Quinta-feira, 10 Agosto, 2017

VERA DVALE & PSYKOVARIUS Udu LP

€ 12,50 LP Sex Tags Amfibia

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Disco muito presente desde que DJ Sotofett o tocou aqui na loja, há uns meses. Em tom com a presente necessidade de redução de velocidade e intensidade, na procura de um espaço exótico, arejado, mais livre, que alguns teóricos identificam, hoje em dia, como necessário para escapar de um bloqueio de ideias “ocidental”. Olha-se para trás (Retromania) e olha-se para fora (Xenomania). No entanto, os bons discos de evasão, como este “Udu”, catalogam-se a si próprios enquanto decorrem, deixando espaço na nossa cabeça para povoar as colinas sempre suaves na paisagem sonora. O nome Psykovarius é a rigor e instala a trip no sistema antes mesmo de esta começar. Belo, profundo e afectuoso álbum.

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Quinta-feira, 10 Agosto, 2017

NUNO CANAVARRO Plux Quba LP

€ 19,95 LP (2015 reissue) Drag City

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Infinita frustração quando esta reedição nos escapou em 2015. “Plux Quba”, de 1988, marcou não apenas a História da música electrónica composta por portugueses mas também tocou muitas sensibilidades além-fronteiras. Jim O’Rourke reeditava o álbum 10 anos depois, na Moikai, e passaram 17 anos adicionais até a Drag City acrescentar mais justiça ao mercado. Montagem de laboratório que parece convocar marcos fundamentais na música electrónica: new age, barroco, música concreta, industrial, minimal, cósmica, improvisada, sampling. É ainda uma experiência auditiva fascinante, procurarmos relacionar-nos com esta forma de ser português – ou tentativa de tornar irrelevante essa origem, talvez. O disco avança em faixas curtas que acabam por beneficiar o todo no sentido de lhe retirar algum peso conceptual que pudesse ter e que, por exemplo, se nota em “Música De Baixa Fidelidade”, de Tozé Ferreira” (não retirando mérito a esse álbum). “Plux Quba” é princípio, meio e fim de um exotismo português ainda sem paralelo. Essencial.

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Terça-feira, 1 Agosto, 2017

YOKO ONO / PLASTIC ONO BAND Feeling The Space CD / LP

€ 15,50 CD (2017 reissue) Secretly Canadian

€ 28,95 LP (2017 reissue) Secretly Canadian

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SC284-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC284-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC284-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC284-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC284-5.mp3]

“Feeling The Space” é uma pérola pop. Editado no mesmo ano que “Approximately Infinite Universe” (1973), Yoko Ono aqui assume total controlo da situação: produziu e escreveu todas as canções. O rock, a soul, o funk, o boogie, desaparecem para dar lugar a uma pop melosa com um pezinho na folk. Talvez em 1973 Yoko Ono tenha chegado atrasada à folk, mas se pensarmos que discos como “The Hissing of Summer Lawns” de Joni Mitchell foram lançados dois anos depois, percebe-se que ainda estava alinhada com o seu tempo e, muito provavelmente, à frente. Deste lote de três discos, “Feeling The Space” é aquele que é mais feminista, e um dos mais reivindicativos da sua carreira: nem que se vá só pelo título das canções, como “Woman Power”, “Angry Young Woman” ou “Straight Talk”. É um álbum fabuloso contra a opressão das mulheres, mas é também um maravilhoso por direito próprio quando alheado da consciência do que é cantado. Uma maravilha pop, delicada e visionária. Se fosse dito que era de 2017, acreditávamos.

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Terça-feira, 1 Agosto, 2017

YOKO ONO Approximately Infinite Universe CD / 2LP

€ 17,50 CD (2017 reissue) Secretly Canadian

€ 34,95 2LP (2017 reissue) Secretly Canadian

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SC283-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC283-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC283-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC283-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC283-5.mp3]

Primeiro álbum de 1973 para Yoko Ono, “Approximately Infinite Universe” é um disco mais ácido do que “Fly”, onde começa a estar mais visível – ou audível – os seus desejos revolucionários. Não é por acaso que se ouve “Join the revolution” em “Yang Yang”. Em termos de matéria é um disco mais rock’n’roll do que “Fly”, onde se sente a presença do rock/funk negro contemporâneo. O seu experimentalismo funciona aqui de forma diferente, entra em contenção com a liberação rock ouvida nos álbuns anteriores e tenta ser mais boogie. Há menos explosão nas guitarras mas as canções soam mais explosivas. É o seu poder reinvidicativo a entrar com toda a força.

