Quinta-feira, 17 Janeiro, 2019

STEVE GUNN The Unseen in Between CD / LP

€ 12,50 CD Matador

€ 27,50 LP Matador

De álbum para álbum cresce a sensação de que Steve Gunn é um cowboy urbano, um dos últimos “drugstore cowboys”, reinventando a palestra de todos os singers-songwriters que vieram antes dele: e podemos chamar Fred Neil, ele vem ao barulho neste “The Unseen In Between”. A Rolling Stone faz o apelo esta semana de que Steve Gunn é o segredo mais bem guardado do rock. Será ainda um segredo? Steve Gunn surgiu nos já longínquos GHQ (com Marcia Bassett e Pete Nolan) e começámos a ouvi-lo a solo há uma década, mais coisa menos coisa. Inúmeros discos depois a Matador encontrou-o. Já tinha colaborado com Mike Cooper num belo disco gravado em Lisboa; já tinha muitos quilómetros de estrada, com inúmeros músicos (tocava na banda de Kurt Vile), nos mais diversos projectos, a maior parte deles eram seus. Steve Gunn continua esse “segredo bem guardado” porque se calhar não gosta das luzes da ribalta, se calhar gosta de como a liberdade do não estar lá lhe permite uma série de coisas: como fazer digressões com os amigos, andar na estrada como um cowboy. “The Unseen In Between” tem um Steve Gunn com mais voz do que nunca, canta mais, a sua voz liberta-se. A guitarra continua igual, continua, infinita, numa elaborada corrida e linguagem que só Gunn consegue. Mas com a voz de Gunn liberta de amarras ganha uma nova vida – a guitarra, a sua música – e as suas músicas ganham as características para Gunn finalmente sair da sombra, estar na ribalta. E se é agora, com este disco, compreende-se perfeitamente. É aqui que Steve Gunn se levanta e se diz pronto para enfrentar os grandes. As lendas são feitas disto.


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Quinta-feira, 18 Outubro, 2018

KURT VILE Bottle It In CD / 2LP

€ 11,95 CD Matador

€ 27,95 2LP (blue vinyl) Matador

OUVIR / LISTEN:
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Ouvir Kurt Vile no seu tempo – ou seja, AGORA – é revelador de como nuvens de “indie” ou de cantautorismo por vezes anulam o óbvio. Kurt Vile é um Tom Petty do seu tempo. Sem exagero. Talvez não haja power-rock, potencial para encher estádios, mas o modo como explora a sua América, as suas afinidades, inocências, distrações, momentos da vida, regem-se pela mesma narrativa de Petty. “Bottle It In” é o sétimo álbum a solo de Kurt Vile e chegámos a ele, ou seja, a este número, “sete”, quase sem dar por isso. Parte disso deve-se a um corpo de canções absolutamente sólido, uma narrativa contínua de escrita de canções, uma forma de entregar histórias que se assemelham àquela última narrativa de um singer-songwriter: no fundo, estamos sempre à espera que Kurt Vile falhe, que vá às trevas. Mas não. Talvez vá às trevas, mas não de forma óbvia (“Bassackwards”), ou talvez não e a mesma “Bassackwards” seja uma rota tangente disso: ou até algo distante. Vivemos noutro tempo neste novo lote de músicas de Kurt Vile, mas vivemos dentro do universo de Kurt Vile. Mas oiçam, oiçam com atenção, e vejam se os cores de “One Trick Ponies” não trazem Tom Petty à memória. Não há vergonha nisso. Bem pelo contrário.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

BODY/HEAD The Switch CD / LP

€ 12,50 CD Matador

€ 27,95 LP Matador

Duas guitarras (Bill Nace e Kim Gordon) e a voz de Kim na mistura, em ocasiões. Encontro baseado na espontaneidade, ambas as partes como que tacteando o espaço, oscilando entre estados profundamente meditativos, em que o som das guitarras se prolonga para além da intervenção humana, e mantras arranhados de distorção e neura. Formas livres, especialmente acintosas em “Change My Brain”, um título que pode equivaler a uma declaração de intenções. Qualquer coisa muda, de facto, no cérebro. O corpo segue-o. Disco difícil, contemplativo e fora de órbita.


