Terça-feira, 27 Novembro, 2018

WHITEHOUSE Thank Your Lucky Stars 2LP

€ 21,95 2LP (2018 reissue) Dirter Promotions

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Imaginando uma fusão entre Suicide e os primeiros Einsturzende Neubauten, talvez o resultado fosse “Thank Your Lucky Stars”, em particular “My Cock’s on Fire (new version)”. A faixa existe no topo de uma pulsação rítmica muito suave, até, com William Bennett como Blixa naqueles primeiros anos. Noise controlado, em todo o álbum, diríamos magnificamente contido, ficando a voz de bennett, processada e longínqua, como elemento disruptor. Esta edição inclui um segundo LP com extras, o último dos quais – versão longa de “My Cock’s on Fire” – vagueia durante 13 minutos em forma de torrente de ruído semelhante a uma formação de bombardeiros. Sete faixas gravadas por Steve Albini em Chicago, em 1987, 88 e 89 (o álbum foi editado em 1990), David Tibet entra na faixa título, e só aqui temos três nomes fundamentais na cultura industrial / noise dos 80s. O álbum soa estranhamente pacífico, regrado, constante, audível. Sem medo.

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Segunda-feira, 16 Outubro, 2017

WHITEHOUSE Birthdeath Experience CD

€ 18,50 € 11,50 (-38%) CD (2017 reissue) Susan Lawly

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Em 1980, um dos momentos fundadores da power electronics, designação apropriada ao sentimento de perversão, poder e um certo totalitarismo sónico. Nada parece divertido, aqui, e no entanto a dinâmica destrutiva é forte e, efectivamente, cria terrenos novos (logo, dá-se a criação). O punk nunca foi verdadeiramente punk até chegarem estes momentos. Confusão, zanga, tensão descarregada com elementos electrónicos mínimos, voz vociferante e uma postura de ataque constante. Verdadeiramente iconoclasta, talvez aterrador, certamente desconfortável.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

PAINKILLER Execution Ground 2LP

€ 24,50 2LP (2016 reissue) Karl Records

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Rashad Becker tem tratado muito bem o som das edições na Karl Records, nomeadamente o LP de Iannis Xenakis, de há alguns meses, e, mais recentemente, o álbum de 1994 de Painkiller. O trio de John Zorn (saxofone), Bill Laswell (baixo) e Mick Harris (bateria, ex-Napalm Death) encerra em 4 temas longos a musicalidade resultante do encontro de alguns extremos, aqui mais notoriamente seguros pelo baixo de Laswell. A espécie de dub industrial que passa para fora, em certas partes, revela o interesse que Mick Harris explorava nesses tempos com o seu projecto Scorn, parte de uma família de música que, em 1994, era rotulada como “isolacionista”. As câmaras profundas onde este som parecia existir eram tornadas menos estanques pela acção disruptiva de Painkiller, oscilando entre o passo seguro de um baixo motor e a interacção livre, improvisada, entre esse instrumento, a bateria e o sax, algures entre Metal e free jazz. Zorn praticava esse tipo de miscigenação com os Naked City, Laswell andava a tocar com Peter Brötzmann, e assim Painkiller parecia ser a destilação de todas essas experiências, um sinal claro de que há Muitos Mundos e eles podem coexistir no mesmo bloco.

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Terça-feira, 9 Agosto, 2016

IANNIS XENAKIS La Légende D’Eer LP

€ 17,50 LP (+ mp3) Karl Records

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Considerado como uma espécie de subida do nível das águas no contexto da obra electro-acústica de Xenakis, “La Légende D’Eer” evolui tortuosamente em onda de ascenção para um caos, depois resolvido na fase descendente, a qual pode muito bem ser sobreposta ao início em colagem narrativa que perpetuaria a música para além dos 45 minutos originais. O tom conflituoso dos sons, quando a curva ascendente atinge uma estabilidade quase arrogante, prefigura, em 1978, uma das ramificações importantes da música industrial. Um caos insuflado, carismático, desafiante e com uma carga divina que podemos, muito subjectivamente, interpretar como demonstração de poder e não tanto como punição (apesar de, para certos ouvidos, a palavra “punição” ser adequada). Iannis Xenakis misturava aqui referências filosóficas, nomeadamente a “República” de Platão, com artigos sobre fenómenos cósmicos como as supernovas. Desse choque poderia nascer uma renovada percepção sobre o que nos rodeia, não apenas no espaço mas também no tempo. A masterização e corte por Rashad Becker são detalhes que deverão ajudar a recontextualizar esta obra monumental no presente. Primeira vez em vinil, desde a primeira edição em CD de 1995.

