Segunda-feira, 17 Julho, 2017

BEACH HOUSE B-Sides And Rarities CD / LP

€ 15,50 CD Bella Union

€ 28,95 LP Bella Union

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Uma compilação de lados B e de raridades dos Beach House em 2017 serve para relembrar de como a magia deles era tão pouco definida – em termos de som – nos seus primeiros álbuns. Isso jogava bem com o regresso do shoegaze na altura, mas bastou uns aos para perceber que eles estavam um pouco acima disso (afinal, quantas bandas ainda existem daí?). E há também o lado maravilhoso – quase nostálgico – de se ser recordado de que ainda existem lados b. De que há bandas que ainda editam singles e que ou mostram um lado desconhecido, mais experimental, ou então são complementos que se ajustam à época que foram gravados. No caso dos Beach House a coisa situa-se neste último grupo. Os temas fazem parte da sua casa, em nenhum momento se sente estranheza. Aliás, “Chariot”, o primeiro tema, instala logo o mote para os seguintes e parece que nunca se sai de casa. Às tantas quase que parece um novo álbum de Beach House. Mas é uma compilação. Pronto, podia passar por um best of.

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Segunda-feira, 17 Julho, 2017

DJ JOE LEWIS Survival EP 12″

€ 10,95 12″ Clone Classic Cuts

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Joe Lewis tem merecido atenção especial na série Classic da Clone, agora a alcançar mais fundo com faixas nunca editadas (duas das versões de “Midnight Dancin’” aqui presentes). Com a voz de Darryl Goodlett a fazer a ponte entre garage house e o freestyle latino já bem popular em 1990, “Midnight Dancin’” é uma incrível canção sentimental com todos os elementos house que se admiram na época. Como as melhores produções, o seu groove é único, e sabemos como se copiaram linhas de baixo e melodias nesses tempos. Directa para aqueles momentos de egoísmo emocional na pista de dança. “Simply Yours”, a fechar o EP, imita “French kiss” de Lil Louis na redução e recuperação de velocidade nas BPMs mas é uma malha jack sem mácula. Remasterização por Alden Tyrell. Nós = felizes.

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Sábado, 15 Julho, 2017

KENJI KAWAI Ghost In The Shell OST LP / LP + 7″

€ 22,50 LP We Release Whatever The Fuck We Want

€ 38,50 LP + 7″ We Release Whatever The Fuck We Want

Em ano de remake da animação japonesa “Ghost In The Shell”, a enorme We Release Whatever The Fuck We Want, reedita em vinil uma das bandas-sonoras mais importantes da década de 1990. É importante, mesmo que nunca a tenham ouvido ou ouvido falar sequer nela. O trabalho de Kenji Kawai serve na perfeição o filme. Se não viram o original, a sério, do que estão à espera? É um dos trabalhos mainstream mais importantes sobre identidade dessa década. E talvez hoje aquele universo realizado em 1995 ainda faça mais sentido. “Ghost in The Shell” não seria o mesmo sem o som de Kawai, a banda-sonora conta uma narrativa dentro do filme, segura a mão do espectador na questão existencial da protagonista, enquanto lhe abre os olhos para toda a cidade em redor. Tal como na década anterior a banda-sonora de “Akira”, dos Geinoh Yamashirogumi, o fazia. Aqui a expansão é maior, as canções sobrevivem sem as imagens e mostram uma exploração concisa entre o tradicional e a electrónica, o ambiental e a música de dança, e o eterno confronto entre passado e futuro. Facto curioso, “Ghost In The Shell” soa menos datado hoje do que soava quando foi editado. É sinal de que as coisas foram na direcção certa (parece contrassenso, mas não o é, é preciso ouvir o disco para o perceber). Kawai revela uma noção de tempo assombrosa (“Ghosthack” é simplesmente perfeito) e o modo como pauta o som de ficção científica pós-“Blade Runner” e Vangelis é visionário. Talvez hoje, no presente, falte o hábito para perceber isso, mas estas reedições servem precisamente para descobrir, redescobrir e perceber a história. Kawai e “Ghost In The Shell” é uma peça que ajuda a compreender alguma da electrónica e música ambiente que e ouve em 2017. A música, ainda por cima, vejam lá, é soberba.

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Sábado, 15 Julho, 2017

AARON DILLOWAY The Gag File LP

€ 22,95 LP Dais

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Leyland Kirby criou a ideia de “haunted ballroom”, Aaron Dilloway destruiu o som dessas salas e os corredores adjacentes com o seu noise. Seja nos Wolf Eyes ou na sua carreira a solo, Dilloway está a anos de luz na definição e apuro da electrónica/noise das últimas duas décadas. Fala-se no “haunted ballroom” porque “The Gag File” são oito bombas nessa sala. Em câmara lenta. O efeito câmara lenta da sua música atribui essa característica fantasmagórica/assombrada neste seu novo álbum. E há também um jogo com a memória, os sons que Dilloway aqui explora são um apuro dos momentos mais viscerais dos Wolf Eyes. Mas em câmara lenta. E é preciso reforçar o câmara lenta porque este não é um disco noise convencional. Em muitos momentos transforma-se num disco de ambiente, os loops, o beat, e a câmara lenta – tinha de ser (porque os sons tornam-se muito visuais) – criam essa sensação. O visceral transforma-se em lúdico e em temas como “Inhuman Form Reflected” há uma narrativa que é contada através do som (e é inesperada, numa primeira audição parece um filme de terror). Por vezes o som mastiga-se, enrola-se no ouvido e torna-se num processo de nostalgia: como Leyland Kirby tão bem faz. E depois de mastigado, é digerido, processado por todas essas entranhas. É uma bomba como há muito tempo não ouvíamos. Um digno sucessor do magnífico “Modern Jester”.

