Quarta-feira, 19 Julho, 2017

FLUX Uncarved Block CD

€ 10,50 CD One Little Indian

OUVIR / LISTEN
The Value Of Nothing
Children Who Know
Footprints In The Snow
Nothing Is Not Done
The Stonecutter

Flux Of Pink Indians chegam a 1986 com outra atitude mas os princípios anarco-punk intactos – “Nothing Is Not Done”, todos os seus gloriosos 9 minutos de dub tribal On-U Sound, anunciam claramente: “Refusing to submit!”. Temos uma coisa por este álbum há muitos anos. Adrian Sherwood nos controles, numa amálgama ambiciosa que junta elementos de African Head Charge, Gentle Giant e punk rockers com mente aberta. Tratamento On-U Sound muito particular, num disco que poderia ser pop – ouvimos “Footprints In The Snow” e a guitarra quase quase soa a The Edge, enquanto a voz de Lu Bell recorda Lora Logic. Mas a percussão desvia bastante a música para outras paragens e acaba por unificar diversas faixas no álbum, começando pela jam inicial, “The Value Of Nothing”, com Style Scott a brilhar. “Uncarved Block” termina com “The Stonecutter”, combinação genial de ambiência dub, vozes etéreas e um quê do universo arty de Brian Eno. O álbum inaugurou o catálogo da One Little Indian, editora fundada precisamente por Derek Birkett dos Flux. Tudo aqui funciona.

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Segunda-feira, 17 Julho, 2017

DJ JOE LEWIS Survival EP 12″

€ 10,95 12″ Clone Classic Cuts

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Joe Lewis tem merecido atenção especial na série Classic da Clone, agora a alcançar mais fundo com faixas nunca editadas (duas das versões de “Midnight Dancin’” aqui presentes). Com a voz de Darryl Goodlett a fazer a ponte entre garage house e o freestyle latino já bem popular em 1990, “Midnight Dancin’” é uma incrível canção sentimental com todos os elementos house que se admiram na época. Como as melhores produções, o seu groove é único, e sabemos como se copiaram linhas de baixo e melodias nesses tempos. Directa para aqueles momentos de egoísmo emocional na pista de dança. “Simply Yours”, a fechar o EP, imita “French kiss” de Lil Louis na redução e recuperação de velocidade nas BPMs mas é uma malha jack sem mácula. Remasterização por Alden Tyrell. Nós = felizes.

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Sábado, 15 Julho, 2017

KENJI KAWAI Ghost In The Shell OST LP / LP + 7″

€ 22,50 LP We Release Whatever The Fuck We Want

€ 38,50 LP + 7″ We Release Whatever The Fuck We Want

Em ano de remake da animação japonesa “Ghost In The Shell”, a enorme We Release Whatever The Fuck We Want, reedita em vinil uma das bandas-sonoras mais importantes da década de 1990. É importante, mesmo que nunca a tenham ouvido ou ouvido falar sequer nela. O trabalho de Kenji Kawai serve na perfeição o filme. Se não viram o original, a sério, do que estão à espera? É um dos trabalhos mainstream mais importantes sobre identidade dessa década. E talvez hoje aquele universo realizado em 1995 ainda faça mais sentido. “Ghost in The Shell” não seria o mesmo sem o som de Kawai, a banda-sonora conta uma narrativa dentro do filme, segura a mão do espectador na questão existencial da protagonista, enquanto lhe abre os olhos para toda a cidade em redor. Tal como na década anterior a banda-sonora de “Akira”, dos Geinoh Yamashirogumi, o fazia. Aqui a expansão é maior, as canções sobrevivem sem as imagens e mostram uma exploração concisa entre o tradicional e a electrónica, o ambiental e a música de dança, e o eterno confronto entre passado e futuro. Facto curioso, “Ghost In The Shell” soa menos datado hoje do que soava quando foi editado. É sinal de que as coisas foram na direcção certa (parece contrassenso, mas não o é, é preciso ouvir o disco para o perceber). Kawai revela uma noção de tempo assombrosa (“Ghosthack” é simplesmente perfeito) e o modo como pauta o som de ficção científica pós-“Blade Runner” e Vangelis é visionário. Talvez hoje, no presente, falte o hábito para perceber isso, mas estas reedições servem precisamente para descobrir, redescobrir e perceber a história. Kawai e “Ghost In The Shell” é uma peça que ajuda a compreender alguma da electrónica e música ambiente que e ouve em 2017. A música, ainda por cima, vejam lá, é soberba.

