Quinta-feira, 27 Novembro, 2014

DAVID SYLVIAN There’s A Light that Enters Houses With No Other House In Sight CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS024-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS024-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS024-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS024-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS024-5.mp3]

Não contem com David Sylvian para uma agenda certinha de edições e concertos. Esses dias acabaram, há muito, e hoje sente-se que o que o inglês faz move-se pelo puro interesse genuíno que tem pela música e pelas artes que o rodeiam. Desde que começou a sua carreira a solo que percebemos que são também as pessoas à sua volta que o motivam a criar: músicos, sobretudo, mas pintores, fotógrafos, escritores. Este novo álbum de Sylvian é sobretudo uma homenagem a Franz Wright, poeta norte-americano, filho de outro notável da poesia, James Wright. “Kindertotenwald”, livro de 2011, fornece as palavras, ditas pelo próprio Franz Wright, para serem musicadas por composições ambientais tremendas, transpirando uma claustrofobia benigna, um piano sublime de John Tilbury e as habituais malhas eléctricas-digitais da guitarra de Fennesz. Não há pausas, embora haja uma subtil mudança de movimentos nos 65 minutos desta peça. O contínuo só é quebrado pela voz de Franz Wright que, às vezes, nos relembra a presença de Burroughs na cultura musical de há 20 anos. De facto, só isso interrompe a absoluta magia levitacional desta obra que mostra, debaixo das palavras, o detalhe da escrita musical, cada vez mais intuitiva e sublime, de David Sylvian. A presença da voz de Wright parece arrumar este disco numa zona particular da discografia de Sylvian, mas não sigam tendências: este é um álbum fantástico de alguém que não tem dado nenhum passo em falso desde que criou a sua Samadhi. Essencial, claro.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

PHIL HOPKINS Amplified Gesture – An Introduction to Free Improvisation: Practitioners And Their Philosophy DVD

€ 17,50 € 14,95 DVD Samadhisound

Lembram-se de “Manafon”, em 2009, e de como, (quase) de repente, David Sylvian faz um disco incrível de canções – sim, ainda são canções – com um leque de convidados do free jazz? Se têm algum carinho por David Sylvian não só se lembram como terão esse disco bem perto do vosso coração. Na altura, os mais abonados terão também comprado a caixa limitada que incluía este DVD. “Amplified Gesture” – nome óptimo, diga-se já – é um documentário de Phil Hopkins sobre a cena free, feito a pedido de Sylvian, para registar as diferentes vozes e estratégias de alguns dos seus mais importantes activistas. Se ficaram impressionados com os convidados de “Manafon”, sabem o que podem esperar neste filme: John Butcher, Fennesz, Sachiko M, Toshimaru Nakamura, Evan Parker, Eddie Prévost, Polwechsel, Keith Rowe, John Tilbury e Otomo Yoshihide falam sobre influências, experiências, recordações, metodologias e questões, ajudando-nos a criar melhores imagens sobre a improvisação na música. Como sempre, uma nova oportunidade é sempre uma nova oportunidade: Phil Hopkins refez e ampliou o documentário que vinha na caixa “Manafon” e esta edição inclui ainda um pequeno filme de apresentação de David Sylvian e as biografias dos entrevistados. Imprescindível.

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Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

STEPHAN MATHIEU & DAVID SYLVIAN Wandermude CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SS023-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS023-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS023-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS023-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS023-5.mp3]

Acreditem no que vos dizemos: é tão, tão bonito ouvir os primeiros segundos de “Wandermüde”. Para quem tem e ouviu tantas vezes “Blemish” de David Sylvian, é como voltar a sentir na pele uma obra-prima absoluta envolta numa espécie de névoa que a memória deixa trespassar. Sylvian decidiu entregar as partículas sonoras de “Blemish” a um dos músicos que melhor trataria delas: Stephan Mathieu é um dos mais interessantes estetas da reconversão electrónica, trabalhando muitas vezes em regime electroacústico, partindo de sons naturais e analógicos. Depois de um concerto no festival Punkt em que o alemão remisturou um concerto de Sylvian – “Plight And Premonition”, em 2011 -, o convite parecia mais que justificado para retrabalhar “Blemish” para ser uma banda sonora para uma aplicação da Samadhi para iPad. Mas o trabalho de Mathieu acabaria por ser tão rico e inventivo que “Wandermüde” teve que existir como um álbum com princípio, meio e fim. E não há muito mais a dizer: Mathieu é um esteta fenomenal da música ambiental e “Blemish” é um dos álbuns mais importantes das últimas décadas; o arriscado resultado podia não ter sido este, mas dificilmente seria algo que não honrasse os pergaminhos dos seus autores. Um disco emocionante. E por isso imprescindível.

