Quarta-feira, 9 Setembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Lux, Pedro Fradique, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


PEDRO FRADIQUE
Programador (Lux)
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Imensos e nenhum. Podia dizer “The Wall”/Pink Floyd ou “Treasure”/Cocteau Twins. Podia alegar coisas da idade, contextos e vicissitudes cronológicas mas, em boa verdade, acredito que todo o disco que um dia foi importante, nunca deixará de o ser. Fica no córtex. Se a pergunta fosse sobre géneros, diria drum & bass.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Todos dos Pixies. Coisas da idade. Estão no córtex. Mas, para dar um toque contemporâneo, nos últimos meses, foram 2 mixes CD’s de clubes (conta?) a ganhar no share de atenção: Chloé no Robert Johnson e Omar S no Fabric. No último ano deve ter sido o “Soft Power” do Gonzales. E, no último triénio, o solo piano, do mesmo Gonzales.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Qualquer um sacado de uma (ridícula e obsessiva) mala minha, com dezenas de CDs de spoken word, sound effects e field recordings das mais distintas e surreais proveniências.
Uma capa de disco favorita?
Isso é muito difícil. Mas faz de conta que é a do “Blastic Scene” (Sonic Youth ao vivo no Campo Pequeno, 1993),
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Muito vinil, mas como os CDs se reproduzem sozinhos quando os deixamos desarrumados, aumentam sempre mais e exponencialmente.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
33 ou 45? Para mim terá sido ou o “Sgt. Pepper’s” ou o “Zenyatta Mondatta”. Antes disso creio ter comprado muito Sérgio Godinho, Zeca Afonso e Joan Baez para aniversários e natais maternos. Tudo numa discoteca em Carcavelos (Mein Liebe?) e talvez noutra em Oeiras de que já não me lembro bem. Também tenho uma imagem meio difusa de uns singles: “Rock Hard” da Suzi Quatro, “Stop The Cavalry” de Jona Lewie, “Ring My Bell” da Anita Ward e mais alguns.
Qual o último disco que comprou?
CDs: Aquaparque e mais umas coisas da FlorCaveira. Vinil: Ricardo Tobar (”Boy Love Girl EP”) e James Holden (”Darkest Star” RMX).
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Vários. E estou cheio de vontade de saber quais.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Os pseudónimos e alter egos também contam? Como nunca contabilizei e tenho preguiça para o fazer agora, qualquer resposta carece de validação. Provavelmente Chet Baker, seguido de perto por Miles Davis, Tom Waits e Leonard Cohen. Também há mais Caetano Veloso do que imaginava… Esquece. Próxima questão.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Artistas no activo? Leonard Cohen mas também, assim de cabeça, Gonzales, Carlos Bica, JP Simões, Ricardo Villalobos e mais outros que agora não me ocorrem. Acho que nenhum deles fez discos maus.
Que projectos tem em mãos actualmente?
O dia de hoje.
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Quarta-feira, 9 Setembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Dance Club, Diário de Notícias, João Moço, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


JOÃO MOÇO
Colaborador do DN e Dance Club, estudante
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“Mellon Collie and the Infinite Sadness” dos Smashing Pumpkins. É daqueles casos que foram impingidos na infância pela prima que gostava de música. Marcou a minha infância e o início da melomania mas hoje não passa de uma boa memória de infância, mas já algo perdida na mente.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Wavvves” de Wavves. Sente-se aqui uma inocência e uma paixão pela música que nos tempos que correm começam a ser raras. O tipo faz música porque sim, não há pretensiosismo, nada, é excelente. E depois é daqueles discos que vai a tanto lado ao mesmo tempo, e com tanta criatividade, que fica sem lugar específico para se arrumar na prateleira.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
“Blackout” da Britney Spears. E não é o resto do mundo, são os indies ditadores do suposto “bom gosto” musical. Não ver neste disco uma das obras pop mais excitantes, futuristas e fantasmagóricas, que espelha na perfeição o caos depois do sucesso megalómano, então cuidado com os “cegos”.
Uma capa de disco favorita?
Pergunta demasiado difícil, por isso escolho a favorita de hoje, a do “Yes”, dos Pet Shop Boys. É uma capa tão simples e tão pop que só podia ser dos Pet Shop Boys. E é genial, claro.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais CD. Cresci a comprar e a ouvir CD e é a força do hábito. Apenas e somente.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Se não me engano foi uma banda sonora de uns desenhos animados quaisquer, tinha pouco mais de cinco anos. No entanto lembro-me do local, uma pequena loja de discos, que entretanto já fechou, em Santiago Cacém, melhor cidade do litoral alentejano.
Qual o último disco que comprou?
Fabric45 de Omar S. Uma lição de história da música house.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
“Veckatimest” dos Grizzly Bear. Porque ainda não foi editado [nota: lembramos que as respostas remontam a Abril], mas o single, “Cheerleader”, o tema que apresentaram no Late Show with David Letterman, “Two Weeks”, e o outro que tocaram na rádio KCRW, “While You Wait for the Others”, são das melhores canções que 2009 poderá ter. Com temas assim o disco nunca na vida poderá desiludir.
Qual é o artista mais representado na colecção?
São vários, mas anda um pouco entre os Smiths (e Morrissey a solo), Prince, Sonic Youth, Pet Shop Boys, Beck, Jay-Z, Wu-Tang Clan e Radiohead.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Normalmente tento comprar aqueles discos que gosto mesmo ou sei que será impossível não gostar. Mas dos nomes que referi em cima tento realmente ter tudo.
Que projectos tem em mãos actualmente?
DN, terminar a licenciatura em Comunicação e Cultura, procurar alternativas, projectos interessantes e estimulantes.
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Quarta-feira, 12 Agosto, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Antena 3, Nuno Reis, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


NUNO REIS
Realizador de rádio (Antena 3)
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Tenho dificuldade em responder a esta pergunta porque todos os discos que, por alguma razão, foram importantes na minha vida (e foram vários) continuam, de certa maneira, a ser importantes. Opto por isso por escolher um disco (de uma lista de vários) que tenha ouvido vezes sem conta, mas que já não tenho paciência para ouvir: “Siamese Dream” dos Smashing Pumpkins. Continuo a gostar do álbum, mas os Smashing, ou melhor, o Bily Corgan já me enerva solenemente.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Sound Of Silver” dos LCD Soundsystem. Porque são nesta altura a minha banda favorita. Porque já ouvi o disco 7 milhões de vezes e não me canso. Porque acho que o James Murphy é o maior. Porque se tivesse que, nesta altura, escolher UM disco para levar para a Lua… era este.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Pergunta mais complicada de todas! Sinceramente, não encontro nenhum disco da minha lista de favoritos, que ache que o resto do mundo ache que é mau. No entanto, adoro o álbum “Come on feel the lemonheads” dos Lemonheads (naturalmente!) e não me parece que seja uma opinião muito consensual. Espero estar enganado.
Uma capa de disco favorita?
Pode parecer óbvio, mas acho que deve ser a dos Velvet Underground. A da banana.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Cheira a traição, mas nesta altura é mais download. Antes da vertigem tecnológica, era mais vinil. Para os meus programas de rádio e para as poucas actuações como DJ, nos últimos anos, os maxis e o vinil tornaram-se essenciais, para além de serem mais sedutores. No entanto, milhares de discos depois e com o espaço de arrumação sem crescer, tive que optar pela tecnologia, reservando a compra de CDs e maxis para os discos que realmente quero ter disponíveis na prateleira. Ainda por cima, poupo dinheiro à grande!
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Não posso jurar, mas tenho quase a certeza que foi o “Thriller” do Michael Jackson, em vinil na discoteca do bairro em Carnaxide. Ou então, “Rattlesnakes” de Lloyd Cole & The Commotions. Mas acho que foi mesmo o “Thriller”.
Qual o último disco que comprou?
“Of all the things” dos Jazzanova.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Certamente muitos que ainda nem sei. Mas o último dos The Juan Maclean é garantido.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Dada a minha tendência para a colecção, tenho vários músicos e bandas de que tenho todos os discos ou pelo menos tento. Apenas pelo número e sem outros significados mais profundos, acho que deve ser o Brian Eno. Eu sei que parece pomposo, mas houve uma altura da minha vida (por volta dos 20) em que a música contemporânea e ambiental me bateram com força. O Brian Eno era uma das minhas paranóias. Felizmente passou.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Tal como já disse, tenho várias bandas e músicos em que já completei a discografia (pelo menos a oficial). Na versão “armada em esperto”, compro todas as obras do Steve Reich porque acho que é um génio. Na versão dançante, tudo o que tenha o dedo do Moodymann. Em versão mais rockeira, qualquer disco dos LCD Soundsystem, porque são a minha banda favorita do momento. Na versão “dantes é que era bom”, tudo dos Smiths, Cure, Joy Division, Kraftwerk e muitos outros.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Continuar a divulgar a música de que gosto na rádio (Antena 3).