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Terça-feira, 1 Agosto, 2017

YOKO ONO / PLASTIC ONO BAND Fly CD / 2LP

€ 17,50 2CD (2017 reissue) Secretly Canadian

€ 34,95 2LP (2017 reissue) Secretly Canadian

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SC282-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC282-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC282-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC282-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SC282-5.mp3]

“Fly” (1971) abre como “Midsummer New York”, tema que lança logo as cartas para o que se vai ouvir no resto do álbum: uma harmonia tremenda entre krautrock, psicadelismo, blues e soul. Percebe-se que Yoko Ono esteve a ouvir Led Zeppelin, Can e, se calhar, ainda estava a apanhar os Beatles de “Rubber Soul” e dos temas mais rock de “White Album”. Se olharmos para o disco anterior, “Yoko Ono/Plastic Ono Band”, “Fly” é uma pequena revolução, onde se sente uma Yoko Ono liberada e sem medo dos fantasmas em sua volta: “Mindtrain” revela a sua despreocupação com o sotaque e a atitude verdadeiramente musculada de brincar com a sua voz (dezassete minutos que são um encontro perfeito de tudo o que confluía no rock no início da década de 1970) . “Fly” é uma locomotiva em andamento, um álbum com tomates de quem procurava uma carreira a solo sem medos, sólida e com vontade de quebrar barreiras. Por vezes há um experimentalismo tosco, que à época provavelmente saberia a barroco, mas que hoje dá um prazer intenso descobrir ou redescobrir. Estava com os pés bem mais assentes na terra do que poderia parecer. E pronta a descolar.

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Terça-feira, 1 Agosto, 2017

SHABAZZ PALACES Quazarz vs The Jealous Machines CD / LP

€ 14,95 CD Sub Pop

€ 20,95 LP Sub Pop

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“The Jealous Machines” é Shabazz Palaces a fazerem hip hop via Drexciya. Sente-se o fundo do mar e a sensualidade dos beats, a leveza e sensualidade da lentidão do fundo do mar. Se considerarmos este Quazarz como um desmembramento das diversas linguagens de Shabazz Palaces, aqui entra a sua vontade de explorar ao máximo territórios desconhecidos na sua discografia. “The Jealous Machines” é um maravilhoso encontro entre o céu e a terra e talvez não fosse tão impactante se não existisse a ligação mais directa com o anterior universo que se pode ouvir em “Born On A Gangster Star”. No fundo, para irem para um lado, precisam de ir a outro: foi sempre assim com os Shabazz Palaces. Mas onde antes cabia tudo num disco, aqui separam em dois para existir uma clara distância. E funciona. As canções daqui não se poderiam misturar com as do outro álbum. E talvez “Julian’s Dream” nunca tivesse existido, a melhor canção que os Primal Scream nunca fizeram pós-“Screamadelica”.

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Terça-feira, 1 Agosto, 2017

SHABAZZ PALACES Quazarz: Born On A Gangster Star CD / LP

€ 14,95 CD Sub Pop

€ 20,95 LP Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SP1210-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-5.mp3]

Dos Shabazz Palaces espera-se sempre experimentação, o hip hop nunca foi bem hip hop com eles. Ou melhor é, na sua expressão mais livre e solta de convenções. De qualquer das formas, é isso que se espera deles: o inesperado. Quazarz é uma personagem fictícia no qual são construídos dois álbuns editados em simultâneo. Este “Born On A Gangster Star” é um álbum de beats mais escuros, com ligações ao jazz, feito com um arrojo que envergonharia Flying Lotus. A toada mais negra liga-se de forma mais directa aos primeiros EPs de Shabazz Palaces, sem o lado rude que os tornou tão pujantes, mas com a determinação e a frontalidade que já aí existiam (e que nunca deixou de existir): aqui mais trabalhada e clara.