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Segunda-feira, 25 Junho, 2018

YO LA TENGO Electr-O-Pura LP

€ 16,50 LP Matador

OUVIR / LISTEN:
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Quinta-feira, 22 Março, 2018

LUCY DACUS Historian CD / LP

€ 12,50 CD Matador

€ 23,95 LP Matador

OUVIR / LISTEN:
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Ao segundo álbum, Lucy Dacus aprofunda um estado de pura inflexão no seu papel na sociedade. “Historian” é um álbum que contesta as formas rock que normalmente se associam a este tipo de canção / formato e as letras de Dacus exacerbam um estado de constante descoberta e redescoberta, uma redenção à sabotagem das coisas que estão em seu redor: há uma força incomum no modo como se coloca de fora nas suas narrativas. Sem uma voz particularmente notável, a força – percebe ela, percebemos nós – vem das letras e no modo como constrói os seus instrumentais, evitando formas certinhas e reinventando um estado-Breeders em 2018.

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Quinta-feira, 22 Março, 2018

YO LA TENGO There’s A Riot Going On CD / 2LP

€ 12,50CD Matador

€ 28,50 2LP Matador

OUVIR / LISTEN:
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Quarta-feira, 15 Junho, 2016

STEVE GUNN Eyes On The Lines CD / LP

€ 12,95 CD Matador

€ 28,95 LP Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE-1090-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1090-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1090-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1090-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1090-5.mp3]


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Sexta-feira, 26 Fevereiro, 2016

SAVAGES Adore Life CD / LP

€ 12,95 CD Matador

€ 23,95 LP Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE-1076-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1076-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1076-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1076-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1076-5.mp3]

Em princípio, tudo nas Savages remete para qualquer outra coisa, sejam moves de Ian Curtis, voz de Siouxsie, guitarras indie/goth dos 80s, look dark de época. Mas sem surpresa, é a força da música e das canções que faz obliterar qualquer obstáculo teórico / estético. “Adore Life”, o título, parece quase contraditório com a aura sombria que a banda, a priori, transporta. Mas o movimento ascendente do punho cerrado na capa é de significado positivo, celebrando uma energia vital que, ninguém pode negar, se sente em todos os momentos do álbum. Quando as Savages visitaram a loja após terem tocado no Lux, em 2015, o nosso comentário sobre as referências, terminado com “mas… a música é do caraças” (citamos de memória), elas sorriem e dizem que esperam que seja algo mais. Genericamente, “Adore Life” é mais rápido e mais furioso do que o álbum anterior, isso resulta em maior pujança rock e também num sentido urgente de comunicação que a banda transmite. No mundo gótico ideal, é na repetição incessante da palavra “Evil” (na canção com o mesmo nome) que o suco vital é absorvido. Outras passagens mais espectrais como “Adore” servem como fundação (sólida, sim) para esse momento simbólico de catarse: “Evil’s on the other side, I will never let you down”. Bom.

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Quinta-feira, 24 Setembro, 2015

YO LA TENGO Stuff Like That There CD / LP

€ 12,50 CD Matador

€ 23,50 LP Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE-1079-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1079-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1079-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1079-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1079-2-5.mp3]

Ao longo da sua extensa carreira os Yo La Tengo nunca pareceram velhos. Melhor do que isso, nunca fizeram com que o seu som soasse a velho e, em cima disso, os álbuns do passado continuam a ter uma frescura hoje como tinham há muitos anos. É talento e uma certa homogeneidade naquilo que sempre procuraram com o seu setup básico. Em cima disso procuraram regularmente construir conceitos em volta de alguns álbuns e por vezes trabalhar em cima desses conceitos. “Stuff Like That There” é um desses álbuns, uma espécie de sequela de “Fakebook”, álbum em que faziam algumas covers e tocavam algumas das canções de um modo novo. Quase celebrando os 25 anos desde esse maravilhoso acontecimento, os Yo La Tengo voltam a fazer disco semelhante, com covers (nove), reconstruções de canções do passado (três) e duas canções novas. Soa a um álbum de Yo La Tengo da última década e picos, com uma calma e um controlo disso abismal. “Stuff Like That There” por vezes quase que soa a um disco ambiental, uma espécie de conjunto de canções de embalar em que facilmente nos abstraímos das vozes para nos deixarmos levar pelas ondas calmas dos instrumentos. E o melhor é que fazem parecer tudo simples. Mas já se sabe que não é (basta ouvir “Friday I’m In Love”).

