Quinta-feira, 9 Maio, 2019

CRAIG LEON The Canon – Anthology Of Interplanetary Folk Music Vol. 2 CD / LP

€ 14,95 CD RVNG Intl.

€ 25,50 LP RVNG Intl.

OUVIR / LISTEN:
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NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 14 Junho, 2018

LUCRECIA DALT Anticlines CD / LP RVNG Intl.

€ 16,50 CD RVNG Intl.

€ 21,95 LP RVNG Intl.

OUVIR / LISTEN:
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Apesar de a referência basilar ser Laurie Anderson, sobretudo pela utilização de texto e, naturalmente, voz declamatória, “Anticlines” encontra o seu posto na contemporaneidade de forma igualmente natural. Da Colômbia para Berlim, Lucrecia conta este álbum como o sexto na sua discografia. Também alguns EPs, incluindo o homónimo para a Other People de Nicolas Jaar em 2014. As 14 faixas em “Anticlines” sucedem-se de forma solene, tecendo pequenos dramas, ricos na dinâmica tonal, reminiscentes de uma ambiência funcional que imaginamos sempre adequada a instalações sonoras ou audio-visuais ou, talvez até mais apropriado, coreografias de corpos em palco. “Analogue Mountains” é pop de agora, sem batida mas facilmente integrável num flow de discoteca, com garra e blips a prender imperialmente a atenção durante os seus 2 minutos. Também inevitavelmente, uma faixa como “Indifferent Universe” convoca Delia Derbyshire, essa referência eterna na electrónica artesanal, quente e íntima. Lucrecia Dalt transporta a cultura, preserva-a, avança-a e chega a nós com este magnífico álbum introspectivo mas assertivo. Especial.

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Quinta-feira, 7 Dezembro, 2017

PAULINE ANNA STROM Trans Millenia Music CD / 2LP

€ 17,50 CD RVNG Intl.

€ 32,95 2LP RVNG Intl.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RERVNG10CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG10CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG10CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG10CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG10CD-5.mp3]

Magia vinda dos anos 1980. O pensamento em relação a alguma da música electrónica deste período remete sempre para o lado cósmico, para o espaço, o universo, as viagens espaciais: afinal o cosmos fazia parte da ficção científica, o espaço era – e ainda é – o futuro. Mas esta belíssima compilação de material de Pauline Ann Strom, gravado entre 1982 e 1988 tem as setas apontadas para o mar. Claro que se podem ver tempestades suaves num qualquer planeta distante, mas o tempo e a energia deste “Trans Millenia Music” é totalmente oceânico: há a paz e as cores do mar. Pode ser uma questão de perspectiva mas, por exemplo, as vozes sintetizadas que se ouvem ao longo do disco são muito mais de um canto de sereia do que de uma voz alienígena. Ou seja, é muito mais um encantamento do que o prazer ou a curiosidade pelo desconhecido. Arrebata a cada momento e é de uma profunda brandura: quase um disco de meditação sem o carácter new age. E se às vezes procuramos planetas nas músicas, com “Trans Millenia Music” conhecemos aqueles que estão no fundo do mar. Estão aqui as coordenadas todas.

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Sábado, 24 Setembro, 2016

KAITLYN AURELIA SMITH & SUZANNE CIANI Sunergy CD / LP

€ 15,50 CD RVNG Intl

€ 25,95 LP (+ mp3) RVNG Intl

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS13-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS13-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS13-3.mp3]


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Quinta-feira, 11 Setembro, 2014

CRAIG LEON Anthology Of Interplanetary Folk Music Vol 1: Nommos / Visiting 2LP

€ 28,95 2LP RVNG Intl.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RERVNG04-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG04-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG04-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG04-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG04-5.mp3]

A Flur errou. Ou melhor, meio mundo errou. Ao que parece a reedição do ano passado de “Nommos” não foi autorizada por Craig Leon e, para todos os efeitos, não é oficial: a história pode ser toda lida aqui: http://www.thewire.co.uk/in-writing/interviews/craig-leon_. Pode-se pensar que são detalhes, mas este duplo vinil da RVNG, que reúne “Nommos” e “Visiting” (este ainda não tinha sido reeditado) apresenta uma remasterização de “Nommos” que é completamente diferente daquilo que tínhamos ouvido até hoje. Não é preciosismo, há mesmo uma dimensão nova no disco que Craig Leon queria que todos conhecêssemos e ouvíssemos. Tantas reedições e mal-entendidos acabam por dar uma história a “Nommos” que não merece. Ao ouvir este primeiro volume de “Anthology Of Interplanetary Folk Music” percebe-se o porquê de Leon querer dominar todo o processo. Este “Nommos” é mais cósmico do que o “Nommos“ da Superior Viaduct, que era mais estridente e ácido. O som deste é mais límpido e constrói-se em volta de atmosferas completamente novas. É estranho dizer que parecem ser discos diferentes. Mas são.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

STEVE GUNN & MIKE COOPER Cantos De Lisboa CD / LP

€ 14,95 CD RVNG Intl.