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Quarta-feira, 12 Agosto, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Antena 3, Record Store Day, Ricardo Sérgio
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


RICARDO SÉRGIO
Radialista (Antena 3)
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Mais ainda que os muitos singles e EPs dos anos 50, 60 e 70 dos meus pais (dos Beatles aos Zoo, do Cliff Richard ao James Last), mais ainda que os “Queijinhos Frescos” da minha infância e os “Top Jackpots” de antanho, os discos mais importantes foram dois: o “Crime of the Century”, dos Supertramp (quando descobri que havia música para lá dos 60s e dos tops do FM de então), e o “Tender Prey”, de Nick Cave & The Bad Seeds (que orientou, de uma vez por todas, a minha bússola musical).
Um disco que seja muito importante agora + razão.
De momento, a colectânea “Dark Was The Night”, que não me sai do ouvido, e a “Kind of Blue: 50th Anniversary Collector’s Edition”, de Miles Davis, porque me faz sempre sentir que cheguei a casa.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Um não, dois (pelos quais me apaixonei redondamente): “Crime of the Century” dos Dauerfisch e “1968” de Dave Pajo – porque, cada um a seu tempo, me atingiram de forma absolutamente inesperada, apesar de terem sido ignorados ou recebidos com vaias e apupos.
Uma capa de disco favorita?
Para quem comprou tantos discos por causa da capa (tantas belas descobertas, tantas horrendas desilusões), não é fácil escolher A Favorita. Mas, por entre as capas de “Soft Parade” (The Doors), de “Com que Voz” (Amália), de “Closing Time” (Tom Waits), de “À Vontade” (Baden Powell) ou de “The Man Comes Around” (Johnny Cash), por entre quase todas do Andy Warhol (dos Velvet ao jazz) e as da trilogia berlinense de Bowie, por entre tantas da Blue Note e da 4AD e dos Smiths e dos Residents, por entre as clássicas inevitáveis, as portuguesices kitsch de 70s ou as mais recentes obras de arte, fico-me pela capa de “The Eraser”, de Thom Yorke – misto de “urban art” com um certo imaginário “steampunk”. Ou então qualquer uma do Artur Gonçalves…
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Queria poder dizer vinil… mas na verdade: mais CD. A grande maioria dos meus vinis ficaram entre a Feira da Ladra e a Carbono – primeiro na voragem de trocar tudo por CD, depois pela simples necessidade de ter dinheiro à mão (fosse para comprar mais discos novos ou mais cassetes para gravar outros discos ou apenas para poder ir ao Alfa com a miúda do 12º C).
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Não foi o primeiro que comprei (esse tanto poderá ter sido o “Born in the USA” do Bruce, como o “Touch Me” da Samantha Fox, como até um qualquer dos Queijinhos Frescos…), mas o primeiro que comprei com O Meu Dinheiro, com O Meu Primeiro Ordenado: “Out of Time”, dos REM, numa das discotecas do velho Centro Comercial de Alvalade (no tempo em que um pequeno centro comercial de bairro ainda era capaz de sustentar duas ou três lojas de discos).
Qual o último disco que comprou?
“Grass Is Singing”, de Lonely Drifter Karen, e “Fight Like Apes and the Mystery of the Golden Medallion”, dos Fight Like Apes. Os últimos discos que NÃO comprei foram a reedição de “The Pirate’s Gospel”, de Alela Diane, e “I Can Hear Your Heart”, de Adrian John Moffat.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
As reedições de Nick Cave & the Bad Seeds.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Mais ainda que David Bowie e The Residents, só mesmo Nick Cave (contando, não só com os Bad Seeds e os Grinderman, mas também com bandas-sonoras, colectâneas, álbuns de outros com a presença de Cave e discos “de família” – Birthday Party, Boys Next Door, Crime & the City Solution, Barry Adamson, Anita Lane, Einstürzende Neubauten, etc.). Ah… e Monty Python.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Começa a tornar-se redundante, mas… Nick Cave, com ou sem os Bad Seeds. E The Residents.
Que projectos tem em mãos actualmente?
A Antena 3. Um livro de contos que não sai do papel. E uma dor de cotovelo para tratar…
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Quinta-feira, 30 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Hernâni Faustino, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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HERNÂNI FAUSTINO
Músico, editor e lojista (Trem Azul)
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Se um disco foi importante num determinado momento da nossa vida, essa importância para mim continua a fazer sentido hoje. São as reminiscências que a audição nos proporciona, boas ou más!
Um disco que seja muito importante agora + razão.
John Butcher/John Edwards “Optic”. Dois dos músicos mais criativos da cena actual da música improvisada, Butcher um experimentalista e Edwards um contrabaixista impressionante. A imaginação é o recurso, e o desafio dos instrumentistas é constante num formato que só faz sentido quando a cumplicidade é a palavra-chave.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Art Ensemble of Chicago “People in Sorrow”.
Uma capa de disco favorita?
Uma das muitas favoritas… “Another Green World” do Brian Eno.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Tenho mais CDs porque a maior parte da música que me interessa comprar nos dias de hoje é quase impossivel de conseguir em vinil, sao muito poucas as excepções.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Stranglers “No More Heroes”, em 1978, na Discoteca do Carmo.
Qual o último disco que comprou?
John Eckhardt “Xylobiont”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Peter Brotzmann Die Like A Dog Quartet.
Qual é o artista mais representado na colecção?
John Coltrane.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Tom Waits.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Continuar a fazer musica com o RED trio e com o músico japonês Nobuyasu Furuya, e pontualmente colaborar em outros projectos.
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Quinta-feira, 30 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Pedro Dias da Silva, Record Store Day
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PEDRO DIAS DA SILVA
Membro dos Serviços Artísticos e de Produção do Teatro Académico de Gil Vicente
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Lamb “Górecki-1” [CD-single]. Por ter marcado uma época da minha vida.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Massive Attack “Blue Lines”. Porque me fez e faz sentir sempre bem.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
“Cerrone” By Bob Sinclair.
Uma capa de disco favorita?
Hoje, “Pod” de The Breeders.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
CD e vinil. Tenho discos nos dois formatos e reconheço qualidades a ambos.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Imagination “Body Talk”. Discoteca Novalmedina (Coimbra).
Qual o último disco que comprou?
N.A.S.A. “Spirit of Apollo”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Lukid “Foma”.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Embora não seja coleccionador, os artistas de quem possuo mais discos, entre álbuns (originais, compilações de temas seus, remisturas de originais alheios, em vinil e CD), 10” e 12” são Thievery Corporation, Massive Attack e Up, Bustle & Out.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Massive Attack.
Que projectos tem em mãos actualmente?
O de produtor nos serviços artísticos e de produção no TAGV (Coimbra); o de colaborador na revista Blitz; a co-preparação de uma exposição com capas de discos em vinil do período do PREC; um novo desafio sobre o qual não devo falar (ainda)…
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Quarta-feira, 22 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Pedro Ricciardi, Record Store Day
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PEDRO RICCIARDI
Arquitecto, pai
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Não me lembro.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“What´s Going On” (Marvin Gaye). Por razões óbvias.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Não me lembro.
Uma capa de disco favorita?
Mandré “Mandré”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Muito mais vinil .Som imbatível.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Não me lembro.
Qual o último disco que comprou?
Carl Craig & Moritz Von Oswald “Recomposed” – new mixes by Carl Craig e Ricardo Villalobos (Deutsche Grammophon).
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Não sei ainda.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Prince.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Nenhum.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Vários de arquitectura.
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Quarta-feira, 22 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Ana Ricciardi, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


ANA RICCIARDI
Directora de Marketing, Consultora Musical e DJ
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Sinead O´Connor “The Lion and the Cobra”. Importante para a fase que vivia na altura mas já passou.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Vibe Corner “Long Time Gone (Mat Playford and Tomas Malo mix)” porque estou a gostar muito de o ouvir e passar.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Difícil, posso pensar num em relação ao meu ‘mundo’… talvez Ive Mendes, se bem que não seja propriamente irresistivel mas o mundo acha que é mau, certamente.
Uma capa de disco favorita?
Dificil…
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais vinil porque gosto mais de passar este formato nos meus sets; mas também há CDs e MP3.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Acho que foi o “Pop Muzik” (M), com a minha mãe numa discoteca em Lisboa mas não faço ideia qual era.
Qual o último disco que comprou?
The Diaphanoids “Where Were You in 5079?”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Um que oiça e adore! Qual, não sei…
Qual é o artista mais representado na colecção?
A colecção de vinil é mais democrática; talvez, e por acaso, tenha mais discos dos Tiefschwarz que de outros; nos CDs os brasileiros da bossa nova (pioneiros e actuais).
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
De nenhum.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Música? Os meus sets no Arena Lounge e as minhas escolhas para as Rádios do Cotonete: Electrónica, House, House Minimal, Progressive, Chill Out, Bossa Nova e Ambient.