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Sábado, 15 Julho, 2017

DREXCIYA Grava 4 2LP

€ 22,95 2LP (2017 reissue) Clone Aqualung Series

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15 anos desde a edição original deste álbum, já pela Clone, o último atribuído ao mítico projecto de Detroit. Pouco a acrescentar em relação a outros discos de Drexciya que comentámos antes, e isso significa muito claramente que não há redução no impacto deste som científico e – porque eles assim o inventaram – mitológico. A ligação às estrelas nunca se esbateu, no percurso de Drexciya, eles abriram um caminho directo para aspirações cósmicas e uma ideia até já antiga: alguém que não nós já andou por cá. Parece incoerente dizê-lo ao ouvir electro puro, mas a melancolia é forte nestes grooves. Muito bom recordar o single “Drexcyen REST Principle” e passa muito mais para nós do que o que é aparente nas batidas. Sempre fascinante.

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Sexta-feira, 14 Julho, 2017

RICHARD H. KIRK Dasein CD / 2LP

€ 11,95 CD Intone

€ 21,50 2LP Intone

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Kirk regressa com material novo consequente, e diz|emo-lo sabendo que muito do que se escuta no álbum reinterpreta antigas ideias de Cabaret Voltaire (grupo de que foi elemento, desde sempre) e sintetiza outras boas ideias associadas ao som industrial, sem citações vãs. Na verdade, poucos como Richard H. Kirk teriam legitimidade para pisar este terreno sem constrangimentos. Oiçam a cena aficana a acontecer em “Radioactive Water”, nem sequer em consonância com os tempos mas, muito justamente, a puxar algumas coisas que Kirk já fazia como Sandoz nos anos 90. Depois, “Invasion Pretext” reinventa Cabaret Voltaire com ácido, guitarra fuzzy e baixo sintético. Bom álbum de músculo e sombras, sem qualquer ironia.

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Sexta-feira, 14 Julho, 2017

THE OTHER PEOPLE PLACE ft. MYSTIC TRIBE A.I. Sunday Night Live At the Laptop Cafe 12″

€ 10,50 12″ (2017 reissue) Clone Aqualung Series

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CAL010-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAL010-2.mp3]

James Stinson e Sherard Ingram repartem em dois lados este disco de exaltação drexciyana, editado originalmente pela Clone em 2002, o mesmo ano da morte de Stinson e da paragem de Drexciya. The Other People Place (Stinson), no lado A, parece prolongar o que os Kraftwerk fizeram em “Neon Lights”, uma viagem nocturna pausada, quente e melancólica por uma cidade iluminada. Mystic Tribe A.I. (Ingram, também conhecido como DJ Stingray) grava “Telepathic Seduction”, uma faixa com todo o carinho e veludo que o melhor período Artificial Intelligence da IDM foi capaz de produzir. Baixo bem marcado e confortável, reverberação dub, breakbeats secos, tudo sob uma nuvem de ambiência impossível de ignorar.

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Quinta-feira, 6 Julho, 2017

LAUREL HALO Dust CD / LP

€ 11,95 CD Hyperdub

€ 14,95 LP Hyperdub

OUVIR / LISTEN:
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Fácil, perdermos o norte em plena escuta. Os avanços e recuos do som, por vezes tortuosos ao ponto da dobragem (imaginem som como plástico suave, temporariamente dobrável para depois voltar à forma original), guiam-nos ao seu modo. “Dust” é um álbum pop mas, se conhecem Laurel Halo, sabem que isso significa um mundo de outras coisas. A sua voz vagueia, sobe e desce, duplica-se, embala e transmite um semblante de tranquilidade no meio da composição bem complicada que acontece em toda a duração. “Moontalk” quase destoa, e se nos faz lembrar Chris & Cosey (curiosamente, “Arschkriecher” também), embora bem distante, é igualmente africano e oriental, algures na nossa sensibilidade. Entre ensaios de música concreta, quedas de graves e claps techno, a música organiza-se aparentemente sozinha. O ouvido segue-a. O desafio é proposto. Dificilmente vão encontrar música electrónica assim em qualquer outro universo feminino ou masculino.

