Sexta-feira, 7 Outubro, 2016

BON IVER 22, A Million CD / LP / LP + 12″

€ 15,50 CD Jagjaguwar

€ 27,95 LP Jagjaguwar

€ 31,50 LP + 12″ (Limited) Jagjaguwar

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Bon Iver é daqueles nomes que teve a graça de uma boa história para ajudar a tornar-se no que é hoje. “For Emma, Forever Ago” tinha os ingredientes de uma boa história, a música empurrou e foi empurrada com essa história e isso arrumou Justin Vernon numa espécie de santinho da nova folk, embora não fosse bem exactamente assim – folk – e muito menos os seus lançamentos seguintes. Passaram-se cinco anos desde o segundo disco (“Bon Iver, Bon Iver”) e este “22, A Million” tanto é daqueles discos que chocam com o passado ou desmontam o lado complexo que já estava nas composições de Vernon noutros discos (principalmente a partir de “Blood Bank”). Lembra muita coisa, algumas que não são particularmente boas mas que Vernon as torna boas, outras parecem um cruzamento entre Antony e Spandau Ballet. É um disco curioso, porque melodicamente e liricamente tem muitos traços aos dois anteriores, mas é efectivamente um electrónico que brinca bem com isso: está cheio de glitches, efeitos, que funcionam muito bem no contexto e que quebram de forma perfeita certos momentos. É como se Vernon assumisse a fórmula despida do passado, com uma certa vergonha em ver as canções despidas. Tropeçam propositadamente – e tão bem – nas suas próprias ideias, mantendo a fragilidade de outros tempos com um outro tipo de naturalidade. Mesmo que essa naturalidade seja simulada, está bem simulada e é como se Vernon se dispusesse de forma incrível à vulnerabilidade de arriscar.

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Quinta-feira, 6 Outubro, 2016

MATT CARLSON The View From Nowhere LP

€ 17,50 LP Shelter Press

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Material sintético capaz de baralhar as coordenadas de quem escuta. A voz soa frequentemente como uma espécie de Speak And Spell (Texas Instruments) em processo de libertação de ira e, mesmo quando é mais perceptível como humana, multiplica-se em camadas que ditam palavras ligeiramente desniveladas no tempo. Ocorre-nos que soa como um processo de síntese aguda do que Bruce Haack compunha, uma cristalização da linguagem maquinal livre, assumida como equivalente à humana em termos de legitimidade de existência, para que possamos olhar ao espelho a nossa condição. Talvez não tenha de ser tão profundo assim, e até se trata de um disco com grande valor de entretenimento. Arte hermética potencialmente pretensiosa mas apenas se desejarmos manter-nos do lado de fora. Desafio atrás de desafio para a capacidade de percepção, um HAL9000 em curto-circuito.

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Quinta-feira, 6 Outubro, 2016

PETER ZUMMO Dress Code (Don´t Look At My Car) LP

€ 15,50 LP Optimo Music

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Peter Zummo talvez seja mais conhecido pelas suas colaborações com Arthur Russell, mas ele era uma das figuras que fazia parte da cena artística nova-iorquina que cruzava música, artes visuais e de palco. A sua produção em discos de dança, como no projecto Indian Ocean com Arthur Russell, coexistia com música que compunha para dança (“Lateral Pass” para Trisha Brown, por exemplo), mas a experiência com Russell acaba por prevalecer, para quem olha de fora e constata que Zummo é um dos elementos de Arthur’s Landing, efectivamente uma banda de tributo. E agora “Dress Code”. O álbum transporta uma certa leveza arty, misturando um sabor exótico – tablas – com o seu instrumento clássico de eleição – trombone – e tudo fica por vezes semelhante ao que imaginamos ser um Jon Hassell pós-punk. Há um motivo melódico comum a várias das oito faixas, mantendo uma linha unificadora claramente entendida através dos instrumentos utilizados e do tom deles puxado. Álbum muito discreto, difícil de enquadrar no tempo, acontece sem grande atenção ao que se passa à volta.

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Quinta-feira, 6 Outubro, 2016

VOLTAGE 8 / ERICK COSAQUE Kaloukera Percussions EP 12″

€ 11,95 12″ Sofrito

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Seguro apenas que “Banbou La” faz parte de um álbum homónimo sem data, traçado até ao período entre as décadas de 80 e 90 do século XX, mas supõe-se que as restantes três faixas serão contemporâneas. mais fogo proveniente das Caraíbas, muito presentes em 2016, por exemplo, através das compilações “Surinam Funk Force” e “Digital Zandoli”. Da ilha de Guadalupe, uma entre várias no fio que liga Trinidad e Tobago a Porto Rico, para França, Erick Cosaque carrega uma tradição indubitavelmente africana, ligada a uma cadência hipnótica que, por estes anos, já misturava tambor com caixa de ritmos. As quatro faixas neste EP, culminando em “Bazouka”, são óptimo exemplo disso, marcando um compasso sem tréguas, quebrado nas zonas certas por floreados de percussão mas também por virtuosismo de quem cuida da batida principal. Cânticos sempre encorajadores, como em “Kowidow Mam’m Boe”, fazem tombar quaisquer problemas em seguir fisicamente o ritmo, plantando uma alegria ritual, caso nos falte alegria espontânea. Forte, libertador, motivador.