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Sábado, 15 Julho, 2017

DREXCIYA Grava 4 2LP

€ 22,95 2LP (2017 reissue) Clone Aqualung Series

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15 anos desde a edição original deste álbum, já pela Clone, o último atribuído ao mítico projecto de Detroit. Pouco a acrescentar em relação a outros discos de Drexciya que comentámos antes, e isso significa muito claramente que não há redução no impacto deste som científico e – porque eles assim o inventaram – mitológico. A ligação às estrelas nunca se esbateu, no percurso de Drexciya, eles abriram um caminho directo para aspirações cósmicas e uma ideia até já antiga: alguém que não nós já andou por cá. Parece incoerente dizê-lo ao ouvir electro puro, mas a melancolia é forte nestes grooves. Muito bom recordar o single “Drexcyen REST Principle” e passa muito mais para nós do que o que é aparente nas batidas. Sempre fascinante.

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Sexta-feira, 14 Julho, 2017

JULIE BYRNE Rooms With Walls And Windows CD

€ 12,50 CD Basin Rock

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Quando saiu em 2014, “Rooms With Walls And Windows” chamou alguma atenção. O seu carácter despido, lo-fi, de guitarra e voz, realçam dois aspectos fortes de Julie Byrne. A sua voz foge das suas contemporâneas, transporta para momentos mais idílicos da folk, é verdade, mas há algo de extremamente maduro e grave no seu tom. E depois há a forma como toca guitarra, é um adorno constante da sua voz e, por vezes, uma pancada seca nos silêncios que se ouvem no seu primeiro álbum. Está tudo aqui. O que não está é o adorno que se ouviu neste ano em “Not Even Happiness”, onde refinou tudo isso e meteu mais do que janelas e paredes nas suas canções: são agora divisões completas. O título aqui reflecte com uma imagem a simplicidade do disco que a deu a conhecer ao mundo, mas não diz que as suas canções são mais do que isso. São. Há por aqui temas maravilhosos, “Prism Song” (é de caras uma das suas melhores canções), “Marmalade”, “Butter Lamb” ou “Emeralds”. Passou-nos ao lado em 2014, mas agora como todo o mundo estamos a descobrir uma das melhores escritoras de canções da actualidade. E ouvir isto agora faz-nos sentir abençoados, em menos de seis meses ficámos a conhecer dois discos inesquecíveis de Julie Byrne.

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Sexta-feira, 14 Julho, 2017

RICHARD H. KIRK Dasein CD / 2LP

€ 11,95 CD Intone

€ 21,50 2LP Intone

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Kirk regressa com material novo consequente, e diz|emo-lo sabendo que muito do que se escuta no álbum reinterpreta antigas ideias de Cabaret Voltaire (grupo de que foi elemento, desde sempre) e sintetiza outras boas ideias associadas ao som industrial, sem citações vãs. Na verdade, poucos como Richard H. Kirk teriam legitimidade para pisar este terreno sem constrangimentos. Oiçam a cena aficana a acontecer em “Radioactive Water”, nem sequer em consonância com os tempos mas, muito justamente, a puxar algumas coisas que Kirk já fazia como Sandoz nos anos 90. Depois, “Invasion Pretext” reinventa Cabaret Voltaire com ácido, guitarra fuzzy e baixo sintético. Bom álbum de músculo e sombras, sem qualquer ironia.

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Sexta-feira, 14 Julho, 2017

THE OTHER PEOPLE PLACE ft. MYSTIC TRIBE A.I. Sunday Night Live At the Laptop Cafe 12″

€ 10,50 12″ (2017 reissue) Clone Aqualung Series

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CAL010-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CAL010-2.mp3]

James Stinson e Sherard Ingram repartem em dois lados este disco de exaltação drexciyana, editado originalmente pela Clone em 2002, o mesmo ano da morte de Stinson e da paragem de Drexciya. The Other People Place (Stinson), no lado A, parece prolongar o que os Kraftwerk fizeram em “Neon Lights”, uma viagem nocturna pausada, quente e melancólica por uma cidade iluminada. Mystic Tribe A.I. (Ingram, também conhecido como DJ Stingray) grava “Telepathic Seduction”, uma faixa com todo o carinho e veludo que o melhor período Artificial Intelligence da IDM foi capaz de produzir. Baixo bem marcado e confortável, reverberação dub, breakbeats secos, tudo sob uma nuvem de ambiência impossível de ignorar.