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

JAN BANG & ERIK HONORÉ feat. DAVID SYLVIAN
Uncommon Deities CD

€ 16,50 € 12,50 CD Samadhisound  ENCOMENDAR

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O festival Punkt, na pequena cidade de Kristiansand, na Noruega, é conhecido por construir concertos de remistura que acontecem pouco tempo depois dos originais. De uma sala para outra, o ambiente transfigura-se em algo inesperado, alimentado por uma série de alquimistas que prezam a ideia da reutilização e do sampling e da improvisação – não são poucas as vezes em que os concertos secundários se tornam os mais interessantes da noite. Jan Bang, figura administrativa do Punkt, é, claro, um dos estrategas normais dessas acções de reciclagem sonora – a sua participação num concerto de remistura de Jon Hassell fê-lo, até, entrar na sua banda ao vivo por uns anos. E como músico empenhado em transfigurar a música que ouvimos, é um convidado regular nas estatégias oblíquas que David Sylvian vai fazendo na sua Samadhi. “Uncommon Deities” é uma reinvenção de uma instalação audiovisual de David Sylvain para o festival Punkt de 2011, feita por Jan Bang e Erik Honoré – cofundadores do evento. No local, uma série de pinturas de Atsushi Fukui eram preenchidas no espaço pela música de Sylvian. A edição em CD não contém essa banda sonora funcional, mas é uma reinterpretação da atmosfera da galeria em Kristiansand, remisturada e amplificada por novas composições com alguns dos músicos originais e, sobretudo, pela inclusão de Arve Henriksen e Sidsel Endresen, para além das palavras do próprio David Sylvian. Toda a magia recorrente das edições da Samadhi está aqui nesta obra – Sylvian tem sabido como ninguém construir uma família numerosa de músicos muito distintos mas com ligações umbilicais a um universo coeso e quase sempre deslumbrante. Quando não temos novos álbuns do ex-Japan, vamos tendo estas quase-obras de Sylvian que nos dão quase tanto para ouvir que nos esquecemos dos seus verdadeiros autores. Paisagens electro-acústicas delicadas, ricas de pormenores, entre a suave canção encantatória ou a carícia literária das palavras, num mundo que tanto parece organizado como entregue à sorte instintiva do improviso. Continua a vir desta editora a melhor música do mundo. E por isso é que há uma edição de luxo para tentar representar melhor “Uncommon Deities” na sua inteira forma.

 

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Sexta-feira, 23 Novembro, 2012

