Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

ZOMBY Where Were U In ’92? LP

€ 19,50 LP (2016 reissue) Cult Music

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DCLXVI001LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DCLXVI001LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DCLXVI001LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DCLXVI001LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DCLXVI001LP-5.mp3]

Agora regressou mesmo o fantasma de Natais Rave Passados (e “passados”, aqui, tem mais que um significado): Zomby começa este álbum logo em velocidade de cruzeiro, nada de introduções a preparar terreno. Aliás, o título “Fuck Mixing, Let’s Dance” explica-se por si. A sequência das 14 faixas é non-stop mas em vez de misturas seguidas de uma para outra temos cortes abruptos sem intervalos de silêncio. Bonito. “Where Were U In ’92?” representa um reencontro do dubstep com as suas raízes de forma mais explícita. Se o dub se ouve aqui afundado em samples ou linhas de baixo, a componente rave ou ‘ardkore é celebrada na nossa cara. Sirenes, breaks, samples de “Blade Runner”, linhas de baixo com uma tonelada, piano house, uma autêntica festa. Como se Burial desligasse a máquina de fumo e de repente ficasse tudo exposto: as roupas fluor, pessoas até nem muito bonitas, camisolas de futebol, lightsticks e sorrisos exagerados. Parece desagradável? Só para quem dançou pela última vez antes de 1988. Dinâmico, consciente das suas raízes e muito em tom com a mistura cut and paste de hoje, uma espécie de Girl Talk sem os hits reconhecíveis. Energy Flash!.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

GEORGIA Import Fruit 12″

€ 11,50 12″ FTD

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FTD006-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-5.mp3]

Georgia misturam video, música e design e isso, de alguma forma nem sequer complicada, é aparente neste disco para a FTD (que também editou os Niagara). Ouvimos uma forte tendência para o exotismo, algo que toca em algumas experiências para além do Ocidente e num clima que confunde várias latitudes tropicais (Ásia, América do Sul, África) para imaginar algo que não pertence a nenhuma região. O ênfase na percussão, embora esta seja um reflexo de terras imaginadas e não uma ferramenta para fazer dançar, faz com que “Import Fruit” adquira um dinamismo mais carismático do que se apenas pintasse alguns ambientes. O título é revelador do conteúdo e, junto com outros discos que andamos a ouvir, faz ponderar sobre um género a tomar forma, níveis acima da imaginação da New Age habitual na medida em que não fantasia sobre que se passa aqui, nem parece projectar desejos de uma tranquilidade hippie. o que faz é criar novos cenários, compondo-os a partir de retalhos familiares. Pausa grandiosa nos sete minutos do tema final, “Planned Earth”. Aí está, não é o Planeta Terra mas sim uma Terra planeada.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

COIL The Ape Of Naples CD

€ 12,50 CD (2016 reissue) Important

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IMPREC174CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC174CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC174CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC174CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IMPREC174CD-5.mp3]

Peter Christopherson completou este último álbum dos Coil em 2005, cerca de um ano após a morte de John Balance. “The Ape Of Naples” parece recuperar a poderosa inspiração que originou “Horse Rotorvator” em 1986, mantendo sempre presente a sombra que os textos de Balance colocam sobre a música. A sua voz, sempre um trunfo acarinhado na discografia do grupo, aceite com todas as suas imperfeições e desadequações, amada pelo tom profundo e sentido. Em “The Ape Of Naples” surge-nos mais distante, tratada (embora não em excesso), mas sempre carregada de intenção. Coil nunca tiveram propriamente um estilo reconhecível para além da voz de John Balance ou certos sons recorrentes, e foi isso que que sempre tornou fascinante e imprevisível qualquer nova edição. A evolução da relação do grupo com a tecnologia foi gerando diferentes posturas e até conceitos, como na fase ELPh vs. Coil ou Time Machines, e é portanto natural que cada disco soe diferente. “It’s In My Blood” reforça o que escrevemos acima sobre um dos fios condutores no som dos Coil – a voz de Balance, o seu pranto nesta música, assemelha-se ao que ouvimos em “Circles Of Mania” (“Horse Rotorvator”). Mais experiências e mundos sobrepostos, passado arrancado aos anos, futuro imaginado, aguardam-nos dentro de “The Ape Of Naples”, celebrando sem pompa especial a última grande declaração criativa deste nome de culto. Íntimo e onírico, se tivermos de acrescentar duas palavras ao resto.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

SILVER APPLES The Garden CD / LP

€ 11,95 CD Chickencoop

€ 17,50 LP (Limited coloured vinyl) Chickencoop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CCR003CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCR003CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCR003CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCR003CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CCR003CD-5.mp3]

