Quarta-feira, 28 Setembro, 2016

PEPE BRADOCK Baby Craddock MLP

€ 13,50 MLP Atavisme

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ATA03-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATA03-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATA03-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATA03-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATA03-5.mp3]

O número de catálogo 03, na Atavisme, parece ter ficado para trás desde 2002, quando foi editado o 02 (“Forbidden Fruit”). Pepe Bradock concebeu um lugar próprio na música de dança, que nos soa como um misto de técnicas que apanham a cultura de sampling da house, alguns cortes mais característicos da produção hip hop e um certo vanguardismo no modo como mistura ambiências e confere uma atmosfera psicadélica à música. Não há um formato direito, na maioria das 6 faixas aqui presentes, elas vagueiam de tom em tom, difíceis de fixar, arriscadas, a somar um património que continua a enriquecer o léxico house ainda após um considerável número de anos de experiências

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Quinta-feira, 22 Setembro, 2016

BRUNO PERNADAS Worst Summer Ever CD

€ 11,95 CD Pataca Discos

O que é interessante de notar no lançamento duplo de “Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them” e este “Worst Summer Ever” é como a música em cada um deles se justifica. Os elementos são separados, as ideias assentam nos seus locais distintos, e se o primeiro na sua salada é um disco pop, este é claramente colado ao jazz, mas com a sensibilidade pop e a genica na composição de Bruno Pernadas. Não é, contudo, um inverso, uma imagem ao contrário que vive em paralelo, mas um encontro de ideias e movimentos que justificam que as coisas sejam finalizadas assim: é como se neste formato “jazz” Bruno Pernadas encontrasse um outro de imagens, de cinematografia, onde se sentisse à vontade para discursar. E consegue uma coisa maravilhosa, “Worst Summer Ever” não soa a exercício, a tentativa, mas a um esforço conseguido de explanar as suas ideias com uma outra concretização. Acerta no ponto e cria uma relação amigável com o outro álbum e a restante discografia de Pernadas. Que venham mais dobradinhas assim.

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Quinta-feira, 22 Setembro, 2016

BRUNO PERNADAS Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them CD

€ 11,95 CD Pataca Discos

Primeiro de dois discos de originais lançados em simultâneo por Bruno Pernadas, ambos com apresentações no Teatro Maria Matos nos passados dias 13 e 20 de Setembro. Acreditamos que o mais difícil após um disco como “How Can We Be Joyful In A World Full OF Knowledge” foi a espera, porque de Bruno Pernadas poderíamos confiar que a sua sensibilidade pop voltaria a surgir com a mesma naturalidade desse disco de 2014. Há uma confluência enorme de géneros, ou sons se se preferir, na música de Pernadas. Trabalha em imensos planos e este “Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them” é um sumário preciso do que se poderia antever. O mais complicado é situar e para não se meter os pés em locais ásperos e afirmar que é jazz, exótica, ou uma variação sofisticada de um plano de spoken word (existe, é magnífico, e até isso é outra coisa qualquer), ou não se entrar no campo do “é isso tudo” (mas é), resume-se a coisa a pop, a uma geometria precisa que assinala um cuidado extremo na composição e na produção e um à-vontade no resultado de música que acerta na melodia, arriscando quando pode, sem perder um toque tropical/exótico. É um excelente cocktail – dos que se bebem – e música para diversas ocasiões (inclusive para ser acompanhada por cocktails), com um grupo de músicos de respeito: Afonso Cabral, Francisca Cortesão, Margarida Campelo, João Correia, Nuno Lucas, Diana Mortágua, Diogo Duque, João Capinha e Raimundo Semedo.

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Quarta-feira, 21 Setembro, 2016

SHEEFY MCFLY Edward Elecktro MLP

€ 18,50 MLP Mahogani Music

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Sheefy pode ser visto em videos a exercitar clichés como em “Eating Sushi Slapping Hoes”(2011) e aqui, em “20 Bitches Deep”, parece regressar a um standard transversal que apanha não só hip hop como, neste caso, ghetto house. A entrada no disco é, assim, retumbante, nervosa e com edge, para logo a seguir mandar uma faixa house bem estranha, não distante de Moodymann (Mahogani Music é, afinal, a sua editora) – “C U Again” tem baixo rápido, breaks de tarola e uma voz feminina que repete o refrão em tom de permanente saudade. “Memory Lane” é semi-trap, a voz distante e a cadência recordam Dean Blunt; “Here We R” retoma a estrutura de “C U Again”, recombinando os mesmos elementos para um resultado igualmente incrível; “Boss Up” está entre trap e ghetto, de novo a voz, o seu efeito acelerado, remete para Dean Blunt, agora em modo Babyfather; no fim, “Got Yo $” expõe a linha de baixo a todo o comprimento da faixa, veloz. Encerra um disco bizarro, algo como uma interpretação da cabeça de Moody com ideias ainda mais da rua. É bomba.