JAN BANG & ERIK HONORÉ feat. DAVID SYLVIAN
Uncommon Deities CD+LIVRO

€ 55.50 € 49,50 CD+LIVRO Samadhisound  ENCOMENDAR

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O festival Punkt, na pequena cidade de Kristiansand, na Noruega, é conhecido por construir concertos de remistura que acontecem pouco tempo depois dos originais. De uma sala para outra, o ambiente transfigura-se em algo inesperado, alimentado por uma série de alquimistas que prezam a ideia da reutilização e do sampling e da improvisação – não são poucas as vezes em que os concertos secundários se tornam os mais interessantes da noite. Jan Bang, figura administrativa do Punkt, é, claro, um dos estrategas normais dessas acções de reciclagem sonora – a sua participação num concerto de remistura de Jon Hassell fê-lo, até, entrar na sua banda ao vivo por uns anos. E como músico empenhado em transfigurar a música que ouvimos, é um convidado regular nas estatégias oblíquas que David Sylvian vai fazendo na sua Samadhi. “Uncommon Deities” é uma reinvenção de uma instalação audiovisual de David Sylvain para o festival Punkt de 2011, feita por Jan Bang e Erik Honoré – cofundadores do evento. No local, uma série de pinturas de Atsushi Fukui eram preenchidas no espaço pela música de Sylvian. A edição em CD não contém essa banda sonora funcional, mas é uma reinterpretação da atmosfera da galeria em Kristiansand, remisturada e amplificada por novas composições com alguns dos músicos originais e, sobretudo, pela inclusão de Arve Henriksen e Sidsel Endresen, para além das palavras do próprio David Sylvian. Toda a magia recorrente das edições da Samadhi está aqui nesta obra – Sylvian tem sabido como ninguém construir uma família numerosa de músicos muito distintos mas com ligações umbilicais a um universo coeso e quase sempre deslumbrante. Quando não temos novos álbuns do ex-Japan, vamos tendo estas quase-obras de Sylvian que nos dão quase tanto para ouvir que nos esquecemos dos seus verdadeiros autores. Paisagens electro-acústicas delicadas, ricas de pormenores, entre a suave canção encantatória ou a carícia literária das palavras, num mundo que tanto parece organizado como entregue à sorte instintiva do improviso. Continua a vir desta editora a melhor música do mundo. E por isso é que há uma edição de luxo para tentar representar melhor “Uncommon Deities” na sua inteira forma.

 

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Sexta-feira, 27 Maio, 2011

DAVID SYLVIAN Died In The Wool – Manafon Variations 2CD

david_sylvian_died_in_the_wool

€ 16,50 € 14,50 2CD Samadhisound  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS021-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS021-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS021-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS021-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SOUNDCDSS021-5.mp3]

“Manafon” fora criado, em 2009, dentro do campo da improvisação, com a ajuda musical de dezenas de ilustres figuras do jazz e da experimentação sonora. Na altura elogiámos a voz e interpretação de Sylvian por sujeitar-se, entre aspas, a música tão pouco pop e adequada a canções. Denotando um contínuo fascínio pela aventura, o músico inglês escolhe o oposto da improvisação ao aliar-se às partituras para cordas de Dai Fujikura. Mas “Manafon” não é apenas transformado numa versão de câmara – aliás, o cruzamento das diferentes mutações é alucinante: alguns temas de “Manafon” são orquestrados por Fujikura para serem utilizados como samples para novas composições de Jan Bang e Erik Honoré, e há novas versões da equipa de “Manafon”. Música nova, portanto. E um segundo disco que nos oferece David Sylvian inédito, com John Butcher, Arve Henriksen, Gunter Muller, Toshimaru Nakamura, Eddie Prévost e o Elysian Quartet sob direcção de Dai Fujikura a interpretarem uma peça que viveu como instalação na Bienal das Canárias de 2008/2009. Mais Sylvian – e sobretudo deste calibre – nunca é Sylvian a mais.

 

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Sexta-feira, 3 Dezembro, 2010

JAN BANG And Poppies From Kandahar CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound  ENCOMENDAR

O mundo do sampling é infinito, por definição. Manipular o maior instrumento do mundo na perfeição é, proporcionalmente, a tarefa mais árdua do mundo inteiro. Talvez, por isso mesmo, “3 Feet High And Rising” é tanto uma obra-prima como é difícil encontrar magos do sampler. De repente, parece ser mais fácil encontrar obras-primas na fase de fita/tesoura/cola do que na era digital. Jan Bang é um dos nomes mais importantes desta última fase, e os seus concertos ‘remix’ paralelos ao cartaz do festival Punkt já geraram lenda, fama e muito proveito. “… And Poppies From Kandahar” é uma natural estreia na editora de David Sylvian, um músico que elogia enormemente o seu talento, para além de ser quase parte da sua grande e vasta família de colaboradores. Este álbum é, no entanto, uma ambiciosa obra de fusão entre o mundo real, digamos, e o mundo dos samples. Hassell, Henriksen, Aarset, Kammerflimmer Kollektief foram vítimas de pilhagem sonora, mas também há participações activas na composição de Hassell, Petter Molvaer, Erik Honoré ou Henriksen. E se é verdade que tudo junto apela à dispersão de resultados, também é verdade que é nessa indefinida geografia sonora que este disco nos conquista, dando-nos surpresas atrás de surpresas, atirando-nos constantemente para terrenos inesperados e ricos, fazendo-nos lembrar os mundos por explorar que Holger Czukay mapeou depois dos Can. Podem não ser muitos os discos que a Samadhi Sound nos oferece por ano, mas a editora de Sylvian consegue valer o seu peso em ouro com os discos que nos vai dando.