€ 26,95 LP RVNG Intl.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNLFRKWYS11-5.mp3]

O título não engana. Há cerca de um ano Steve Gunn esteve na Europa, e em Lisboa (antes de tocar no Out.fest), com Mike Cooper, com quem passou algum tempo a ensaiar e a gravar para este maravilhoso “Cantos de Lisboa”, o último volume da série FRKWYS que já nos trouxe uniões tão simbólicas e com sentido como Sun Araw com os Congos ou Blues Control com Laraaji. Ou seja, a RVNG não o faz aleatoriamente, faz com o sentido, seja pelos músicos e o encontro de gerações, seja na vontade de traduzir o que certa zona no globo os inspira. Desta vez Lisboa é o epicentro desta plataforma de colaborações e serviu de inspiração para um daqueles discos a duas guitarras que não ouvíamos há algum tempo. E não sabemos se é de Lisboa ou se de outra coisa qualquer, mas a guitarra de Gunn faz lembrar o Ben Chasny de “School Of The Flower”, e é surpreendente como, habitualmente é bastante corrida e solta, se prende a um lado mais espirituoso e primitivo de Cooper. E apesar de serem fundamentalmente diferentes, há uma sintonia brilhante nas sete canções que aqui oferecem, como se ambos em Lisboa tivessem encontrado um universo perfeito que souberam pôr a funcionar. Não é por ter Lisboa no título e Steve Gunn que adoramos. É por ser um dos álbuns mais cristalinos que ouvimos nos últimos anos.

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Quinta-feira, 27 Junho, 2013

STELLAR OM SOURCE Joy One Mile CD / 2LP + mp3

€ 16,50 CD RVNG Intl.

€ 23,95 2LP + mp3 RVNG Intl.

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL20-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL20-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL20-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL20-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL20-5.mp3]

Christelle Gualdi tem tido um percurso interessante dentro do território dos sintetizadores. Em praticamente toda a sua carreira sempre se protegeu contra as tendências e esteve sempre na linha da frente quando foi necessário marcá-las. Christelle já anda nisto há uns anos e pode ser acusada como umas das responsáveis por diversas coisas: a expansão da synth-music no out-rock e por aí fora; a aceitação neste universo de protagonistas femininas (Laurel Halo deve-lhe muito) e até a forma como parece ligar extremos. Esta última parte interessa, Christelle já o fazia nos seus tempos cósmicos, a sua música interligava qualidade ancestral com referências mais cheesy. Em “Joy One Mile”, o seu primeiro longa-duração assumidamente de dança, isso volta a acontecer. Quem seguir a carreira de Christelle saberá (através de mixtapes, entrevistas) que anda atenta ao house actual, referenciando nomes que não serão estranhos a quem segue normalmente as comunicações Flur. Aqui funde essas ideias, essas referências, com aquela espécie de house-funk que era muito comum entre finais dos 1980 e primeira metade dos 1990 e o resultado é uma espécie de lugar com vista para o cósmico misturado misturado com a fantasia das house-mixes e dub-versions que saíam aos montes nessa altura.

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Sexta-feira, 30 Novembro, 2012

MAXMILLION DUNBAR Woo 12″

€ 11,50 12″ RVNG Intl.  ENCOMENDAR

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

SENSATIONS’ FIX
Music Is Painting In The Air (1974-1977) 2CD

€ 16,50 CD RVNG  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RERVNG02-5.mp3]

Há uns meses ficámos a conhecer melhor Franco Falsini, com a reedição do estupendo “Cold Nose” (diz-se que seria uma banda-sonora para um filme sobre cocaína) na Spectrum Spools. Agora, a RVNG resolve editar uma compilação à volta de Falsini e dos seus Sensations’ Fix, de material gravado entre 1974 e 1977. Viagens pelo progressivo com incursões cósmicas e um apuramento estético que define um som homogéneo ao longo dos dois CDs da compilação. Mais do que ambiente de estática que se faz sentir em grande parte dos temas, o que é realmente especial nestes Sensations’ Fix é a guitarra, com um som muito característico, digno da época, mas com um primor psicadélico top notch. E como muitos dos seus contemporâneos, Falsini estende a noção de progressivo e toca em campos dignos de um Ennio Morricone ou dos Goblin (na altura em que faziam bandas-sonoras para Argento), em obras-primas como “Leave My Chemistry”. Tanta coisa boa a ser descoberta todos os dias… “Music Is Painting In The Air” é mais uma, mas daquelas que têm de ser conhecidas agora e nunca mais ficarem esquecidas.