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Quinta-feira, 6 Julho, 2017

JOÃO LOBO Nowruz CD / LP

€ 13,50 CD Three:Four Records

€ 19,95 LP Three:Four Records

Na suíça Three:Four Records já se tornou hábito encontrar músicos portugueses. Talvez o mais recorrente para nós seja Norberto Lobo, mas também há Filipe Felizardo, David Maranha e Oba Loba, projecto liderado por Norberto Lobo e João Lobo (a relação de ambos é estritamente musical). João Lobo já tocou em diversos álbuns e projectos, até compôs a banda-sonora para “John From” de João Nicolau, e chegou agora a vez do baterista editar a solo. “Nowruz” transforma diversas linguagens (jazz, exótica, bossa nova, rock) em algo próximo de uma folk criada em instrumentos de percussão. Há uma desenvoltura mágica nos temas aqui presentes, uma concretização idealista de um estilo que lhe é próprio a partir do seu instrumento de eleição. É um álbum de fantasmas em belas paisagens, que tanto podem estar no Brasil, numa paisagem magnífica em Itália ou no hall de um castelo romeno. Bonito. Isso já hábito no trabalho de João Lobo.

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Quinta-feira, 6 Julho, 2017

ALDOUS HARDING Party CD

€ 12,50 CD 4AD

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Há cerca de uma década a Italians Do It Better ajudou a popularizar um som que ficou algo perdido nos 1980s. Agora os Chromatics fecham episódios de “Twin Peaks”, completando o círculo com uma história perfeita. Depois seguiram-se nomes como Grimes, Zola Jesus e Weyes Blood que prosseguiram a história, vozes femininas que encontraram um ponto entre um deslize gotico dos 1980s, o shoegaze, a folk e um conjunto de sonhos perdidos da década de 1990. No fundo, é música que vive da descoberta do passado, facilitada desde finais do século passado. Aldous Harding vem na sequência dessa lógica. O seu Segundo disco, “Party”, é um óptimo compromisso entre Nico, Kristin Hersh, Vashti Bunyan e Emmylou Harris, entre a folk e ambientes escuros/góticos que recuperam uma melancolia musical que parece não estar perdida. Canções suaves, delicadas, que tocam bem com o tom confessional de “Party”.

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Quinta-feira, 6 Julho, 2017

BASIC HOUSE I Could Tell You But Then You Would Have To Be Destroyed By Me LP

€ 16,50 LP Alter

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Stephen Bishop é o fundador da Opal Tapes, editora que surgiu há uns anos num momento perfeito em que a electrónica britânica e o techno encontravam novas ideias para este século. Há algum tempo que não falávamos de Basic House. Esteve presente nestes últimos anos, mas “I Could Tell You But Then You Would Have To Be Destroyed By Me” é o seu primeiro álbum com cabeça, tronco e membros em quatro anos. Regressa à Alter, de Helm, onde já tinha editado o fantástico “Oats” (2013) e transforma as frases vagas, mas certeiras, que habituámos a ouvir em Basic House numa psicose tremenda. Este seu novo disco é um corte com o passado. Agora os temas não correm como se fossem um lago, são colagens enquadradas com a criação de sons ambientais e as possibilidades de história que se podem criar a partir daí. Isso cria paisagens com tensões, contudo abre um universo de possibilidades que se julgava impossível no Basic House de há quatro anos. Em “Pyxis” sente-se que se podia estar num disco de Nico Muhly dos primórdios em conjunto com um Leyland Kirby do presente. “I Could Tell You But Then You Would Have To Be Destroyed By Me” é mais luminoso do que inicialmente parece. Escorre muito bem e é um regresso em força de um músico que sempre soube esculpir bem as suas intenções. O seu salto pode ser grande para relacionarmos com o Basic House do passado, mas é um na direcção certa.