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Sexta-feira, 19 Novembro, 2010

AKIRA RABELAIS Caduceus CD

akira rabelais

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound  ENCOMENDAR

Akira Rabelais é uma das personagens mais intrigantes que conhecemos. Haverá muitas mais estranhas, mas este músico, que parece querer juntar o mundo anime ao mundo renascentista, consegue ser também alguém que nos atrai e merece a nossa atenção. Depois de “Spellewauerynsherde”, feito de lamentos islandeses (fiquemo-nos por aí, agora; investiguem esse disco, por favor), Rabelais volta a dedicar-se a outro puzzle: manipulação computadorizada (através de software criado pelo próprio) de guitarra e de rádios mal sintonizados. O seu toque é de midas, como se tudo se transformasse em algo onírico e puro, mesmo que sintamos o formigueiro da electricidade e do mundo binário a atravessar-nos a medula. “Seduced By The Silence” é o primeiro tema, e descarrega, ironicamente, uma parede de noise sobre nós. Depois, entramos no verdadeiro labirinto de “Caduceus”, onde tudo se ergue e esfarela diante de nós, como ondas do mar num areal, ou vento no pôr-do-sol num western. Por momentos, o lado contemplativo (Akira Rabelais gosta muito da palavra “poética”) arrasta-nos para um lado fennesziano do tratamento do som e, sobretudo, da guitarra, mas o americano prefere deixar-nos sempre desamparados, indo mais longe e mais profundo que o criador de “Endless Summer”. Chocados com a nossa preferência? Akira Rabelais é um génio, e por isso parece ganhar um pouco de dianteira face à concorrência. Ou então… tem justamente a ver com o facto da sua personagem ser bem mais intrigante que qualquer outro. De qualquer modo, conquista-nos de ambas as maneiras. Soberbo álbum.

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Sexta-feira, 19 Novembro, 2010

TOSHIMARU NAKAMURA Egrets CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound  ENCOMENDAR

Em quase todo o lado onde se escreve sobre a música de Toshimaru Nakamura diz-se o mesmo: o japonês que usa apenas uma mesa de mistura. Explicando melhor: através de apenas uma mesa de mistura e toda uma rede de cabos ligados a apenas a esse aparelho ele constrói tudo o que precisa para manipular e transformar tudo num instrumento musical. Claro, falamos de noise e controlo magistral de tensões e correntes, de cores e tonalidades potentíssimas, um mundo rico de abstracções que colocaram o seu nome no topo da hierarquia experimental dos últimos dez anos. Neste disco, para a editora de David Sylvian, Toshimaru Nakamura convidou para se juntar a “Egrets”, o também fantástico guitarrista Tetuzi Akiyama, criando os dois algo muito próximo de um outtake para “Manafon”, por exemplo. A ligação entre os dois, entre o desolamento e a força de algo primitivo, é soberba. Mas a verdadeira surpresa é a participação de Arve Henriksen, dos Supersilent. A ligação é quase umbilical, com o trompete do norueguês a ser, como sempre é, um manancial de sons, ligando-se na perfeição às paisagens de Nakamura. Podia esperar-se um álbum árido e olhando para sensibilidades mais experimentais, mas “Egrets” consegue ser quase uma espécie de visão quarto-mundista do mundo de Nakamura, onde o espírito da música ambiental formula quase todos os predicados para os 45 minutos deste fantástico disco.

