Segunda-feira, 8 Maio, 2017

LEYLAND KIRBY When We Parted My Heart Wanted To Die 2LP

€ 26,50 LP (2017 reissue) History Always Favours The Winners

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HAFTW001-5.mp3]

Em 2009 quando saiu esta primeira parte da trilogia “Sadly, The Future Is No Longer What It Was”, a carreira de Leyland Kirby era muito diferente da que tem hoje. Parte da sua música, saída do seu corpo e mente e não do seu nome, habitava numa ressaca daquilo que fazia desde o início da sua carreira. Esta primeira parte, “When We Parted My Heart Wanted To Die”, agora reeditada é o pontapé de partida do Leyland Kirby / The Caretaker que se ouve hoje. Contudo, há algo de muito distinto em “Sadly, The Future Is No Longer What It Was” do resto da sua obra: é um disco que está a aceitar um futuro que está para vir, um futuro onde as pessoas são menos exigentes com o tempo que têm para a música e para a forma como abordam o seu tempo com a música (e, lá está, com a vida). É como se Kirby estivesse a ditar o fim de algo: da música ambiental, da capacidade de concentração para música exigente. É, por isso, inicialmente, um disco muito pesado. Demora tempo a processar e só é completo com as três partes, com as suas mais de três horas de música. Passados estes anos todos continua a ser pertinente, a mensagem ainda está lá e bem presente: exigimos de nós mesmos a concentração que necessitamos para ouvir certa música? Culpamos a falta de tempo, o excesso de informação, as nossas vidas, como se não tivéssemos controlo, como se fossemos obrigados a ir com a onda. Simultaneamente a isso, é um disco que vem de um lugar escuro, mas que se abre para lugares mais arejados quanto mais se ouve, se conhece. É um dos trabalhos mais importantes da história da música ambiental e provavelmente a obra mais realizada da carreira de Kirby. Um monumento que está a ser reeditado agora. Esta é só a primeira parte.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Segunda-feira, 8 Maio, 2017

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time – Stage 2 LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

Segundo tomo de “Everywhere At The End Of The Time”, nova série de The Caretaker iniciada no ultimo trimestre do ano passado. Ao todo serão seis volumes em volta da memória e da perda dela. No segundo volume reforça-se uma ideia presente no primeiro (e que ganhou maior força nas audições dos últimos meses): há uma clara distanciação da ideia de música fantasmagórica do passado ou do “haunted ballroom”. Mesmo que esta memória, o trabalho dela, evoque o passado, há qualquer coisa de diferente aqui, uma espécie de desligar com as referências do passado e um encontro feliz com novos processos. Por isso, este “Stage 2” é a melhor coisa que fez desde “An Empty Bliss Beyond This World” (talvez o apogeu na construção do “haunted ballroom”). É mais aberto do que o primeiro volume e é uma expansão para outros universos. No primeiro, pode-se dizer agora, criou a ligação entre o velho Caretaker e o novo que trabalha esta série, foi o caminhar pela ponte para uma nova terra. “Stage 2” é esse novo território, mais aberto, expansivo, cria música que parece viver à distância, noutro planeta. “Misplaced In Time” é uma forma genuína de dizer adeus às salas com fantasmas: nas salas de Caretaker habitam agora pessoas com memórias. Sejam tristes, vagas ou esparsas, mas são coisas vivas, cheias de emoção. Antes a emoção parecia não existir – o que é um feito maravilhoso -, agora ela é um momento central na música de Caretaker. E é uma incógnita, por enquanto, saber para onde nos levará.

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Segunda-feira, 8 Maio, 2017

ACTRESS AZD CD / 2LP

€ 13,95 CD Ninja Tune

€ 22,50 2LP Ninja Tune

Actress é dos poucos artistas britânicos da sua geração que gere com paciência os seus lançamentos e que evolui em grande escala de álbum para álbum. O Actress de “Hazyville” é diferente do que encontramos em “AZD”. Sim, passou-se quase uma década desde a sua estreia, mas acompanhar essa década pela carreira de Actress é passar um pouco pela história da música electrónica contemporânea e as ligações tangenciais com a música de dança. Noutros álbuns foi perceptível esse desejo de desligar com a música de dança. Dá a entender, em “AZD”, que já fez toda a desconstrução que queria fazer (pelo menos até ao momento). Aqui refina um processo que explorou anteriormente (principalmente nos dois últimos álbuns), em que revela a sua música como um processo inacabado. São vários os temas que se sentem como se já tivessem a meio, a forma com o beat entra e depois tudo evolui – ou, pelo contrário, desevolui, cai, desaparece – está próxima da modelação de um esqueleto. Só que a forma como esse processo, e ideias, são desenvolvidos ao longo de “AZD” mostram uma maturidade que está a milhas de outros esse campo, que ao longo dos últimos dois anos tem voltado a ser uma tendência. É como, e isto não é novidade nos álbuns de Actress, fornecesse um mapa para um labirinto que o ouvinte tem de percorrer e descobrir o caminho para a saída. E embora isso pareça claustrofóbico, é uma exigência modesta para se fazer a quem ouve. E nisso descobre-se outras peças e juntam-se antigas ao imenso puzzle que é a carreira de Actress.

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