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Quinta-feira, 6 Julho, 2017

PYE CORNER AUDIO Stasis LP

€ 21,95 LP Ghost Box

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As edições de Pye Corner Audio são difíceis de caracterizar. Não são bem álbuns, mas também não são bem um catálogo de sons. “Stasis” talvez seja o momento em que sente mais a ideia de álbum, apesar do tema inicial “Approach” ser um teste com as atmosferas que habitualmente oferece. Álbum ou catálogo, pouco interessa. Os anos, as edições e a música confirmam Pye Corner Audio como um dos mais importantes e criativos investigadores do chamado “library sound”. Essa importância é também consolidada pela transparência das suas ideias, a colagem ao passado é evidente e necessária para entender como o seu trabalho tem sido relevante para a redescoberta deste universo na última década. Não só a redescoberta como também a criação de um catálogo de library presente. “Stasis” é uma grande biblioteca ambulante desse universo. O disco é do ano passado, estamos cientes disso, mas só agora é que conseguimos arranjar algumas cópias. Elas costumam desaparecer – em todo o lado – muito rapidamente.

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Quarta-feira, 5 Julho, 2017

ARAWAK Accade A… LP

€ 19,95 LP (2017 reissue) Golden Pavilion

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Vocação global com nomeações de locais desde Boston ao Biafra, neste álbum italiano de 1970, gravado por Luciano Simoncini (com a sua mulher na foto de capa), reeditado pela portuguesa Golden Pavilion. Espectro sonoro claro como água, por vezes em variações de clássicos ou, simplesmente, em adaptações a sons mais característicos dos locais visitados (Lima, por exemplo). Toque cósmico e clássico garantido de breaks desde que Madlib usou “Accade A Bali”.


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Terça-feira, 4 Julho, 2017

BENJAMIN BOOKER Witness CD / LP

€ 12,95 CD Rough Trade

€ 24,50 LP Rough Trade

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Em 2017 já deixou de ser estranho que alguém de Tampa Bay, que passou parte da vida em Nova Orleães, beba a Marc Bolan e aos T. Rex? É isso que acontece com Benjamin Booker e este “Witness”, pop/rock depurada e levemente saudosista de uns anos 1970s com um R&B corrente. A exploração que Booker faz à sua voz é o ponto principal do seu segundo álbum, costurando um conjunto de temas “Witness”, “Truth Is Heavy” ou “Believe” com um compromisso realista entre o rock clássico e o gospel. Com estilo, groove e uma canção que enche as medidas para este segundo semestre: “The Slow Drag Under”. Não é Bolan, mas é honesto a idenficá-lo.

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Terça-feira, 4 Julho, 2017

SUFJAN STEVENS / NICO MUHLY / BRYCE DESSNER / JAMES McALISTER Planetarium CD / 2LP

€ 12,95 CD 4AD

€ 34,95 2LP 4AD

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Sufjan Stevens habituou-nos a excessos. “Planetarium” deixa o planeta terra e é uma viagem pela galáxia, onde Stevens dá as mãos a Nico Muhly, Bryce Dessner e James McAlister numa ópera cósmica possível. “Planetarium” é uma espécie de “The BQE” no espaço, uma aventura em que mais uma vez junta a composição com feitos pop que só ele consegue desvendar. Há algo de melancólico no planetário de Sufjan e companhia, como de singelo, circular e infinito. À medida que o disco avança, percebe-se que essa melancolia também pode ser cor, a cor que está sempre nos momentos mais radiantes de Sufjan Stevens.

