Terça-feira, 29 Novembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING Inventions For Electric Guitar LP

€ 23,50 LP (2016 reissue) MG.Art

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MGART901-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART901-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART901-3.mp3]

Gravado em 1975, “Inventions For Electric Guitar” é o primeiro álbum a solo de Manuel Göttsching, que na altura surgiu ainda com o nome Ash Ra Tempel. Tal como “New Age Of Earth”, do qual falámos na semana passada, “Inventions For Electric Guitar” é um álbum à frente do seu tempo, que explora de forma impressionante as potencialidades da guitarra eléctrica. A marca de Göttsching é a habitual, é redentora a forma como usa o instrumento e lhe dá uma progressão cósmica que em 2016 podemos dizer que é patenteada pelo músico. Seja numa aventura mais ficção científica, como “Echo Waves” ou na viagem planante de “Quasarsphere”, lembrando um Vangelis mais contido ou um Brian Eno no seu “Ambient 1”. O que separa Göttsching dos outros é a sua visão e o carácter definitivo que a sua música tem, como se aquilo que conseguiu nos seus melhores álbuns fosse uma concretização da perfeição. Ele sabia de certeza o que estava a fazer. Agora, 41 anos depois, “Inventions For Electric Guitar” continua a ser trabalho de um génio.

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Sábado, 24 Setembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING E2-E4 – 35th Anniversary Edition LP

€ 23,50 LP (2016 repress) MG.ART

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MGART904-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART904-2.mp3]

Como muitas outras peças de música, resultou de uma sessão privada que por acaso ficou gravada. Göttsching podia não ter registado este mantra de 59 minutos e simplesmente ter disfrutado no seu momento de iluminação da incrível elevação que esta música proporciona. Tudo aconteceu em casa, depois do regresso de uma tournée com Klaus Schulze, mas o alcance foi global. Em 2006, James Murphy (LCD Soundsystem) gravou «45:33» para a Nike e a justificação mais comum que ele próprio deu para ter aceite o convite foi que este era uma excelente oportunidade para fazer algo parecido ao que Manuel Göttsching havia feito com «E2-E4». Também em 2006, Joe Clausell intervém sobre originais de MG; no final de 2005, Prins Thomas chama simplesmente «Goettsching» a uma faixa; antes ainda, em 1989, surge a que é tida como primeira homenagem a «E2-E4», gravada em Itália por Sueño Latino (comum em produções italianas da época fazerem-se versões de clássicos da electrónica como Jean-Michel Jarre ou Vangelis) e revista em 91/92 por Carl Craig e Derrick May em Detroit. Vinte anos antes, em 1971, Göttsching gravava o primeiro álbum com Harmut Enke e Klaus Schulze sob o nome Ash Ra Tempel, durante toda a década de 70 uma referência constante na Música Cósmica produzida na Alemanha, apesar de o último álbum com esse nome ser de 1973. Os elementos dispersaram-se, alguns (incluindo MG) continuaram como Ashra e em projectos a solo.
MG grava em 1975 «Inventions For Electric Guitar» em seu nome e, mais pequeno, Ash Ra Tempel VI porque era o sexto álbum no conjunto da obra. Dois anos depois estreava o Episódio IV da saga «Star Wars» e o nome de R2D2 ficou para sempre como a base teórica para o título de «E2-E4», na verdade a jogada de abertura mais comum no xadrez. No final do seu contrato com a Virgin, Göttsching reconhecia que seria difícil editar o disco e, em 1982, o melhor que conseguiu foi uma reacção entusiástica de Richard Branson, entretanto desligado da Virgin-editora. «E2-E4» seria editado apenas em 1984, em LP, e só em 1990, com a edição em CD, a música foi realmente apreciada tal como tinha sido gravada: de uma só vez. Um take apenas e estava feito o mantra perfeito para todas as festas house, techno e trance que proliferaram nos anos 90. A densidade de textura, ambiência, o ritmo sugerido, são ainda hoje pilares que aguentam esta música em qualquer circunstância sem que se note sequer a idade, já que a electrónica utilizada não revela datação concreta. Como guitarrista, MG escolhe intervir apenas aos 30 minutos. Demorou tempo a convencer-se de que podia encarar a quase uma hora gravada como um álbum completo que acabou mesmo por substituir um outro que andava a planear há mais de um ano. O músico disse ainda que nunca tinha acontecido uma jam privada ficar perfeita, sem alterações abruptas de volume, efeitos técnicos ou tentativas falhadas. Teve de honrar o sucedido com uma edição integral da obra.

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