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Quinta-feira, 7 Julho, 2016

BLACK MECHA AA LP

€ 16,50 LP The Death Of Rave

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Dar a volta é algo que acontece frequentemente na música. A história repete-se para alguns, mas na música, mesmo que algumas coisas soem parecidas, há fluxos de criatividade em que essa repetição acontece com uma nova abordagem que corresponde às percepções do momento. Sorrateiramente há momentos no noise dos últimos anos que seguem linhas daquilo que aconteceu na transição do século, que já era em si uma espécie de regresso a alguma coisa dos anos 1980. Pode-se ver isto como uma continuidade, mas é estranho falar numa continuidade quando há quebras nas explorações nos mesmos oceanos sonoros e a justificação apenas existe por alguns nomes de outro período continuarem a editar. Há uns anos a The Death Of Rave reeditou “Postsocial” de Wold, um disco magnífico que entregava um olhar fresco sobre o drone/metal/noise. Fresco porque parecia estranho ouvido naquele momento, quando muita coisa do que se aproximava dali vinha do industrial. Mas ali havia qualquer coisa diferente, uma condensação de ideias e de quem sobe olhar em volta e, simultaneamente, rever a matéria estudada. Black Mecha é Fortress Crookedjaw e neste “AA” apresenta uma electrónica que é, tal como os Wold, uma espécie de anti-música, uma construção de tons e de sensações que contraria a lógica do ruído e que o faz por via de alguma electrónica da Mego com a perfeita noção de que este seria um disco que nunca aconteceria na Mego. Há cerca de 15 anos seria um disco que caberia na Load, provavelmente na linha da frente das suas edições, e encontrar-se-ia aqui uns Sightings se estivessem colados à electrónica. Em 2016 é algo que dá um tom refrescante ao noise e à electrónica actuais e que é um desafio a cada gesto.

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Quarta-feira, 30 Março, 2016

CHIPPENDALE / GUSTAFSSON / PUPILLO Melt CD / LP

€ 15,50 CD Trost

€ 20,95 LP Trost

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Chippendale (Lightning Bolt) na bateria, Gustafsson em sax, Pupillo no baixo, tudo junto cria uma força bruta que, para quem já conhece os músicos em questão, se não surpreende garante, ainda assim, aquele coice agradável até ao outro lado da sala. O arranque da primeira parte de “Faces Of Fear” vai preparando o terreno, por linhas tortas, até à apoteose que é o resto da faixa, desde os 4 minutos, sensivelmente, até aos 16. Muita intensidade nesta jam improvisada que tritura o rock em velocidade de bateria, distorção de baixo e efeitos muito fora no saxofone. A parte 2 tem um buzz sintético poderoso e a mesma dose incrível de apocalipse portátil. No fim, “Melt” espalha algum grind na primeira metade, porque é mais lenta, esmaga mais devagar, mas com Chippendale a velocidade natural é outra e os saltos para outras dimensões acontecem frequentemente para nos obrigar a mudanças bruscas. Delicioso caos organizado.

