Super Disco #7 (c/ Jerry The Cat)

Sexta-feira, 12 Março, 2010
Categoria: Ao vivo, Destaque
Etiquetas: , , , , ,

pharoah sanders live at the east

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 13 de Março 18h30 > 20h00.
Nota: esta sessão decorrerá inteiramente, ou quase, em inglês.

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

“Live At The East”, originalmente editado na Impulse em 1971, é tocado por um ensemble relativamente grande: dois bateristas, dois baixistas e mais cinco músicos acompanham o saxofone de Pharoah Sanders. Considerada por muitos admiradores como uma das mais completas gravações do músico, “Healing”, a faixa que abre o disco, mostra uma dinâmica incrível entre os instrumentos numa das obras fundamentais do jazz espiritual deste período. O baixo de Stanley Clarke acrescenta um tom mais funk que o habitual, e vamos tentar saber qual a importância de “Live At The East” para Jerry The Cat (Jerrald James), percussionista com longa carreira, DJ, nascido em Detroit em 1950 e actualmente residente em Lisboa. Tocou ao vivo com Parliament/Funkadelic e Carl Craig, entre muitos outros, acompanhou o histórico clube Music Institute, tornou-se DJ e é conhecido pelo seu estilo suave de mistura mas também pela sua perícia nas congas. A vasta experiência que acumulou em géneros como jazz, r&b, disco, funk, soul, clássica ou blues proporcionou múltiplas histórias que mal podemos esperar para ouvir. A sua colecção de discos está em Detroit, pelo que não teremos o prazer da escuta dos originais em vinil. De qualquer forma, a presença carismática de Jerrald James é suficiente para esta tarde em que vamos aprender coisas! Se puderem, apareçam para mostrar respeito e saber o que Jerrald viu em Lisboa para ficar por cá. Para uma bio mais detalhada, consultem o seu site aqui.

—————–

A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

Zero comentários - Comente aqui »