Sexta-feira, 18 Novembro, 2016

VELVET UNDERGROUND Peel Slowly And See 5CD BOX

€ 22,50 BOX 5CD Polydor

Agora que se aproxima o Natal, pareceu-nos bem recuperar uma caixa que contém uma das discografias mais singulares e importantes da cultura popular do século XX. “Peel Slowly And See” reúne os discos dos Velvet Underground, bem como versões alternativas de algumas canções, e é forma digna de se entrar na sua discografia: a acompanhar a caixa vem um livro de 84 páginas que é uma excelente introdução ao universo da banda e à sua história. Não é completo, nem pretende ser, mas é um digno complemento da música aqui presente, para iniciados e não só. A caixa sai significativamente mais barata do que comprar os discos em separado e porque ainda há gente que não tem discos dos Velvet em casa, esta parece-nos uma forma mais do que ideal de colmatar essa grave falha: até porque qualquer um deles é obrigatório e essencial para melhorar a qualidade de vida de qualquer pessoa.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 16 Novembro, 2016

STEVE HAUSCHILDT Strands CD / LP

€ 14,50 CD Kranky

€ 18,50 LP Kranky

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KRANK205CD-5.mp3]

Há um mundo muito vasto a descobrir na música ambiental. É fácil deixar passar despercebidos discos que, numa escuta “de avaliação”, soam semelhantes a tantos outros, mas é necessário deixar fluir a música e agarrá-la mais para a frente no percurso. A vasta discografia dos Emeralds, entre vinil, CD, CDr e cassetes, alimentou o posterior percurso paralelo de Hauschildt, realmente autonomizado a partir dos anos 10 deste século. “Strands” vagueia tranquilamente por memórias kosmische (como, aliás, os Emeralds), imediatamente reconhecíveis pelas manobras rítmicas de sintetizador, enquanto espalha até ao horizonte uma enorme e acolhedor tapete ambiental. A amplitude parece, aí, de tal maneira vasta que não é complicado o exercício de nos imaginarmos sem peso, à deriva. As faixas não são longas, contrariando uma das tendências habituais do género, e assim se assemelham a pequenas incursões nesse espaço que podemos imaginar. Têm, no entanto, duração suficiente para que o efeito narcótico se sinta em pleno. É como sair em viagem e confiar que o acaso nos levará a um destino agradável.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 16 Novembro, 2016

PSYCHE / BFC Elements 1989-1990 3LP

€ 22,50 3LP (2013 Remastered Version) Planet E

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PLE65353-0-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLE65353-0-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLE65353-0-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLE65353-0-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PLE65353-0-5.mp3]

Não é inteiramente verdade em relação a BFC, mas estes são os dois projectos mais etéreos de Carl Craig, navegando o imenso mar entre ambient e techno, com entradas decisivas no livro de honra dos anos 90. Colando directamente com a primeira geração techno de Detroit, esta música pavimenta um longo e sólido prolongamento do caminho iluminado por Juan Atkins, Kevin Saunderson e Derrick May. Vamos só manter isto curto para não cair em mais redundâncias: Carl Craig na década de 90 = tudo essencial.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

A1 – Psyche – Elements
B1 – Psyche – From Beyond
B2 – Psyche – Neurotic Behavior
C1 – BFC – Chicken Noodle Soup
D1 – BFC – Galaxy
D2 – BFC – D. Funk
E1 – Psyche – Crackdown
F1 – Psyche – Andromeda
F2 – BFC – Evolution

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 16 Novembro, 2016

DANIELA CASA Arte Moderna LP

€ 17,50 LP Cacophonic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/15CACKLP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/15CACKLP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/15CACKLP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/15CACKLP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/15CACKLP-5.mp3]

A italiana Daniela Casa é um dos nomes mais falados nas edições que têm surgido nos últimos anos de música electrónica/library italiana da década de 1970. Pelas mãos da Finders Keepers saiu há dois anos a excelente compilação “Sovrappoizione Di Immagini” e agora numa das suas editoras paralelas, Cacophonic, sai este “Arte Moderna”, um dos seus poucos trabalhos pensados enquanto conceito de disco. É, por isso, uma obra completamente orientada para um certo tipo de som, menos library e mais uma espécie de aventura clássica por sons/composições evocativas das bandas-sonoras que se faziam então. Clássico porque há um tom muito clássico nos catorze temas de “Arte Moderna”, são peças de três minutos (na sua maioria) que exploram ideias, melodias, que são realizadas nesse curto espaço de tempo, por vezes de uma forma circular, mas totalmente final. Esse é um dos fortes de “Arte Moderna”, parecem estudos de cenários, experiências, que ouvidas isoladamente são muito bonitas e que no seu conjunto constroem um ambiente único, totalmente cinematográfico: para um filme, para cenas que não existem. Apesar do seu espólio não ser tão abrangente como de outros compatriotas, o trabalho de Daniela Casa é ouro e um dos mais redondos e perfeitos realizados neste período em Itália.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 15 Novembro, 2016

NORBERTO LOBO Muxama CD / LP

€ 13,50 CD Three:Four

€ 18,50 LP Three:Four

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TFR034-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TFR034-5.mp3]

Alguns percursos não têm de ser lineares. O anterior disco de Norberto Lobo, “Fornalha”, apontava uma direcção bem diferente dos seus anteriores lançamentos: parecia Lobo distante de Lobo, próximo de Arthur Russell. Este “Muxama” dá seguimento à sua vontade de experimentar, mas não dá um seguimento estético a “Fornalha”. Norberto Lobo decidiu compor um conjunto de temas tendo como base um pedal que adquiriu e o que se ouve em “Muxama” é o resultado dessas aventuras. Os seus discos chegaram-nos sempre como pequenos livros, obras que se têm de ouvir do início ao fim para concretizarem a imensidão a que se propõem. “Muxama” não é excepção, contudo é o disco em que, por agora, separar temas, ouvidos sem contexto, pode provocar reacções do género “o que é que se passa aqui?”. Não há um Norberto diferente aqui, há sim um Norberto que num primeiro contacto parece diferente. Ouvindo bem “Muxama”, sentir por inteiro a história que conta ao longo dos seus nove temas, percebe-se que o seu génio está intacto e que o lado mais agreste, ou experimental (se se preferir), deste disco é uma ilusão criada por primeiras impressões. À medida que o primeiro contacto se dilui, “Muxama” desvenda-se como uma obra igualmente rica e, talvez, aquela que está mais despida na discografia de Norberto Lobo: sente-se como nunca o guitarrista a explorar e a definir novos horizontes. Mesmo quando, por vezes, esses horizontes não parecem cenários completos, são vistas bonitas de se ouvir.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 15 Novembro, 2016

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP3CLIP3

Há uns anos que temos tido a sorte de ter todos os lançamentos de Leyland Kirby nos seus diversos pseudónimos. Com essa questão do momento vêm também os constantes interregnos, longos períodos em que não ouvimos falar dele e, de repente, sem qualquer aviso, chegam notícias de que vêm uma série de discos seus. “Everywhere At The End Of Time” é esse tipo de novidade, o primeiro de uma série de seis discos, lançados ao longo dos próximos meses, que são o resultado de um trabalho que tem feito à volta da memória, da perda dela, da doença (Alzheimer), mesmo que isso não o afecte. É um tema que tem tudo a ver com Caretaker, os sons que cria enquanto tal são uma procura e uma exploração genuína da memória. Seja porque os sons remetem exactamente para um passado que inevitavelmente evoca o conceito de memória, mesmo que os sons digam pouco ou nada ao ouvinte. É o método que interessa, uma força criativa que consegue explorar esse sentimento e alojar-se no cérebro quando ouvimos a sua música. Já foi definido no passado como “haunted ballroom” e é uma definição que ainda serve este Caretaker, embora o ambiente tenha pouco de sombrio ou assombrado, porque a memória presente nesta primeira selecção de trabalhos desta nova enciclopédia Caretaker soa a um conjunto de valsas que parecem existir numa história paralela do mundo. E a forma como desencanta isto, como cria uma espécie de realidade/passado paralelo, é uma característica única de Caretaker. Ninguém faz isto como ele, ninguém cria música como ele. É um passado, ou memórias que só existem nos seus discos. E oferece-nos isto com uma bondade única. A sua música é uma dádiva para o mundo e passar ao lado do que anda a fazer é perder algo de muito bonito. E se não pegamos nas coisas bonitas, mesmo quando elas são um pouco tristes, ou evocativas de uma certa tristeza, ou melancolia, então não andamos a fazer nada por aqui. Oiçam “Chidishly Fresh Eyes” e depois venham falar connosco. E, fica a dica, como outros lançamentos, “Everywhere At The End Of Time” é muito limitado e já não temos muitas cópias. Não deixem para o fim do ano aquilo que só irão conseguir arranjar nos próximos dias.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 15 Novembro, 2016

KASSEM MOSSE Disclosure CD / 2LP

€ 10,95 CD Honest Jon’s

€ 16,95 2LP Honest Jon’s

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HJRCD73-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD73-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD73-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD73-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HJRCD73-5.mp3]

Depois do muito apreciado “Chilazon”, “Disclosure” mantém a temática microscópica na capa e, apesar do título, mantém também uma aura de mistério. A música condensa num só corpo muitos anos de História, desde tempos mais pioneiros na electrónica, percorre o industrial e a vaga minimal synth, fica quase inevitavelmente ancorada no techno abstracto. Encarem estas referências apenas como coordenadas muito ligeiras, já que o álbum é muito mais rico e texturado do que as designações podem oferecer. Uma comparação? Actress, talvez. Meio de longe. As 14 faixas exploram intensamente as possibilidades narrativas da electrónica mais pura, de alma analógica, enquanto recebem sinais do exterior (“Long Term Evolution” soa mesmo a captação de sinais), com informação privilegiada sobre métodos e técnicas. “Disclosure” é, aos nossos ouvidos, álbum de topo em 2016, não se ligando de forma perceptível ao ano em questão. Muito bom. No vinil, três locked grooves para a cabeça ir mais além.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 14 Novembro, 2016

DJ DOG & DOUBLE DANCER Rebound Lounge 12″

€ 9,95 12″ Rebound Lounge

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RELO1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RELO1-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RELO1-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RELO1-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RELO1-5.mp3]

Dog (Fett Burger) e Double Dancer num EP estendido de UK house bem forte no baixo, época Warp e Outer Rhythm 1989-90. As cinco faixas pulam com a actividade feliz que aqueles tempos convocam. Breaks, blips, e já também uma ponte para o que viria a seguir, poucos anos depois, na secção ambiental do espectro dançável (ambient dub, intelligent techno, etc.). Reforçada pelo nome da editora e os títulos, a música neste EP presta homenagem a uma atitude descontraída mas, nada de enganos, muito militante na sua consciência do caminho certo na música de dança. Óptimo material de pista para aumentar a felicidade e quebrar qualquer monotonia que se possa ter instalado. Ênfase na percussão, Fett Burger sempre na casa.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sábado, 12 Novembro, 2016

LOLINA Live In Paris CD / LP

€ 12,50 CD Ed. Autor

€ 16,95 LP Ed. Autor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOL002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOL002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOL002-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOL002-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOL002-5.mp3]

Não se consegue uma descrição muito certa, mas quem conhece discos anteriores de Inga Copeland imagina facilmente o cenário sónico. Uma abordagem bastante crua à electrónica em palco, imagina-se um meio caminho entre performance avant-garde clássica (se tal termo se aplica à vanguarda artística), que os próprios Hype Williams praticaram, e um disco conceptual, encerrado num mundo próprio. Mas a verdade é que tudo o que possamos dizer soa vago. A voz de Inga vai recordando que ela está lá, na orquestração de batidas e ambientes sem direcção aparente mas quase sempre com bastante drama, tensão, ideias ao lado, um cruzamento de sonho entre ética e artes pós-punk e uma colagem de nuances extraídas do dubstep. É o melhor que conseguimos. O álbum merece bem mais.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 11 Novembro, 2016

OLIVEIRA TRIO O Justiceiro / Boo 7″

€ 8,50 7″ Discos Dinamite!

Longa espera por este novo Oliveira Trio e notícias da Discos Dinamite! O combo de orgão, bateria e baixo ataca com total segurança e convicção o tema-título da série “Knight Rider”, original de Stu Pjilips que se tornou num clássico cósmico / synth pop talvez com mais credibilidade do que a série veio a ter, com os anos. A malha suja e funky do Oliveira Trio acrescenta uma dimensão mais física ao tema, enquanto “Boo”, no lado B, conduz o baile com exotismo. O compasso quebrado dessa faixa remete para um universo mais claramente rock n roll, apoiado no orgão muito expressivo que, a este nível, eleva tudo para uma dimensão futurista. Tudo feito cá.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

GEORGIA Import Fruit 12″

€ 11,50 12″ FTD

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FTD006-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTD006-5.mp3]

Georgia misturam video, música e design e isso, de alguma forma nem sequer complicada, é aparente neste disco para a FTD (que também editou os Niagara). Ouvimos uma forte tendência para o exotismo, algo que toca em algumas experiências para além do Ocidente e num clima que confunde várias latitudes tropicais (Ásia, América do Sul, África) para imaginar algo que não pertence a nenhuma região. O ênfase na percussão, embora esta seja um reflexo de terras imaginadas e não uma ferramenta para fazer dançar, faz com que “Import Fruit” adquira um dinamismo mais carismático do que se apenas pintasse alguns ambientes. O título é revelador do conteúdo e, junto com outros discos que andamos a ouvir, faz ponderar sobre um género a tomar forma, níveis acima da imaginação da New Age habitual na medida em que não fantasia sobre que se passa aqui, nem parece projectar desejos de uma tranquilidade hippie. o que faz é criar novos cenários, compondo-os a partir de retalhos familiares. Pausa grandiosa nos sete minutos do tema final, “Planned Earth”. Aí está, não é o Planeta Terra mas sim uma Terra planeada.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 20 Outubro, 2016

YVES TUMOR Serpent Music LP

€ 18,95 LP (+ mp3) PAN

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Os Hype Williams não editaram pela PAN e se no momento actual isso acontecesse pela via única de Dean Blunt o resultado seria este “Serpent Music”. A vontade da frase não é tirar crédito a Yves Tumor e, sim, de explicar as diversas formas que a sua música assume, o direito que tem de se assumir como mais do que música e existir nela um contexto de performance/arte/mensagem e o desejo de contrariar as regras e as expectativas do outro lado (nós). É dilacerante como “Serpent Music” é construído em volta de paisagens selvagens, exóticas e de cidades muito cheias. Por vezes une isso num só momento, diferencia o caos e a selvajaria com esboços bonitos, mas depois junta-os como se tivesse a dizer que é a mesma coisa. Há exotismo na cidade, há confusão na selva. Há paranóia e ansiedade, a tensão pré-milenar está longe da vista, agora é substituída por essa tensão de que às vezes para se ser qualquer coisa, tem que se ser tudo. A música de Yves Tudor não é tudo, é óptima a consumar o conceito dessa ideia, de realizar em si mesmo vulnerabilidade, encantamento e cometer o sacrilégio de por vezes fazer valer as ideias em favor da estética. É um álbum que se revela a cada momento e que é frequente se deslumbrar com o seu próprio feitiço.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 28 Setembro, 2016

MASTER C & J The Legendary Master C & J Featuring Liz Torres 2LP

€ 16,50 2LP (2016 reissue) Trax

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TX5075-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TX5075-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TX5075-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TX5075-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TX5075-5.mp3]

Esta compilação chegou tardiamente, na Trax, apenas em 2002, mas, enquanto álbum, é sem dúvida um dos testemunhos mais importantes dos primeiros anos da editora. Tudo imprescindível, aqui, a começar pela produção deep jack (faz sentido?) de Carl Bias, Edward Crosby e Jessie Jones, os três elementos associados ao nome Master C & J, tudo completo com a voz e entrega de Liz Torres, ainda que muitas das faixas soem como dubs, com a voz mais espalhada. Mas Liz Torres poderia até nem aparecer mais do que em “Don’t Let Love Pass You By” e “We Were Meant To Be” e a sua missão estaria completa. A carga de sentimento que coloca na música diferenciam-na de incontáveis outras divas house que tendem a puxar demasiado pela voz. Isso justifica o facto de uma versão actualizada de “Can’t Get Enough” (ano 2000, quando o original é de 87) soar incrível. O essencial pode encontrar-se no álbum com o mesmo título, de 1988 (no qual, curiosamente, a ordem é inversa: Liz Torres Featuring Master C & J), mas esta compilação é de facto uma manobra de charme para reforçar o nome Master C & J enquanto produtores. Para sempre. Não temos mais palavras

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 23 Julho, 2015

CHALO CORREIA Kudihohola CD / LP

€ 13,50 CD Celeste/Mariposa

€ 18,50 LP Celeste/Mariposa

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CMD001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CMD001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CMD001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CMD001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CMD001-5.mp3]

O que há nisto, neste grooves? Quem convive com música africana de modo minimamente empenhado não precisa, obviamente, de sair de Lisboa para captar o que anda no ar, a felicidade que está a ser transmitida de forma generosa e que fica, de repente, ao alcance de muito mais almas do que se imaginaria há poucos anos. Primeira e enérgica vénia sempre para os músicos e produtores que não param, que já cá estavam, que vão estando, que começam, mas vénia substancial para quem ajuda a espalhar o resultado dessas cabeças e dessas mãos, às vezes ajuda a interpretar e contextualizar mas, sobretudo, contribui para uma atmosfera mais representativa do todo, e de forma sustentada, com pés e cabeça. Quem ler o resto da nossa newsletter desta semana vai perceber, claramente, o ângulo de Celeste/Mariposa, os editores deste álbum pequeno em duração mas longo na história que transporta, não apenas da música mas da pessoa de Chalo Correia, angolano viajado do Zimbabué para Portugal em 1991. Os músicos juntaram-se em formação renhida de afinação, máquina de grupo, para transmitir o som real quando tocam juntos e não cada um em sua sessão. Chalo aprendeu sozinho os rudimentos de guitarra, até chegar a aprender com uma professora, no meio de trabalhos que tinha de fazer para ganhar a vida. Contactos com músicos estabelecidos como Paulino Vieira foram fazendo crescer o seu peso no circuito musical de Lisboa, cidade com a qual diz ter crescido desde que cá chegou. “Kudihohola” mostra o seu talento em dar seguimento às raízes e mostra-o não apenas na guitarra mas em gaita de beiços, nas letras e composição. Talvez já o tenham apanhado no concerto que Celeste/Mariposa montou no Musicbox como parte da sua acção cultural positiva em prol da música dos PALOP. Como escreve o Wilson da C/M, transmitindo a pica que já vem de trás: “Puxa!”

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »