DR. HOOK
When You´re In Love With A Beautiful Woman + Clyde
7″ EMI Electrola – 2.50 eur Exemplares originais de 1979 em muito bom estadoESGOTADO
LINDSEY BUCKINGHAM
Trouble + That’s How We Do it In L.A.
7″ Mercury / Phonogram – 4 eur Exemplares originais de 1981 em excelente estadoESGOTADO
Qualquer coisa de irresistível em encontrar o groove num meio onde tradicionalmente não parece existir. O soft rock dos 70s e 80s é tido, à superfície, como género desinteressante de música adulta para embalar vidas comuns, mas quem se dedica a investigar essas décadas à procura do beat perfeito sabe que é nesses discos que frequentemente se encontra o compromisso transcendente entre romance e groove.
Dr. Hook dominaram o seu género com canções genéricas e uma aura que, nas ilhas britânicas, facilmente seria catalogada de pub rock. Sem entrar na discografia (vasta) da banda, é precisamente o preconceito superficial que nos afasta dos seus discos. No entanto, um single como “When You’re In Love With A Beautiful Woman” / “Clyde” parece quase perfeito: soft rock cruzado com Disco no lado A para uma constatação preocupada – quem se apaixona por uma mulher bonita tem a vida difícil (”You know it’s hard”). “Clyde” prossegue o beat Disco, a voz tem claramente barba, os breaks com guitarra têm músculo, impossível de ignorar se andam a gostar de tudo o que aconteceu depois de Map Of Africa.
Tal como Dr. Hook, Fleetwood Mac conheceram estrelato à escala mundial, com e sem Peter Green (um dos seus elementos mais consequentes, a solo, embora tenha sido claramente Stevie Nicks a melhor sucedida comercialmente). Lindsey Buckingham foi escolhido para a banda por Mick Fleetwood, que ouviu uma canção sua com Stevie Nicks. Buckingham e Nicks eram um casal e a condição foi entrarem juntos para os Fleetwood Mac. Foi assim. Muito mais à frente, depois da longa tournée de “Tusk” e depois do primeiro álbum a solo de Stevie Nicks, Buckingham grava “Law And Order” em 1981. Desse álbum saiu o iluminado “Trouble”, cujo refrão é pura magia baleárica. A letra está carregada de melancolia amorosa, cenário perfeito para esta canção pop universal com coros sempre a reforçar os sarilhos em que o narrador se encontra. Muito bom. Edições alemãs de ambos os discos.
HAMILTON BOHANNON
Cut Loose + The Beat (Part Two)
12″ Mercury - 8 eur Exemplares originais de 1979 em excelente estado ESGOTADO!
De um modo ainda insuspeito, o beat de Bohannon antecipava a house ainda na década de 70. Se o mesmo se pode dizer de outros produtores seus contemporâneos conotados com a cena Disco, o facto de Bohannon ser percussionista reforça a complexidade rítmica na sua música. Oiçam “Cut Loose” para uma experiência que, na base e na essência, é já a “funky house” tão popular (e simplificada) nos anos 90. A sua incrível produção de groove tinha de ter títulos como “The Groove Machine”, “Spread The Groove Around”, “The Groove I Feel” ou, fácil, “The Beat”. A parte 1 deste último (de 1975/76) é um dos ritmos mais carismáticos de Bohannon, ainda por cima completo com a sua voz a proclamar “Here comes Bohannon!”. Retomada em 1978/79 para uma parte 2, esta faixa ganha mais baixo e mais sujidade, mais minutos, também mais uma voz (feminina) a empurrar para a pista de dança. O ritmo está abaixo das 100 BPM, mas o modo como foi elaborado sugere bastante mais velocidade, como os jogos ópticos em que vemos uma coisa mas, mudando de posição física ou mental, passamos a ver outra.
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ABC
When Smokey Sings (The Miami Mix) + Chicago (parts I & II)
12″ Mercury – 5 eur Exemplares originais de 1987 em excelente estado
BEATMASTERS WITH PP ARNOLD
Burn It Up + Acid Burn
12″ Rhythm King – 6 eur Exemplares originais de 1988 em excelente estado
Dois óptimos exemplos de como a Inglaterra se enamorou pelo novo som house de Chicago no final da década de 80.
Uma das fontes, a mais improvável talvez, é uma das mais geniais bandas pop inglesas no início dessa década: ABC. Sendo – digamos – um grupo de dança – não se estranha que, em 1987, adoptassem o groove house para traduzir as suas canções num formato contemporâneo. O lado A não tem muita história, é o lado B que interessa: “Chicago parts 1 & 2″, um instrumental house com a linha de baixo característica da época, um toque de rave inglesa e um ambiente capaz de deixar toda a gente feliz ainda hoje. Como extra, factor jack adicional! Dica do Bros, muito obrigado!
Um ano mais tarde, Beatmasters gravam o hino acid-house quase perfeito com PP Arnold. House funky, tem piano q.b., coros como os Happy Mondays. A letra diz coisas como “People of today gotta work it all out, hey come on people, don’t let the fire burn out”. De novo atenção especial dedicada ao lado B, “Acid Burn”, versão descarnada do original com apenas um pouco de voz para incitar quem precisa e uma linha ácida constante, ondulante, que nunca fica agressiva e segura a música num território bad ass que complementa na perfeição o lado A. Grande, a 115 BPM!
ARCADE FIRE Suburbs
CD Mercury (disponível em 8 capas diferentes)-15.95 eur 2LP Mercury – 24.50 eur – Disponível na próxima semana
Com as devidas distâncias adequadas a uma década, os Arcade Fire estavam para os 00s como uns Radiohead nos 1990s. Devidas distâncias porque a nível de inovação no universo mainstream da pop/rock não há comparação possível (os Radiohead foram e serão sempre mais influentes); mas há um carácter épico de satisfação de multidões que é comum às duas bandas. E de um certo modo, conseguiram atrair o público numa escala global, da mesma forma que, vá lá, os dEUS fizeram por cá a uma outra geração. “The Suburbs” é o terceiro álbum, depois do fenómeno “Funeral” e de “Neon Bible”, e é um álbum que soa ao fecho de um ciclo. O som dos Arcade Fire continua distinto do restante universo pop/rock, há, de facto, uma proporção épica nas suas canções que muitos se esforçam por alcançar, mas só eles conseguem exprimi-la de um modo eficaz em canções de 3/4 minutos. Este é também um disco muito mais conceptual, em volta dos subúrbios e do imaginário – sobretudo da América do norte – que os rodeia, como espaço de conflito, desgaste e revolta adolescente, mas também de inspiração e influência geracional. Poderia ser um disco demasiado fechado, mas é difícil encontrar uma canção que siga um esquema semelhante a outra, ou alguma que não revele uma influência diferente (especial atenção para a genial “Suburban War”, a piscar o olho a Springsteen). E do mesmo modo como se distanciaram dos subúrbios, todos iguais, os Arcade Fire decidiram desenvolver a capa em oito versões com cores diferenciadas e temos quatro dessas oito disponíveis.
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FLUR Discos
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metro: Santa Apolónia
bus: 12-28-35-706-745-759-781-794