Super Disco #11 (Rui Miguel Abreu fala c/ Pedro Tenreiro)

Quarta-feira, 14 Julho, 2010
Categoria: Ao vivo
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sly and the family stone pedro tenreiro

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 17 de Julho 18h30 > 20h00.

Super Disco: Sly & The Family Stone “There’s A Riot Goin’ On” (1971)

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

A ideia é todas estas sessões serem históricas, e o nome do Pedro Tenreiro já tem essa aura, apesar de a sua actividade estar longe de encerrada. Fez e editou re-edits praticamente uma década antes da recente cena que acontece em Portugal (virada para fora) e a sua dedicação a música negra aplicada à pista de dança torna-o incontornável se quisermos assinalar pontos importantes na cultura de música de dança em Portugal. No mesmo dia – 17 de Julho – estreia o seu Clube de Funk no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia. Mas leiam o que escreveu Rui Miguel Abreu:

Pedro Tenreiro é um amigo, antes de mais nada. Trabalhei com o Pedro na NorteSul, aventureira etiqueta da Valentim de Carvalho, entre 1995 e 2001 e com ele aprendi muito. Sobre música, claro. Mas não só. Dj há mais tempo do que certamente é possível compreender à luz da escala actual que faz de tanta gente com um laptop e uns gigas de ficheiros mp3 «djs», Pedro Tenreiro seguiu uma linha constante na sua abordagem à música – a de um profundo respeito e conhecimento da música negra. Um conhecimento vasto, enciclopédico e em primeira mão: muitos dos discos hoje vistos como clássicos – de disco, hip hop, house, punk-funk… – entraram na colecção de Pedro Tenreiro aquando das suas edições originais. E ele soube depois medir-lhes o alcance, tendo o gira-discos como ponto de mira e a pista de dança como alvo da sua munição rítmica. Arma secreta? Um bom gosto profundo, que sempre lhe permitiu distinguir entre o que tem potencial para sobreviver ao teste do tempo e ascender ao estatuto de clássico e o que meramente traduz o momento. Pedro Tenreiro, é bom de ver, é um coleccionador devotado, digger com muita poeira nos dedos, sniper com olho de falcão capaz de sobreviver na selva que é o eBay, respeitado e conhecedor arquivista capaz de falar de igual para igual com nomes grandes do circuito internacional. Keb Darge ou Ian Wright são amigos íntimos. Como os Idjut Boys ou Nick The Record. Pedro é membro dessa elite: gente com uma paixão pelos discos tão enorme que tocá-los não chega. Há também que fazê-los. E Pedro fez muitos: como A&R possuirá um dos mais invejáveis currículos do nosso país – ligou o seu nome ao de gente como Mind Da Gap, Cool Hipnoise, Mão Morta, aventurou-se, comigo ao seu lado, na Kami’khazz, editando vinil quando a “moda” actual era ainda uma distante miragem. E assinou edits que tiveram projecção internacional, como Dancin’ Days, acrescentando ao seu currículo edições na Noid e na Big Bear. É de homem.

Mais recentemente, Pedro Tenreiro apontou à fonte e transformou o seu Clube de Funk num ponto de peregrinação para todos os que gostam de beber água da mais pura. Conjugando o microfone com pérolas que muitas vezes merecem mais estar depositadas no banco do que numa estante de discos – tal o seu valor! – Pedro criou a primeira e mais genuína noite de deep funk do país, capaz de rivalizar, na intensidade das suas sessões e na qualidade das suas selecções, com as mais quentes noites da Madame Jojo’s de Londres. O Clube de Funk arranca com uma residência em Lisboa precisamente na noite de 17 de Julho, quando Pedro desce à capital para protagonizar mais um Super Disco no Teatro Maria Matos. Disco escolhido? There’s a Riot Goin’ On de Sly and the Family Stone.