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Quinta-feira, 24 Setembro, 2015

KURT VILE B´lieve I´m Goin (Deep) Down… CD / 2LP / 3LP

€ 12,50 CD Matador

€ 28,50 2LP Matador

€ 37,50 3LP Deluxe (+ mp3, poster) Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE-1033-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1033-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1033-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1033-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1033-2-5.mp3]

Kurt Vile deu um passo arriscado com “Walking On A Pretty Daze”. Não pela distância que existia em relação ao seu passado, mas a construção de canções mais longas, lembrando Neil Young mais do que nunca (algo cuja duração contribuía, mas não só) e um sentimento mais solto nas canções deixavam acreditar que Vile poderia seguir esse caminho. “B’lieve I’m Going Down…” é um corte com isso. Não um mau corte, mas um corte. As canções continuam com um pendor solto, mas há uma fixação maior por ritmos e pela procura de lugares próximos de uma canção pop, procurando menos a tradição e abraçando uma certa convenção. E já se adivinhava que Kurt Vile sabia-o fazer bem, mas até agora ainda não tinha mostrado um comprometimento tão grande a esta causa. Mas aqui fá-lo com um tom bem mais certinho (obviamente não perdendo o tom geral esgazeado das suas canções), longe da conformidade, e que ao fim de algumas audições nos convence que está no caminho certo. Nós é que esperávamos mais do mesmo. Burros. (Se adoram edições que impressionam, dêem atenção ao magnífico triplo LP.)

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Quinta-feira, 6 Agosto, 2015

DARKSIDE Psychic Live DVD

€ 18,50 DVD Matador

Amanhã, dia 12 de Setembro, faz exactamente um ano que os Darkside deram o seu último concerto. A mensagem que anunciou o fim do duo, umas semanas antes, não foi clara nas suas intenções e despediram-se dizendo “por agora”. Não convém dizer nunca, claro. Olhando para trás vemos um outro lado de Nicolas Jaar, algo surpreendente tendo em conta o seu álbum platinado – não há semana que não vendamos um “Space Is Only Noise”, espantem-se! Darkside – escrito em maiúsculas – existiu durante muito tempo como projecto até, finalmente, em 2013, “Psychic” imprimir o seu nome na indústria. A 21 de Março de 2014, em Nantes, perante o esforço do canal Arte e do site La Blogothèque, os Darkside deram um concerto no Stereolux. São quase duas horas de concerto onde quase todo o álbum “Psychic” é revisitado e transformado, deixando claro como Nicolas Jaar e Dave Herrington sempre olharam para a sua matéria sonora. Para quem quer e precisa de um documento espontâneo, nada melhor que ter este DVD que, dentro de dias, será uma preciosidade: há apenas 1000 cópias, a Matador já nem os tem, e não nos peçam mais milagres do que estes exemplares que conseguimos desencantar.

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Quinta-feira, 23 Outubro, 2014

THURSTON MOORE The Best Day CD / 2LP

€ 12,50 CD Matador

€ 22,95 2LP (gatefold) Matador

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O melhor elogio que se pode fazer a “The Best Day” é o de que facilmente se confunde com um disco de Sonic Youth. É o sucessor de “Demolished Thoughts”, um óptimo disco em nome próprio de Thurston Moore, e aquele em que sentimos que se calhar perdeu a timidez de assumir na totalidade o não-problema em seguir sem fim o som dos Sonic Youth na sua carreira a solo ou paralela: porque o mesmo já havia acontecido com os Chelsea Light Moving, mas não de uma forma tão bem conseguida. Talvez ajude o facto de aqui partipar Steve Shelley na bateria e de ainda contar com a ajuda de James Sedwards (Nought) e de Deb Googe (My Bloody Valentine) e da formação seguir mais o ritmo ao qual Moore nos habituou ao longo de anos de carreira. Entre temas mais longos (começa logo os oito minutos da brilhante “Speak To The Wild”) e alguns mais curtos, “The Best Day” soa mesmo a um disco que existe para arrumar as boas ideias que Moore teve desde o final dos Sonic Youth e não um desvio de ressaca. Tínhamos saudades.

