Sexta-feira, 26 Novembro, 2010
Categoria: Novidade
Etiquetas: David Moss, Denseland, Hannes Strobl, Hanno Leichtmann, Mosz

DENSELAND
Chunk
CD Mosz – 16.50 eur 12.50 eur
A Mosz continua a tentar sobreviver ao declínio da cena electrónica Vienense, numa altura em que a Mego parece crescer para patamares inéditos – editar Emeralds ou Bill Orcutt é uma declaração fortíssima de intenções. Na sua vigésima segunda edição, Denseland junta David Moss, Hannes Strobl e Hanno Leichtmann num álbum que parece mostrar como a electrónica hoje sobrevive: interligada (in)dependentemente de tudo o resto. David Moss faz aquilo que tão bem sempre fez; cantando, falando, sussurrando, fragmentando a sua voz em milhares de pedaços para remontar tudo de seguida. Hannes e Hanno fazem a música, com ritmo, abstraccionismo, paisagens lunares, farrapos de ruídos e um pequeno espaço para livre improvisação, mesmo que na realidade não o seja. Como banda, gostam de chamar os Material e os Golden Palominos como referências para o que fazem, mesmo que o resultado esteja mais para o lado dos, também citados, Pop Group. Mas dificilmente se conseguirá perceber que música percorre “Chunk”, e essa pode ser uma qualidade importante.
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Sexta-feira, 23 Abril, 2010
Categoria: Novidade
Etiquetas: Mosz, September Collective

SEPTEMBER COLLECTIVE
Always Breathing Monster
CD Mosz – 15.50 eur 12.50 eur
Ninguém, ou muito poucos, deram por eles quando apareceram, e talvez por isso o espanto é inevitável quando se diz que os September Collective editaram o seu primeiro álbum em 2004, na Geographic, de Stephen “The Pastels” Pastel. Alguns anos depois deram o salto para a Mosz onde encontraram a família electrónica e editaram em 2007 um óptimo fresco pastoral: “All The Birds Were Anarchists”. Foi um disco que preenchia espaços, ao contrário de “Always Breathing Monster”, que se alimenta deles. Foi logo após a edição de “All The Birds…” que o trio se apaixonou pela igreja Johannes em Dusseldorf e decidiu que seria instrumento e estúdio para as suas próximas composições. Barbara Morgenstern, Stefan Schneider e Paul Wirkus levaram sons e melodias para as libertarem no espaço, colocaram microfones para receber o que a igreja lhes devolvia (incluindo o seu órgão) e nos últimos anos dedicaram-se a compor o resultado com muitas horas de edição e processamento. O resultado dá-nos um disco especial e único, uma simbiose perfeita entre as anteriores experiências do trio e um novo método de trabalho, igualmente atento aos detalhes, igualmente preocupado em nos hipnotizar pelos ambientes. Será uma pena passarem ao lado deste encantamento.
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SEPTEMBER COLLECTIVE
All The Birds Were Anarchists
CD Mosz – 16.50 eur 12.50 eur
Editado em 2007, “All The Birds Were Anarchists” foi a estreia do trio na Mosz, a editora de Stefan Németh dos Radian. A capa verdejante sugere-nos com algum grau de exactidão um lânguido cenário bucólico, sabendo, contudo, que os participantes possam olhar o mundo através das máquinas. Se usarmos a cabeça em vez do coração, estes September Collective funcionarão com Barbara Morgenstern a dominar o lado soft pop, Stefan Schneider como responsável pela animação rítmica e batimento kraut, enquanto que Paul Wirkus é o agitador de serviço. Globalmente, é um disco ambiental, de electrónica pop instrumental, feita de pequenos sussurros e muitas ideias simples e eficazes, e que se liga umbicalmente aos seus pais e filhos directos – Morgenstern, Mapstation, To Rococo Rot, Jan Jelinek.
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http://www.youtube.com/watch?v=zcthJxyIcUs
http://www.youtube.com/watch?v=VJVeQoDeHvY
http://www.youtube.com/watch?v=_dOXyO5a7gs
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Sexta-feira, 19 Dezembro, 2008
Categoria: Novidade
Etiquetas: Brandlmayr, Dafeldecker, Destaques Lust, Fennesz, Mosz

FENNESZ, DAFELDECKER, BRANDLMAYR
Till The Old World’s Blown Up And A New One Is Created
2CD Mosz – 13.95 eur
Quase inesperadamente, a Mosz sobrevive à morte de muitas editoras de electrónica e, no final de 2008, consegue editar um álbum (duplo, para todos os efeitos) que, pelos intervenientes, obriga a virar algumas cabeças e até fazer parar um carro ou outro. Nenhum deles precisa de apresentação, mas como temos que escrever umas linhas para este texto ficar do mesmo tamanho que os outros, há a dizer que Christian Fennesz é muitas vezes referido como o mais relevante estratega da música de computador e que o seu “Black Sea” é dos discos que mais vendemos este ano por cá; que Martin Brandlmayr é a encarnação do baterista moderno perfeito, atento ao ritmo e aos detalhes subliminares da electrónica, dono da propulsão Radian e Trapist; e Werner Dafeldecker faz parte da cena há mais de 20 anos, fundou a Durian e fez uma mini-revolução no rock bastardo quando agitou as águas a bordo dos Shabotinski. Dos três austríacos esperava-se algo que não é possível ouvirmos: um combo rock, de guitarra, baixo e bateria. Em vez disso, ouvimos um intrigante jogo fantasmagórico entre os músicos, os seus instrumentos e o silêncio, depois de quatro anos de testes, aperfeiçoamento e finalização. No disco 2, os pedaços originais desta aventura toda, com cada músico a tomar controlo criativo em cada um dos três temas: Fennesz espraia o seu romantismo lânguido em final de tarde, Dafeldecker recicla memórias de Radian em formato ambiental centrifugado, e Brandlmayr recupera o tal sonho rock que nunca se concretizou. Muita gente importante, muitas ideias, muito bom.
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