Quarta-feira, 8 Novembro, 2017

V/A Outro Tempo: Electronic and Contemporary Music from Brazil, 1978-1992 2CD / 2LP

€ 17,95 2CD Music From Memory

€ 25,95 2LP Music From Memory

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Acreditamos que não existe maneira fácil de abordar esta compilação. Não se trata de música brasileira como normalmente se entende e também não é música académica. Mas a origem é até bastante aparente numa canção como “Madeira II (Mãe Terra)” de Marco Bosco. “Corpo Do Vento”, de Priscilla Ermel, soa até quase portuguesa (tambor e instrumentos de sopro). Ouve-se também pop de sintetizador muito deliciosa e muito fora; groove deslocado de contexto mas, há que reconhecê-lo também, muito brasileiro (Nando Carneiro, por exemplo), batucadas, vozes puras e também os campeões Mulheres Negras, dupla paulista de culto na década de 80, com direito a aparições no show de Jô Soares e cartoons na revista “Animal”, sempre no limite entre o vanguardista e o tradicional (isso é notório em “Eu Só Quero Um Xodó”), um pouco à semelhança de Ocaso Épico em Portugal. E praticamente não está nada dito. Obrigatório, mas por que motivo? Vocês descobrirão o vosso, mas o simples amor à música basta.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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1. Piry Reis – O Sol Na Janela
2. Nando Carneiro – G.R.E.S. Luxo Artezanal
3. Cinema – Sem Toto
4. Os Mulheres Negras – So Quero Um Xodo
5. Fernando Falcao – Amanhecer Tabajra
6. Anno Luz – Por Que
7. Andrea Daltro – Kiua
8. Os Mulheres Negras – Maoscolorida
9. Bene Fonteles – O M M
10. Carlinhos Santos – Giramundo
11. Priscilla Ermel – Gestos De Equilibrio
12. Carioca – Branca
13. Marco Bosco – Sol Da Manha
14. Maria Rita – Cantico Brasileiro No. 3 (Kamaiura)
15. Marco Bosco – Madeira II
16. Priscilla Ermel – Corpo Do Vento
17. Luhli E Lucina – E Foi

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Quinta-feira, 16 Fevereiro, 2017

PHILLIP FRASER / ENG. JAMMYS & BOBBY DIGITAL Push Push 7″

€ 9,50 7″ Dub Store

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DSR-LJU7-09-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DSR-LJU7-09-2.mp3]

Conversa sobre competição e abuso. “Don’t you let them use you, then they’ll want to abuse you.” Por cima de um ritmo seco, clássico digital de Prince Jammy mas feito, aparentemente, em cima de um original (?) de Yabby You. Marcha sincopada, bem sintética, com explosões dub nas traseiras que nunca sufocam a clareza da batida, acompanhada por grande linha de baixo também sintetizada, facilmente a passar para ácido. A voz de King Everal passa despercebida nos créditos, erradamente atribuída a Phillip Fraser.


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Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2017

EARDRUM Deadbeat 12″

€ 4,00 12″ Leaf (DOCK 27)

Exemplares originais de 2001 / Original 2001 release. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DOCK27-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DOCK27-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DOCK27-3.mp3]

Uma mão no baú sai com alguns exemplares de um maxi que havíamos esquecido, injustamente. Num tempo em que a editora Leaf construía um catálogo vanguardista dentro do esquema da música popular (de rock a drum & bass), “Deadbeat” é uma afirmação tribal que colava bem com a fina exploração da ciência rítmica a que os anos 90 assistiram. Richard Olatunde Baker e Lou Ciccotelli desdobravam-se em percussões – Ciccotelli, em particular, já com um passado riquíssimo enquanto baterista de colectivos influentes na cena industrial e de rock extremo como God e Ice (em ambos com Justin Broadrick e Kevin Martin / The Bug, entre outros), Slab! e também com passagem pelos Laika e Pram. Manobras sérias, circulares, de ritmo, que hoje nos fazem lembrar General Ludd mas, em 2001, não existia comparação tão à mão.


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Quinta-feira, 9 Fevereiro, 2017

V/A Weightless Volume 2 12″

€ 10,50 12″ Different Circles

[audio:http://www.flur.pt/mp3/DIFF005-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIFF005-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIFF005-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIFF005-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/DIFF005-5.mp3]

Raramente destacamos o trabalho da editora dirigida por Mumdance & Logos (Different Circles), mas aos poucos tem-se tornado uma instituição na destruição, assimilação e redireccionamento de alguns géneros batidos neste século: grime, noise, industrial, até música ambiente. Este segundo volume de “Weightless” é quase um sampler para a atitude da editora. Seis temas enfiados num 12” que desrespeitam qualquer ordem e lógica deste tipo de lançamentos: é impressionante como se viaja do ambient para noise puro de um tema para o outro. Os temas mais noise (por exemplo o de FiS), acontecem numa dinâmica de música que já viajou muito e que não consegue enfiar os neurónios apenas no lado mais físico do noise. É uma compilação-retrato de uma editora que desafia o lado mais conveniente da catalogação por géneros. E acaba por ser crucial em 2017. Excelente.