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Sexta-feira, 12 Novembro, 2010

DAVID SYLVIAN Sleepwalkers CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

Enquanto não recebemos o próximo álbum de David Sylvian – está prometida para início de 2011 uma espécie de revisitação a “Manafon” em parceria com o compositor Dai Fujikura -, o músico inglês recupera uma colecção limitada de canções que ilustram algumas das cumplicidades que tem mantido com músicos bem distintos, em semelhança com o que tinha feito com “Everything And Nothing” há 10 anos. Talvez o mais consistente dos seus affairs recentes seja Nine Horses (com Burnt Friedman e o seu irmão Steve Jansen), e por isso justificam-se os três takes neste disco. Mas a restante lista é impressionante e só falha por não ser enciclopédica – ficaram de fora algumas importantes histórias nesta última década. “Sleepwalkers” começa de modo irrepreensível, com um extra nascido de Manafon brilhantemente animado pela bateria armadilhada de Martin Brandlmayr dos Radian. Joan As Police Woman faz dueto em “Ballad Of A Deadman”, num tema com Steve Jansen; “Angels” é um asfixiante exercício desencantado de spoken word, dedicado à sua filha, com Arve Henriksen, Jan Bang e Erik Honoré; “World Citizen” com Sakamoto simplifica-se com uma versão de Chasm; “Five Lines” avança com muita antecipação aquilo que poderá ser, então, o próximo álbum de Sylvian com Dai Fujikura; “Transit” é domínio trademark de Fennesz; e mais um punhado valente de canções que parecem cada vez mais viver apenas na cabeça de David Sylvian, independentemente das ajudas que tenha. Esta sua capacidade de adaptação e altruísmo musical tem sido, talvez, uma das principais razões da recorrente importância que as canções do ex-Japan continuam a ter. Poderia não interessar muito ouvir uma compilação destas e esperar pelo próximo álbum, mas o que está aqui são 16 temas, quase todos canções, que vendem ideias e bom gosto como não encontramos em mais lado nenhum.

Uns temas levantam ideias, outros sublinham experiências anteriores. Mas por todos correm fortes marcas de personalidade que, mesmo perante outros, David Sylvian acaba inevitavelmnente por registar na música que faz. Magnífico!” 5/5 in SOUND + VISION

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 9 Outubro, 2009

SWEET BILLY PILGRIM Twice Born Men CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound  ENCOMENDAR

“We Just Did What Happened And No One Came” foi a estreia do trio em 2005, mas desse disco não sobram muitas memórias que mereçam estar aqui, hoje, ao pé de nós. Ainda assim, havia fogachos pop que nos levaram a especular o que poderia sair deste projecto. O mais atento terá sido mesmo o próprio David Sylvian, que depressa os agarrou e fez com que o segundo passo editorial nascesse na sua SamadhiSound. E desde a sua saída na primeira metade de 2009, “Twice Born Men” conseguiu surpreender toda a gente, incluindo um juri do Mercury Prize que habitualmente não se direcciona para estas paragens – não ganhou, como decerto saberão, mas o que conta é participar e ser nomeado já é uma vitória… não é? Tim Elsenburg, Anthony Bishop e Alistair Hamar são os construtores desta óptima panorâmica pop, mas a valentia deverá ser creditada a Elsenburg, claramente um dos mais esclarecidos do trio. As suas canções navegam com simplicidade entre a pop acústica e a proto-folk moderna, entre as texturas electrónicas e o apuro formal do investimento em horas de estúdio. Não há uma canção igual a outra, não há um ambiente que se repita, “Twice Born Men” parece querer ser mesmo o melhor álbum possível que Elsenburg pode fazer. Se for, não é um mau disco para se ter no currículo. Pensem na pop final dos Talk Talk, em Junior Boys unplugged, pensem na produção de Sufjan Stevens, e não pensem que irão ficar desiludidos.

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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

THOMAS FEINER & ANYWHEN The Opiates Revised CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

Não é assim tão anormal que David Sylvian se tenha apaixonado por “The Opiates” aquando da sua saída. Foi em 2001 que Thomas Feiner colocou os Anywhen no mapa sylviano da pop e em 2008 houve esta hipótese de repor este disco no mercado. Refeito, reembalado e remasterizado, “The Opiates” é um soberbo disco pop, romântico e obscuro, que poucos conheceram há quase uma década atrás, e que aqui tenta uma segunda vida com mais dois temas extra e um som perfeito.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