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Terça-feira, 21 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Mário Lopes, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


MÁRIO LOPES
Jornalista
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Os meus avós tinham vindo visitar a família. Almoço terminado, o avô dormia no meu quarto, rodeado por posters onde, miseravelmente, se destacava a careca do Mark Knopfler. A adolescência estava prestes a começar e eu não gostava propriamente de música, era fã dos Dire Straits. Na sala, o meu pai pôs a rodar um vinil e, minutos depois, começou a batucar furiosamente o sofá. Deep Purple, “Made In Japan”. O som do vinil, o Hammond distorcido do Jon Lord e as pirotecnias do Richie Blackmore na guitarra. No dia seguinte, acabavam os Dire Straits e a colecção de vinil caseira começou a ser investigada com maior atenção. Simbolicamente, “Made In Japan” ainda é grande, mas se os vinte minutos de jam cósmico-headbanger que o encerram, “Space Trucking”, se mantém coisa excitante, há por ali toda uma série de coisas, como tenebrosos duelos voz-guitarra, que impossibilitam qualquer reprodução da “revelação” pré-adolescente de há sei lá quantos anos – mas, qual “freak-show”, ainda consigo trautear-lhe, nota por nota, todos os solos de guitarra.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Isto anda rápido demais e a capacidade de absorver tudo e enquadrar a verdadeira relevância da música que sai todas as semanas é trabalho tão árduo quanto frustrante. Exagerando, podia referir dezenas de discos que acredito serem, agora, muito importantes para mim (por uma semana, por um mês, por um ano). Fico-me por três.
Pela intemporalidade, pela forma como se prova e reafirma o poder “clássico” de uma canção, Cass McCombs e o seu “Dropping The Writ”, que me acompanha regularmente e como nenhum outro disco desde que foi editado em 2008.
Pela capacidade de surpreender, de cristalizar um momento específico que nos fala do presente, primeiro, e nos mostra uma série de possibilidades em aberto, depois, o “Jewellery” de Micachu & The Shapes – pop distorcida, caleidoscópica, em que se projecta toda esta primeira década do século XXI (and more).
Pela proximidade gerada à primeira audição, culpa de um sentido melódico ímpar, pela forma como a voz é colocada e como as palavras fluem de forma tão familiar quanto surpreendente, as “fachadices” do Bernardo Fachada (o “Viola Braguesa” que já saiu e o “Um Fim De Semana no Pónei Dourado” que está quase a chegar).
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
“Grand Funk Live”. A banda, sinónimo do white-trash americano, tornou-se símbolo de coisa tenebrosa – o Lester Bangs fartava-se de lhes dar na cabeça e muito bem. A verdade é que aquela energia, aquela forma de manter um groove pesadão ininterruptamente, merece todo o respeito. E a secção rítmica devia ser samplada em larga escala. É absurdamente datado (1970) e está recheado de pormenores de mau gosto, mas não consigo resistir-lhe. Ah, e qualquer colectânea de singles das Girls Aloud, actualização, via Xenomania, da Motown da tripla Holland-Dozzier-Holland.
Uma capa de disco favorita?
Um tipo pega num disco de vinil, tão grande, tão recheado de pormenores, tão importante para nos relacionarmos com a música que está lá dentro, e arrisca dizer que todas as capas, mesmo a dos trigais de “Portuguesa Bonita”, do grande José Cid, são as melhores de sempre. Depois, reduzimos o foco. E concluímos que o preto e branco do “Revolver”, desenhado para os Beatles pelo Kaus Voorman que conheceram em Hamburgo, é tão perfeita quanto a música perfeita que representa. Ou que o Caetano de tanga vermelha sob o sol brasileiro, o de “Araçá Azul”, grito luxuriante no regresso do exílio, é poderoso como poucos outros.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Durante muitos anos, andaram lado a lado – a preferência era o CD, isto para o que havia sido editado originalmente nesse formato, e era o vinil para a matéria histórica que o formato digital não reproduzia da mesma forma. Agora, dado que a minha profissão me enche a casa de CDs, a prioridade nas investidas em lojas de discos é o vinil, formato perfeito em estética e duração.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Lembro-me dos meus pais me comprarem, no Girassolum de Coimbra, em meados dos anos 80 e perante a minha insistência, o “Woodpeckers From Space”, de uns negligenciados Vídeo Kids (suecos penso eu). Mas isso não conta realmente que, para mim a música, de forma consciente, viria muito depois. Três momentos. Apanhar a cassete do “Nevermind”, dos Nirvana, num hipermercado para os lados de Telheiras – acabaria por rodar por metade da população da escola secundária (a outra metade preferia os Guns N’Roses). Poupar dinheiro daquelas primeiras saídas à noite para, sábado de manhã, ir à Valentim de Carvalho do Centro Comercial Alvalade comprar o “Buffalo Springfield Again”. Vender bugigangas na Feira da Ladra para, um par de ténis e uns jogos do Spectrum depois, apanhar por ali o vinil do “Desire”, de Bob Dylan, a 200 escudos.
Qual o último disco que comprou?
“The Age Of Understatement”, dos Last Shadow Puppets. Chegou a semana passada via Amazon, atrasadíssimo em relação à data de edição – só recentemente me deixei conquistar pela elegância britânica da coisa, recheada de orquestrações e “Scott Walkerices” em formato juvenil portátil. Em loja, a caixa de singles dos Smiths, “The Smiths” – música importante, objecto irresistível.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
“Atlantic Ocean”, o novo de Richard Swift. O toque soul do último EP, “Ground Troubled Jaw”, prenuncia algo em grande e não deixa outra hipótese.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Bob Dylan, seguramente. Está lá tudo, menos pedaços dos seus negros anos 1980 e o pouco inspirado período cristão. Estranhamente, descobri há uns tempos que tenho uma catrefada de álbuns dos Grateful Dead, que nunca foi uma das minhas bandas de eleição – são resquícios do fascínio precoce pelo psicadelismo de 1960 e da quantidade absurda de álbuns deles que, nos anos 1990, estavam disponíveis a preço convidativo na Feira da Ladra. O Zappa é um caso semelhante. Mesmo eliminando da equação os álbuns instrumentais, aborrecidíssimos, e a produção de finais de 70 em frente, que não me interessa de todo, a colecção que tenho é maior que o fascínio pela obra.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Nunca sigo incondicionalmente um músico. Não gosto de ver maculados os meus fascínios e obsessões e, como tal, prefiro rasurar a obra a meu belo prazer, ignorar as excrescências e guardar apenas aquilo que realmente me interessa. Os Beatles não contam, que é tudo perfeito (e a obra já se conhece desde sempre). Sly & The Family também é sempre bom, mesmo os maus discos que editou depois do “Fresh”.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Pragmaticamente, sobreviver à crise. Depois, aprender a tocar cavaquinho – eu que sei apenas três acordes de guitarra e dou uns toques na bateria, descobri um no sótão de casa de família, em Coimbra, e senti aquilo como um chamamento. Mandei-o restaurar e estou ansioso por tê-lo nas mãos para iniciar essa nobre tarefa.
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Quarta-feira, 15 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Record Store Day, Rodrigo Alves, Trol2000
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


RODRIGO ALVES
DJ (TROL2000) e empresário.
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
The Dillinger Escape Plan “Calculating Infinity” (1999). Um disco que me ajudou a viajar por outros horizontes e que me abriu as portas para a música electrónica. Agora já não faz sentido, mas é bom.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Herbie Hancock “Thrust” (1974). Já era importante, agora é ainda mais. Funk, Jazz, Soul, Disco… é viciante e intemporal.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Pages “Future Street” (1979).
Uma capa de disco favorita?
Rinder & Lewis “Cataclysm” (1980).
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais vinil. O analógico é mais quente e fisico, a prensagem atinge sempre valores de décibeis mais elevados e sem que haja distorção de som. É muito mais interessante coleccionar vinil, existem capas fantásticas.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Guns n Roses “Appetite for Destruction” (1987). Comprei na discoteca “Discocentro” na Costa de Caparica.
Qual o último disco que comprou?
Padded Cell “Night Must Fall” (2008).
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Isis “Wavering Radiant”.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Patrick Cowley.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Richard D. James.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Estou a começar a dar os primeiros passos na produção, em breve irei dar a conhecer algumas coisas. Faço parte do colectivo The Scene, que organiza festas mensais.
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Quarta-feira, 15 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Record Store Day, Rodrigo Madeira
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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RODRIGO MADEIRA
Livreiro
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Quando ouvi o “Outside” do David Bowie na minha verde meninice impressionou-me muito. Mas agora nem sequer lhe pego. Caiu-me mal uma segunda audição, mais madura, e nunca recuperei.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Live in Tokyo”, João Gilberto. Não se explica.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Qualquer coisa dos AC/DC – de qualquer modo parecem-me todos iguais – ou o “Haunted Dancehall” dos Sabres of Paradise, que já tentei com várias pessoas desse tal resto do mundo mas que continua a parecer-me ser apenas para mim.
Uma capa de disco favorita?
“Ladies and Gentlemen, we are floating in Space”, Spiritualized.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
CD. Questões de logística, suponho eu.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
“Strong Arm of The Law”, Saxon, na Strauss das Amoreiras, há tantos anos que parece ter sido noutra vida. E se calhar foi.
Qual o último disco que comprou?
“Noble Beast”, Andrew Bird.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Não sei.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Bob Dylan.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Nenhum.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Ter dinheiro até ao final do mês, chegar a casa vivo todos os dias, alimentar um blog, ler o Guimarães Rosa todo.
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Segunda-feira, 13 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Jorge Mantas, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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JORGE MANTAS
Gestor
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
O segundo album dos Red House Painters (s/ nome). Quando eu passava as tardes melancólicas de domingo a reunir os destroços do coração.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Steve Roach “Structures From Silence”. Drone ambiental perfeito que me transporta para um sítio melhor.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Paris Hilton “s/t”. A minha veia pop a fazer estragos no bom gosto.