Quando Marvin Gaye, de olhos lavados pela realidade no arranque dos anos 70 e informado pela experiência do seu irmão no Vietname, perguntava ao mundo o que se passava com a obra-prima What’s Going On?, Sylvester Stewart decidiu responder com o seu retrato real de uma sociedade em escombros, de um pós-Civil Rights Movement que, afinal, não escondia um pote de ouro no fim do arco-íris. Peter Doggett, no seu livro sobre «revolucionários, estrelas rock e a ascensão e queda da contra-cultura dos anos 60», apropriadamente intitulado There’s a Riot Going On, assim mesmo sem substituir o “g” por um apóstrofo, para se distinguir do disco que lhe inspirou o título, escrevia que o disco de Sly And The Family Stone «respondia à sombria realidade da vida nas ruas para os afro-americanos oferecendo um atraente e delicioso escape para a solidão, moldado pelas drogas e pelo hedonismo». É sobre este álbum de 1971 que Pedro Tenreiro vai falar no Super Disco do próximo sábado. A sua visão da obra-prima de Sly Stewart, salada psicadélica de funk, rock e política, e a sua própria vida e carreira serão as coordenadas para a conversa que se inicia às 18 e 30 no café do Teatro Maria Matos.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Super Disco #10 (Rui Miguel Abreu fala c/ Sam The Kid)

Quarta-feira, 2 Junho, 2010
Categoria: Ao vivo
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gang star sam the kid

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 5 de Junho 18h30 > 20h00.

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Sam The Kid é um herói. Não daqueles que usa capa e voa, mas daqueles que, pela persistência do talento, nos obrigam a prestar atenção, a alterar preconceitos, a mudar de direcção. Nesta altura, a sua carreira já vai longa, mas mantém a frescura dos primeiros momentos. Iniciou-se na “segunda vaga” do Hip Hop Tuga com a edição artesanal de Entre(tanto) mesmo a tempo de deixar a sua marca na década de 90. Era uma época de auto-edições, de ignorância propositada das regras da indústria, quando uma fotocópia bastava para capa e um CDR era mais do que suficiente para conter o que se gravava em casa, em total desrespeito pelas regras do áudio.

Logo de início Sam distinguiu-se pelas suas capacidades no microfone. Se em termos formais os primeiros passos dispensavam controle de qualidade, já ao nível daquilo que se passava entre a ponta da sua caneta e o papel não havia facilitismos. A língua, nesse tempo, era tomada de assalto como terreno virgem, pronto para a invenção, pronto para assistir à construção de uma nova realidade. Quando Sobre(tudo) chegou, em 2002, os holofotes já estavam lançados sobre esta nova geração que reclamava as ruas, a língua e os breaks como mecanismos de definição de identidade, de vontade, de criatividade. «Não percebes o hip hop», rappava ele. E tinha razão. Os equívocos eram por demais evidentes por parte de quem se dispunha a abordar o “fenómeno”.

A terceira etapa desta carreira dispensou as palavras e isso fomentou equívocos por si só. O clássico «até gosto de hip hop se não tiver rimas» era tão acertado quanto um «até gosto de futebol se só tiver remates à baliza». Na verdade, «Beats Vol. 1 – Amor» estava cheio de rimas, de palavras e de significados. E de remates à baliza, que no hip hop se chamam «punch lines». Só que ninguém as ouvia. Estavam todas na cabeça de Sam The Kid, mas de alguma forma a história passou cá para fora. Esse disco era tão transparente, mas tão honesto, que desarmou tudo e todos. Essa espécie de passo atrás precedeu os dois em frente que Sam deu com Pratica(mente) de 2006. «Poetas de Karaoke» voltou a agitar e «Negociantes» resguardou pelo menos uma voz, uma história, para a posteridade. Os samples de Sam continuavam a entrelaçar-se num rendilhado particular, desta vez admitindo a intervenção de músicos, de instrumentação real. Porque Sam soube sempre olhar para a frente. No fundo, essa experiência desembocou agora no projecto Orelha Negra – de novo os beats, os samples, mais o dj e os músicos a caminharem num passo seguro para uma direcção comum. As histórias continuam lá, nos silêncios, nos samples, enredilhadas nos grooves, escondidas na poeira do vinil que é samplado em cada momento, nas entrelinhas das “dicas” largadas pela MPC.