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Quarta-feira, 22 Outubro, 2014

PERFUME GENIUS Too Bright CD

€ 12,50 CD Matador

€ 22,95 LP Matador


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Quarta-feira, 17 Julho, 2013

SAVAGES Silence Yourself CD

€ 11,95 CD Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE-1036-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1036-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1036-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1036-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-1036-2-5.mp3]


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Terça-feira, 4 Junho, 2013

QUEENS OF THE STONE AGE Like Clockwork CD / 2LP

€ 12,50 CD Matador

€ 22,95 2LP Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE1040-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1040-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1040-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1040-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE1040-5.mp3]

Nunca esperámos que os Queens demorassem seis longos anos a dar um sucessor a “Era Vulgaris”, de 2007. Mas talvez tivesse sido importante a pausa – será que foi mesmo uma pausa quando houve o super trio fantástico Them Crooked Vultures? – para dar um pequeno coice nos álbuns. É limitativo, to say the least, viver a suspirar pela perfeição de “Rated R” ou “Songs For The Deaf”, mas o que podemos fazer nós, fãs exigentes da banda? Restou esperar por mais um acto imponente desta ideia rock de Josh Homme, uma ideia aberta quase por doutrina a muitos músicos. Mark Lanegan ou James Lavelle aparecem na lista de escritores para este “… Like Clockwork”, mas o ADN original, primário, está cá todo, e por isso muito pouco muda daquilo que queríamos nesta versão dos Queens Of The Stone Age. O poder de fogo continua imperturbável, o rock continua demolidor, mesmo quando tem por missão acompanhar canções que parecem demasiado fáceis para a electricidade. Este equilíbrio é uma das coisas mais bonitas neste álbum (e nos Queens), e não nos lembramos de alguém com tamanho poder para descarnar melodias sem nunca perderem toda a sua sensualidade. Embora esteja cá tudo, não está cá tudo. Perceberam? Mesmo assim, este parece ser o mais próximo de 2000-2002 que conseguimos chegar até hoje.

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Quarta-feira, 1 Maio, 2013

KURT VILE Wakin On A Pretty Daze CD / 2LP + mp3

€ 12,50 CD Matador

€ 18,95 2LP + mp3 Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE-998-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-998-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-998-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-998-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE-998-2-5.mp3]

Em cerca de cinco anos Kurt Vile editou cinco longa-duração. Prolífico, mas acima de tudo um dos melhores escritores de canções norte-americano com uma veia de Neil Young. Agarra-se à tradição, mas à medida que os anos passam tem encontrado o seu lugar e é por isso que subsiste ainda hoje com uma garra e uma inventividade impressionantes. “Wakin On A Pretty Daze” é uma viagem quase-psicadélica com frequências que nos fazem lembrar os Galaxie 500 e uma imprevisibilidade que recorda como deve ser alguns momentos dos Grateful Dead. Composto por alguns temas longos, neste seu quarto disco na Matador arriscou sair do conforto criado com “Smoke Ring For My Halo” e apostou em composições com uma sensação de recta em auto-estrada que por vezes faz lembrar a electrónica dos Kraftwerk sem a electrónica (“Was All Talk”). Mais de uma hora de canções de estrada, disco perfeito para conduzir (é raro aparecer-nos um com uma voz do nosso presente) e com o carisma tímido-presente de Vile que tem tanto de fascinante como redentor. Depois de ouvir isto é impossível duvidar que ele é o maior.

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Sexta-feira, 25 Janeiro, 2013

YO LA TENGO Fade CD / LP+7″

€ 12,95 CD Matador

€ 18,95 LP+7″ Matador (Ed. Limitada)

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE994-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE994-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE994-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE994-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE994-2-5.mp3]

Podíamos tentar saber, mas não vamos fazê-lo. Não sabemos o número de discos que os Yo La Tengo já editaram, mas temos a certeza de que são mais do que uma dezena. “Fade” é mais um, mas mais um disco dos Yo La Tengo é sempre motivo para celebrar. Soa a cliché, mas eles conseguiram conquistar aquele lugar onde poucas bandas do universo rock estão (assim de repente, lembramo-nos de Sonic Youth, só), em que cada disco é um valor seguro, porque sabemos que não vai ser mau. Já não há idade para ser inovador ou explosivo, mas há talento para fazer sempre grandes canções e encher-nos o coração com uma espécie de nostalgia teen. E, outra coisa, os Yo La Tengo nunca fizeram um disco abaixo do bom. Porque não os fazem por rotina, mas quando têm canções para mostrar. E “Fade” é mais um capítulo cheio dessas canções para serem mostradas. Seja a abertura com “Ohm” que mata saudade por discos do passado, ou logo a seguir “Is That Enought” num registo bem diferente e bastante mais limpinho e arranjadinho. Mas Yo La Tengo é isso. A próxima canção é sempre inesperada. Mas estamos à espera disso. E também que seja sempre bom.