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Quarta-feira, 28 Setembro, 2016

SPACETRAVEL Dancing Therapy CD / 2LP

€ 12,50 CD Perlon

€ 19,95 2LP Perlon

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O desenvolvimento de uma corrente techno mais cerebral não tem sofrido grandes quebras, neste século, e a Perlon, embora tenha abrandado o ritmo de edições, sabe escolher os argumentos certos para se mostrar no mercado. Spacetravel (Itália) preserva um fio condutor que se reconhece dos 90s (‘intelligent techno’), uma organização abstracta (se tal fenómeno é possível) de elementos seguros que se emancipam claramente do chamado techno minimal para existirem num plano bem mais dinâmico e prometedor de emoções. A presença desta música na pista de dança pode ser mero acidente, apesar de o título ser “Dancing Therapy”, mas até isso é relativo, já que basta subir o volume para o corpo sonoro reclamar o seu espaço. Belo álbum que segue os cânones clássicos para continuar a escrever no painel do futuro.

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Quarta-feira, 28 Setembro, 2016

UMFANG Riffs 12″

€ 9,50 12″ 1080p

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Lá na “rave cave”, como alguns têm chamado ao ressurgir de um techno mais duro e escuro, catártico, a passar um pano sujo sobre a estrutura, Emma Olson acrescenta old skool ao catálogo da 1080p (Vancouver, Canadá), já suficientemente suspeito de ser parcial (procurem breaks de drum & bass em outros discos da editora, não são difíceis de encontrar). Talvez a partir de um modo de vida professado pela L.I.E.S., um disco como “Riffs” desenvolve essa corrida pela caverna com maior naturalidade e também aceitação do exterior. E há de facto um grande convívio, actualmente, com ideias basilares da cultura techno mais evasiva dos anos 90. Não é tanto um regresso nostálgico, sem poder, mas percebêmo-lo mais como uma estaca cravada no solo, nestes dias de hoje, para marcar um território.

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Terça-feira, 26 Julho, 2016

JOÃO DONATO Lugar Comum LP

€ 33,95 LP (2013 reissue) Polysom

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De entre os muitos discos especiais gravados no Brasil por músicos brasileiros, “Lugar Comum” pode ser apenas mais um, para quem não se impressiona facilmente, mas para o resto dos melómanos é tudo menos comum. O estilo parece pouco forçado, a melodia e o ritmo brotam naturalmente, o cenário de praia ao entardecer aparece quase por defeito e a vida é boa, descansada. “Lugar Comum” transporta, com a música, toda uma atmosfera que, imersos nela, nos vai parecer meio tridimensional, tal é o nível de definição. Gilberto Gil está presente em quase todas as canções, Caetano Veloso em “Naturalmente”, mas João Donato beneficia do seu próprio percurso (em 1975, este está longe de ser dos seus primeiros álbuns), da evolução dos seus arranjos, aquela mistura infalível de elegância, sofisticação de hotel inacessível, e praia aberta a todos. Ouve-se aqui um Brasil universal, que já pertence a todos, um pouco sambado, sabedor da história da Bossa Nova, incorporando jazz, pop romântica e aquelas letras que deslizam facilmente pela língua

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Quarta-feira, 13 Abril, 2016

JAMAL MOSS 4 This Is Living That Gherkin Life 2LP

€ 18,50 2LP Unknown Label

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Pois é. Viver a vida Gherkin é duro. A pequena intro que podemos fazer é dizer que Gherkin era a editora de Larry Heard, virando os 80s para os 90s. Os Gherkin Jerks (Larry Heard) gravaram para lá. Fenómeno histórico e influente para muitos putos que cresceram com house como A expressão musical que estava ao seu alcance. Jamal Moss, militante de Chicago e das estrelas, assimila esses seus anos formativos mas acrescentados de todo o saber que SABEMOS que acumulou nestes anos todos. Acompanhamos a sua música desde 2005, bomba sobre bomba, distorção e felicidade, uma jóia disfarçada de pedra rude. Este material não é tanto para a cabeça como para o corpo livre (ou que quer ser livre), desprendido das ideias de bom dançar, correctas, de copo na mão. Esqueçam isso. Pura electricidade.

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Quinta-feira, 28 Junho, 2007

TROPA MACACA Marfim LP

€ 13,50 € 7,95 LP Ruby Red

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Fundada por Tiago Miranda, dos Loosers, a Ruby Red começa a ter um catálogo de respeito e a tornar-se no caminho obrigatório das edições “sérias” (sem desrespeito aos CD-R’s e às net-labels) para os projectos que criam a música mais fresca feita em Portugal nas últimas décadas. Depois dos próprios Loosers, do incrível «Double Banana» de Fish & Sheep, chega agora «Marfim», dos Tropa Macaca. Provenientes de Santo Tirso, Ju-undo e Símio Superior passaram nos dois últimos anos de uma espécie de partição dos Black Dice para a linha da frente do que de melhor se faz hoje no noise que abraça o techno minimal, dub: Astral Social Club, Ashtray Navigations e, embora distantes, Skaters. Ju-undo é particularmente dotada em recriar ambientes repetitivos próximos dos recentes trabalhos de Neil Campbell, que reúnem e dão sentido às peças soltas abandonadas por Símio Superior. Daqui parte o elemento basilar dos Tropa, assente numa música que parece desconstruída por princípio (lembram-se dos Sightings?) e que só com o tempo começa a ganhar estrutura. Talvez por isso se alonguem nos concertos, caindo no vício da estrutura e no respeito de bases, com uma tamanha inocência que lhes dá um brilho especial. «Marfim» coloca definitivamente os Tropa Macaca nos lugares cimeiros da música transversal feita em Portugal e são um dos nomes mais importantes e criativos em acção neste preciso momento. É um álbum sem excessos, com as medidas todas certas, a duração exacta, e o mais próximo da perfeição que podem chegar num registo discográfico.

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