A verdade é que Sam não vive sem palavras. E por isso escolheu um Super Disco especial: “Moment of Truth” dos Gang Starr. Lançado originalmente em 1998 (a relação com a própria carreira de Sam é clara – este é um daqueles discos estudado até à última tarola), ”Moment of Truth” é uma das obras primas do hip hop. Quinto álbum dos Gang Starr (o único gang a que todos quisemos pertencer, como diziam os De La Soul) de Dj Premier e do recentemente desaparecido Guru, representa o apogeu do som de Nova Iorque.
Os Gang Starr só gravariam mais um álbum, The Ownerz de 2003. E por entre fantasias de uma reunião dos Gang Starr que os pudesse trazer até Portugal (tanto Primo como Guru nos visitaram, mas em separado) chegou-se até ao desaparecimento deste plano de existência de Keith Elam, a 19 de Abril último. Coordenadas mais do que suficientes para a conversa no Maria Matos.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Record Store Day 2010 na Flur

Sexta-feira, 16 Abril, 2010
Categoria: Destaque
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QUANDO:

Sábado, 17 de Abril de 2010, entre as 15h e as 20h. Horários a divulgar no próprio dia. Fiquem atentos aos nossos canais de comunicação habituais.

ONDE:
Loja Flur e esplanada do restaurante Bica do Sapato.

O QUÊ:
Flur é uma loja de discos aberta desde 2001, em Santa Apolónia, junto ao Lux e Bica do Sapato.
Record Store Day é um dia assinalado desde 2007 com o intuito de celebrar a existência de lojas físicas que vendem predominantemente discos mas, sobretudo, para celebrar toda a cultura associada a esses espaços onde se vive, respira, troca, vende e compra música e experiências a ela associadas. Celebrámos o Record Store Day pela primeira vez no ano passado. Foi mais ou menos assim, num acto de cortesia e simpatia sem igual da Isabel: http://www.youtube.com/watch?v=zbz0jl2ZtAk

IDEIAS E SENTIMENTOS:
Meio indescritível, para nós, a sensação óptima de termos sido anfitriões de muitos de vocês num dia especial que teve um significado muito mais pessoal do que sermos lojistas a receber clientes regulares. Na nossa cabeça, foi uma festa de amigos para amigos onde ninguém faltou e, passado um ano, todos recordam com carinho essas horas de comunhão do dia 18 de Abril de 2009.
Para quem gosta de música, trabalhar numa loja de discos na qual se possa controlar o critério equivale a um portal aberto para a felicidade. Esse mesmo entusiasmo é colocado na relação com quem nos visita ou contacta. O amor por determinados discos tem de ser transmitido 100% intacto, de outro modo não faz sentido para nós estar neste negócio. No fundo procuramos legitimidade e aceitação para os nossos gostos, como qualquer pessoa. Só que nós podemos ter o prazer de disponibilizar para venda os próprios discos de que gostamos. É quase perfeito.
O espírito é sobretudo de encontro entre pessoas para quem a música é muito importante, mantendo vivo um elemento fundamental na partilha e difusão de música: a loja de discos. No fundo, apelar a todos aqueles que vêem para além do espaço comercial que uma loja obviamente é e reconhecem o seu papel de entreposto cultural.