“The Garden” foi anunciado, em 1998, como o terceiro álbum (perdido) da banda, e assim permanece em 2016, com esta reedição. De acordo com as informações oficiais, estas gravações incluem sete temas completos gravados em 1969 e sete instrumentais de bateria gravados em 1968, aos quais foram acrescentadas partes registadas por Simeon Coxe em 1998 (todas intituladas “Noodle”). Mantém-se toda a magia original, a estranheza de um tom quase medieval misturado com sons alienígenas. Canções vivas que fazem uma difícil travessia, por vezes, entre country e formas muito tradicionais, e uma ideia muito singular de pop que acaba por soar campestre, talvez até contra todas as expectativas e desejos de quem se liga a música tecnológica. As canções aparecem neste álbum alternadas com as sete composições instrumentais da série Noodles (ver acima), essas sim visões muito extraterrestres do que poderia ser o rock se o seu destino tivesse estado exclusivamente nas mãos e mentes de visionários como Silver Apples e outros cientistas de som seus contemporâneos. Breaks de sonho para turntablists. Mas muito bizarro, sempre.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

BIOSPHERE Departed Glories CD

€ 14,95 CD Smalltown Supersound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STS281CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STS281CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STS281CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STS281CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STS281CD-5.mp3]

“Departed Glories” é um disco espectral, dominado desde logo pela imagem na capa, que sugere fantasmas, aparições, pessoas desaparecidas há muito. Essa é, de facto, a inspiração para o álbum, em concreto a recente descoberta de um legado fotográfico atribuído a Sergei Prokudin-Gorsky, que, no início do século XX, produziu resultados incríveis e revolucionários em fotografia a cores. É uma dessas fotografias que observamos na capa de “Departed Glories” e que dá um corpo definido a esta música austera e bonita, ambiente delicado, fugaz e em mutação constante, aceitando interferência de algumas harmonias vocais que se assemelham a um coro numa catedral, reforçando assim o tom quasi-religioso desta espécie de New Age nórdica. Não falamos de um ambiente pesado e soturno mas sim de texturas vaporosas, parecendo dissipar-se com um sopro, e muito sugestivas do que, com imaginação, pode ser o som associado a uma sessão espírita retratada em filme.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

KENNY DUO Jungle In Old Town 12″

€ 10,95 12″ Sunken Rock

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SR12002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SR12002-2.mp3]

Apenas a segunda edição para esta editora sueca que já ocupa um lugar importante na nossa organização de prioridades. No habitual processo para tentar situar o que se ouve, falamos na Future Times e Mood Hut e isso já poderá ser suficiente. Vamos limitar-nos ao momento em que ouvimos o álbum de Studio, em 2006, e se formou aquela ideia da costa ocidental da Suécia como um possível equivalente à Califórnia enquanto cenário de música descontraída, pacífica, com Sol e imagens de praia. Estocolmo fica na costa leste, mas a sensação é a mesma. “Jungle In Old Town” vagueia pausadamente por um formato de house analógica, linha de baixo muito dub, sons de pássaros muito distantes e um tapete ambiental que deixa os olhos abertos de esperança (não encontramos outro modo de lidar com este som). “Ghost Walk” também soa distante, a sua batida mais contida sugere proximidade com italo disco ou synth pop clássico, só que a abstracção das cores colocadas por cima não deixa apresentar um relatório muito definido. A força desta música é a sua familiaridade e, ao mesmo tempo, a distância e estranheza. Simples e recomendado.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 27 Outubro, 2016

MONOLAKE VLSI CD

€ 10,50 CD Imbalance

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ML032-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-5.mp3]

Robert Henke trabalha cuidadosamente cada projecto de álbum, dedicando-se a reflectir sobre a sua posição no contexto da música electrónica mas, também, a tornar tudo inteligível para quem escuta. “VLSI” (Very Large Scale Integration) refere-se á evolução da tecnologia digital e aos passos que tornaram possível a criação do microprocessador, que por sua vez revolucionou os computadores, reduzindo enormemente a sua escala e abrindo-os, até, à reinterpretação do consumidor, que passou a ter disponíveis as ferramentas para construir versões próprias. A maioria dos sons utilizados neste álbum têm origem em máquinas dos primeiros anos da síntese digital, e assim a música que ouvimos passa a ser também um trabalho de arqueologia. Há muito que Monolake se esquiva a uma definição muito certa sobre qual o estilo que devemos aplicar ao que faz. Na verdade, nos vários últimos álbuns, assistimos a um acompanhamento que Robert Henke faz da evolução da música electrónica de dança, a qual ele mofifica como um programador modifica código pré-existente. A ambição na criação de ambientes é notória, ouvimos o espaço largo que é aberto à nossa volta e as peças concretas que nele são colocadas – as batidas, parecendo livres, são com certeza criteriosamente colocadas e tratadas, as frases (ou samples) são frequentemente parte do ritmo e parecem ter sempre algo para dizer, não são decorativas. Repare-se em “Unit”, na prática um dub, e em como tudo em torno da batida comunica algo novo à história. Quem segue Monolake avança de olhos fechados, e é esse espírito que procuramos comunicar a quem não conhece um dos percursos mais consistentes na música electrónica dos últimos vinte anos.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 26 Outubro, 2016