Uma capa de disco favorita?
O.S.T. “Lost In Translation” vinil, Aquele ‘close-up’ do rabo da Scarlett Johansson é de sonho.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais CD, porque não tenho gira discos e não sou fetichista do vinil. E ultimamente mais digital no iTunes.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Madonna “True Blue”. Comprei o vinil num pronto a vestir em Reguengos (que já não existe – agora é uma loja de chineses) com uma pequena secção de música!
Qual o último disco que comprou?
Alela Diane “To Be Still” CD.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Joanna Newsom de certeza absoluta!
Qual é o artista mais representado na colecção?
Merzbow. Mais de 100 CDs! Os ouvidos queixam-se mas a alma agradece.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Brian Eno.
Que projectos tem em mãos actualmente?
O meu próprio projecto musical The Beautiful Schizophonic, com o lançamento do segundo album intitulado “Erotikon” previsto para o Verão na Crónica. E um “side-project” secreto…
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Segunda-feira, 13 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Jorge Lima Alves, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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JORGE LIMA ALVES
Jornalista / Escritor
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Quase todos os discos dos Beatles, mas também dos Rolling Stones, foram importantíssimos na adolescência, por razões óbvias. Mas a música evoluiu muito e eu com ela. Ouvi-os demasiado uns e outros, já raramente suporto ouvi-los. Dessa época (os famigerados anos 60), o único que continuo a ouvir com real prazer é Bob Dylan, mas não tudo. Jazz à parte, é claro, esse nunca cansa!
Um disco que seja muito importante agora + razão.
O disco mais importante do momento é sempre o que estou a ouvir repetidamente. Há três semanas era o disco da Alela Diane (”To Be Still”), a semana passada o do Bonnie Prince Billy (”Beware”), esta semana é o do Andrew Bird (”Noble Beast”). Next week, quem sabe?
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Todos os últimos discos da Françoise Hardy. Por exemplo: “Tant de Belles Choses” (2006).
Uma capa de disco favorita?
São demasiadas, mas todas em edições vinil. Eis algumas: “Abbey Road” e “Revolver”, dos Beatles, a famosa capa da banana dos Velvet Underground, “Horses” de Patti Smith e a generalidade das capas da Blue Note nos tempos áureos (anos 50 e 60).
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais vinil do que CD porque é mais simpático, mais bonito, mais fácil de arrumar, etc. Infelizmente chegam cá poucas coisas em vinil, pelo menos para o meu gosto.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
“Black Magic Woman” do Santana numa loja em Amesterdão, em 1971, quando estava sob o efeito de LSD. Estava a tocar quando entrei na loja de discos e o LP custou-me quase todo o dinheiro que tinha no bolso.
Qual o último disco que comprou?
“Noble Beast”, de Andrew Bird.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Toumani Diabaté, se publicar algum disco este ano.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Miles Davis, talvez, mas também Duke Elligton e Françoise Hardy (ver próxima resposta).
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Françoise Hardy, um fétiche que me acompanha desde a adolescência, quando estive perdidamente apaixonado por ela.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Uma colectânea de contos (”O Vestido de Judas e outras histórias”) e um guião para cinema, ainda sem título definitivo.
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Quarta-feira, 8 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Jorge Mourinha, Record Store Day
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JORGE MOURINHA
Crítico
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Duran Duran “Rio”. Porque em 1982 eu achava que aquilo ia ser o futuro da pop e entretanto cresci. Mas continua a ser um prazer culpado.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Coldplay “Viva la Vida”. Porque Brian Eno lhes fez muito bem e porque foi direitinho ao que eu precisava de ouvir num momento complicado da minha vida.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Qualquer álbum da Mafalda Veiga. Acho-a uma songwriter excelente e subestimada, mas não consigo convencer ninguém. Sou gozado publicamente por gostar dela e não me chateia nada.
Uma capa de disco favorita?
Entre o output do Peter Saville para a Factory, os trabalhos fabulosos da Jeri Heiden para Robbie Robertson, Janet Jackson e K. D. Lang, todo o output do Vaughan Oliver na 4AD, o que o Anton Corbijn fez com os Depeche Mode e os U2, a colaboração Mark Farrow/Pet Shop Boys, quase todo o que o João Faria concebeu na Drop, as coisas do Pedro Cláudio, e os primeiros tempos do Malcolm Garrett na Assorted iMaGes, não consigo escolher uma.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais CD. Porque já não tenho gira-discos há anos e os vinis gastavam que era uma coisa estúpida.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
A banda-sonora do filme “Grease”, em 1978, na discoteca do Centro Comercial de Alvalade, em Lisboa, que acho que era uma Valentim de Carvalho.
Qual o último disco que comprou?
“Cleaning Out the Ashtrays”, a caixa de 4 CDs de raridades e inéditos de Lloyd Cole, na Fnac do Colombo, há três semanas.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
O novo do Pet Shop Boys, bem como o que sair do pessoal de que falo abaixo.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Nunca fiz as contas. Mas entre Elvis Costello, Caetano Veloso e Joni Mitchell um deles há-de ser. E o Prince, mas esse parei de comprar há uns anos.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Elvis Costello. Caetano Veloso. Joni Mitchell. Lloyd Cole. Ry Cooder. Richard Thompson. June Tabor. Sérgio Godinho. David Sylvian. Peter Gabriel. U2. Cristina Branco. Camané. Pet Shop Boys. Jorge Palma. GNR/Rui Reininho. Assim que me recorde…
Que projectos tem em mãos actualmente?
Escrever no Público. Resistir ao Twitter.
http://mourinha.blogspot.com
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Quarta-feira, 8 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Marco Martins, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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MARCO MARTINS
Realizador
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Os discos mais marcantes são sem dúvida os primeiros, aqueles gravados em K7 BASF e TDK, os discos dos amigos mais velhos, antes de podermos ter os nossos próprios discos, quando descobrimos o verdadeiro poder evasivo que a música pode ter sobre nós. Lembro-me de ouvir Smiths e Happy Mondays numas K7 brancas para o ZX Spectrum, no Walkman, com um som terrível. Cada fase da nossa vida tem a sua própria Banda Sonora… da infância revolucionária passada, com a família, nas Festas do Avante com Zeca Afonso e Chico Buarque, às primeiras namoradas ao som de Duran Duran à descoberta existencialista da dor na adolescência ao som de Joy Division e Bauhaus. O importante na música, nos filmes e na literatura é mostrar-nos que não estamos sozinhos. A minha banda sonora por estes dias é Caspa Codina “Gotta Do What’s Right for Me”.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Young Marble Giants “Colossal Youth” , Joy Division “Unknown Pleasures”, “Substance” dos New Order, Massive Attack “Blue Lines”, “3 Feet High and Rising” dos De La Soul, um para cada cinco anos. Recentemente o album de Colleen “Les Ondes Silencieuses” foi uma inspiração incrível para a escrita da minha segunda longa metragem “Como Desenhar um Círculo Perfeito”, juntamente com “Close to Paradise” do Patrick Watson.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
A resposta mais óbvia… “Thriller” do Michael Jackson ou “You are Under Arrest“ do Miles Davis, além de toda aquela onda New Romantic dos Duran Duran ou Alphaville, Spandau Ballet, Culture Club, Japan, etc (os primeiros discos de cada uma destas bandas ainda hoje são discos maravilhosos) mas, já agora, quem é “o resto do mundo?”Uma capa de disco favorita?
Velvet Underground & Nico, “The Freewheelin” de Bob Dylan, “Unknown Pleasures” dos Joy Divison, “Blue Lines” dos Massive e a foto Robert Mapplethorpe em “Horses” de Patti Smith… mas cada época tem no grafismo dos seus discos uma marca do seu tempo, a imagem de um movimento.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais Viníl pela hipnose, pela orgânica, pelo grafismo, pelo valor afectivo, pelo formato,,pelo som, por tudo. Apesar de, neste momento, comprar exclusivamente CD (por ser mais fácil ter a música que quero ouvir onde quero). Já agora… não consigo ouvir um disco gravado, não pelas razões legais, mas porque não tem qualquer valor emocional, por uma questão de história.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
”Substance” dos New Order e “Sign O’ The Times“ do Prince (reparei agora que são do mesmo ano).
Qual o último disco que comprou?
São sempre vários ao mesmo tempo… Caspa Codina, Bill Callahan, Telepathe.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
O novo dos LCD.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Nenhum em particular… talvez David Bowie, Miles Davis… tantos.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Infelizmente com o tempo deixamos de ser tão fiéis e seguidores… actualmente iria sempre comprar um novo disco de Animal Collective, Au Revoir Simone ou Devendra Banhart.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Um espectáculo a estrear no final de Maio no Maria Matos com o Bernardo Sassetti, a estreia do meu novo filme “Como Desenhar um Círculo Perfeito” em Outubro e muita publicidade….
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Quarta-feira, 1 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: José João Mendonça, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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JOSÉ JOÃO MENDONÇA
Engenheiro Civil / Director Obra Coordenador
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Current 93 “Imperium”.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
O que estou a ouvir em cada momento. Agora: John Bender “Pop Surgery” (83).
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
O single do Sandokan.
Uma capa de disco favorita?
