Segunda-feira, 24 Abril, 2017

LENA D’ÁGUA Jardim Zoológico / Tao 12″

€ 16,95 12″ Strangelove

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SL101-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SL101-2.mp3]

Como tem acontecido com frequência, algumas reedições não são bem a reprodução de discos originais, são antes uma espécie de disco ideal com as melhores faixas de discos diferentes. Nada de errado, quando o material o justifica. É o caso deste single inventado pela Strangelove, com “Jardim Zoológico” de 83 no lado A e “Tao” (1986) no lado B. Fácil perceber o que une estas duas canções, para além da mensagem ecológica / espiritual. A música exala um bom groove, dub e exotismo, tudo certo para os dias de hoje. Pop sentimental, longe da adrenalina de outros momentos de Lena D’Água. São faixas contemplativas, elegantes e híbridas num contexto português que, na época, até produziu alguns exemplos de miscigenação cultural com África e o Oriente, em especial. Bem sacado. Limitado a 500.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 23 Março, 2017

MAURIZIO BIANCHI / ABDUL MOGARD Nervous Hydra / All This Has Passed Forever LP

€ 18,50 LP Ecstatic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ELP027-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ELP027-2.mp3]


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 23 Março, 2017

DANIELE CIULLINI Domestic Exile: Collected Works 82-86 LP

€ 17,95 LP Ecstatic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ELP009-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ELP009-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ELP009-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ELP009-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ELP009-5.mp3]

Not Waving visitou a Zé dos Bois nesta semana. Parte da relevância do seu trabalho nos últimos anos passa também pela sua editora Ecstatic e como tem dado a conhecer uma série de tesouros perdidos de décadas passadas, principalmente do campeonato italiano. Este “Domestic Exile – Collected Works 82-86” é uma das jóias da sua coroa, editado originalmente em 2015, tem agora direito a nova prensagem depois de ter estado esgotado praticamente desde a sua edição. Esta compilação de trabalhos de Daniele Ciullini é um feliz encontro entre techno, industrial, pop e dreamy pop. Os dezasseis temas – a maioria instrumentais – aqui presentes possuem a orgânica dos anos 1980 e ouvidos agora possuem também a orgânica do tempo. É impossível desligar do aspecto mais difícil da criação desses tempos, onde os recursos, um Roland TR 606 e um Boss DR-55 puxavam pela dinâmica criativa e enfrentavam as limitações da criação e o desejo de explorar algo novo, mesmo que esse território não fosse virgem noutro ponto do mundo. Essa inocência e indiferença serviram para criar ambientes únicos daquela época, que hoje são frescos, ainda inovadores e permitem criar pontes sólidas para o que se fez desde então. Um achado para tocar. Não é para ficar na prateleira a ganhar pó.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 23 Março, 2017

ECTOPLASM GIRLS New Feeling Come LP

€ 15,50 LP iDEAL

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IDEAL143-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IDEAL143-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IDEAL143-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IDEAL143-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IDEAL143-5.mp3]

Há algo de misterioso sempre a acontecer em “New Feeling Come”. E há também incerteza, a incerteza para onde nos leva, o que está a concretizar ou como irá concretizar. É um álbum de indefinições, de um certo esoterismo, com uma vontade enorme de esgotar a paciência do ouvinte. Parece coisa má, mas não é. No século XXI há pouco tempo para truques – há mesmo? – e o que Nadine e Tanya Byrne trabalham é um conjunto de regras que só elas sabem, que só elas controlam e que só elas querem dominar. Os ritmos são incertos, de género nem vale a pena falar, é música que se constrói de feitio, de emoção e de disposição. Por vezes é fantasmagórica, por vezes pop, por vezes parece uma cassete que se encontrou de Conrad Schnitlzer. É música ambiente sem ambiente e sem corpo. Por vezes parece vapor: consegue-se ver mas dissipa-se rapidamente. É belo, desconcertante, e foi um dos grandes discos do ano passado. Não leva com selo de reposição porque nos passou ao lado e só há umas semanas é que nos bateu forte e feio. A honestidade é bonita.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 23 Março, 2017