CAMBERWELL NOW The Ghost Trade LP

€ 24,95 LP Modern Classics

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MCR921-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR921-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR921-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR921-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR921-5.mp3]

O sentimento que Charles Hayward comunica, ao referir-se a este seu grupo pós-This Heat, é de sermos uma espécie de espectros que habitam um mundo industrial e futurista criado por nós próprios. Isso é uma constatação social sem que a música necessite de transmitir uma mensagem óbvia através de textos. Em termos de som, “The Ghost Trade” soa até bastante terreno, isto é, talvez menos “experimental” do que se esperaria de um grupo que herdou pergaminhos tão fora como os que This Heat escreveram. Camberwell Now movem-se, ainda, nas margens do rock, e o que é subvertido aqui é o código universal do género, as infinitas ligações entre instrumentos, a relação entre melodia e ritmo, as harmonias vocais. Tomada como um todo, cada canção é claramente contestatária da ordem habitual. A voz de Hayward é frequentemente arranhada e arrastada e, curiosamente, aproxima-se (em “Wheat Futures” por exemplo) de uma entrega folk bastante tradicional, um lamento cujo eco também se sentia em algumas bandas que flirtavam com o imaginário da Inglaterra verde e rural, como os Band Of Holy Joy. No entanto, tudo o que nos possa agarrar a essa ideia é fugaz, em “Ghost Trade”, logo frustrado por uma canção disco-punk como “Speculative Fiction”. Sério material para reflexão sobre os tortuosos e fascinantes caminhos seguidos pela música independente britânica.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 26 Outubro, 2016

CAMBERWELL NOW The EP Collection LP

€ 24,95 LP Modern Classics

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MCR922-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-5.mp3]

Junto com “The Ghost Trade” (LP, 1986), Camberwell Now, a banda formada por Charles Hayward logo a seguir ao fecho de actividade dos This Heat, lançaram dois EPs, reproduzidos na íntegra, um em cada lado deste LP. “Meridian”, de 1983, exemplifica bem uma abordagem mais tarde espalhada por vários recantos em “The Ghost Trade”. Essa abordagem prende-se com uma reconversão de traços tradicionais de alguma folk, prende-se também com uma maneira britânica de estar na música, em entendimento com a pop mas com uma bagagem culturalmente tão rica que é inevitável inventar percursos que não estavam lá. Sente-se um conforto estranho, que não tem a ver com a década de 80 (estes discos não são datados dessa forma), há uma certa afinidade com o modo como Robert Wyatt fazia pop, há uma atmosfera cinzenta que pode ser apontada aos anos Thatcher, ao clima inglês, a uma disposição natural para transformar uma melancolia que parece militante em energia contagiante. “Greenfingers”, de 1986, avança na dissonância, e avança na estética (“Send reinforcements, we’re going to advance”), enquanto ao mesmo tempo fixa uma canção com base na qual passamos a medir todos os outros momentos pop de Camberwell Now: “Know How” é transcendente, frágil, quase um pranto de Jon Anderson, para quem se lembra da sua carreira depois dos Yes, especialmente. No entanto, a canção cai repentinamente no nosso colo, sem tempo para escrevermos tratados sobre o que parece e não parece.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 18 Outubro, 2016

TIM MAIA 1973 LP

€ 35,50 LP (2016 reissue) Polysom

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Alguns fãs brasileiros chamam a Tim Maia “o papa da soul music do Brasil”. Se, nos álbuns anteriores que temos comentado aqui (conhecidos como “1970″ e “1971″), a soul não é de todo a componente fundamental, neste que é, de acordo com a cronologia, o seu quarto álbum, nota-se uma proximidade maior com o género, ainda que, sempre, passado por uma sensibilidade brasileira, o que faz toda a diferença. Isso nota-se claramente em “New Love”, que até pelo facto de ser cantada em inglês poderia ser uma mera reprodução do que se fazia na América (onde o músico, aliás, viveu). O álbum é luxuriante na utilização de sopros, como os anteriores eram na utilização de cordas, aqui menos preponderantes na definição do ambiente próprio de cada canção. E é nas canções em português que notamos o potencial de brilho que Tim Maia tem para oferecer. Uma canção aparentemente descontraída como “Gostava Tanto De Você” encerra uma riqueza generosa, na entrega vocal como nos arranjos complexos que soam fáceis ao ouvido, e percebe-se a delicadeza quando ficamos a saber que é dedicada auma sua grande paixão de juventude. O tom confessional é adoptado em outras canções, até tudo terminar com o funk puramente instrumental que é “Amores”, título que, curiosamente, sugeria uma emocionada torrente verbal.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »