Sexta-feira, 16 Dezembro, 2016

AIR Air LP

€ 23,50 LP (2016 reissue) Be With

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BEWITH015LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH015LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH015LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH015LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH015LP-5.mp3]

História habitual, banda grava um disco e desaparece do radar. Essa é a história deste quarteto de Long Island que em 1971 gravou este álbum homónimo enquanto Air. Na altura poderíamos catalogá-lo na área do soul/jazz/funk, hoje ainda é isso, mas acrescenta-se uma ideia de disco com uma liberdade pop encantadora. Também há qualquer coisa de fusão que leva para o progressivo, mas a coisa nunca se estica muito. Tudo contribui para o groove, que até está lá nos momentos mais calminhos, graças à voz de Googie Coppola. A voz de Googie Coppola é portentosa e traz uma força impressionante às canções. Eleva-se de uma forma fascinante em qualquer uma das canções e torna-as num verdadeiro tesouro. A reedição recria a edição original e o som é imaculado. É uma das grandes descobertas do ano.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quarta-feira, 30 Novembro, 2016

MARVIN GAYE Sanctified Lady 2×7″

€ 6,00 2×7″ CBS (DA4894)

Exemplares originais da prensagem inglesa de 1985 / Original 1985 UK pressing. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Sanctified Lady
Sanctified Lady (instrumental)
Sexual Healing
Rockin’ After Midnight

Esta edição junta canções do último álbum que Marvin Gaye gravou em vida (“Midnight Love”) e do primeiro póstumo (“Dream Of A Lifetime”), destinado a cumprir o contrato com a Columbia. “Sanctified Lady” é uma colagem de sessões e tem o seu título alterado do original “Pussy” para um aceitável “Lady”. A produção com ritmos electrónicos parece antecipar uma tendência muito britãnica de street soul, mais para o final dos 80s e para dentro dos 90s, que combinava produção sintética com a tradição soul / r&b nas vocalizações. Incluída a versão instrumental para o brilho da produção passar intacto para nós. O segundo disco reúne dois singles tirados de “Midnight Love”: o inevitável “Sexual Healing”, a essência da street soul, e “Rockin’ After Midnight”, actualização com palmas sintéticas do tom festivo de tanta música soul importante gravada por Marvin Gaye. Atenção também ao baixo electrónico, que coloca isto em território boogie. Tudo embalado em pacote gatefold com certo luxo, anunciado na capa como edição limitada.

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Quarta-feira, 30 Novembro, 2016

V/A Midnite Spares LP

€ 20,50 LP (+ mp3) Efficient Space

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ES003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ES003-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ES003-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ES003-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ES003-5.mp3]

Maravilhosa compilação de pop estranha, predominantemente (ou 100%) australiana, recolhida por András Fox e Instant Peterson a partir de discos das décadas de 80 e 90. O período já apanha a ascenção da música electrónica de dança, como no caso de Poets Of The Machine, perfeita ilustração do grande interesse, na época, pela fusão entre tecnologia e tradição. O tom esotérico forte é inestimável. Mais atrás, o património é suficientemente rico para questionarmos, pela enésima vez neste tipo de colectâneas, onde estava esta música. Ecos de muita coisa familiar (Chris & Cosey, Tuxedomoon…) e de muita coisa bastante alienígena, concorrendo para riscar do mapa o que é simplesmente banal ou formulaico. Olho muito apurado, por parte de András e Peterson. Essencial para os interessados em cold wave, minimal synth, pós-punk e outras designações que nunca nunca fazem justiça à música desafiante que tentam categorizar.

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A1. Maria Kozic and the MK Sound – Trust Me
A2. Whadya Want? – Open Spaces
A3. Poets of the Machine – Arabs
A4. The Couch – Full Treatment
A5. ? ? ? – Sedation
B1. The Igniters – Hakka Suru
B2. Mumbo Jumbo – Wind It Up
B3. Mix – Do You Do It?
B4. Cameron Allen and Graham Bidstrup – Bikini Atoll
B5. Foot and Mouth – I Want My Mummy

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

BIOSPHERE Cirque 2CD

€ 12,50 2CD (2016 reissue) Biophon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BIO26-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BIO26-5.mp3]

Para muitos de nós, o ano 2000 ainda está bem presente. Foi então que a Touch editou “Cirque”, agora parte de um processo continuado de reedições feitas pelo próprio Geir Jenssen. O álbum encontra a sua expressão no gelo ambiental que Biosphere tão bem fabrica / captura / molda nas suas composições. uma faixa como “Iberia Eterna” representa bem o tipo de cápsula sonora em que parecemos mergulhados ao ouvir os seus discos menos rítmicos, como se escutássemos os sons do exterior separados por um chão de gelo sob o qual nos encontramos (e a última faixa chama-se “Too Fragile To Walk On”). Consegue ver-se algo do que se passa mas sempre pouco definido. Ritmo, algo próximo de batidas, é muito económico neste disco, movendo apenas duas das onze faixas na edição original (aqui contida dentro do primeiro CD). O segundo CD mostra versões “finely tuned” de “When I Leave” e “Algae & Fungi” junto com quatro inéditos longos resultantes de gravações feitas no mesmo período. Quem conhece a história dispensa, provavelmente, estas palavras. A música em “Cirque” afecta emoções e sentimentos mais do que o intelecto.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING Inventions For Electric Guitar LP

€ 23,50 LP (2016 reissue) MG.Art

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MGART901-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART901-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART901-3.mp3]

Gravado em 1975, “Inventions For Electric Guitar” é o primeiro álbum a solo de Manuel Göttsching, que na altura surgiu ainda com o nome Ash Ra Tempel. Tal como “New Age Of Earth”, do qual falámos na semana passada, “Inventions For Electric Guitar” é um álbum à frente do seu tempo, que explora de forma impressionante as potencialidades da guitarra eléctrica. A marca de Göttsching é a habitual, é redentora a forma como usa o instrumento e lhe dá uma progressão cósmica que em 2016 podemos dizer que é patenteada pelo músico. Seja numa aventura mais ficção científica, como “Echo Waves” ou na viagem planante de “Quasarsphere”, lembrando um Vangelis mais contido ou um Brian Eno no seu “Ambient 1”. O que separa Göttsching dos outros é a sua visão e o carácter definitivo que a sua música tem, como se aquilo que conseguiu nos seus melhores álbuns fosse uma concretização da perfeição. Ele sabia de certeza o que estava a fazer. Agora, 41 anos depois, “Inventions For Electric Guitar” continua a ser trabalho de um génio.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

PAINKILLER Execution Ground 2LP

€ 24,50 2LP (2016 reissue) Karl Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/KR025-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR025-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR025-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/KR025-4.mp3]

Rashad Becker tem tratado muito bem o som das edições na Karl Records, nomeadamente o LP de Iannis Xenakis, de há alguns meses, e, mais recentemente, o álbum de 1994 de Painkiller. O trio de John Zorn (saxofone), Bill Laswell (baixo) e Mick Harris (bateria, ex-Napalm Death) encerra em 4 temas longos a musicalidade resultante do encontro de alguns extremos, aqui mais notoriamente seguros pelo baixo de Laswell. A espécie de dub industrial que passa para fora, em certas partes, revela o interesse que Mick Harris explorava nesses tempos com o seu projecto Scorn, parte de uma família de música que, em 1994, era rotulada como “isolacionista”. As câmaras profundas onde este som parecia existir eram tornadas menos estanques pela acção disruptiva de Painkiller, oscilando entre o passo seguro de um baixo motor e a interacção livre, improvisada, entre esse instrumento, a bateria e o sax, algures entre Metal e free jazz. Zorn praticava esse tipo de miscigenação com os Naked City, Laswell andava a tocar com Peter Brötzmann, e assim Painkiller parecia ser a destilação de todas essas experiências, um sinal claro de que há Muitos Mundos e eles podem coexistir no mesmo bloco.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

DJ SOTOFETT So-Phat 1 12″

€ 10,95 12″ So-Phat

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SO-PHAT-1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SO-PHAT-1-2.mp3]

Então, quem segue Sotofett talvez já saiba que o título deste disco é “Philip Sherburne, Your Word Should Be Worth More Than The Ignorance Of Pitchfork”, disponível em digital há várias semanas e agora com edição física para segurar na mão. Entre a “Generic Mix” e a “Alternate Mix”, DJ Sotofett entrega techno sem grande margem para entrelinhas. “Generic” significa blips como Sleeparchive, claps bem fortes junto do kick como Dance Mania e um aspecto rotativo como Jeff Mills; “Alternate” significa um pedaço mais de ambiência, deixando os blips mais em baixo, e percussão adicional a trazer o ritmo mais para o exterior. Clássico, intemporal Techno com T grande.


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Quarta-feira, 16 Novembro, 2016

IMAGE MAN Glance 12″

€ 9,50 12″ 1080p

[audio:http://www.flur.pt/mp3/1080v012-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/1080v012-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/1080v012-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/1080v012-4.mp3]

às vezes é bem difícil de entender qual é o som de dança que define estes anos (ou, se quisermos fechar, este ano). Muito do que se ouve, recentemente, regressa aos 90s para suplemento, com resultados variáveis mas, por carinho, sempre com uma chance de serem positivos. A 1080p consegue não tornar redundante essa busca por um contacto com a fonte, ao misturar referências e actualizar algumas soluções que simplesmente não foram pensadas na época ou não eram tecnicamente fáceis ou sequer possíveis. Parte de uma geração de editoras sem receio de mostrar aquilo de que gostam. Image Man mostra 4 faixas entre o que se chamavam beats fumarentos, IDM, house ambiental e 8 minutos de mutação exótica entre os erros controlados da Mille Plateaux, os filtros de Moodymann e a voz robótica de Daft Punk. Não é tudo certo e garantido se vocês forem DJs mas, independentemente de serem ou não, olhem para isto como um testemunho do futuro encostado ao passado, fabricando um presente onde se procura assentar numa base construtiva, familiar, o que aí virá. Bom disco.

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Sábado, 12 Novembro, 2016

TOLOUSE LOW TRAX Decades Vol. 1 MLP

€ 12,50 MLP Antinote

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ATN030-1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATN030-1-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATN030-1-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATN030-1-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ATN030-1-5.mp3]

Continuando o legado de Kreidler, que actualizava padrões rítmicos conhecidos do krautrock à luz da então (meio dos anos 90) ciência pós-rock (chamada math-rock por alguns), Detlef Weinrich vai mais longe com o projecto Tolouse Low Trax, que mantém há cerca de uma década. A expressão maquinal dos ritmos encontra equilíbrio na sempre séria procura de groove e na sugestão de que algo de africano foi transportado para aqui. Este primeiro número de “Decades” revela música inédita sacada aos arquivos, uma festa de hipnose rítmica com alcance ritualista e meios de produção simples. Weinrich segue a nobre linhagem dos que acreditam que as limitações de equipamento excitam a criatividade. No entanto, para ouvidos não treinados, as cinco faixas neste mini-álbum não soam simples. A narrativa é gorda e entusiasmante, os detalhes aparecem e desaparecem a gosto, como veículos que entram numa auto-estrada para sair mais à frente. Nesse fluxo de movimentação, os padrões rítmicos, que parecem minimalistas, são sempre revigorados e diferentes.

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Quinta-feira, 13 Outubro, 2016

V/A Beauty: A Journey Through Jeremy Underground’s Collection 2CD / 2LP

€ 12,50 2CD Spacetalk

€ 25,50 2LP Spacetalk

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

A nobre tradição das compilações organizadas por Psychemagik (que muito temos celebrado) encontra correspondência qualificada com Jeremy Underground, DJ francês com uma mala de discos incrivelmente seleccionada e obscura de house, disco e todos os mundos em volta. Aliás, a editora Spacetalk foi começada por Danny McLewin dos Psychemagik, e então entendemos o nível profundo de descoberta nesta música. Não serve de muito percorrer a lista de nomes no alinhamento do álbum, mas a sensação de conforto e excitação ao ouvir de facto as canções é insubstituível. Boogie espacial, pop sambada, yacht rock, romance de praia, aqueles sons frequentemente escondidos no meio de álbuns pouco expressivos mas que, assim juntos, assumem um corpo muito carismático e valioso. Ainda eternamente à procura daqueles pedaços realmente especiais de música pouco consumida, não temos dúvida de que “Beauty” vai tornar o Inverno que se aproxima bem menos picado até que a Primavera regresse.

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CD1: unmixed
Ron Rinaldi – Mexican Summer
Leila Pinheiro – Tudo Em Cima
Christer Norden – Lay Back
N C C U – Superstar
Shades Of Love – Do Your Own Dance
Sonya Spence – Let Love Flow On
Nu-Cleus – Needing A Woman
Al (Alonzo) Wilson – Love You Girl
Richardi Mac – Told You So
Maureen Bailey – Takin’ My Time With You
Fein – Stonedage
June Evans – Hardly Need To Say
Starcrost – Quicksand
Creative Arts Ensemble – Unity

CD2: mixed

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Sábado, 24 Setembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING E2-E4 – 35th Anniversary Edition LP

€ 23,50 LP (2016 repress) MG.ART

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MGART904-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART904-2.mp3]

Como muitas outras peças de música, resultou de uma sessão privada que por acaso ficou gravada. Göttsching podia não ter registado este mantra de 59 minutos e simplesmente ter disfrutado no seu momento de iluminação da incrível elevação que esta música proporciona. Tudo aconteceu em casa, depois do regresso de uma tournée com Klaus Schulze, mas o alcance foi global. Em 2006, James Murphy (LCD Soundsystem) gravou «45:33» para a Nike e a justificação mais comum que ele próprio deu para ter aceite o convite foi que este era uma excelente oportunidade para fazer algo parecido ao que Manuel Göttsching havia feito com «E2-E4». Também em 2006, Joe Clausell intervém sobre originais de MG; no final de 2005, Prins Thomas chama simplesmente «Goettsching» a uma faixa; antes ainda, em 1989, surge a que é tida como primeira homenagem a «E2-E4», gravada em Itália por Sueño Latino (comum em produções italianas da época fazerem-se versões de clássicos da electrónica como Jean-Michel Jarre ou Vangelis) e revista em 91/92 por Carl Craig e Derrick May em Detroit. Vinte anos antes, em 1971, Göttsching gravava o primeiro álbum com Harmut Enke e Klaus Schulze sob o nome Ash Ra Tempel, durante toda a década de 70 uma referência constante na Música Cósmica produzida na Alemanha, apesar de o último álbum com esse nome ser de 1973. Os elementos dispersaram-se, alguns (incluindo MG) continuaram como Ashra e em projectos a solo.
MG grava em 1975 «Inventions For Electric Guitar» em seu nome e, mais pequeno, Ash Ra Tempel VI porque era o sexto álbum no conjunto da obra. Dois anos depois estreava o Episódio IV da saga «Star Wars» e o nome de R2D2 ficou para sempre como a base teórica para o título de «E2-E4», na verdade a jogada de abertura mais comum no xadrez. No final do seu contrato com a Virgin, Göttsching reconhecia que seria difícil editar o disco e, em 1982, o melhor que conseguiu foi uma reacção entusiástica de Richard Branson, entretanto desligado da Virgin-editora. «E2-E4» seria editado apenas em 1984, em LP, e só em 1990, com a edição em CD, a música foi realmente apreciada tal como tinha sido gravada: de uma só vez. Um take apenas e estava feito o mantra perfeito para todas as festas house, techno e trance que proliferaram nos anos 90. A densidade de textura, ambiência, o ritmo sugerido, são ainda hoje pilares que aguentam esta música em qualquer circunstância sem que se note sequer a idade, já que a electrónica utilizada não revela datação concreta. Como guitarrista, MG escolhe intervir apenas aos 30 minutos. Demorou tempo a convencer-se de que podia encarar a quase uma hora gravada como um álbum completo que acabou mesmo por substituir um outro que andava a planear há mais de um ano. O músico disse ainda que nunca tinha acontecido uma jam privada ficar perfeita, sem alterações abruptas de volume, efeitos técnicos ou tentativas falhadas. Teve de honrar o sucedido com uma edição integral da obra.

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