Sexta-feira, 21 Outubro, 2011
Categoria: Novidade
Etiquetas: Perlon, Portable

PORTABLE
Into Infinity
CD Perlon – 16.50 eur 12.50 eur
2LP Perlon – 25.50 eur 20.50 eur
Com certeza que já escrevemos antes que Portable (Alan Abrahams) prossegue uma das abordagens mais pessoais na house contemporânea. As raízes old school da sua música são transformadas numa paleta de sons que facilmente já reconhecemos como Portable (ou, alternativamente, Bodycode). A visão melancólica da house pode efectivamente abafar o potencial puro para pista de dança, mas é absolutamente preciosa nos momentos de maior vulnerabilidade, quando mesmo quem gosta de dançar precisa de carinho extra para manter o corpo a funcionar. Num álbum inteiro como “Into Infinity” sentimos a junção de passado e presente num acto tão simples como unir as duas extremidades de uma folha. Tudo flui naturalmente. A voz, com bastante preponderância neste disco, define claramente uma assinatura e entrega a Abrahams a sua distinção de todos os outros. São canções cuja melodia pende sempre para a melancolia, mas num contexto distante de noções mais habituais de pop electrónica. Portable continua a gravar música muito especial, consistente na qualidade do som mas também nos valores que representa. Há um caminho à nossa frente, é preciso percorrê-lo.
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Ainda disponíveis:
BODYCODE “Immune”, CD Spectral Sound – 15.50 eur 12.50 eur
PORTABLE “Powers Of Ten”, CD Süd Electronic – 15.50 eur 12.50 eur
PORTABLE “The Emerald Life”, 12″ Musik Krause – 7.95 eur
PORTABLE “Version”, CD Scape – 15.50 eur 12.50 eur
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Quinta-feira, 21 Julho, 2011
Categoria: Novidade
Etiquetas: Margaret Dygas, Perlon

MARGARET DYGAS
Margaret Dygas
CD Perlon – 16.50 eur 12.95 eur
Um currículo de vida internacional parece conduzir Margaret Dygas, inevitavelmente, até Berlim. Polónia, Alemanha, Califórnia, Nova iorque e Londres ficaram fisicamente para trás mas é-nos transmitido que todas as experiências resultam no álbum que agora ouvimos. Já tinha havido discos anteriores (o primeiro foi para a Contexterrior de Jay Haze) e um som sempre mutante, nem sequer muito firme em território techno. Este álbum parece vaguear numa zona neutra em que a sensibilidade e improviso próprios do jazz moldam uma estrutura electrónica que, mesmo quando assenta claramente num ritmo 4/4, aceita interferências suficientes. Os momentos mais techno aproximam Dygas de Villalobos e algum dub techno menos esotérico e mais arrojado. “Missing You Less”, logo no início, sustenta samples cortadas por cima da cadência dub quente e é a faixa mais extrovertida no disco, muito melhor definido pela série de títulos em que as quebras de percussão colocam a acção bem acima da fasquia habitual, mesmo numa editora vanguardista como a Perlon. “Pressed For Time” e “Country Way Of Life”, sobretudo, dão-nos uma imagem de jam virtual entre um baterista físico e uma produtora (Margaret, claro) que o dirige à distância a partir do sono. É mental mas não cerebral como se calhar estarão a pensar.
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Quinta-feira, 8 Outubro, 2009
Categoria: Novidade
Etiquetas: Perlon, Shackleton

SHACKLETON
Three EPs
CD / 3LP Perlon – 15.50 eur 12.50 eur / 22.95 eur
Shackleton é desde há muito um nome que se desvinculou das regras estritamente dubstep para intensificar as suas forças com componentes associados ao techno. Praticamente desde que se começou a falar em bass culture que se têm ouvido híbridos estimulantes conduzidos por sons graves (o baixo é o batimento cardíaco mas também, em muitos casos, a respiração da música). Na era dubstep privilegia-se o espaço mais do que a complexidade rítmica, procura-se o transporte de quem ouve para zonas alienígenas (ou simplesmente “estrangeiras”, como é o caso do flirt que alguns produtores mantêm com estéticas orientais), não necessariamente para o Espaço exterior mas muito para o espaço interior. A Perlon ter-se-á aproximado sobretudo com o álbum “Thé Au Harem D’Archimedes” de Ricardo Villalobos. Mais tarde, Villalobos remistura Shackleton. Agora, a presença de Shackleton na Perlon parece uma continuação lógica da progressão para dentro da música electrónica de clube, menos expansiva mas também sem ser minimal no sentido de “minimal” como estética (em descrédito, aliás). É música com relativamente poucos recursos sonoros mas uma aplicação dedicada desses recuros para máximo impacto. Esse impacto é tanto sonoro (num bom sistema de som) como visual, tal a capacidade geradora de imagens destas composições. Tudo tenso e dinâmico, não é um exercício de contemplação, os sentidos têm de registar uma série de pequenos detalhes (muitos deles associados à percussão e, por consequência, ao ritmo), é um álbum para descobrir com disponibilidade, algures entre as melhores coisas de Claro Intelecto e a ciência de Pole.
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Domingo, 14 Dezembro, 2008
Categoria: Destaque
Etiquetas: 2008, Perlon, Villalobos
Discos de 2008 que não tiveram a exposição merecida ou que, pelo contrário, aparecem agora nas listas de melhores do ano. Todos vencedores, mas só alguns têm espaço no palco.

RICARDO VILLALOBOS
Vasco
CD Perlon – 15.50 eur
Cada novo disco de Ricardo Villalobos provoca simultaneamente uma sensação de óbvio reconhecimento e de surpresa por mostrar ainda zonas inexploradas. O seu som é, neste momento, tão característico que, mesmo quando a direcção é claramente dançável (neste disco não é), o som de Villalobos sobe mais alto que a maioria dos outros. Notável é o facto de, em consecutivos discos com temas extra-longos (”Vasco” tem duração de álbum mas apenas quatro faixas), ser possível seguir percursos que ainda não se conheciam. Sonoramente, compensa em absoluto dedicar tempo à audição, não se desiludam se escutarem este disco enquanto fazem outras coisas em casa ou se existir muita interferência exterior porque o que vão ouvir será apenas ritmo. É só na minúcia do detalhe que o génio de Ricardo Villalobos é perceptível, e aí desenvolve-se um mundo de pequenos nadas que, todos juntos, fazem um corpo perfeitamente autónomo e diferente de tudo o resto. Quase não é música mas ciência, microcirurgia, e uma coisa que Villalobos sempre consegue transmitir é que há um coração humano a dirigir todas as operações, por mais sintéticas que pareçam. Mais do mesmo é dizer muito.
(Outubro 2008)
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