Quarta-feira, 7 Junho, 2017

PEGA MONSTRO Casa De Cima CD / LP

€ 13,50 CD Upset The Rhythm

€ 19,95 LP Upset The Rhythm

Dois anos após “Alfarroba” as Pega Monstro apresentam “Casa De Cima”, um álbum que, de certa forma, resolve o anterior. Há dois anos “Alfarroba” parecia um salto muito grande em relação ao álbum homónimo de estreia. As irmãs Reis tinha amadurecido muito, o processo da adolescência para jovem adultas foi brusco. É um álbum maravilhoso, apenas com a insatisfação de que se queria mais “Pega Monstro”. Agora pode-se querer o que se quiser. “Casa De Cima” mostra a importância da estrada, de tocar e tocar vezes sem conta as mesmas canções, as novas, e trabalhá-as só para a substância. O melhor das Pega Monstro está aqui concentrado. E ao melhor das Pega Monstro acresce o facto de montarem as suas canções para crescerem para algo mais (“Ó Miguel”, que abre o disco, é um óptimo exemplo disso). Todas as canções sobem a fasquia e todas as canções são cantadas como se estivessemos a ouvir as coisas mais íntimas de alguém. Talvez se esteja, talvez não, mas as canções ouvem-se com a sensação de que também há algo de quem ouve ali. Toca directo, toca no coração, toca em momentos da vida pelos quais já se passaram. Os problemas por vezes não são para ser falados, mas para ser resolvidos. As Pega Monstro não tinham qualquer problema, mas parecem resolvê-lo, de qualquer das formas, para tudo e todos. “Casa de Cima” é cume delas neste momento.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 2 Julho, 2015

PEGA MONSTRO Alfarroba CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Upset The Rhythm

€ 21,50 € 17,50 LP (edição limitada 500 cópias) Upset The Rhythm

No concerto de apresentação de “Alfarroba” as Pega Monstro começaram o encore com “Paredes de Coura”. Foi um momento em que deu para perceber uma série de coisas, entre as quais, que apesar dos anos em cima, “Paredes de Coura” continua a ser um hino, e que apesar da evolução por que as Pega Monstro passaram desde então, o minimalismo do formato (guitarra, bateria, voz) e os versos curtos, directos, escritos numa linguagem fluída e de rua de Maria Reis continuam a responder a uma geração: e as gerações que estão acima e abaixo. É uma questão de identificação, são situações quotidianas que facilmente se encontram, identificam e relembram a adolescência e a pós-adolescência. Isto porque à primeira vista “Alfarroba” é um disco mais maduro e a maturidade por vezes é uma coisa que se distancia do passado. No caso das Pega Monstro não, “Paredes de Coura” dificilmente poderia ter sido escrita agora, mas o que lá existe continua a existir nas Pega Monstro. A produção de “Alfarroba” (os efeitos na voz, sobretudo) é a primeira coisa que se nota de diferente em relação a “Pega Monstro”. A produção do álbum homónimo continha aquilo que elas queriam expressar naquele momento (e dificilmente encontramos na música portuguesa um disco que esteja tão no ponto e que fale tão directamente sobre isso como “Pega Monstro”), neste continuamos a ouvi-las mas há claramente uma maior robustez aliada a uma sujidade que quebra um pouco com a postura directa e despreocupada do álbum homónimo. “Braço de Ferro” e “Branca”, a abrir, dizem logo coisas maravilhosas sobre o que vem a seguir: que qualquer mudança vem do crescer (ou do amadurecer) mas que efectivamente nada mudou. Continuam a ser as Pega Monstro de sempre. A entregar tudo em cada canção e dizer que qualquer coisa que façam pode ser um single. E é verdade. Aqui existem canções mais lentas do que no passado (“Piano” e “Fado D’Água Fria”) mas não se fazem sentir como separadas do resto. São ricas e encaixam no contexto de “Alfarroba” e das Pega Monstro. E, mais importante, sentem-se como canções cheias, cheias de verdade, de emoção e com uma comunicação que é raro funcionar na música portuguesa cantada em português. E é uma comunicação com sentido, que faz sentido, com identidade e que cria uma empatia com o ouvinte. É bom ser-se directo, mas é complicado isso funcionar de um modo que atinja o ouvinte positivamente. E isso volta a acontecer com as Pega Monstro com este “Alfarroba”, um álbum que entra logo, que não pede urgência para ser ouvido, mas é melhor para todos se o ouvirem quanto antes. Porque é incrível.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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“‘Alfarroba’ é disco de banda inspirada, com marca autoral e identidade plenamente definida. É um álbum empolgante, tão juvenil e tão adulto quanto o rock’n’roll deve ser.” in PÚBLICO
“Irmãs de Lisboa definem o rock sónico em português.” in EXPRESSO
“Já está encontrado o melhor disco do ano.” in TIME OUT LISBOA
“Clássico instantâneo do rock luso.” in JORNAL DE NEGÓCIOS

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Sexta-feira, 16 Março, 2012

PEGA MONSTRO Pega Monstro CD

€ 7,50 CD Cafetra

Oiçam aqui

Duas irmãs, guitarra e bateria, gravação directa para quatro pistas com um som abrasivo, cru, livre, com uma espontaneidade de ir às lágrimas e uma facilidade de comunicação que parece tornar tudo, bem, fácil. O primeiro álbum das Pega Monstro é um verdadeiro monumento no rock português. E não é por soar a isto ou aquilo, nem é pior por se achar isto ou aqueloutro, mas por atingir um estado de pureza e de inocência que é raro e ainda mais raro neste cantinho. Porque, admitamos, se é fácil, se é preciso não ter vergonha para fazer um álbum destes em 2012, então porque é que nunca ninguém o fez antes? E é isso, se por um lado é um álbum excelente com uma visão adolescente, por outro Maria e Júlia Reis entregam uma espécie de sonho que nos escapou durante toda a adolescência. Porque, admitamos, apesar de todos nós termos tido as nossas cenas nessa idade, quantos não gostariam de ter tido uma banda como as Pega Monstro nesses anos e, melhor, ter algo como a Cafetra a acontecer? “Pega Monstro” tem uma emergência fascinante, aquela vontade de expressão sem limites, tão evidente nas letras, que demonstram de uma forma muito bonita o mundano de certas vivências, o à-vontade para exigir um certo desconforto, que é natural, e que se manifestou em todos desde que existe a “adolescência”. E é aí que elas ganham a tudo, falam de coisas genéricas mas não falam dessas coisas de uma forma genérica, falam com uma linguagem que lhes é própria. E agora encaixem isso em canções que são bem tocadas, com melodias incríveis e letras que as abençoam. Assim nascem canções como “Carocho”, “Lisboa-Porto”, “Homosec”, “Fetra” (a melhor “Fetra” das “Fetra” dos Cafetra) e “Akon” (sublime). Pega Monstro é um acontecimento no evento Cafetra, um que esperávamos há muito tempo (décadas) e que finalmente vimos acontecer.

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