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Mumdance & Logos – “Cafe Del Mar” (4:19)
Shapednoise – “Deep Core Consciousness” (3:53)
Yamaneko – “Shadow Temple Early” (3:01)
FIS – “Angels Of The Water Tribe” (3:25)
Inkke – “Pioneer” (3:16)
Sharp Veins – “Already Bones” (3:20)

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Quinta-feira, 9 Fevereiro, 2017

GÁBOR LÁZÁR Crisis Of Representation CD / LP

€ 12,50 CD Shelter Press

€ 18,50 LP Shelter Press

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SP076CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP076CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP076CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP076CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP076CD-5.mp3]

Um tipo de som e ponto final. Gábor Lázár faz lock na escolha da matéria prima e parte para a manipulação de todos os ângulos possíveis. Semelhante ao que nos recordamos de Autechre, no seu mais abstracto, e também de SND, embora os ângulos, nesse caso, tendessem a ser suaves, apesar de os ritmos saltarem de forma igualmente desgovernada. “Crisis Of Representation”, feito a partir de gravações realizadas ao longo dos últimos 6 anos, adensa a questão e joga com a economia de recursos para um máximo de impacto sónico e também intelectual. Um daqueles casos em que os críticos terão razão em dizer “isto é tudo igual” para logo a seguir se entender que é aí que reside a força deste caos hipnótico. Para poucos, talvez, mas, tal como em Florian Hecker, aqui temos uma real fantasia de como poderá ser a música popular num futuro longínquo, ricamente imaginado.

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Quarta-feira, 8 Fevereiro, 2017

YOU SPEAK WHAT I FEEL My Good Friends Tell Me That 12″

€ 11,95 12″ (1-sided) Boomkat Editions

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BK12X1203-1.mp3]

Não se trata bem de um reencontro, antes de uma recuperação. Terre Thaemlitz (Sprinkles) e Mat Steel + Mark Fell (juntos são SND) gravaram para a influente Mille Plateaux na segunda metade dos anos 90, cada um, à sua maneira, subvertendo noções de ritmo, tempo e espaço na música electrónica. “My Good Friends Tell Me That”, gravado em 2002, resulta da convergência de interesses de Thaemlitz, por um lado, e SND, por outro, na pureza do som house. Este é um pedaço cristalino, limpo, de house com os elementos mínimos a fazer brilhar o todo. Não se pode, no entanto, falar de house minimal, precisamente o que estava a acontecer nesses anos e que reduzia o bounce próprio do género a uma linha horizontal pouco entusiasmante. O som, aqui, é bem mais terrestre e reduzido (no sentido de procura de ingenuidade e não de sofisticação minimalista), reflectindo não apenas a comunhão entre os produtores envolvidos mas, mais a fundo, a comunhão que a cena house, numa primeira instância, veio possibilitar entre quem dançava.

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Segunda-feira, 4 Agosto, 2014

RICARDO ROCHA Resplandecente CD

€ 9,95 € 6,50 CD Mbari

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MBARI19-5.mp3]

Luxo tremendo, tremendo, irmos ouvindo o génio de Ricardo Rocha. Se é um luxo, também é um fracasso, pois o seu nome já deveria ser citado sempre que se fala de guitarra portuguesa ou Carlos Paredes. Ou sempre que se fala da melhor música que se faz em Portugal. Mas, tal como o génio, raro e imprevisível, as suas obras aparecem quando já quase esquecemos que Ricardo Rocha é essencial para a contínua luta que travamos com este instrumento que tanto cremos ser nosso. E que melhor podíamos nós querer do que um novo Ricardo Rocha? Que tal quatro? Na sua corte, o guitarrista português recebeu Ian Richardson, Pierre Ricard e Wolff Richard von Gerhard para formarem um quarteto de guitarras, portuguesas, algo nunca visto ou ouvido na história do instrumento. Mas, na verdade, todos são Ricardo Rocha, que por obras de ilusionismo de estúdio, desmultiplicou-se para gravar este Quarteto Boreal. Que assombro: a guitarra, que se desdobra em timbres, no espaço, em três dimensões, canta-nos como nunca o fez, num mistura perfeita de classicismo solene e vanguardismo lunático. Imaginem este quarteto falso nas mãos de Steve Reich. Por último, fechando “Resplandecente”, quatro temas solo magistrais, sublinhando vénias a Scriabin, ao Impressionismo e Minimalismo. Há muito mundo em Ricardo Rocha, e génio para tratar dele. Uma obra-prima esmagadora.

(…) Ricardo Rocha, eterno descrente no futuro da guitarra portuguesa, continua a lançar álbuns em que parece argumentar contra si próprio. Resplandecente, fundado sobre cinco quartetos para guitarra, volta a testemunhar o génio do notável seguidor de Carlos Paredes. in PÚBLICO

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Domingo, 15 Fevereiro, 2009

RICARDO ROCHA Luminismo 2CD

€ 9,95 € 6,50 2CD Mbari

Há um sentimento de arrebatamento e de catarse ao ouvir Ricardo Rocha. É um nome pouco referido quando se fala de guitarra portuguesa, vive também um pouco à margem das regras do jogo, mas talvez tenha que ser assim para o seu génio vir ao de cima. Nasceu em 1974, é neto de Fontes Rocha, que durante anos acompanhou Amália Rodrigues. Nos genes está o gosto e o génio da guitarra portuguesa, mas também o desejo de a levar a um estado de perfeição, de pureza. Talvez essa vontade de perfeição seja parte da sua “desgraça”, de raramente tocar ao vivo o material que compõe e edita, de que para a sua música existir, corpo, alma, e tudo o resto, têm de estar em sintonia. Neste “Luminismo” tudo está em sintonia, é um disco belíssimo onde reinterpreta peças de Carlos Paredes e Pedro Caldeira Cabral no primeiro CD e no segundo Ingeborg Baldaszti interpreta ao piano peças compostas por Rocha. Gravado entre 2006 e 2009, “Luminismo” é um disco brilhante, que não pode ficar esquecido.

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