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Terça-feira, 12 Junho, 2012

SUN ARAW & M. GEDDES GENGRAS meet THE CONGOS FRKWYS Vol. 9 CD+DVD / LP+DVD

€ 16,50 CD+DVD RVNG Intl.  ENCOMENDAR

€ 21,95 LP+DVD RVNG Intl.  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS09CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS09CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS09CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS09CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FRKWYS09CD-5.mp3]

A nova iorquina RVNG tem apresentado um catálogo fortíssimo nos últimos meses. Deixou de ser uma plataforma para a apresentação de novos artistas ou simplesmente usar a série FRKWYS como um corredor para ideias engraçadas. A provar isso está o último álbum de Julia Holter e agora este novo capítulo na série FRKWYS, provavemente o mais ambicioso da editora até à data (que tem vindo a crescer, desde as reuniões Blues Control & Laraaji até ao Borden, Ferraro, Halo & Lopatin). Sun Araw e M. Geddes Gengras (LA Vampires, Robadour, Pocahaunted, entre outros) juntaram-se aos míticos Congos na Jamaica para produzir uma espécie de disco dub com filtro “hipnagógico”. Tudo combina porque o som de Sun Araw sempre teve esta vertente dub que muitas vezes não andava para a frente nem para trás, com riffs de guitarra que muitas vezes pareciam copiados de tema para tema enfiados numa massa diferente. Só que aqui esses riffs, essas ideias, parecem concretizar-se da melhor maneira possível para Sun Araw. Com os Congos descobriu músicos que seriam capazes de dar liberdade para a sua música se soltar e constituir novas formas, em vez de andar às voltas na mesma pista com um par de ideias que, apesar de boas, já tinham estagnado o registo de Sun Araw. Por isso e pela mistura imprevisível / estranha / improvável (no sentido de não fazer sentido algum) que afinal resulta, este volume da FRKWYS é um disco notável.

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Sexta-feira, 20 Abril, 2012

JULIA HOLTER Ekstasis CD / 2LP

€ 16,50 CD RVNG Intl.  ENCOMENDAR

€ 22,50 2LP RVNG Intl.  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL14-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL14-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL14-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL14-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL14-5.mp3]

A norte-americana Julia Holter tem tido alguma merecida atenção desde o Verão passado, altura em que saiu “Tragedy” (na sua edição em vinil, entretanto esgotadíssima e caríssima nos mercados paralelos). Não era o seu primeiro disco, mas foi aquele que a empurrou para uma audiência maior (em parte devido ao apoio de algumas lojas e, depois, a sua inclusão nalguns tops de 2011). Neste ano deu-se a edição de “Ekstasis”, e quem tem estado atento ao que se passa certamente percebeu que Holter anda a ter muita atenção e a sua música anda a ser bem adjectivada. Com este lançamento aproveitou-se também para reeditar “Tragedy” em CD. São álbuns muito distintos e, em todas as formas, “Tragedy” é muito superior. Este representa um lado escuro, uma pop bem trabalhada num registo fantasmagórico e espectral; “Ekstasis” mostra um lado de pop luminosa, com referências não tão agradáveis como aquelas que ouvimos em “Tragedy”. O mais estranho nisto tudo é que se sente que são álbuns de uma só pessoa, mas há uma frequência bipolar entre os dois. Não que “Ekstasis” seja mau (muito longe disso, mesmo), mas “Tragedy” é uma preciosidade e que indicava uma série de possibilidades para o seu futuro que, infelizmente, não foram inteiramente concretizadas em “Ekstasis”. Parece injusto estar a criticar um disco que se destaca neste espaço, mas “Ekstasis” sofre muito com a comparação com “Tragedy” e com o facto da reedição deste em CD coincidir com a edição do primeiro pela Rvng. E sentimos que temos o direito de, às vezes, ficar um pouco desiludidos.

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Sexta-feira, 10 Fevereiro, 2012

BLONDES Blondes 2CD

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€ 17,50 € 14,50 2CD RVNG Intl.  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL12-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL12-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL12-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL12-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL12-5.mp3]