V/A Techno One And Two 2CD

€ 6,00 2CD Ten Records (DIXCD123)

Exemplares originais da edição inglesa de 1992 / Original 1992 UK release. Some signs of use. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
BLAKE BAXTER “Forever And A Day”
A TONGUE & D GROOVE “Feel Surreal”
JUAN ATKINS “Techno Music”
SHAKIR “Sequence 10″
REEL BY REEL “Aftermath”

A que parecia, já então, definitiva introdução ao techno de Detroit, reúne neste duplo CD os dois LPs que saíram em 1988 e 1990. Para além de Juan Atkins, Kevin Saunderson e Derrick May, também outros contemporâneos como Blake Baxter, Octave One, Eddie Fowlkes, etc, e alguns nomes então emergentes como era o caso, ainda, de Carl Craig, a gravar como Psyche. As fundações encontram-se todas aqui, para quem procura um compêndio conciso do que foi importante e, por algum motivo, não tem nenhum dos discos. Imprescindível e a um preço PARA VENDER. CD duplo com alguns sinais de manuseamento mas que deverá tocar sem quaisquer problemas.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

CD1:
01. Rythim Is Rythim “It Is What It Is” 02. Blake Baxter “Forever And A Day” 03. Eddie “Flashin” Fowlkes “Time To Express” 04. K.S. Experience “Electronic Dance” 05. Members Of The House “Share This House (Radio Mix)” 06. A Tongue & D Groove “Feel Surreal” 07. Mia Hesterley “Spark” 08. Juan “Techno Music” 09. Inner City “Big Fun” 10. Blake Baxter “Ride Em Boy” 11. Shakir “Sequence 10″ 12. Idol Making “Un, Deux, Trois”

CD2:
01. Area 10 “Love Takes Me Over” 02. Reel By Reel “Aftermath” 03. KGB “Stark” 04. MK “Mirror, Mirror” 05. Octave One Featuring Lisa Newberry “I Believe” 06. Infiniti “Techno Por Favor” 07. Psyche “Elements” 08. Vice “Ritual”

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 23 Março, 2017

KLUSTER Zwei-Osterei CD

€ 12,00 CD Hypnotic / Cleopatra (CLP9737-2)

Exemplares SELADOS da reedição alemã de 1996 / 1996 German re-release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Part One
Part Two

O segundo disco dos Kluster, “Zwei-Osterei” (1971) segue a mesma montagem do primeiro álbum, “Klopfzeichen”, com a mesma formação (Moebius, Roedelius e Schnitzler + Plank como engenheiro de som), um dos lados com voz e outro sem voz. Ao contrário do primeiro disco, é no instrumental que “Zwei-Osterei” levanta vôo. É um exercício curioso ouvir a segunda parte e sentir como tanto do som industrial que tem saído nos últimos anos tenta esta genialidade mas falta-lhe aquela ingenuidade do pioneirismo e, claro, a rara capacidade para sacar um som vivo, mutante, circular, mas que ao mesmo tempo é algo inteiramente directo e, espanto, cósmico. Com o disco completo percorremos um universo austero comparável a “Stalker”, presos numa claustrofóbica marcha, sempre em progresso mas sempre ameaçados por algo invisível.
Exemplares selados da reedição em CD pela Hypnotic, em 1996. Pequeno furo promocional na parte de trás da caixa, por cima do código de barras. Como bónus, esta edição inclui 15 minutos gravados ao vivo em 1980 no evento Wiener Festwochen Alternativ. História em cima de história.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 23 Março, 2017

FOCUS Zulu EP 12″

€ 13,95 12″ Crown Ruler

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CR001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CR001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CR001-3.mp3]

