Quinta-feira, 10 Novembro, 2016

VEX’D Degenerate 2CD

€ 12,50 2CD (2016 reissue) Planet Mu

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Está aqui Roly Porter antes das edições a solo que conhecemos, já da segunda década deste século. Mas “Degenerate”, com Jamie Teasdale (que agora grava como Kuedo), saiu em 2005 para fixar o ponto da situação na evolução da cena hardcore britânica, actualizada então para dubstep e grime, essencialmente (podendo dizer-se que o drum & bass, ainda muito presente, é um género “clássico”). Tal como a recente reedição em vinil de “Where Were U In ’92?” de Zomby, este regresso de “Degenerate” ao mercado vem trazer à tona muitos e valiosos despojos da cultura rave mais bruta e esfuziante. Em 2004, a Rephlex mostrava o underground do grime em duas compilações. Os singles de Vex’d, do mesmo ano, são extras neste álbum que explica a mesma questão sónica com maior nervo. Tudo sempre em permanente tensão e queda, alarmes a soarem a todo o momento (não literalmente, na música, mas no tom que ela difunde). A subtileza é substituída por uma vontade urgente em construir uma ideia do presente alienante que se possa apresentar ao mundo. Exageramos, talvez, mas é como mostrar ao mundo o que ele nos está a fazer à cabeça.

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Quinta-feira, 10 Novembro, 2016

JOKE LANZ Plays Sudden Infant LP

€ 13,95 LP iDEAL Recordings

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Nas margens do industrial, este é um disco de colagens sónicas com electrónica, voz e gira-discos. Algo muito forte a manifestar-se, vindo do sector mais dadaísta da cena industrial dos 80s e 90s, algum ruído bruto mas nunca no limite do suportável, ou seja, estamos sempre seguros numa narrativa que deixa espaço para a cabeça pensar. As habituais portas a abrir da música concreta, propulsão rítmica como Esplendor Geometrico (em “Excerpt For The Cows”), pontas soltas em quantidade suficiente para ouvirmos sons que não se repetem, desconstrução jazzística, motorik da Nova Era e, finalmente, uma certa recordação de “Sylvie And Babs” de Nurse With Wound, no modo como algumas seuências se sucedem. Não procura o sentido de humor de NWW, a questão não está aí, mas destrói com estilo semelhante a noção de narrativa linear. Mixtape? Álbum? Está aqui material antigo de Sudden Infant para servir a designação que quisermos dar. Gravado por Rashad Becker, capa idealizada por Lasse Marhaug.

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Quinta-feira, 10 Novembro, 2016

BENOÎT PIOULARD The Benoît Pioulard Listening Matter CD / LP

€ 14,50 CD Kranky

€ 15,95 LP Kranky

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O aspecto totalmente imberbe de Pioulard em algumas fotos espalhadas por aí não revela, de todo, que este é o sexto álbum na Kranky, para além de outras gravações longas espalhadas por outras editoras desde 2005. A sua música existe na zona a que se chamou indietrónica, mas é notório que não vagueia sem rumo entre os dois universos. Foi fácil encontrar discos que correspondiam a essa categoria e cujo impacto era nulo, uma mera massagem sónica bonitinha e segura. Não é assim com Benoît Pioulard nem com este “Listening Matter”. Assente numa pop etérea, sem dúvida, mas comprometida pelos rasgos de ambiente mais cinzento, ecos de um passado imaginado / fabricado em estúdio, algo de Sam Prekop a acontecer com a sua voz e entoação, aqui e ali, muito calor nos arranjos, e isso gera automaticamente uma relação de intimidade com o ouvinte. Estamos numa sala confortável, chão de madeira, mobiliário simples e adequado, desarrumada no ponto certo para parecer realmente vivida, uma bebida quente entre mãos. E a tradição ambiental da Kranky prolonga a sua linhagem.

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Sábado, 5 Novembro, 2016

THOMAS BRINKMANN A 1000 Keys CD

€ 12,95 CD Editions Mego

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A obra de Thomas Brinkmann é ancorada em conceitos, e isso implica muita reflexão não apenas sobre a matéria (música) mas também sobre a teoria. Cada novo disco explora uma zona de interesse que, em anos mais recentes, acaba inevitavelmente por estar de alguma forma ligada à tecnologia. No caso presente, “A 1000 Keys” desconstrói a magia romântica do piano em números de código binário, depois reconstituídos em marchas de repetição. Próximo do alcance wagneriano da klaviermusik de Wolfgang Voigt, Brinkmann não abranda naquele tom teutónico que sugere sempre dominação e conquista (formatação cultural), e tudo resulta num álbum nervoso, assertivo e desconcertante, disfarçado de papão académico mas, na verdade, bastante lúdico, se a vossa tendência for a pura navegação do som, onde quer que ele vos leve. Difícil ficar indiferente.

