo pop, misturado em cor e perfume com cenários em África e Antilhas, sobretudo. É esta última região que “Digital Zandoli” apresenta. Aquele som sintético dos 80s moldado para zouk, disco e boogie, vozes em francês, inglês e crioulo, ideias adaptadas das capitais da indústria como Paris, Londres ou Nova Iorque mas sempre inequivocamente de outro local. Pensemos nas produções pop gravadas nas Bahamas, nomeadamente Grace Jones e Tom Tom Club, pensemos em músicos de estúdio influentes e versáteis como Wally Badarou, e começamos a entender porque a música em “Digital Zandoli” não pode ser considerada derivativa mas sim parte da inspiração.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , / / Comentar: aqui »