Mais valor proveniente da África do Sul, com três faixas levantadas do LP “Scarap” (1982). Como temos vindo a descobrir em anos recentes, África incorporava os sons do boogie americano de uma forma muito própria, no fundo acrescentando algo substancial ao já louco groove local (fosse Nigéria ou África do Sul, Gana ou outros pontos geográficos). Matéria muito especial, exuberância controlada, sexy, bem sintética, redonda e quente. A ajudar 2017 a crescer.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 15 Novembro, 2016

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP3CLIP3

Há uns anos que temos tido a sorte de ter todos os lançamentos de Leyland Kirby nos seus diversos pseudónimos. Com essa questão do momento vêm também os constantes interregnos, longos períodos em que não ouvimos falar dele e, de repente, sem qualquer aviso, chegam notícias de que vêm uma série de discos seus. “Everywhere At The End Of Time” é esse tipo de novidade, o primeiro de uma série de seis discos, lançados ao longo dos próximos meses, que são o resultado de um trabalho que tem feito à volta da memória, da perda dela, da doença (Alzheimer), mesmo que isso não o afecte. É um tema que tem tudo a ver com Caretaker, os sons que cria enquanto tal são uma procura e uma exploração genuína da memória. Seja porque os sons remetem exactamente para um passado que inevitavelmente evoca o conceito de memória, mesmo que os sons digam pouco ou nada ao ouvinte. É o método que interessa, uma força criativa que consegue explorar esse sentimento e alojar-se no cérebro quando ouvimos a sua música. Já foi definido no passado como “haunted ballroom” e é uma definição que ainda serve este Caretaker, embora o ambiente tenha pouco de sombrio ou assombrado, porque a memória presente nesta primeira selecção de trabalhos desta nova enciclopédia Caretaker soa a um conjunto de valsas que parecem existir numa história paralela do mundo. E a forma como desencanta isto, como cria uma espécie de realidade/passado paralelo, é uma característica única de Caretaker. Ninguém faz isto como ele, ninguém cria música como ele. É um passado, ou memórias que só existem nos seus discos. E oferece-nos isto com uma bondade única. A sua música é uma dádiva para o mundo e passar ao lado do que anda a fazer é perder algo de muito bonito. E se não pegamos nas coisas bonitas, mesmo quando elas são um pouco tristes, ou evocativas de uma certa tristeza, ou melancolia, então não andamos a fazer nada por aqui. Oiçam “Chidishly Fresh Eyes” e depois venham falar connosco. E, fica a dica, como outros lançamentos, “Everywhere At The End Of Time” é muito limitado e já não temos muitas cópias. Não deixem para o fim do ano aquilo que só irão conseguir arranjar nos próximos dias.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 20 Outubro, 2016

YVES TUMOR Serpent Music LP

€ 18,95 LP (+ mp3) PAN

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Os Hype Williams não editaram pela PAN e se no momento actual isso acontecesse pela via única de Dean Blunt o resultado seria este “Serpent Music”. A vontade da frase não é tirar crédito a Yves Tumor e, sim, de explicar as diversas formas que a sua música assume, o direito que tem de se assumir como mais do que música e existir nela um contexto de performance/arte/mensagem e o desejo de contrariar as regras e as expectativas do outro lado (nós). É dilacerante como “Serpent Music” é construído em volta de paisagens selvagens, exóticas e de cidades muito cheias. Por vezes une isso num só momento, diferencia o caos e a selvajaria com esboços bonitos, mas depois junta-os como se tivesse a dizer que é a mesma coisa. Há exotismo na cidade, há confusão na selva. Há paranóia e ansiedade, a tensão pré-milenar está longe da vista, agora é substituída por essa tensão de que às vezes para se ser qualquer coisa, tem que se ser tudo. A música de Yves Tudor não é tudo, é óptima a consumar o conceito dessa ideia, de realizar em si mesmo vulnerabilidade, encantamento e cometer o sacrilégio de por vezes fazer valer as ideias em favor da estética. É um álbum que se revela a cada momento e que é frequente se deslumbrar com o seu próprio feitiço.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , , , , , / / Comentar: aqui »