SHOUTS:
Primeiro para todos os que nos visitam, compram discos, dão feedback positivo e negativo, lêem e confiam em nós em muitos casos há vários anos. Pessoas com quem aprendemos tanto quanto esperamos que aprendam – enfim – alguma coisa com o nosso entusiasmo;
Todos os convidados que vão fazer coisas na Flur neste dia, pelo tempo, dedicação, amizade e energia que transmitem, total respeito para eles por terem aceite o nosso convite, são todos eles, de facto, que fazem este dia especial. Sigam os links nos respectivos nomes e saibam mais sobre o seu trabalho;
Toda a gente que se dispôs a gastar tempo para responder às nossas perguntas;
Todas as entidades importantes no apoio logístico e na divulgação, sem estes nomes não seria possível concretizar o plano. Muito obrigado a: Lux, Bica do Sapato, Galeria Zé dos Bois, Miguel Maurício, Isabel Salvado, Susana Pomba, Dromos, Fred Somsen, Teatro Praga, Filho Único, Oxigénio, Radar, Multidisc.

AO VIVO / DJs

DJ Bros
É um histórico do circuito underground mais ligado à cena baleárica / disco / synth pop, faz isto há muito mais tempo do que qualquer um dos DJs portugueses mais visíveis nessa área. Largamente subvalorizado, tem base em Almada e as suas selecções de música mais aplicadas são imbatíveis. Acham que conhecem bem os anos 80? Pensem melhor.
http://www.myspace.com/djbros_almada

DJ Ride
DJ virtuoso ao nível dos melhores no seu jogo (na verdade ele já foi considerado várias vezes O melhor), Ride lançou há poucas semanas o CD “Psychedelic Sound Waves”, um catálogo ultra-dinâmico de breaks e beats. Para o Record Store Day 2010 ele faz um showcase de scratch com discos de vinil, um tipo de actuação que não faz há algum tempo e que será filmada para um DVD caseiro a ser oferecido a quem já tiver comprado “Psychedelic Sound Waves” (obrigatório levarem o CD convosco como prova) ou comprar no próprio dia. Não sabemos ainda se será possível entregar o DVD no próprio dia 17 de Abril, mas se não for possível será uma questão de dias. Nesse caso haverá lista de interessados a fazer no dia.
http://www.djride.com/

Nuno Galopim, Rui Tentúgal e Vítor Belanciano
Jornalistas, respectivamente, dos jornais Diário de Notícias, Expresso e Público, passam discos em regime descontraído. Quem conhece o seu trabalho sabe distinguir as áreas de eleição de cada um, mas muita coisa diferente pode acontecer quando se trata de seleccionar música para partilhar com todos nós.

Pedro Magina
Metade dos Aquaparque, tem um mini-CD muito recente (”Nazca Lines”) que apresentará ao vivo. Electrónica analógica. Se gostam de Delia Gonzalez + Gavin Russom ou Oneohtrix Point Never, se não são indiferentes às melhores coisas de Vangelis ou Jean-Michel Jarre, este momento é definitivamente para vocês.
http://www.myspace.com/memagina

Teatro Praga
Apresenta o LP “Demo, Um Musical” de Kevin Blechdom, Christopher Fleeger e Andres Lõo, resultado do espectáculo com o mesmo título, em cena com grande sucesso no S. Luiz, em Lisboa, entre Julho e Agosto de 2009. Trazem ainda uma máquina para fazer algodão doce : ) A Props acaba de lançar uma nova edição, desta vez um saco e não uma revista, e neste dia ofereceremos um para levarem o LP se o comprarem. Números anteriores da Props também disponíveis para quem perdeu.
http://www.teatropraga.com/

+

Convidado surpresa
Há um vulcão de nome impronunciável que estragou a presença de Bill Orcutt no RSD – uma gentileza sem paralelo da Filho Único que ficou por concretizar. Poderá  também estragar a nossa surpresa. A porta está semi-aberta para a sua presença, no entanto, e amanhã, bem cedo, diremos se o espaço aéreo europeu o deixou passar. Fiquem atentos ao blog/facebook/site/twitter.