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Quinta-feira, 2 Abril, 2015

EXPLORING JEZEBEL On A Business Trip To London CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blackest Ever Black

€ 19,95 € 16,50 LP Blackest Ever Black

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Sexta-feira, 13 Março, 2015

KERRIDGE Always Offended Never Ashamed 2LP

€ 21,50 2LP Contort

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1 segundo no disco e somos logo levados para o industrial. 3 segundos e cai um som de guitarra e somos rapidamente transportados para algo que poderia ter saído dos Sunn o))) se decidissem entrar naquela coisa que se chama fusão. Mas Kerridge não faz fusão aqui, constrói uma abrasiva variação do industrial que renasceu com a Hospital nos últimos anos e leva-nos para territórios que estão algo próximos da Nova Iorque pós no-wave. Faz igualmente lembrar uns Sightings dos primeiros discos, embora com um corpo menos rock e mais ligado à electrónica, mas a estrutura de construção/desconstrução está toda aqui, com um piscar de olho aos Kluster e uma sucessão de memórias dos Sunn o))). E essa parte, digamos, mais rock/metal, faz toda a diferença neste “Always Offended Never Ashamed”, torna-se assim num objecto absolutamente fresco quando julgávamos que já estávamos cansados do industrial. A onda regressa. E regressa em 2015 com grande força.

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Segunda-feira, 5 Janeiro, 2015

JOE PANZNER Tedium CDR

€ 9,50 CDR Noisendo


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Quinta-feira, 20 Novembro, 2014

THE SKULL DEFEKTS Street Metal LP

€ 15,50 LP Diagonal

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Segunda-feira, 20 Outubro, 2014

WOLD Postsocial LP

€ 18,95 LP The Death Of Rave

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RAVE007-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE007-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE007-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE007-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE007-5.mp3]

“Postsocial” é a segunda entrada no universo noise na The Death To Rave. E é provavelmente aquela que aborda o território do black metal pela primeira vez. É difícil caracterizar se é noise ou black metal, ou se é outra coisa qualquer, há uma particularidade no som dos Wold que os torna verdadeiramente únicos, uma insistência num ruído profundo e denso que se prolonga ao longo dos temas, com poucas ou nenhumas variações, no qual a voz parece enterrar-se e desenterrar-se, sendo ela o instrumento que cria diferentes ondas no som de “Postsocial”. É também um disco que transcende o conceito de “visceral” ou do domínio das “vísceras”, a sua música não se rende a esse facilitismo e não funciona em campos positivos ou negativos. Há aqui mesmo a procura de um novo som, um encontro intenso entre a electrónica noise, o black metal e o drone que parece uma massa sónica comprimida até existir apenas uma gigante massa circular de ruído. Tem tanto de fascinante como de bizarro, mas é umas das maiores surpresas que ouvimos nos últimos meses. Não conhecíamos Wold, passámos a conhecer nesta excelente edição em vinil. Talvez até soe a algo que ouviram antes, mas dificilmente ouviram com uma total abstinência pela variação e uma entrega tão directa e simples de som. Pode ser agressivo no primeiro minuto, mas quando entra é como estar em cima de uma nuvem.

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Sexta-feira, 23 Maio, 2014

PRURIENT Cocaine Death LP

€ 20,95 LP Hospital Productions

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Sexta-feira, 21 Março, 2014

JIM HAYNES The Shudder Of Velocity CDR

€ 9,50 CDR Noisendo

Depois de um soberbo pé fora da série principal da Noisendo, com “Emotional Poverty” de Tiago, a editora volta ao noise com um disco de três temas de Jim Haynes. Norte-americano, da Califórnia, Haynes tem elaborado as suas composições em torno da decadência e decomposição. “The Wires Cracked”, o seu último álbum, na Mego, em 2013, abordava esse aspecto perene das fontes sonoras, aproveitando esse grau de imprevisibilidade para construir a sua própria imprevisibilidade. E para quem se descreve como alguém que envelhece as coisas, o título “The Shudder Of Velocity” parece voltar ao tema da rapidez de movimentos, com faixas que parecem retratar ventanias electroacústicas, maioritariamente bidimensionais, com um plano de recolha sonora óbvio e um segundo plano de acção digital. Num mundo saturado de processamentos, Jim Haynes prefere despachar o assunto, provocando sensações sem que as deixe assentar. Negro e ferrugento, “The Shudder Of Velocity” é mais uma sessão ambiental de atmosfera pesada do que uma obra de noise libertário. Ou seja, tudo arrumadinho, como convém, ou não tivesse Haynes um longo currículo em instalações sonoras.