(difícil) Joy Division “Unknown Pleasures”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
CD / mp3. Infelizmente ainda não há maneira de ouvir vinil no carro (sem contar com o mp3 dos velhos vinis).
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
O primeiro dos Duran Duran – Armazéns do Chiado.
Qual o último disco que comprou?
Uma compilação do Canal Panda!!
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
De certeza que não sei.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Death In June / Sonic Youth.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Sonic Youth (não têm discos maus).
Que projectos tem em mãos actualmente?
Responder a este questionário.
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Quarta-feira, 1 Julho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Nuno Fragoso, Record Store Day
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NUNO FRAGOSO
New Media Content & Strategy Advisor – Tribeca Media/El Corte Inglés
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Pink Floyd “The Wall” – despertou-me para a possibilidade de se criarem paisagens sónicas, dramatismos diversos, o primeiro que ouvi em que o som não parava entre as faixas, foi a minha primeira experiência que se afastava dos meandros da pop “European Countdown” e Adam Curry que na altura ouvia. Hoje em dia só o considero barroco e presunçoso, sobrevalorizado pela história e próprio dos primeiros sinais de uma banda balofa.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
My Bloody Valentine “Loveless” – há tanta pista neste disco que nunca foi explorada pela pop, que é quase criminoso que a única lembrança que se tenha dele seja pelo prisma shoegazzer.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Television Personalities “And Don´t The Kids Just Love It” – não tenho a certeza que o resto do mundo o ache mau, mas sempre que mostro este disco a alguém não sou levado a sério.
Uma capa de disco favorita?
“Meet The Residents” – Residents.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Vinil, mesmo que raramente adquira neste formato. As capas ganham um valor óbvio que não vale a pena descrever. Numa boa prensagem, a qualidade do som sai das colunas como nenhum CD é capaz de reproduzir. Mas não é só o suporte que interessa aqui: se pelo meio estiver um qualquer processo digital manhoso, ser vinil, mp3 ou CD torna-se irrelevante. Ou seja: prefiro vinil se tiver um som à altura.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
The Stranglers “The Collection 1977 – 82″ (singles) – Numa loja de discos em S. Pedro do Estoril.
Qual o último disco que comprou?
PJ Harvey + John Parish “A Woman a Man Walks By”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Objectivo a curto prazo: completar a minha colecção de Boredoms, não me lembro agora quais os dois títulos que me faltam. Quanto a edições específicas de 2009, irei comprar Sonic Youth em Julho com toda a certeza.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Sonic Youth e Fela Kuti (exactamente a mesma quantidade).
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Sonic Youth.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Comunicação web para uma rede de retalho/superfícies comerciais de âmbito ibérico, segmento jovem.
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Terça-feira, 30 Junho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Dário Dinis, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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DÁRIO DINIS
Eng. Electrotécnico e de Computadores (PT Comunicações)
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Sem dúvida, os “Use your illusion” I e II dos Guns’n’Roses. Tinha 15 anos, vivia no Funchal e andava agarrado a “europop” manhoso. Os Guns foram a salvação, uma verdadeira revolução no meu gosto musical. Abriram-me os ouvidos para o rock e para todo um novo mundo a partir daí. Ouvi estes discos vezes sem conta, principalmente o II. Hoje em dia não os oiço – nem tive curiosidade em ouvir o último disco -, não tanto por não gostar, mas porque neste momento só me lembro deles quando me fazem perguntas como estas. Doutra maneira, esqueço-me que existiram.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
O “Sung Tongs” dos Animal Collective. Porque neste disco os Animal Collective conseguiram reunir todas as influências que tinham e com isso fizeram um disco perfeito. Está lá tudo, desde os Beatles e os Beach Boys até ao noise dos nossos dias, passando pela música africana e algum tropicalismo. Exagerando mais um bocadinho, este disco é o perfeito resumo de tudo o que de bom se fez nos últimos 50 anos de música pop.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Isto do “resto do mundo” é muito relativo. Depende do que se entende por resto do mundo. Se eu fosse a considerar que o “resto do mundo” é a crítica especializada e não quisesse “parecer” muito mal na fotografia, escolheria o “Rattle and Hum” dos U2, disco pouco amado pela imprensa, mas que tem muito boas canções. Mas devo confessar que nutro uma grande simpatia por um disco ao vivo do Roberto Carlos onde há um medley com algumas das canções mais pirosas que ele gravou nos anos 80…
Uma capa de disco favorita?
Tenho várias, a do “Lazer Guided Melodies” dos Spiritualized, a do “I Want You” de Marvin Gaye, a do “Person Pitch” do Panda Bear e muitas mais, mas a escolher uma seria a do “Rum, Sodomy and the Lash” dos Pogues. É uma manipulação da obra prima do Gericault e é só por si uma outra obra-prima.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Cada vez mais vinil. E para explicar a razão, tenho de entrar em modo cliché: porque em primeiro lugar, há realmente diferença no som que se ouve, é um som mais “quente”, mais próximo. E porque o objecto em si é bem mais bonito que o CD. No entanto, não abandonei o CD. Acho que ainda faz muito sentido e para isso deixo o exemplo recente da peça de 45 minutos que os LCD Soundsystem gravaram para a Nike. Acho que nestes casos, o CD é uma mais valia por permitir ouvir a peça toda sem interrupção.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Tenho dois primeiros discos. Quando tinha uns 5, 6 anos, lembro-me perfeitamente de ir com a minha mãe e ela comprar o single dos Scorpions, “Still Loving You”. Acho que foi a primeira vez que assisti a uma compra de um disco. Mas o meu verdadeiro primeiro disco, o que comprei consciente do que estava a comprar, foi o “Pump Up The Jam” dos Technotronic. Numa loja no Funchal que hoje já não existe e que se chamava O Pátio.
Qual o último disco que comprou?
Foram dois, o novo de Bill Callahan e o “On Avery Island” dos Neutral Milk Hotel.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
De certeza que será o novo de Sonic Youth!
Qual é o artista mais representado na colecção?
Penso que deve ser com quase toda a certeza o David Bowie. Nem que seja por ser o meu artista preferido com mais anos de carreira.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Neste momento, e ainda não me desapontou, são os Animal Collective. Mas também quero ter tudo o que os descendentes dos Spacemen 3 (Spiritualized, Sonic Boom, Spectrum, E.A.R.,…) têm feito ao longo dos tempos. E também tudo o que o Scott Walker tem feito.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Neste momento estou a tratar do processo de candidatura a um mestrado em redes de computadores. Outro projecto em paralelo será aperfeiçoar o francês.
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Terça-feira, 30 Junho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Record Store Day, Tiago Pedro Nunes
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TIAGO PEDRO NUNES
Responsável de Logística, Compras e Serviços Gerais
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Romeo Void “Instincts”. Passei anos à procura deste disco, do qual possuía uma meia dúzia de músicas gravadas em k7, a partir do ‘Som da Frente’ (programa radiofónico do António Sérgio). Adorava esta banda New Wave de S. Francisco. Finalmente comprei o disco há uns anos, mas hoje soa-me algo datado.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Vladislav Delay “Whistle Blower”. Adoro o Delay desde o primeiro disco e, apesar de ter passado uma fase menos brilhante, voltou (quanto a mim) à ser sublime com este registo. Recorro a ele sempre que preciso alhear-me/isolar-me do mundo.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Startled Insects “Lifepulse”. Às vezes penso que sou a única pessoa que conhece e ouve este disco.
Uma capa de disco favorita?
Dead Can Dance “Spleen and Ideal”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Neste momento mais CD, mas apenas por comodidade.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Police “Zenyatta Mondatta”. Comprado na Compasso em Campo de Ourique (entretanto desaparecida).
Qual o último disco que comprou?
Telepathe “Dance Mother” e Gang Gang Dance “Saint Dymphna”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Os novos de Bat for Lashes e Fever Ray.
Qual é o artista mais representado na colecção?
David Sylvian (cerca de 20 títulos).
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Burnt Friedman (embora até hoje não lhe conheça maus discos).
Que projectos tem em mãos actualmente?
Moving de cerca de 200 pessoas, mais serviços associados, devido à mudança de instalações da minha empresa.
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Domingo, 14 Junho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Miguel Marques, Record Store Day
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11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


MIGUEL MARQUES
Distribuição/Promoção de discos (Popstock + Nuevos Medios)
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“Uprising” (Bob Marley). Razão: puberdade.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Matador Singles 08″ (Jay Reatard). Razão: confronto, movimentos
bruscos, entornar de cerveja, cabelos e punhos no ar.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
“Glee” (Bran Van 3000).
Uma capa de disco favorita?
“Strange Days” (The Doors).
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
CD. Razão: Adolescência passada nos 90’s.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
“Os Amigos de Gaspar” do Sérgio Godinho, em meados/fim dos anos 80,
numa loja algures na Rua Passos Manuel, baixa do Porto.
Qual o último disco que comprou?
“Black Bombaim EP” (Black Bombaim) e “This Is It and I Am It and You
Are It and So Is That and He Is It And She I” (Marnie Stern).
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Tudo da In The Red (homónimos de Vivian Girls e Cheap Time, Strange
Boys…) e o novo Sean Riley & The Slowriders.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Neil Young.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Pere Ubu.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Fazer chegar a tempo e horas a última encomenda da Flur, organizar uns quantos concertos, realizar mais umas quantas curtas e mudar de casa.