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Sexta-feira, 14 Julho, 2017

IKONIKA Distractions CD / 2LP

€ 11,95 CD Hyperdub

€ 17,50 2LP Hyperdub

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Ikonika demorou quatro anos para entregar os treze temas de “Distractions”. Quatro anos em que apurou a sua produção musical e, importante para aqui, diversificou-a. “Distractions” é um álbum sem vergonha pela quantidade de estilos que explora (por vezes contrastantes). É uma tarefa arrojada e embora por vezes a distração leve a pensar que se está a ouvir um álbum diferente, ao fim de algumas audições percebe-se a linha narrativa de tudo isto. Cabe muita coisa, grime, dubstep, R&B, hip hop, soul, disco, funk (por vezes disfarça um Dam-Funk) e minimalismo. Há qualquer de iluminado e futurista no modo como aborda isto. É um disco muito Hyperdub e desafia as fronteiras do que podem ser os géneros como alguns discos e artistas da editora mostram tão bem (assim de repente, e fugindo aos óbvios, Dean Blunt & Inga Copeland e Jessy Lanza). Flui bem, tem aquela ponta de futuro que os clássicos da Hyperdub têm (os primeiros de Burial e Kode 9) e tem a vantagem de, no meio disto tudo, não soar a nada que consigamos ouvir em 2017. A diversidade aqui não é distração. É um texto bem montado com uma narrativa com princípio, meio e fim. Ikonika precisa é de ir a muitos lados para a contar: como os grandes discos que desafiam os estilos/géneros.

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Quarta-feira, 19 Abril, 2017

JULIE BYRNE Not Even Happiness CD / LP

€ 12,50 CD Basin Rock

€ 16,95 LP Basin Rock

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Editado no início deste ano, “Not Even Happiness” é uma das mais felizes descobertas de 2017. Passou-nos despercebido na altura do seu lançamento, mas agora estamos completamente rendidos. Não é o primeiro álbum de Julie Byrne, mas este tem tomado de arrombo quem o ouve. A voz de Byrne é cristalina e, contudo, carrega uma maturidade e um sonambulismo que são únicos e andavam algo ausentes com esta força no universo da folk há uns anos. Ela sabe como ocupar espaço com o seu som, a voz, as letras e a guitarra conseguem estar nas nuvens e na terra ao mesmo tempo. Transporta para outro lado, mas há uma permanente sensação de lucidez que é estonteante. Se há uns anos apareceu Angel Olsen, de certa forma com as mesmas promessas e realizações, em 2017 há Julie Byrne. Mas há mais candura aqui, um tacto e uma forma de respirar canções que cria laços com Leonard Cohen, Nico, Linda Perhacs e Vashti Bunyan. “Not Even Happiness” bate logo e bate também como sendo especial, único. É um dos grandes acontecimentos deste ano. Em breve receberemos o CD e a nova prensagem do vinil.

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Quinta-feira, 24 Novembro, 2016

ALAN McGEE Creation Stories: Riots, Raves and Running a Label LIVRO

€ 6,50 LIVRO Sidgwick & Jackson

paperback, 356 páginas, 13,1 x 19,6 cm.

“Creation Stories” acarreta aquele problema dos livros escritos pelos próprios intervenientes. Por outro lado, seria impossível contar a sua história sem Alan McGee. E é isso que aqui acontece, na primeira pessoa, desde a sua adolescência em Glasgow até à posteridade da Creation (e de McGee). Estamos a falar numa editora que no mesmo mês editou “Loveless” e “Screamadelica”. Os tempos eram outros e ler este “Creation Stories” conta mais sobre como a pop mudou nas últimas décadas e meia do que propriamente sobre os anos da Creation. Em mais de metade do livro há imensas histórias sobre viver com a corda ao pescoço, artistas que demoravam mais do que o desejado em estúdio e que quase levavam a editora à ruína. As histórias à volta de “Loveless” e das preciosidades de Kevin Shields são conhecidas, mas Alan McGee torna mais presente essa ideia de como o génio de alguém pode levar uma estrutura à falência. Não foi o único. Os Primal Scream arriscaram o mesmo a seguir a “Screamadelica”, na gravação de “Give Out But Don’t Give Up”. E no entretanto surgem os Oasis. Mas é também no momento em que surgem os Oasis que Alan McGee se retira um pouco, em que mais de uma década de abusos fazem com que os eu corpo e mente cedam. McGee está longe de escrever bem – é mesmo preciso realçar isso -, está constantemente a pedir desculpas usando os mesmos artifícios, está constantemente a cascar na Rough Trade e pelo meio conta como abriu portas para o shoegaze, porque é que os Ride ficaram péssimos, como acreditou nos Jesus & The Mary Chain e percebeu que era necessário um álbum que concentrasse tudo o que de bonito estava a acontecer em Manchester no final da década de 1980, inícios de 1990 (“Screamadelica”, para os mais distraídos). E também há os Oasis por aí e boas histórias de quando se juntou ao Labour Party. Ao ler fica-se com a sensação que houve momentos em que a Creation poderia ter dominado o mundo. Exagero, claro, mas quando se fala em álbuns como “Loveless” é incontornável pensar assim.

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