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Quinta-feira, 20 Fevereiro, 2014

GROUND-ZERO Consume Red CD

€ 16,50 € 13,50 CD RéR / Recommended

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É sempre incrível quando recuperamos um disco – dos que gostamos muito – e conseguimos fazer aquilo que está nos nossos estatutos: vendê-lo. Mais prazer nos dá quando sentimos que o impacto que tivemos é integralmente transmissível. É tudo o que interessa. Aconteceu há dias com “Revolutionary Pekinese Opera”, o primeiro disco imponente dos Ground-Zero, de 1996 – boas vendas de um disco que andou sempre pela loja sem a atenção que merecia -, e agora tentamos seguir a história destes japoneses, numa espécie de enredo secundário nas novidades da semana. “Consume Red” aparece logo a seguir, em 1997, e muda a estratégia, iniciando o “Project Consume”. Um só tema, de praticamente uma hora, assalta-nos os sentidos assim que começa para não nos largar senão no final desta obra. De novo, Oriente e Ocidente em colisão, rock épico, sampling demoníaco, uma auto-estrada hipnótica como talvez nunca tenham ouvido. O início, marcado por lancinantes golpes de Taepyeongso – um instrumento estridente de sopro coreano -, é das coisas mais inesquecíveis que ouvimos até hoje. E à medida que o vírus vai contaminando a peça, o rock vai consumindo tudo à sua volta. Um monumento, este disco.

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

FIRE! (Without Noticing) CD

€ 16,50 € 12,50 CD Rune Grammofon

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Os Fire! voltam ao trio original depois de uma bem-aventurada caminhada com convidados – Jim O’Rourke e Oren Ambarchi – e um poderoso álbum em formato orquestra – “Exit!”, saído no início deste ano. O que significa que voltam os diálogos de “You Liked Me Five Minutes Ago” de 2009: Mats Gustafsson em saxofones, electrónica e Fender Rhodes; Johan Berthling em baixo e guitarra eléctrica; e Andreas Werliin em bateria. O ponto de partida, surpreendente, foi “Letter To Emma Bowlcut”, um livro de ilustrações de Bill Callahan, reeditado pela Drag City em 2010, de onde partiram os nomes dos temas. Para quem prefira ouvir Fire! em total combustão, este é o disco do momento: mesmo nos momentos mais calmos, há uma energia contida que parece potencializar uma carga avassaladora. “Standing On A Rabbit”, que abre o álbum, e nos deleita com uma torrente de noise electrónico, explica que não estamos aqui enganados e que é sobre os músculos do cérebro que a nossa atenção se deve concentrar. No meio de tantos sinais rock do trio é complicado dizermos que este é um disco de jazz, até porque este é um dos seus discos mais acessíveis, mas é ainda isso que se sente quando alguém tem que passear fora dos riffs ou das estruturas delineadas. Para quem prefere voos jazz mais altos, Fire! voa para outros destinos turísticos – e é por isso que tanto nos tem encantado seguir este grupo. E embora Berthling seja absolutamente unificador e Werliin seguro e forte como um rochedo, é o poder cuspidor de fogo de Gustafsson que continua a maravilhar-nos para além do limite. Que nunca pare de soprar.

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Segunda-feira, 5 Agosto, 2013

MERZBOW Grand Owl Habitat LP

€ 16,50 LP The Death Of Rave

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RAVE004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RAVE004-2.mp3]


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Quinta-feira, 1 Agosto, 2013

WOLF EYES No Answer: Lower Floors LP

€ 22,95 LP De Stijl

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Os Wolf Eyes nunca desapareceram. Os seus membros estiveram activos durante os anos de inactividade do projecto e mantiveram de alguma forma a chama viva. Os Wolf Eyes são responsáveis por muita da abertura que existe na música noise da actualidade bem como a facilidade com que se têm feito alguns cruzamentos mais ou menos inesperados. De certa forma, eles são parte importante do elo que une o industrial à música electrónica actual, são um capítulo inteiro que explica uma série de desenvolvimentos e a formatação de algumas coisas para uma linguagem pop: não esquecer que eles têm álbuns na Sub Pop. “No Answer: Lower Floors” é o regresso inesperado, mas com sentido: nem que seja para cavalgarem na onda de som que hoje se apropria descaradamente da influência dos Wolf Eyes. A música de “No Answer: Lower Floors” é mais formatada/condicionada, falta algo de inesperado que existia nos Wolf Eyes do passado. Contudo, isso é compensado por uma certa coerência e conduta que torna os temas deste álbum mais limpos e acessíveis. Não é top 10 da banda, mas é top 3 dos discos deles que ainda se conseguem arranjar com facilidade: e isso quer dizer muito sobre eles. Desejado regresso, óptimo disco. Delirem connosco nos doze minutos de “Confession Of The Informer”.