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Quarta-feira, 3 Junho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Record Store Day, Rui Murka
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


RUI MURKA
DJ
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Álbuns dos Dire Straits. Era jovem…
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Mãe Querida” porque ser mãe é a tarefa mais difícil, mas, também, a mais nobre do mundo.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Alejandro Sanz “Corazón Partío”.
Uma capa de disco favorita?
Nightmares on Wax “Smokers Delight”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Vinil, de preferência 12″. Gosto de carregar pesos, pagar mais caro e a minha consciência não me deixa ‘ripar’.
Mas, também, pelo gozo de andar x tempo a procurar algo que quero muito, e quando finalmente encontro, poder partilhar com os outros.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Madonna “True Blue”, Círculo de Leitores.
Qual o último disco que comprou?
12″ Tony Lionni/Radio Slave “Berghain 03 Part 1″.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Os que gostar.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Henrik Schwarz, Marvin Gaye, Moodymann e discos da Blue Note.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Após tantos equívocos deixei-me disso. Oiço sempre antes de comprar.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Ser feliz.
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Quarta-feira, 3 Junho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Kamala, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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KAMALA
DJ/Booker/Empresário
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Michael Jackson “Thriller”. Foi muito importante porque fez parte integrante da minha aprendizagem musical. Acompanhou-me em várias fases e sempre de uma forma válida! Neste momento só não é importante porque não tenho vontade de o tocar… até um dia!
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Dino & The Soulmotion “Eu e os Meus”. Além de ser um artista da nossa agência cuja aposta é tão séria quanto o seu inquestionável valor, é a prova de que em Portugal se faz mºusica de inegável qualidade no campo da música negra mais soulful. Infelizmente também é a prova de que não é fácil para este tipo de projectos vingarem em Portugal… Desconfio que se o Maxwell, o Bilal, o Dwele e muitos outros estivessem em Portugal, o desfecho seria idêntico. mas também acredito que esta nova vaga de músicos/cantores/produtores estão a trazer um novo hype ao mercado. Newmax, Sam The Kid, NBC, Dino, Virgul… Haja talento e vontade.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
E que tal um disco mau (na minha opinião) que o resto do mundo acha que é bom? Kanye west “808’s & Heartbreak”.
Uma capa de disco favorita?
Thomas Dolby “Aliens Ate My Buick”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Só vinil! É ridícula a quantidade de CDs que eu tenho. É um formato que nunca valorizei. Por alguma razão nunca me moveu lidar com CDs, e como o vinil esteve sempre presente como formato predilecto, receio que este formato digital tenha sido para mim um pouco como a fast food…
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Nuyorican Soul “Runaway”. Loja de discos do Centro Comercial São João de Deus em Lisboa.
Qual o último disco que comprou?
“Guru’s Jazzmatazz Vol. 1″ (em vinil. claro!). Fui a Londres e encontrei-o numa loja de música electrónica. devia estar perdido…
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Todos os que a editora Bloop lançar.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Pergunta difícil… Ao fim de tantos anos a comprar discos, não faço a mínima ideia. Até porque não sou organizado o suficiente para saber!
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Não sou seguidor de artistas, sou apreciador de boa música.
Que projectos tem em mãos actualmente?
A minha agência Spin, que acabou de celebrar o seu primeiro aniversário (”Teratron” – e mais não digo… ainda); Estado Líquido + “Madrugadas” @ Rádio Oxigénio; Jukebox @ Arena Lounge + “Há Música Para Ouvir… No casino Lisboa” @ Rádio Oxigénio; Suite/Sweet (um espaço de Verão a anunciar…); Festas Spin no Algarve; Parceria Spin/R&B Sessions.
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Segunda-feira, 1 Junho, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: José Almeida, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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JOSÉ ALMEIDA
Desempregado
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Sex Pistols “The Great Rock n’ Roll Swindle”. O factor adolescência foi determinante.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Can “Future Days”. A intemporalidade e frescura continuam intactas.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Spooky Tooth/Pierre Henry “Ceremony”.
Uma capa de disco favorita?
Can “Tago Mago”
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Vinil. A sonoridade amistosa do formato e o artwork são irresistíveis.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Black Sabbath “Master of Reality”. Comprado a um colega de escola, em segunda mão, no ano de 1978.
Qual o último disco que comprou?
Odetta “Best Of”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Um qualquer bom disco de jazz, rock, soul, concreta, etc.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Kim Fowley.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Kim Fowley.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Nenhuns, exceptuando continuar a aquisição de boa música através de trocas, venda e compra de discos.
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Terça-feira, 26 Maio, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Maria Antónia Oliveira, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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MARIA ANTÓNIA OLIVEIRA
Investigadora
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
O primeiro disco da Nina Hagen (”Nina Hagen Band”) foi muito importante. Recebi-o da minha irmã no aniversário dos 15 anos. Olhei para a capa e estava ali a rapariga que eu queria ser. Foi quando comecei a cantar em alemão. Agora não consigo ouvir. Mas se calhar ouço daqui a uns anos. Nunca se sabe.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Agora, agora? Bem, esta semana, cá em casa, estão no top o último dos Animal Collective “(Merriweather Post Pavilion”), os Aquaparque, “Dark Was the Night” e a compilação dos Metro Area para a Fabric.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Não sei se toda a gente acha que é mau, mas quando o ponho, fica tudo com um olhar desconfiado: o single “Heartbreaker”, cantado pela Dionne Warwick, música de Barry Gibb, Robin Gibb e Maurice Gibb.
Uma capa de disco favorita?
A do primeiro disco dos Roxy Music, interior incluído, em vinil.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Tive sempre gira-discos. Mas a partir de certa altura, como estava sempre a mudar de casa, tive de guardar a colecção de vinis e comecei a comprar CDs. Tinha muitas cassetes porque andava sempre de walkman. Continuo a comprar mais CDs do que vinis. Compro algumas velharias em vinil (especialmente no Porto), e também uns novos, por gostar da música mas às vezes pela capa. Gosto mais do som do vinil. O CD tem a vantagem de não se ter de ir virar o disco a meio da escuta. Mas, sem o vinil, que seria da expressão “vira o disco e toca o mesmo”? O que eu não suporto é o som do MP3, e não permito i-pods ligados às minhas colunas. I-não-pod.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
O primeiro disco foi um single, “A Whiter Shade of Pale” dos Procol Harum, em Castro Daire (Viseu), numa loja de electrodomésticos onde o meu pai comprou o gira-discos para a minha irmã, no mesmo dia. Foi antes do 25 de Abril.
Qual o último disco que comprou?
“Merriweather Post Pavilion” dos Animal Collective.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Está para sair algum da Brisa Roché? Se sim, esse.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Entre vinis e CDs, Miles Davis e a seguir Beatles.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Nenhum. Nem do Miles Davis (e neste caso, estava feita). Não tenho espírito de coleccionista. E estou sempre a mudar de gosto.
Que projectos tem em mãos actualmente?
O doutoramento sobre as biografias de Camilo Castelo Branco, um projecto para a ExperimentaDesign, a comunidade de free-lancers sindicato.biz, o folhetim O Outro para o jornal do Lux.
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Terça-feira, 26 Maio, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: João Bonifácio, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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JOÃO BONIFÁCIO
Jornalista
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Não um, mas vários: os discos dos Cure e da brigada das gabardines, que cresci a ouvir. Na altura pensava que era por ali que se acedia a um mundo secreto e muito mais fascinante que o das Madonnas. Continuo a não gostar da Madonna, mas a música que ouvi entretanto relativizou (e de que maneira) a importância daqueles hiper-românticos niilistas. Ainda acho boa alguma da música mas fico com a impressão de que havia um certo histerismo juvenilesco a que já não consigo aderir emocionalmente.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
A obra do Bill Callahan. Não escolho um disco porque em cada disco há sempre canções que gosto mais. Cada vez que ele lança um álbum novo acabo embrulhado em tudo o que compôs: é impressionante como com um mínimo de recursos ele encontra os sons que reproduzem os estados mentais das palavras. A música dele parece voyerismo emocional, como se estivéssemos a ver uma tragédia doméstica pelo buraco da fechadura. Mais: Mulatu Astake com os Heliocentrics.. Só descobri os Heliocentrics há um ou dois anos e não consigo parar de ouvir, talvez porque não consigo datá-los ou dizer exactamente de onde vêem. Nos últimos tempos tenho voltado a ouvir o “Ridin’ High”, da Martha Reeves e das Vandellas – tem lá uma das minhas primeiras paixões da música negra, o “Show me the way” (sim, eu cheguei primeiro à Martha Reeves que aos Public Enemy, é o que dá ter irmãs mais velhas): tem um beat fabuloso, um solo de sax genial e dá para fazer as mais imbecis coreografias. Ando tão lamechas que voltei a ouvir o disco homónimo de Vincent Delerm. Também oiço imenso o Gene Clarck. Além disso, desde que saiu o último disco do Zé Mário Branco regresso sempre a uma canção, o “Canto dos Torna-Viagem”, para mim a melhor canção alguma vez escrita em português. Se me fizessem esta pergunta na altura das eleições americanas eu teria dito o “Born in the Usa” do Bruce Springsteen e tudo do Sam Cooke.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Disco não, canção: não consigo parar de ouvir a versão da Céline Dion do “All by myself”. Não me fodam, é uma tremenda canção. Adoro o hiper-dramatismo daquela revolta feminina. Há uma cabeleireira da Bobadela dentro de mim e não quero crer que sou o único heteressoxual português a quem isto acontece.