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Sábado, 5 Novembro, 2016

WHITE NOISE An Electric Storm CD / LP

€ 8,50 CD (2007 remaster) Universal

€ 21,50 LP (2014 reissue) Universal

OUVIR / LISTEN

Pessoal neste álbum de 1969: Georgina Duncan, Brian Hodgson, Paul Lytton, Annie Bird, John Whitman, Val Shaw, John Renn-McDonald, David Vorhaus e Delia Derbyshire. “An Electric Storm” é, simplesmente, o perfeito encontro entre a experimentação aguda levada a cabo pela BBC Radiophonic Workshop e a tendência psicadélica da época. Álbum extremamente arrojado de pop cósmica, library, ruído e uma clara e saudável falta de noção de limites, curiosamente numa editora (Island) à procura do grande mercado. Místico, desafiante, divertido, bizarro, “An Electric Storm” parece concentrar num bloco bem coeso tudo o que era permitido trazer das margens e que, de alguma forma, ainda pudesse servir para um produto pop. Ao contrário de muitos outros discos da época, que se limitavam a reproduzir fórmulas já testadas mas, agora, com sintetizador, Vorhaus, Derbyshire e o resto de White Noise abrem, de facto, novas perspectivas e desafiam as pessoas do futuro a ser menos conformistas. Brilhante, sempre.

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Sábado, 5 Novembro, 2016

D’ANGELO Black Messiah CD

€ 7,50 CD RCA

€ 27,50 2LP RCA

OUVIR / LISTEN

14 anos após o incontornável “Voodoo”, quase 20 desde o primeiro “Brown Sugar”. A scrita soul clássica não ficou desamparada, nesses entretantos, mas D’Angelo regressou com este álbum em 2014 e, mesmo sem se querer, há uma qualquer verdade reposta, uma sujidade e patine que não são exactamente comparáveis com as tentativas rigorosas que outros fazem para soar retro. No antigo jogo de cumplicidade entre hip hop / r & b e soul, “Black Messiah” ascende directamente ao topo. Sem perder a característica sofisticação na produção, que associamos ao r & b moderno, o álbum mantém uma veia rock bem exposta em algumas canções (“Charade”, por exemplo). No entanto, D’Angelo é um sedutor e essa característica sobressai especialmente. Ele pode não ser o “Black Messiah” anunciado no título mas a forma como concentra múltiplas virtudes enquanto músico e autor de canções com respeito pelo passado faz com que seja um agente sempre necessário.

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Quarta-feira, 2 Março, 2016

THE POP GROUP For How Much Longer Do We Tolerate Mass Murder? CD / LP

€ 14,95 CD (2016 reissue) Freaks R Us

€ 26,95 LP (2016 reissue) Freaks R Us

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FREAK19-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FREAK19-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FREAK19-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FREAK19-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FREAK19-5.mp3]

Aqui estamos de novo na zona criativa onde já nos encontrámos incontáveis vezes desde que a loja abriu: passagem dos 70s para os 80s. Pop Group conduziam a fúria e revolta do punk por manifestações bem mais sofisticadas e vanguardistas. A mensagem política omnipresente, a denúncia de injustiças e males económicos sustentam música progressista, energética, com razão chamada de punk-funk porque, nota-se, a batida está lá como sinal dos tempos, ok, mas também porque é no movimento do corpo que alguns males se espantam. “We Are All Prostitutes”. Mark Stewart grita que toda a gente tem um preço, ninguém é inocente. “Capitalism is the most barbaric of all religions”. Se já se proclamava isto em 1980 (mais de um século depois de já se ter percebido mais ou menos isso), a mensagem soa ainda mais relevante nos nossos dias. E qualquer nota sobre o som ser “de época” cai por terra perante a energia que a banda transmite. Exagerando um pouco, é como alguns discursos famosos, na História, que representam não só a época em que foram proferidos mas um sentimento transmissível através dos anos, das pessoas, porque as circunstâncias, no essencial, se vão mantendo ou manifestando de formas que ainda exigem acção ou reacção. Soberbo disparo que, como um very light, lança luz sobre zonas inóspitas da sociedade e do género humano.

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Quinta-feira, 13 Dezembro, 2012

THE STOOGES The Stooges CD / 2LP

€ 7,95 CD Elektra

€ 24,50 2LP (Remastered & Expanded, 2005) Elektra

OUVIR / LISTEN

A ex-banda de apoio dos MC5 não teve vontade de adensar o comprometimento político como essa outra banda de Detroit. E assim, os Stooges espalharam um certo niilismo sempre necessário para endireirar as coisas. A produção de John Cale, após o encontro em Nova Iorque (onde, aliás, este álbum foi gravado), o contacto com Velvet Underground, com Nico, tudo de algum modo foi filtrado por Iggy Pop, os irmãos Asheton (em quem Iggy afirma que reconheceu “o homem primitivo”) e Dave Alexander em escrituras ainda hoje seguidas por quem se interessa a sério por rock. Algumas canções foram tocadas e gravadas num só take, compostas em cima do joelho para preencher um álbum até aí demasiado curto. Por esse motivo também, “We Will Fall” é um mantra de 10 minutos que segura confortavelmente a duração do álbum. Foi uma proposta de Dave Alexander para gravarem algo com base no “Om”. O som cristalino do álbum não compromete em nada o perigo que se sente nas letras, que se sente ao vivo quando se assiste a um concerto em que Iggy dá tudo, com risco físico, libertando todo o poder adolescente e pós-adolescente encerrado na maioria dos humanos. A identificação com o ano (“1969″), com a vida (na mesma canção, Iggy canta “another year with nothing to do”), com o estado absurdo da nação americana, a pura catarse, o desejo, tudo traduzido em riffs memoráveis, bateria tribal, baixo muito seguro (providencia um fundo para o resto da acção, como se fosse mesmo necessário um tapete para evitar que o caos se instalasse), entrega vocal suada, sarcástica, desesperada, sexy. Não há um defeito a apontar.

Extras:
C1 No Fun (Original John Cale Mix) 4:42
C2 Little Doll (Original John Cale Mix) 2:48
C3 Not Right (Alternate Vocal) 3:10
C4 Real Cool Time (Alternate Mix) 3:20
C5 I Wanna Be Your Dog (Alternate Vocal) 3:26
D1 1969 (Alternate Vocal) 4:45
D2 Ann (Full Version) 7:50
D3 No Fun (Full Version) 6:49

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Quinta-feira, 29 Novembro, 2012

THE STOOGES Fun House CD / 2LP

€ 7,95 CD Elektra

€ 24,50 2LP (Remastered & Expanded, 2005) Elektra

OUVIR / LISTEN

O segundo álbum dos Stooges volta a fixar o ano de edição (“1970″) e reforça a posição da banda como a maior força rock n roll no planeta. Steve Mackay, em saxofone, trazia algo da cena free jazz que interessava a banda, basta ouvir “L.A. Blues” (no documentário de Jim Jarmusch, Iggy Pop fala com paixão da improvisação livre que a banda fazia em muitos ensaios e concertos). Iggy mencionava Howlin’ Wolf como grande influência para o modo como usou a voz neste álbum e a sua vontade em trazer para o formato, o melhor que conseguia, o espírito e força dos músicos e cantores negros que admirava. Na gravação de “Fun House”, em L.A., foi necessário adaptar o estúdio para se assemelhar ao cenário dos concertos, de outra forma a banda simplesmente não estava a sentir a música. O álbum faz um par perfeito com o anterior, e percebe-se como, daqui, saíram as faíscas para as gerações seguintes e para o punk. A vontade de rasgar precedentes era tal que, em concertos por ocasião de “Fun House”, os Stooges praticamente não tocavam canções do primeiro álbum, o que motivava alguma frustração em certos fãs como um dos Ramones (não recordamos qual, mas se virem o documentário ele é nomeado), que se queixou de haver “demasiado material novo” num concerto a que assistiu. “Dirt” é longa (7 minutos), sexy e bluesy. Tudo bom.

Extras:
C1 T.V. Eye (Takes 7 & 8) 6:01
C2 Loose (Take 2) 3:42
C3 Down On The Street (Take 8) 4:08
C4 Dirt (Take 4) 7:08
D1 Lost In The Future (Take 1) 5:50
D2 1970 (Take 3) 7:27
D3 Fun House (Take 2) 9:14

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