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Quinta-feira, 11 Julho, 2013

KEVIN DRUMM Imperial Distortion 3LP

€ 31,50 LP Hospital Productions

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Existe “Selected Ambient Works Vol. II” de Aphex Twin e depois existe “Imperial Distortion” de Kevin Drumm. Drumm nunca teve – e provavelmente nunca terá – o culto e a aceitação comercial de Richard D. James, mas o trabalho que tem desenvolvido há mais de uma década coloca-o no altar dos grandes da electrónica. “Imperial Distortion” é o seu álbum mais mítico e também um dos mais difíceis de arranjar. Já teve algumas reedições, já esgotou imensas vezes, mas a sua qualidade, actualidade e sentido de oportunidade mantém-se. Não falamos no trabalho de Aphex Twin por acaso, mais do que criar uma reunião de excelência de temas ambientais, Drumm fê-lo sem a via condensada e formatada de canção de Aphex Twin (mal nenhum nisso). E isso é, à sua maneira, eloquente e genial. “Imperial Distortion” não é composto por peças “ambient”, é um veiculo para Drumm distorcer alguma da sua música e caminhos por onde passou: há noise – e o noise também pode ser ambient – como nunca ouvimos; há library music com músculo; há drone; e há um sentido de industrial, mais metafísico do que outra coisa qualquer. Só que nada disto se sente, nada disto está ali para nós agarrarmos. São sentimentos esparsos que a música solta através do seu movimento, faíscas que saem de cada pensamento que Drumm solta (oiçam “More Blood And Guts” com atenção e acreditem que não vão querer ouvir mais nada durante a vida inteira) e que constroem a distopia aqui presente. O disco todo é uma paisagem a acontecer à nossa frente, uma banda-sonora para o apocalipse mais lento de sempre: porque nunca vai acontecer. “Imperial Distortion” está tão consciente disso, desse não acontecimento, que se consegue elevar acima das imagens e daquilo que queremos construir com ele. Tem cinco anos e durante esses cinco anos são inúmeros os discos incríveis que existem graças a “Imperial Distortion”. É um marco na música electrónica e um dos discos mais bonitos, à sua maneira, deste século. Essencial é pouco, este é daqueles que mudam uma vida.

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Sexta-feira, 21 Junho, 2013

LUÍS LOPES Noise Solo At ZDB, Lisbon LP

€ 16,50 LP Edição de Autor

Recorded Live April 2nd 2011. Artwork by Márcio Matos. Liner notes by Rui Eduardo Paes.


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Quinta-feira, 20 Junho, 2013

SHAMPOO BOY Licht LP

€ 18,50 € 15,50 LP (Edição Limitada) Blackest Ever Black

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A edição mais all stars da Blackest Ever Black até ao momento. Christian Schachinger, Christina Nemec e Peter Rehberg reunidos como Shampoo Boy (e, já agora, a capa é da responsabilidade de Stephen O’Malley), projecto que se estreia numa das editoras do momento com “Licht” que também é, já agora, um álbum completamente fora do baralho dentro do catálogo da BEB. Electrónica que vem com baixo e guitarra e esta última destaca-se claramente do resto, oferecendo camadas e camadas de textura à música que o trio criou nestas quatro peças, que foram resultado de improvisações em momentos espaçados no tempo. “Licht” é mais Mego que BEB mas, surpreendentemente, o seu lado “clean” adequa-se ao selo inglês. Pode ser um disco de transição? Veremos. Para já é um grande disco com o cunho de Rehberg.

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