Uma capa de disco favorita?
Tenho uma simpática colecção de singles com capas admiráveis (desde coisas do Bacharach à Sylvie Vartan) e tomo cada vez mais atenção às capas de discos antigos de funk africano ou da América do Sul e adoro tudo isso, e o “Black Moses”, do Isac Hayes, em vinil, seria certamente óptima opção, mas emocionalmente o meu ser está contido na capa do “Psychocandy”, dos Jesus and Mary Chain: ouvi aquilo numa altura em que era influenciável e cheguei a ter o cabelo como os moços. Queria ter aqueles casacos de cabedal e aqueles óculos de sol. Achava que a vida era aquilo. Queria ter uma mota e ser perigoso. Mas Deus fez.me míope e fica caro ter óculos de sol graduados, pelo que usar óculos de sol implicava andar a tropeçar pelas ruas. Agora ando de transportes públicos e sou um cidadão exemplar, mas o amor ficou.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais CD. A minha empregada (uma ucraniana ex-actriz de filmes porno) tem um princípio de Alzheimer e parte-me os vinis. Além disso, não dá muito jeito transportar a grafonola quando se está a correr para apanhar o autocarro.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Com a benção dos papás foi o “Eu vi um sapo”, seguido de pérolas como o “Maria Madalena” da Sandra, o “We are the world”, o “This is not america” do Bowie. Cassetes, terá sido um qualquer disco dos Xutos ou do Lloyd Cole. Em vinil, o primeiro 78 rotações comprado com o meu dinheiro foi o “Sign ‘O’ the times”, do Prince.
Qual o último disco que comprou?
Foram seis, tantos quantos os que constam dos “Archive Series” do Ike e da Tina Turner.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Omar S, Dan Deacon, Bill Callahan, Junior Boys, Pink Mountaintops.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Dylan, Bowie, Beach Boys, Will Oldham, Bill Callahan, Tom Waits? Não faço ideia e não estou para me dar ao trabalho de ir ver, até porque as cassetes (sim, ainda as oiço) e os mp3 confundem as contas.. O país, depois dos EUA e de Portugal, é o Gana.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Nenhum.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Fazer crianças e acabar umas histórias que ando a escrever há algum tempo.
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Quarta-feira, 20 Maio, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Pedro Monteiro, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
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PEDRO MONTEIRO
Funcionário Público
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Joy Division “Closer”. Já não gosto muito do disco nem do grupo, ao contrário do que acontece com outros dessa época, como os Echo and the Bunnymen. É óbvio que amanhã já me estou a arrepender de ter dito isto…
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Oval “94 Diskont”. Pelas texturas sonoras inovadoras, pela Mille Plateaux e por aquilo que se seguiu.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Um disco de que gosto muito mas que admito poder ser irritante é “Hope in a Darkened Heart”, da Virginia Astley.
Uma capa de disco favorita?
Pavement “Wowee Zowee”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
CD. Porque há muitos álbums que não são editados em vinil e porque dá muito trabalho virar os discos… Prefiro ouvir música muito tempo seguido, sem quebras, sem ter que mudar discos, embora o som do vinil seja melhor.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Jim Morrison “An American Prayer”, em Coimbra.
Qual o último disco que comprou?
Vários discos de jazz com John Butcher, Evan Parker, Chris Corsano, Ken Vandermark, Arve Henriksen.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
William Basinski “92982″ e Dälek “Gutter Tactics”.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Swans. A brutalidade dos primeiros álbums é equilibrada pelos momentos de pura beleza de outros, ainda assim feita de contrastes (”Children of God” / “World of Skin”).
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Gostava de ter o catálogo completo de algumas editoras.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Na área da música, só mesmo ouvir música.
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Segunda-feira, 18 Maio, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Jorge Pinho, Record Store Day
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JORGE PINHO
Jornalista
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“Koda” (In The Nursery). No final dos 1980’s, achava incrível como aquela parafernália sonora toda eram apenas 2 tipos com “máquinas”. Entretanto, fui deixando gradualmente de o ouvir e hoje é sobretudo uma memória (apesar de tudo) fundamental no modo como apre(e)ndi a música.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Animal Collective “Merriweather Post Pavilion”. Correndo o risco de cair num cliché, porque devem ser a mais
importante banda rock desta década e conseguem reinventar-se a cada álbum. E também porque foi um dos poucos discos novos que comprei em 2009… e na Flur.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Uma colectânea com os êxitos do Tony de Matos.
Uma capa de disco favorita?
Echo & The Bunnymen “Ocean Rain”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
CD, feliz ou infelizmente. Fui daqueles que trocou naturalmente o vinil pelo CD no final dos 1980’s, mas sempre achei que tinha ficado a perder com a troca. Pelo menos em termos afectivos e estéticos.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Single “Girls on Film” (Duran Duran) numa desaparecida loja de Algés que nunca soube o nome.
Qual o último disco que comprou?
Matt Elliott “Howling Songs”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Bill Callahan ” Sometimes I Wish We Were An Eagle”.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Exceptuando os habituais VA e OST, David Bowie.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
David Bowie.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Escrever sobre séries de TV. Tradução. Conteúdos escritos em geral. O que mais vá surgindo e que me permita continuar a pagar os impostos e a Segurança Social!
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Segunda-feira, 18 Maio, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Alexandre Calado, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


ALEXANDRE CALADO
Sociólogo
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Terei que dizer o “Bring It On” dos Gomez. Foi um disco que me entusiasmou à primeira audição. Os singles eram óptimos, os tipos da banda eram cool, o som nada tinha que ver com os sucedâneos do brit pop, pareciam-me uma das bandas mais promissoras a vir de Inglaterra, com um som opost. Entretanto, os Gomez revelaram-se uma banda sem continuidade e o disco foi caindo no esquecimento. Ainda acho alguma piada ao disco, numa perspectiva nostálgica, mas já não é (para mim) um disco importante. Para muitos outros, nunca o foi. Um disco que seja muito importante agora + razão.
Vou referir o “From Elvis in Memphis” do Elvis Presley. Um disco fenomenal, num registo menos familiar do King, que está a ser a minha introdução séria no repertório dele. Um disco que me tem feito entrar no mundo do King, despindo-me de todas as pré-noções e estereótipos que tinha acerca dele. Perfeito do primeiro ao último tema, decididamente o meu clássico mais recente.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
O “Out of the Blue” dos Electric Light Orchestra conta? Para o caso de não contar, acrescento o “K” dos Kula Shaker. A minha versão é que é um disco vibrante.
Uma capa de disco favorita?
Sem pensar muito, a capa do “Daydream Nation”, dos Sonic Youth. Também gosto muito da sequência de capas do Bob Dylan. As capas figuram, salvo infelizes excepções, o próprio Dylan e captam muito da essência do Dylan que encontramos no disco. Basta percorrê-las para percebermos como ele foi mudando e que personagem encontramos em cada disco.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
CD. Essencialmente por uma questão prática. Tanto em termos de espaço, como em termos de preço. Para além disso, com facilidade saltam da aparelhagem para o carro. Mas também compro vinil, principalmente discos que originalmente só foram editados em vinil. Portanto, da década de 1970 para trás.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Esta é fácil. Foi o “From The Muddy Banks of the Wishkah” dos Nirvana. Comprei na Loja da Música no Centro Comercial Palmeiras. Era (muito mais) jovem. Penso que a loja ainda existe. É um tipo de loja que hoje já não frequento. É o mesmo ambiente que comprar discos no Continente ou no Jumbo.
Qual o último disco que comprou?
Comprei dois! O “Motor-Booty Affair” dos Parliament e o “Music From Purple Rain” dos Prince & The Revolution.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Vários. Mas, para ser óbvio, o “Merriweather Post Pavilion” dos Animal Collective.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Bob Dylan.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Enfim, provavelmente o Bob Dylan. Há outros artistas que prevejo comprar todos, mas o Dylan é aquele em que o factor maus discos está mais presente. E, mais dramático, eu até acho alguma graça ao “Empire Burlesque”, o que reconheço ser mau sinal.
.Que projectos tem em mãos actualmente?
O meu projecto mais exigente consiste em resistir aos 7 jogos que faltam ao Benfica para acabar o campeonato [questionário respondido há algumas semanas, como é óbvio], isto sem esgotar totalmente o entusiasmo e o gosto pela equipa. No campo musical, estou a tentar recuperar os números da Wire que tenho em atraso. São mais do que aqueles que gostaria que fossem.
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Quinta-feira, 14 Maio, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Clone Propaganda, Edgar Galrão, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


EDGAR GALRÃO (CLONE PROPAGANDA)
Designer
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Todos os discos que tenham sido importantes, ainda o são.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Visual “The Music Got Me”, por mais que o tempo passe a mensagem mantem-se sempre actual.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Toto “Georgy Porgy”.
Uma capa de disco favorita?