AO BALCÃO

Isilda Sanches
Locutora e coordenadora da Rádio Oxigénio (Lisboa, 102.6 FM).
http://www.oxigenio.fm/

Joana Bernardo
Jornalista na Radar (Lisboa, 97.8 FM).
http://www.radarlisboa.fm/

Joaquim Albergaria
Vocalista dos extintos Vicious Five, tem uma nova banda chamada Paus, também desenha e escreve muito bem!
http://www.myspace.com/bandapaus

Rui Miguel Abreu
Coleccionador de vinil e jornalista há longos anos. Actualmente, entre as muitas coisas que faz, escreve para a revista Blitz e faz rádio na Antena 3. Fez música, é ocasionalmente DJ, fundou as editoras Loop e Bloop, esteve ligado à Norte-Sul e a muito mais coisas do que nos conseguimos lembrar. Ele vai também expôr na Flur 50 capas da sua colecção de vinil, sob o tema Electrónica e Espaço. Para quem quiser ouvir, RMA vai fazer uma visita guiada às capas expostas.
http://www.33-45.org/

Sérgio Hydalgo
Programador musical da galeria Zé dos Bois.
http://www.zedosbois.org/

EXTRAS

Dromos – mixtapes
A portuguesa Dromos Records convidou gente do meio musical português para fazer mixtapes. Ao todo são cinco que temos para oferecer amanhã: Octapush, Rui Miguel Abreu, Rui Dâmaso (Frango, PCF Moya, Rafael Toral’s Space Trio), Ruben da Costa (One Might Add, Rafael Toral’s Space Trio) e da própria equipa Dromos. Cada mixtape tem um design próprio e cada exemplar uma marca única, algo habitual nos lançamentos da editora. E, para que não restem dúvidas, são mesmo mixtapes em cassete. Um trabalho mesmo impressionante. Mais impressionante ainda é que a Dromos resolveu oferecê-las durante o dia de amanhã. Vamos dar cinco por hora a partir das 13H. As condições são as habituais: uma compra dá direito a uma mixtape e a escolha será feita através de um número que o cliente escolhe. A oferta é limitada a uma mixtape por cliente e também limitada ao stock existente. Não acumula com outras promoções, ou seja, compras de discos em saldo não dão direito a esta oferta.

Drag City – sacos
A editora de Chicago mandou-nos os seus sacos exclusivos para este dia. Ou seja, todas as compras do Record Store Day, e apenas neste dia, serão acondicionadas por esta edição limitada ao stock existente. Os sacos são mesmo bonitos.

http://www.radarlisboa.fm/
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SUPER DISCO #4 (c/ Rui Miguel Abreu)

Sexta-feira, 11 Dezembro, 2009
Categoria: Ao vivo, Rádio
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Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 12 de Dezembro 18h30 > 20h00.

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Rui Miguel Abreu é o convidado da sessão #4 e escolheu “3 Feet High and Rising” (De La Soul), um álbum de 1989 que coincide com o início da sua carreira como jornalista musical. O disco foi-lhe oferecido em Maio, um mês antes de passar a integrar a redacção d’A Capital. O álbum foi crucial para a relação que mantém ainda com a cultura hip hop e também abriu muitas portas (nunca encerradas desde então) para os universos soul e jazz através das samples nele incluídas. RMA é actualmente jornalista freelancer, mantendo colaborações, entre outros órgãos de comunicação, com a Antena 3 e a revista Blitz. A sua dedicação e paixão enquanto coleccionador de discos sempre o levou a querer partilhar as suas descobertas como DJ ou um dos bloggers mais activos que conhecemos (o suspenso Hit da Breakz e o actual 2 4 The Bass). Leiam aqui o teaser na primeira pessoa e lembrem-se que o que acontece nestas sessões segue a nobre tradição da partilha de conhecimento, entusiasmo e histórias pessoais. Apareçam.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história,
representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD),
o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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RSD09 – Questionário #48

Segunda-feira, 20 Abril, 2009
Categoria: Destaque
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog em ritmo RSD até ao final do mês de Abril e, após, de forma mais descontraída. Amor e paz para todos.

queen-live-killerswhats-going-on

RUI MIGUEL ABREU
Jornalista (Blitz, Jazz.Pt, Parq, Op.), Radialista (Antena 3, RDP África)

Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“A Day At The Races” dos Queen, presente de aniversário no início da adolescência. Foi muito importante porque foi por aí que aos 11 ou 12 anos começou a minha relação com os discos (com a música tinha começado antes, através da rádio). Eu tinha uma paixão inexplicável pelos clássicos dos Queen e cheguei a conhecer o “Live Killers” de cor, que deve ter sido o primeiro disco que eu próprio comprei. Depois li uma entrevista do Freddy Mercury a falar de um tipo chamado Bowie que o tinha influenciado muito, fui procurar e… aqui estou.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Discos muito importantes agora, apetece-me dizer, são os que resistiram aos filtros do tempo e ainda asseguram lugar nas prateleiras cá de casa. Individualizar é complicado, mas poderei talvez nomear o álbum de Map of Africa – por ser um disco discreto que contém enormes lições lá dentro: DJs a fazerem rock, com toques de psicadelismo e nítida vontade de quebrar regras e ainda assim não recusar uma certa ideia de passado. A lista podia continuar e passar por Theo Parrish ou por uma certa ideia de reinvenção do funk patente nos projectos do Malcom Catto, por exemplo. Mas assim já não seria apenas “um disco muito importante”, mas vários…
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
2 Live Crew “As Nasty As They Wanna Be”.
A capa de disco favorita?
“What’s Going On” de Marvin Gaye – em primeiro lugar porque é a capa de um dos melhores discos de todo o sempre e depois porque gosto de imaginar o que estaria na cabeça do Marvin naquele momento…
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais vinil. Acho que a principal razão tem a ver com o ano em que nasci e que coloca o meu período de aproximação intensa à música em plena era do vinil. Por isso mesmo, a excitação de arranjar um novo disco, de chegar até um título que se queria muito, está incontornavelmente associada ao vinil. Com os anos descobri outras virtudes nos discos de vinil: não vou falar da qualidade de som e fingir que sou um audiófilo paranóico, mas há outros aspectos – como o impacto das capas – que resultam melhor no formato de vinil; além disso, muito do prazer da música está também associado ao prazer da procura, da caça e muita da música que me interessa e que vou descobrindo em feiras e lojas de segunda mão não está disponível em CD.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Confundo um pouco os primeiros que recebi de presente com o que possa ter comprado, mas penso que talvez tenha sido o “Live Killers” dos Queen (true!) na discoteca Eselindo (2xtrue!) em Coimbra. Comecei por um álbum duplo porque tinha acabado de receber dinheiro no aniversário.
Qual o último disco que comprou?
Cinco maxis da Whatever We Want.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Os próximos lançamentos de Omar S, Moodyman, Theo Parrish, Whitefield Brothers, Numero Group, Soundway, Analog Africa, Now Again… O “Spaced” do Milton Wright. A procissão ainda vai no adro…
Qual é o artista mais representado na colecção?
Difícil… Será um confronto entre Tom Waits, Fela Kuti, Isaac Hayes, James Brown, Herbie Hancock e DJ Shadow… assim de repente.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Tom Waits, Fela Kuti, Isaac Hayes, James Brown, DJ Shadow (mas estes não têm discos maus – bem, talvez a remistura dos Keane feita pelo Shadow não desmereça esse classificativo… no Herbie há coisas recentes para que não tenho mesmo paciência.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Estou a começar a organizar algumas das coisas que escrevi ao longo dos anos num livro. Tenho igualmente um projecto de ficção literária que poderá nunca ser terminado ou ver a luz do dia, mas que me toma algum tempo. Paralelamente: 24thebass.blogspot.com; escrita/rádio; série de workshops sobre diggin’/coleccionismo de discos; regresso one off do Museu Cósmico no âmbito do ano internacional da Astronomia; reorganização da colecção após uma mudança; ler muito, ouvir ainda mais música; fazer muitos grelhados; aproveitar a praia; gozar a família.

Para ouvir: entrevista com Rui Miguel Abreu a propósito da sua loja de discos Lollypop (1993-1998).

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