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Sábado, 29 Julho, 2017

DJ HELL Zukunftsmusik CD

€ 12,95 CD Gigolo

[audio:http://www.flur.pt/mp3/GIGOLO302CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GIGOLO302CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GIGOLO302CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GIGOLO302CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/GIGOLO302CD-5.mp3]

“Teufelswerk”, em 2009, e “Ny Muscle” (2003) já eram, cada um à sua maneira, álbuns conceptuais, o primeiro a mostrar alguma nostalgia pela Alemanha da época dos Kraftwerk, o segundo pela fúria criativa pós-punk. “Zukunftsmusik” talvez seja um título demasiado ambicioso – “Música do Futuro” – para um disco que não parece ter argumentos suficientes para ser realmente futurista. Hoje em dia, muito complicado alguém reclamar esse título, sequer. No entanto, uma faixa como “I Want My Future Back” parece indicar uma genuína vontade, e não tanto uma afirmação arrogante. Entre electro de Carpenter, vocoder que agora não pode deixar de ser Daft Punk mas também, claro, Kraftwerk (“Wir Reiten Durch Die Nacht”), alguma contemplação nocturna, muito pouco techno, grande sentido dramático, o álbum insinua-se enquanto todo de uma forma que faz sentido. Isto é, estamos mesmo a ouvir um álbum pensado como tal e este revela onde está a cabeça de Hell nos tempos modernos. Elegante, como a capa.

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Sábado, 29 Julho, 2017

BOOMBASTIC CREW Automatic Sound Killer 7″

€ 7,50 7″ Partial Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PRTL7042-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRTL7042-2.mp3]

Nick Manasseh e Gil Cang juntos numa produção de 1990, segura no traço digital. Cang regressava a Inglaterra vindo de Nova Iorque, em 1990, e pouco tempo depois passava boa parte dos dias no estúdio de Manasseh. Groove suave mas rápido, se optarmos por seguir todas as batidas. Uma espécie de padrão genérico para um riddim que há-de soar bem por toda a eternidade. Zero voz, tudo ciência.


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Sábado, 29 Julho, 2017

RICCARDO SCHIRÒ Aqua MLP

€ 12,95 MLP Periodica

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PRD03-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRD03-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRD03-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRD03-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRD03-5.mp3]

O tema aquático neste disco nem sequer é muito presente, para lá dos títulos. Ou então Schirò escolheu simplesmente uma via de areia e cascalho em vez da habitual liquidez dos sons “aquáticos”. Em todo o caso, a música desenvolve-se quase por propulsão própria, tosca e, por isso, a soar incrivelmente bem. Numa zona de confluência entre Disco e House, acrescentada de respiração tropical, “Aqua” soa antigo como nenhum outro disco que nos lembramos de ouvir. Ponto. Arrojada forma de libertar um disco de dança no mundo. Lindo.

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Sábado, 29 Julho, 2017

JONNY NASH & SUZANNE KRAFT Passive Aggressive LP

€ 16,50 LP Melody As Truth

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MAT-8-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAT-8-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAT-8-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAT-8-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MAT-8-5.mp3]

Infinitas variações sobre motivos ambientais. Brian Eno muito presente, na escuta deste álbum, como um ponto zero a partir do qual passou a ser possível navegar estas águas. Se “Passive Aggressive” não parece, superficialmente, trazer novas sensações, tentem apenas deixar a música infiltrar-se no vosso ambiente interior. Pura classe, com momentos próximos do silêncio a preencherem muito bem o espaço entre os tons sintéticos de Kraft e o discreto dedilhar de guitarra de Nash.


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Sábado, 29 Julho, 2017

THE DEAD MAURIACS Beauté Des Mirages LP

€ 14,50 LP Discrepant

OUVIR / LISTEN:
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Duas faixas longas masterizadas e cortadas para vinil por Rashad Becker, garantindo boa qualidade sonora para este híbrido entre música concreta e ambientalismo exótico. Martin Denny, theremin, jazz, percussão latina, electrónica de laboratório, tudo entrelaçado numa colagem que recorda “Sylvie And Babs” dos Nurse With Wound, embora bem menos dadaísta. Deixar as faixas correr equivale a abrir hipótese para a surpresa constante, e se sentem alguma simpatia pela ideia de passeio na selva, a sua iconografia e ambiente, este disco é para vocês.