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Terça-feira, 27 Junho, 2017

RADIOHEAD OK Computer OKNOTOK 1997 2017 2CD / 3LP

€ 13,50 2CD (2017 reissue) XL Recordings

€ 34,50 3LP (2017 reissue) XL Recordings

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“OK Computer” já era um álbum importante em 1997. Há vinte anos criou-se um discurso poderoso em volta do disco. Marcou uma época – quer se goste ou não – e o discurso de então continua a fazer sentido hoje. Aliás, é reforçado pela força do tempo. Esse é um dos dados mais curiosos de “OK Computer”, tanto em 1997, como nos entretantos, hoje e no futuro, será um disco que dificilmente terá outra história. São raros – mesmo raros – os discos na pop/rock que conseguem solidificar essa linha narrativa. O mais curioso no futuro pós-1997 é que “OK Computer” talvez seja o álbum dos Radiohead que influenciou menos bandas. Influenciou, sim, os próprios Radiohead e permitiu-lhes concretizar “Kid A” e “Amnesiac” e com isso fechar uma espécie de ciclo que tinham iniciado com “The Bends”. “OK Computer” é um disco cheio de si mesmo, cheio de Radiohead (e hoje é tão mais fácil dizer isto), e talvez seja isso que faz tanta gente reconhecer o seu valor como também desprezá-lo. Ouvi-lo, ainda hoje, é sentir uma mudança a acontecer no rock e sentir que um tempo em que se podiam tomar certas liberdades acabou. Nesse mesmo ano os Spiritualized editaram “Ladies And Gentlemen We Are Floating In Space” que faz e mostra exactamente o mesmo. É possível que a pop/rock não tenha tido outro “stream of consciousness” tão redondo. Ouvir “OK Computer” é mais do que um exercício de saudosismo, é, e será sempre, uma viagem pelo presente. O futuro ou a ficção científica que os Radiohead construíram em 1997 é um dado permanente. Esta nova edição é uma celebração da sua importância, assinala uma data, mas também assinala uma espécie de paz da banda com pormenores do seu passado: além da remasterização de “OK Computer”, a edição completa-se com lados B dos singles e com uma série de inéditos da altura, que circulavam em bootlegs e faziam as delícias de quem na altura começava a fazer downloads ilegais. Esses lados B e, principalmente, os inéditos surgem finalmente com boa qualidade. São temas que não encaixariam em “The Bends” e “OK Computer” (e, já agora, em qualquer outro disco deles), são um híbrido que contam nas entrelinhas a exploração constante e, também, a estagnação criativa – em certos momentos – dos Radiohead. São também história e encaixam na perfeição numa edição de festa como esta.

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Sábado, 24 Junho, 2017

LUÍS JOSÉ MARTINS Tentos – Invenções E Encantamentos CD

€ 10,95 CD Shhpuma

Se a guitarra é ou não o instrumento oficial português, não se sabe. Dir-se-ia que sim, tendo em conta o fado, mas a canção nacional nem é bem nacional, certo? Do lado de lá do muro mainstream, nomes como Norberto Lobo ou Filho Da Mãe ganham algum destaque como dignos representantes de uma música que parece ser muito nossa que brota de valentes guitarras acústicas (e não só). Não são os únicos campeões: os músicos a seguir de perto são cada vez em maior número. E eis que entra Luís José Martins, um novo nome, neste grupo valioso de tocadores de cordofones. “Tentos – Invenções e Encantamentos” é uma admirável estreia a solo de um músico que anda há muito tempo a preparar-nos para este momento. Muito activo e visível como elemento-chave dos Deolinda, tem sido, contudo, com os seus projectos paralelos (Almost a Song, Powertrio ou Turba Multa) que tem mostrado alguns dos caminhos que aqui ouvimos, algures entre a composição moderníssima e os momentos de pura liberdade sonora. Mas “Tentos” não evoca apenas o futuro: aliás, é sobre os ombros do passado, com um estudo aprofundado do seu instrumento e o veludo de outras épocas, que Luís se apoia, parecendo fazer uma subtil evocação a toda uma história da música para guitarra. Um disco completo, apaixonado e apaixonante, que fica para os nossos ouvidos como um dos momentos mais ricos da nossa produção nacional. E foi apenas uma estreia!

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Segunda-feira, 19 Junho, 2017

MUSLIMGAUZE Souk Bou Saada CD

€ 14,50 CD Staalplaat (2012 reissue)

[audio:http://www.flur.pt/mp3/753907540826-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/753907540826-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/753907540826-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/753907540826-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/753907540826-5.mp3]

Muslimgauze focado no ritmo, como quase sempre esteve nos incontáveis álbuns que gravou. Material aparentemente inédito que a Staalplaat colocou em CD como parte do arquivo do músico. Distorção e níveis acima das regras são assumidos como manobra estética neste conjunto de faixas de batida asiática entrecortada por vozes muito distantes, aqui e ali. Imaginação muito viva neste híbrido futurista situado algures entre Índia e Médio Oriente. Festivo, hipnótico e, como os outros álbuns de Muslimgauze que temos comentado, tem o seu lugar especial na colecção.

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