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Segunda-feira, 21 Janeiro, 2013

CAT POWER Speaking For Trees CD+DVD

€ 13,95 CD+DVD Matador (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

Eis uma boa notícia: disponível novamente em loja a edição especial (limitada, em 2004) de «Speaking For Trees», contendo como complemento ao disco um vídeo de Mark Borthwick, filmado algures no norte do estado de Nova Iorque em 2002. E esta é mesmo a edição que interessa e é fundamental ter: largada aos elementos, Chan Marshall em guitarra eléctrica discorre a sua visão circular da música por cerca de 3 dezenas de canções como se fosse um único e longo suspiro inspirador, seguindo o Sol até desaparecer no fim do crespúsculo. Sozinha, no centro de um plano único, com as árvores, cigarras e vento como companheiros, Cat Power constrói as suas canções e versões (Dylan, Ellington, Chilton) com o ar confessional e intimista de «Covers Record», muitos anos antes da redenção do recente «Jukebox». É por isso o mais frontal registo da sua música, como se estivessemos a presenciar o exacto nascimento das suas inspirações e canções, com Chan em total hipnose e celebração libertária, com o adjectivo ‘telúrico” a ganhar aqui a sua verdadeira génese. Como complemento ao complemento, há ainda três vídeos para «Maybe Not», «Free» e «Half Of You», de «You Are Free» (2003). Mas a desculpa principal desta edição são ainda os 18 minutos que se extraíram das sessões de «You Are Fre», com M Ward em guitarra. Uma edição vencedora, portanto. E essencial para os que deixaram este disco escapar há quatro anos.


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Quinta-feira, 13 Setembro, 2012

CAT POWER Sun CD

€ 11,50 CD Matador  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OLE7732-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE7732-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ OLE7732-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE7732-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OLE7732-5.mp3]

Há um corte implícito em “Sun”, para além do corte explícito – o seu cabelo, quase uma marca própria; poucas franjas terão sido tão icónicas no mundo indie como a dela. Passados muitos anos desde “The Greatest”, e quase uma década de “You Are Free”, este pode ser o disco que mostra até onde poderá ir a carreira de Chan Marshall. Isto se todos nós deixarmos de suspirar pela folk que, drasticamente, parece arredada da sua música. “Sun” é um álbum pop – não haverá outra maneira de entregar a notícia. E, para que uma primeira surpresa nos deixe arrebatados, há muita electrónica neste disco, e um trabalho de produção de Philippe Zdar – o homem de Motorbass, imaginem. As canções mostram a sua vida nos últimos tempos – e muita coisa aconteceu em seis anos -, e o punch de quase todas delas é bem violento, mesmo que haja um certo veludo digital que pareça atenuar a força. Talvez seja um mundo de entrada difícil para quem tem o seu passado nas suas preferências, mas esta nova matéria pode ser tão luminosa quanto o melhor que lhe conhecemos, sobretudo porque ouvimos claramente como o futuro pode ser um sítio bom para irmos depois de um passado em que a dor foi companhia. Um corajoso álbum, sim, mas ele é bem mais que isso.


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Quinta-feira, 5 Abril, 2012

LEE RANALDO Between The Times And The Tides CD

€ 14,95 CD Matador

[audio:http://www.flur.pt/mp3//OLE-980-2-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3//OLE-980-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3//OLE-980-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3//OLE-980-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3//OLE-980-2-5.mp3]

Primeiro foi Thurston Moore com “Demolished Thoughts”, agora é Lee Ranaldo com um álbum de canções que é um pouco inesperado na linha do trabalho a solo a que o músico nos tem habituado. De lado está toda uma costela experimental, e apesar de em “Between The Times And The Tides” contar com a presença de gente como Nels Cline, Alan Licht, John Medeski, Irwin Menken, Steve Shelley, Jim O’Rourke e Bob Bert (não é tudo junto, mas são colaborações que surgem ao longo do álbum), o caminho seguido é bastante certinho, com um significado pop que encontramos por vezes nos Sonic Youth mas que surpreende sempre que vemos um dos seus nomes a solo praticá-lo (até porque não é isso a que nos habituaram). E “Between The Times And Tides” tem uma mão cheia de canções surpreendentes, aquelas delícias que raramente encontramos noutros álbuns pop/rock da actualidade e ainda menos em alguns novos nomes que vão surgindo.


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