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Quarta-feira, 14 Setembro, 2016

FLORIAN KUPFER Unfinished 12″

€ 8,50 12″ Technicolour

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TCLR017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TCLR017-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TCLR017-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TCLR017-4.mp3]

Florian Kupfer sobressaiu naturalmente depois da sua conotação com a L.I.E.S. ter disparado o seu perfil com “Lifetrax”, em 2013. Os seus edits “secretos” para Sade rebentaram, também, no ano passado, e é bom não sabermos bem o que esperar quando um novo disco aparece. Neste EP para a Technicolour (ligada à Ninja Tune), o padrão house é secundário. Reconhece-se pela marcha analógica logo na primeira faixa (“Elle”), regressa em “Being Me” mais em modo distorcido L.I.E.S. mas as restantes 2 faixas mergulham fundo num oceano sónico nas margens da música de dança. Os 6 minutos de “Unfinished” (a faixa que encerra o EP) não seriam desajustados numa das compilações de música isolacionista que marcaram a viragem da electrónica depois do ambiente mais limpo associado às salas de chill-out. (pensem também em Vladislav Delay na época de “Multila”).

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Segunda-feira, 12 Setembro, 2016

SCOTT WALKER The Childhood Of A Leader OST CD / LP

€ 12,50 CD 4AD

€ 21,95 LP (+ mp3) 4AD

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CAD3620-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3620-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3620-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3620-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAD3620-5.mp3]

Enquanto o filme rola, a música não permite nunca que a tensão diminua, puxando-o para território de filme de terror que, obviamente, não é. Este forte drama psíquico joga-se em grande medida no interior de uma casa escura e austera que nos vai alimentando a imaginação sobre o que, afinal, se passa. A música parece esticar para todo um filme o momento “Psycho” de Bernard Herrmann, com a diferença de que, nesse filme, há um claro pico na acção com a cena no chuveiro, enquanto que, em “Childhood Of A Leader”, a música transmite a ideia de que não há um crescendo, é sempre em tom elevado e, de certa forma, parece frequentemente obrigar o filme a movimentar-se, em vez de meramente o ilustrar. Uma experiência bastante poderosa, mergulhar nesta composição orquestral de Scott Walker, em linha com a música perturbadora que tem gravado neste século.

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Sexta-feira, 22 Julho, 2016

V/A Digital Zandoli CD / 2LP

€ 13,50 CD Heavenly Sweetness

€ 22,50 2LP Heavenly Sweetness

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HS153-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HS153-5.mp3]

Não pode ser apenas por enfado com o que se passa nos tradicionais pontos de origem da música de dança que se escuta nos clubes. Parece existir, de facto, uma competição não oficial entre coleccionadores, dealers, melómanos e outras formas de ser relacionadas com divulgação de música, em busca do mais obscuro, mais improvável e até, por vezes, do mais discutível. Em alguns casos reescreve-se a História, noutros apresenta-se a melhor versão, noutros ainda a música fala por si, sem grande contexto para ensinar como escutá-la. “Digital Zandoli” é um produto da actualidade mas também recorda, sendo uma editora francesa, os tempos em que sobretudo na França e na Bélgica se fazia uma miscigenação entre pop ocidental e sons exóticos. Não precisamos de ir mais longe do que Antena ou “Mambo Nassau” de Lizzy Mercier Descloux, editoras como a Crammed ou Les Disques Du Crépuscule. Até na banda desenhada se transmitia uma visão aberta em relação ao mundo pop, misturado em cor e perfume com cenários em África e Antilhas, sobretudo. É esta última região que “Digital Zandoli” apresenta. Aquele som sintético dos 80s moldado para zouk, disco e boogie, vozes em francês, inglês e crioulo, ideias adaptadas das capitais da indústria como Paris, Londres ou Nova Iorque mas sempre inequivocamente de outro local. Pensemos nas produções pop gravadas nas Bahamas, nomeadamente Grace Jones e Tom Tom Club, pensemos em músicos de estúdio influentes e versáteis como Wally Badarou, e começamos a entender porque a música em “Digital Zandoli” não pode ser considerada derivativa mas sim parte da inspiração.

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