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Quarta-feira, 19 Abril, 2017

RYUICHI SAKAMOTO Thousand Knives / Plastic Bamboo 7″

€ 14,50 7″ (RSD 2017) Rush Hour JPN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RHSTOREJPN6-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RHSTOREJPN6-2.mp3]

Duas faixas retiradas do álbum “Thousand Knives” (1978), em cheio no actual interesse por grooves orientais e simultaneamente sinéticos, fortes em ambiência, romance e aventura (não exageramos). A sua actividade musical sempre seguiu paralela à de Yellow Magic Orchestra, a banda para a qual foi recrutado por Haruomi Hosono, e o que ouvimos na faixa-título deste single, e também no lado B “Plastic Bamboo”, corresponde à intenção original de YMO: exótica oriental cruzada com electrónica. Abriam-se portas, aqui, para um novo mundo, de facto, e uma fusão que não fazia mais que reconhecer a perfeita compatibilidade entre tradição e modernidade. Em simultâneo, no Ocidente, há muito que se reconhecia a importância das escalas orientais para o enriquecimento e a desformatação de músicos necessitados de perseguir outras vias. O jazz havia percebido isso, a escola minimalista também, até o rock, até os Beatles haviam percebido isso. Esta música de Sakamoto chega-nos, assim, como uma visão do outro lado do espelho: o extremo oriente a picar a Europa e até o Brasil para escrever linhas novas.

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Quarta-feira, 19 Abril, 2017

ERIC COPELAND Courtesy, Professionalism, Respect 2LP

€ 24,50 2LP L.I.E.S.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LIES093-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES093-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES093-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES093-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LIES093-5.mp3]

Eric Copeland continua a explorar as margens do techno de forma orgânica e muito pessoal. Alguma sensibilidade rock entra inesperadamente por aberturas discretas. Não falamos de guitarra mas sim de uma tonalidade distorcida, espécie de headbanging virtual. “Chinatown” é, na verdade, ghetto town, com a batida jack a ser tudo e todos. Todo o álbum se ocupa em dobrar regras da música de dança, mantendo suficiente matéria para a pista enquanto avança com outras coordenadas, que alguns de nós só apanharão bem mais à frente. Não é de todo um disco para audição casual e talvez sintetize – finalmente na perfeição – os mundos da produção DFA clássica e dos Black Dice no seu mais interventivo. Óptimo, desafiador, álbum.

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Sexta-feira, 2 Março, 2012

ATOM TM Cold Memories 2CD

€ 14,95 € 12,50 2CD Sähkö

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SAHKO026-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SAHKO026-2.mp3]

De regresso a 1994, quando Uwe Schmidt inaugurava a editora Rather Interesting para produções suas que, efectivamente, revolucionaram o que aconteceu a seguir ao techno. Na verdade foi uma revolução solitária porque, durante a melhor fase da editora (até 97-98), ninguém conseguia remotamente soar como Atom Heart e os seus múltiplos projectos. A música que escutamos em “Cold Memories” foi reunida nesse ano de 94 para uma apresentação pública de 2 horas em que algumas faixas já editadas se misturavam com som inédito de Schmidt. Apenas em 2012 é concretizado um disco (dividido em duas partes) com este material agora comparado ao segundo “Selected Ambient Works” de Aphex Twin (também de 1994) como indicador vital da cena pós-techno ainda sem a designação negativa de “chill out”. Dada a natureza ambiental deste conjunto de música, não encontramos nem o arrojo conceptual nem a liberdade musical vanguardista de muitos dos títulos da Rather Interesting, mas tem de ficar claro que isto é uma proposta diferente. O som mais limpo e linear transporta na mesma todos os genes de Atom Heart, infinitamente reproduzidos e recombinados por si próprio. “Cold Memories” funciona como uma mixtape que, como as melhores, suga o ouvinte para dentro de uma narrativa que, neste caso, é também um muito confortável ponto de descanso com vista larga para o horizonte igualmente largo. Terá cumprido a sua função no Museu de Arte Moderna em Helsínquia em 1994? Não temos qualquer dúvida.

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