Qualquer uma feita pelo Roger Dean.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Vinil, porque há músicas apenas lançadas neste formato e porque tenho um certo interesse por tudo que seja analógico.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
O LP do Michael Jackson “Thriller”, na Baixa.
Qual o último disco que comprou?
House of House “Rushing to Paradise”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Um que me surpreenda.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Barrabas.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Nenhum.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Clone Propaganda®
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Quarta-feira, 13 Maio, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Groovement, João Pires, Ka§par, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.


JOÃO PEDRO “KA§PAR” DA SILVA PIRES
Finalista de Psicologia (há 3 anos) / DJ, músico e produtor
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
O pedido parece-me paradoxal… Eu acho que todos os que foram importantes ainda o são, de alguma forma, porque não há nada que eu tenha gostado que não me apele neste momento ainda, de alguma forma. Mas tentando perceber o intuito, eu vou dizer “LTJ Bukem presents The Logical Progression” – porque inovador e inspirador que foi, e tendo marcado de forma tão profunda uma geração de amantes de música como eu, acabou por se revelar um momento isolado na história. Isto porque, como é de senso comum, o drum’n'bass deu para se distanciar de tal forma do tronco central (hardcore, soulful, introspectivo, funky) que perdeu para mim todo o apelo, no geral. E este disco é a epítome do melhor que havia e houve, dentro do drum’n'bass… que neste momento sabia mais a house de chicago do que propriamente a death metal (caso da actualidade).
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Elmore Judd “Unborn Again” (Honest Jon’s); se eu nunca fui muito à bola com o folk, devo rever a minha posição sobre o estilo. Interpretar genuinamente e de forma soberba a música tradicional africana, sob estéticas urbanas actuais em formato de canção ocidental não parece um conceito simples ou de fácil execução. Contudo, é exactamente o que se passa neste EP. Reconheço, não é própriamamente música que ponha as meninas a dançar em cima do balcão, mas é sem dúvida algo que merece algum tipo de reconhecimento (mais do que, em oposição, José James, por exemplo).
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
U2 “Pop” (Island); comprei o álbum na altura e ainda o acho muito subvalorizado. Contudo – e na opinião generalizada – é o mais fraco da carreira da banda. Parece-me uma evolução natural, depois da febre justificada do “Zooropa”, está cheio de canções de brilhante produção (Flood, Howie B…) e foi um empreendimento extremamente ambicioso para a banda, na altura. Hoje acho que esteve desfazado no tempo (no melhor sentido possível), porque na actualidade seria recebido de forma muito diferente… tinha uma pancada em particular pelo tema MOFO, mas toda a obra apela e simboliza uma altura de descoberta e inovação muito intensas para mim.
Como parece que o pessoal que gostava da banda não foi capaz de saír (no geral) do “Achtung Baby”, acabou por ser um disco inconsequente e ultimamente esquecível. Não para mim, que o acho o ponto de viragem para a mediocridade que a banda tomou, depois deste pico de ousadia artística – tão corajoso como trágico. Ainda tenho, também, o pack de remixes de 3 12″ para o “Discothèque” (single principal do álbum), que esteve na mala daquele que foi, para mim, o primeiro DJ português realmente inspirador (António Pereira) durante alguns meses, dancei frequentemente na sala dos meus pais as mais diversas versões e dubs que ele passava no “Dancefloor” da Ant3na.
Uma capa de disco favorita?
Tenho várias… mas as que me fizeram passar mais tempo a observar foram as de Space. “Deliverance”, mas principalmente “Just Blue”, neste último passei horas a olhar para o quadro de um veículo aquático semelhante a uma nave espacial, a rasgar pelas ondas, com uma tripulação tranquila dentro de si. Como se simbolizasse a viagem futurista, estável e estimulante que a audição do disco provoca. É uma capa que faz parte do meu imaginário mais íntimo, com uma imagética altamente tecnológica, estou certo que é algo que me tornou extremamente sensível à música mais moderna de Detroit.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Vinil, claro! Acho que CD é formato que se tem para ouvir música no carro, quando se cozinha ou para gravar coisas… mas não é nada elegante como formato por excelência para ouvir música! Quando se quer por um disco a tocar, tem de ser um DISCO, senão é mais um gesto vão de pôr música de pano de fundo. É verdade que trouxe frequentemente alguns CDs comigo quando toco, para poupar espaço, mas muito poucos em comparação com os discos que trago na mala. E muito menos comparados com a minha briosa “Wall of Pride”.
Recentemente adquiri um suporte digital para poder usar os pratos sem ter de estragar os meus preciosos discos. Foi essa a principal razão. Já tive muitas ameaças de ataque cardíaco, quando agulhas rasgaram as sensíveis ranhuras de plástico, e assim decidi poupar alguns a saírem de casa para sofrerem os castigos da minha mala. Também posso testar a minha própria música mais facilmente, e a música dos meus amigos sem ter de gravar o malfadado CD. Aliás, o CD democratizou excessivamente a música, tornando-a demasiado fácil de obter – logo comprometendo a capacidade do ouvinte de a apreciar convenientemente. Foi, para mim, obra do Demo, e estabelece um primeiro momento em que a humanidade se tornou demasiado preocupada com o espaço que os discos ocupavam na prateleira, e pouco preocupada em encontrar a música que gostava.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Foram vários, quando os mandei vir pela primeira vez, duma loja nos Estados Unidos (as lojas de discos em Portugal não eram muito simpáticas para miúdos que pretendiam descobrir coisas… era tudo muito “queres, compra”, havia pouca vontade de explicar a música ou apresentá-la a quem não a dominasse à partida). Isto foi feito por email, não haviam catálogos online, e o meu amigo John Papadopoulos da loja Panic Records era responsável por me enviar discos consoante eu lhe pedia, ou me mostrava mais interessado por uma coisa ou outra. Então, lembro-me distintamente de ficar muito contente com o maxi “Strobe Light Honey” dos Black Sheep, tanto pela original, como pelas remixes. Era hip house à séria.
Qual o último disco que comprou?
Maxwell House “No Such Thing” (Phono, 1997), estava perdido na Supafly. Sou grande fã do Herbert, principalmente do seu trabalho inicial na Phono, uma label pouco obscura no seu tempo, mas que teve alguns discos muito interessantes, entre 95 e 98.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Martyn “Great Lenghts”… simplesmente porque ainda não consegui. E não me deparo facilmente com discos dele ou de outros que tal (2562, Peverelist, etc), senão comprava mais dubstep de certeza. Isto porque a cena “bassline” parece-me mais hype que propriamente substância, e para comprar vinil, tem de ser música que valha a pena.
Qual é o artista mais representado na colecção?
De quem mais discos tenho… é certamente o Theo Parrish, mas a razão principal é apenas porque ele é tão prolífico e não porque é melhor ou pior que outros de quem tenho menos discos.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Para dizer a verdade, nenhum. Eu não tenho a discografia completa de nenhum artista, penso eu, nem tenho qualquer tipo de pretensão a tal. Procuro discos que gosto, e com os quais seja capaz de animar as pessoas que me ouvem, mas não tenho qualquer problema em negar-me um disco que não acho bom, só porque foi feito por fulano-de-tal. Há até certos discos que sendo feitos por algumas pessoas, ganham estatuto de especiais e valorizam imenso… mas no fundo, muitos são insípidos e sobre-avaliados na qualidade da música neles impressa.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Na área de DJ’ing, recuperei o projecto que tinha vindo a fazer com o António Alves (o já conhecido site Mamilo.org), que regressou em grande, e aparte do meu trabalho no Frágil, ou pontualmente no Lux, e noutros clubes (principalmente em Lisboa, porque o Porto está comparável a Moscovo na época de Estaline…) trabalho com o Trol2000, o Vítor Silveira e o Bruno Safara nas noites The Scene, nas quais procuramos explorar a crueza da música de dança clássica, projecto que envolve muita promoção e empenho.
Editorialmente, tenho um disco para saír na 4Lux (Clone) muito em breve [já editado entretanto] – eminentemente, para dizer a verdade, tenho o álbum terminado (que será lançado por meados de Setembro na Groovement), tenho um maxi com o António Alves (Ka§par VS Jackzen) para saír com remixes do Tiago Miranda e do Mweslee pela Groovement assim que possível. Estou hoje a trabalhar numa remix para Cacique 97 que está quase pronta. Tenho, a seguir, de terminar um segundo disco para a 4lux que também está só a precisar de uma melhor mistura… e depois…
Depois espero ter tempo para compor música nova, e procurar novos caminhos para me exprimir, tendo sempre como objectivo final a possibilidade de editar em vinil… sinto vontade de entrar a sério em territórios mais dançáveis, principalmente, porque acho que a maior parte dos discos de house e techno que estão a saír são chatos e copiados uns dos outros. Infelizmente a tendência das labels não é de lançar artistas ou de criar novas sonoridades, mas sim de tentar caír na maior redundância musical possível para garantir vendas, e esse bicho come a própria cauda… a partir de certa altura, o mercado satura e não há mais pão para ninguém. De modo que cheguei a um ponto, tendo terminado o álbum, que estou mais seguro da minha capacidade para fazer música que seja simples e eficaz, mas também que tenha substância e seja original. Mas a ver vamos, o que acontece em 2010…
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