A nova iorquina RVNG Intl tem-se colocado num universo paralelo de outras editoras também nova iorquinas (Whatever We Want, Golf Channel, ESP Institute) com a construção de um cenário pop/rock misturado com house e um outro mais experimental (a fabulosa série FRKWYS). Tem dado voz a uma cena que é tipicamente norte-americana e tem influenciado directamente alguma da pop/rock que ouvimos ao longo dos últimos dois anos. Música house feita por miúdos/jovens adultos que nunca saíram de casa para ouvir música de dança e para um público numa situação bastante idêntica (é redutor, mas o sentimento é um pouco esse). É um cenário que se encontra também na 100% Silk, cujo valor reside num território estranho e nem sempre apelativo a este lado do Ocidente. Nesse campo, e a par dos Teengirl Fantasy, Blondes são dos nomes mais interessantes a reter. Esta edição em CD reúne os seus três maxis e mais dois temas extra, com um CD adicional a acompanhar a edição com remisturas de Andy Stott, SFV Acid (o nome mais interessante desta nova vaga vinda da costa oeste norte-americana), Rene Hell, Laurel Halo, John Roberts, Teengirl Fantasy, entre outros. O mais interessante no trabalho dos Blondes é como evita o óbvio, o punch fácil da house (bem capitalizado pelos Teengirl Fantasy, por exemplo), e é todo um trabalho de texturas, de fluência, com uma dinâmica muito mais europeia. Os temas são longos e não fazem por correr a maratona ao mesmo ritmo, quando entra um elemento novo em cada canção é algo que a dinamiza completamente e a coloca num rumo diferente. Ou seja, é um trabalho de progressão, cada canção dentro de si parece um work in progress. Somos seduzidos por essa ideia e, apesar da música dos Blondes não ser efectivamente nova, é cativante por esse método que estimula a atenção de quem a ouve.

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Quinta-feira, 21 Abril, 2011

BLONDES Lover / Hater 12″

€ 10,95 12″ RVNG Intl.  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL05-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RVNGNL05-2.mp3]

A fronteira entre indie e dança foi quase sempre ténue, apesar de representantes de ambos os campos recusarem reconhecer-se mútua relevância. Como sabem, isso hoje faz menos sentido do que nunca, com universos paralelos ou até antagónicos a estarem disponíveis onde e quando nós quisermos e quase em simultâneo. Brooklyn não costumava, em anos recentes, ser referência house ou techno, mas a nova vitalidade desses géneros agora abertamente associados à cena indie (nomes ao acaso. The Field, Toro Y Moi, Pantha Du Prince) veio instalar um tipo de liberdade que idealmente coloca no mesmo plano sensibilidades que não conviviam muito bem. “Lover / Hater” é o primeiro maxi de Blondes na RVNG (planeiam uma série de três em 2011) e aqui ouvimos a sobreposição do universo psicadélico de Protect-U com a ideia clássica de dub techno da Kompakt. O resultado não é exuberante nem, por outro lado, melancólico – situa-se confortavelmente no meio. A nuvem ambiental serve apenas para filtrar um pouco do Sol, cuja intensidade se sente claramente. “Lover”, especialmente, mal consegue conter a sua felicidade, ajudado pela inclusão de cantos filtrados (Meredith Monk) em tom ritualista que podiam ser uma flash mob a fazer o que as flash mobs genericamente fazem (“estamos aqui e estamos a divertir-nos muito”). “Hater” está longe de ser o exacto oposto, apesar de ser inevitável pensar na sua maior contenção. Há um toque subtil de “E2-E4″ e de “Your Love” que, sem a responsabilidade de definir a personalidade da música, arrumam-na numa zona bonita.

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Sexta-feira, 18 Fevereiro, 2011

HARALD GROSSKOPF Synthesist + Reinterpretations LP+CD

harald

€ 19,50 LP+CD RVNG Intl.  ENCOMENDAR

Cliché dos clichés, o futuro é cada vez mais uma porta para entrarmos para o passado. Ou ainda, o presente/futuro vive dependente desse passado que estamos sempre a descobrir, nalguns casos redescobrir. Tanto na música de dança, na electrónica e no rock, a influência dos sintetizadores alemães da Sky tem-se feito sentir nos últimos anos. A cada disco que redescobrimos desse catálogo – e de outros, claro – descobrimos um paralelo/elo com o presente. Harald Grosskopf tocou nos Ash Ra Temple, nos Cosmic Jokers, com Klaus Schulze; a solo estreou-se com “Synthesist”, aventura cósmica ritmíca, feliz encontro entre o típico cenário kosmische com uma batida krautrock (há muito de Can por aqui). Grosskopf estava habituada a acompanhar outros músicos (era baterista) e, neste álbum, passou 6 semanas sozinho com um mínimo de orientação técnica fornecida por amigos músicos e muitos problemas de afinação de máquinas. Alguns temas são reconhecíveis por já terem sido incluídos nalgumas compilações ou reeditados em maxi nalguns bootlegs. Faz sentido que “Synthesist” encontre uma segunda vida numa editora mais ligada à dança, que soube entender o alcance deste som e reeditar o original acompanhado de um CD com reinterpretações de artistas actuais que são influenciados, melhor, têm elos de ligação, com aquilo que Grosskopf registou neste disco: Oneohtrix Point Never, james Ferraro, Stellar Om Source, ARP, JD Twitch, etc. Edição MUITO limitada, já temos poucos exemplares.

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