Quinta-feira, 2 Julho, 2015

SIMON JAMES PHILLIPS Blage 3 2CD

€ 14,95 CD Mikroton

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Não devíamos ficar surpreendidos com um duplo álbum de Simon James Phillips. Nem mesmo com a duração dos seus temas: o primeiro tema tem 59 minutos, o segundo tem 44 minutos. A sua música obriga-nos a sentir o tempo, desafiando-nos a encará-lo fora dos seus eixos normais. Sentimos isso a solo, quando o pianista trabalha os seus overtones em camadas até nos deixar em suspenso; sentimos isso com os seus The Swifter, quando em trio procuram uma espécie de improvisação meticulosa e hipnótica em torno da ligação entre piano e bateria; e não sentimos outra coisa senão o estilhaçar do tempo quando ouvimos “Blage 3″, na companhia de um esquadrão de ilustres que mais não fazem do que amplificar a missão de James Phillips até ao pico do prazer – deles, provavelmente; o nosso, seguramente. Liz Allbee em trompete, Tony Buck, dos Necks, em percussão e bateria, BJ Nilsen em electrónica, Werner Dafeldecker em contrabaixo e Arthur Rother em guitarra formam o ensemble perfeito para o piano que sustenta e orienta uma composição que navega de modo sereno pelas agitadas águas do minimalismo. Para quem, como nós, aprecia a música de James Phillips a solo ou com Swifter, este “Blage 3″ é um puro festim, que enriquece tudo aquilo que conhecíamos, levando-nos a massacrar o botão de repeat até sermos chamados pela nossa mundana vida diária. Só assim, imersos em repetições, conseguimos sentir na pele o poder do concerto de onde se retiraram estas quase 2 horas de música: em Berlim, em 2011, estes músicos tocaram ininterruptamente durante 5 horas. O que ouvimos em “Blage 3″ é um pedaço desse gigantesco iceberg everfescente. Demolidor!

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Sexta-feira, 2 Maio, 2014

SIMON JAMES PHILLIPS Chair LP

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€ 19,50 € 17,95 LP Room40

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Quando a tarde se transformou numa sessão de gravação para The Swifter, o principal plano de Simon Phillips era a gravação do seu piano, a solo. Contudo, o poder do trio – espelhado no LP homónimo que saiu na Wormhole, em finais de 2012 -, viria a tomar a dianteira da agenda. Passado algum tempo e os concertos – incluindo o de Lisboa -, Phillips voltaria a concentrar-se no ouro das suas gravações para finalmente oficializar a sua estreia. “Chair” é o melhor testemunho da arte que Simon Phillips nos pode dar: longas composições, mas com princípio, meio e fim, em que harmonias, notas e tons são arremessados como veludo às paredes da igreja Grunewald para se irem empilhando e transformando como… magia. Algures entre a hipnose do minimalismo e a música circular, Simon Phillips dá-nos um disco incrível, daqueles que nos levanta do chão e só nos conseguimos lembrar da palavra “épico” para o descrever. É essa a dimensão do seu piano que com o espaço que o rodeia se agiganta como poucos. Ouça-se “Chair” com o sistema de som correcto e não temos dúvida do poder sobrehumano da música. Música aventureira, destemida e arriscada, mas belíssima e acessível. Um disco fabuloso.

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

THE SWIFTER The Swifter LP

€ 16,50 LP The Wormhole

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WHO02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-4.mp3]

A história deste álbum e, por arrasto, a história deste trio, é curiosa e mostra por defeito a definição de “serendipity”. Simon James Phillips combinou uma sessões de gravação na famosa igreja berlinense de Grunewald, onde muitas outras obras foram registadas graças à sua acústica, e à medida que a data se foi aproximando, o pianista australiano foi convidando outros músicos para participarem nos trabalhos dessa tarde de Setembro de 2011. O trio acabaria por se conhecer nesse dia e a sua química resultaria no que agora conhecemos. The Swifter juntou, então, o piano de Simon James Phillips – um australiano que começou na música clássica e tem abraçado a música experimental e a improvisação -, as percussões de Andrea Belfi – um italiano também a viver em Berlim, mas exportando o seu jazz para inúmeros projectos internacionais -, e a electrónica de BJ Nilsen – um sueco que tem feito carreira na Touch e que também vive na capital alemã. O resultado lembra, por vezes, The Necks, mas percebe-se que não só há uma direcção muito mais definida do rumo do trio, como a electrónica e manipulação digital dos instrumentos acústicos abrem um leque sonoro que os australianos não oferecem. Nem melhor, nem pior, apenas diferente e igualmente bom. Música minimal de alta complexidade que nos remete ao sonho, e um dos projectos mais humanos e excitantes que ouvimos recentemente.

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