STEVE JANSEN Slope CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

Steve Jansen tem uma das carreiras mais estranhas de sempre: é irmão de David Sylvian e tem aparentemente sacrificado muito da sua música para ajudar o irmão a fazer os seus importantes discos; as suas canções mostram que tem algum talento mas parece nunca envolver-se demasiado nos seus projectos; é um side-man em palco e em estúdio para muitos músicos. “Slope” tenta dar alguma relevância ao seu lado de compositor e apesar de estar a milhas do nível familiar, parece provar que poderia dar muito mais se o seu nome se tornasse mais regular nas capas dos discos.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

NINE HORSES Wonderful World CDS

€ 7,50 € 5,95 CDS Samadhisound

“Wonderful World” é o primeiro tema da estreia de Nine Horses e mereceu depois o single e a companhia de outro tema de “Snow Borne Sorrow” e um inédito – “When Monday Comes Around”.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

NINE HORSES Snow Borne Sorrow CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

Nine Horses, propondo um novo grupo na sua carreira, com o irmão Steve Jansen e Burnt Friedman, traz à baila o modo como David Sylvian nunca deixou de procurar a companhia perfeita para as suas ideias musicais. Lembramo-nos como Jon Hassell brilha em “Brilliant Trees”, ou como Robert Fripp é crucial em “Gone To Earth” ou como o ambientalismo deu uma volta no trono com as suas aventuras com Holger Czukay, ou ainda como Fennesz aparece no raio de luz intensa que foi “Blemish”. Nine Horses propõe novas latitudes, novos sons, em que Burnt Friedman passa a ser a directriz principal. Canções – sempre – em surpreendente imponderabilidade.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

NINE HORSES Money For All MCD

€ 11,95 € 8,95 MCD Samadhisound

Nada de estranho esperarmos que da cabeça de David Sylvian e Burnt Friedman não nasçam hipóteses múltiplas para a música que fazem. Não quer dizer que “Snow Borne Sorrow” não tenha ficado acabado, mas por cada porta fechada abrem-se muitas outras. Friedman foi, naturalmente, o mais voluntarioso e para o single – que acabou por não ser um single apenas – de “Money For All” juntou 4 versões para 4 temas do álbum. Generosidade e possibilidades sem limites.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

HAROLD BUDD Avalon Sutra 2CD

€ 16,50 € 14,50 2CD Samadhisound

“Avalon Sutra” acabou por ser um disco polémico: Harold Budd anunciou-o como sendo o último e que abandonaria a música a seguir a este episódio. Mas a música que está aqui fez-nos lamentar a decisão – as fórmulas são as mesmas, mas o seu piano continua a ser tão críptico como sempre. O desafio de julgar a sua música tem sido saudável, nunca sabendo se a colocamos algures entre o ambiental (de quem foi peça central com Eno) e a família clássica-contemporânea. Como bónus tremendo, um segundo disco traz uma reconstrução feita por Akira Rabelais e produzida por Sylvian, fazendo “Avalon Sutra” ainda mais marcante.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

DEREK BAILEY To Play CD

€ 16,95 € 12,50 CD Samadhisound

A presença de Derek Bailey em “Blemish” e, consequentemente, nas canções de Sylvian, não passou ao lado de ninguém. Pequenos esboços de guitarra em voo livre, sem rede, foram fruto de algumas sessões em estúdio que neste disco aparecem à disposição de todos.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

DAVID TOOP Sound Body CD

€ 15,95 € 12,50 CD Samadhisound

Outro velho cúmplice também aparece na Samadhi de David Sylvian. Escritor, teórico e muitas vezes músico, David Toop tem com “Sound Body” mais uma hipótese ambiental experimental, elaborada por uma banda que nunca existiu mas teve como participantes Rhodri Davies, Haco, Gunter Muller ou Leo Patterson.


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Terça-feira, 29 Setembro, 2009

DAVID SYLVIAN / RYUICHI SAKAMOTO World Citizen MCD

€ 16,50 € 8,95 MCD Samadhisound

“World Citizen” foi o reencontro de dois velhos amigos, e nesta edição há espaço para se tentar todos os lados possíveis para a canção – 4 versões diferentes, feitas por Sylvian e Sakamoto, e ainda uma versão com um pé em terreno minado com a digitalia de Ryoji Ikeda.


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