Terça-feira, 26 Junho, 2018

CHRISTINE FRANTZ / SLEAFORD MODS Bunch Of Kunst: A Film About Sleaford Mods CD + DVD

€ 18,95 CD + DVD F&F Production

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O que torna vitais dois homens bem para lá dos quarenta anos de idade é bastante aparente, ao escutar a música de Sleaford Mods. Jason Williamson e Andrew Fearn fixaram o que é efectivamente uma fórmula despreocupada, como se pode ver nos concertos. Um canta e dá o litro, o outro dispara a música pré-gravada e fica parado a abanar a cabeça, fumar e beber umas cervejas. O charme deste set up nem sequer é punk, é para lá de estilos, apesar da franja cuidadosa de Williamson. “Bunch Of Kunst” mostra partes de Nottingham (menos a rua onde Williamson habita, a pedido da mulher), ensaios, conversa sobre a vida numa Inglaterra vergada pela austeridade, mostra pessoas com teorias sobre a relevância social de existir uma banda iconoclasta e a um nível de rua tão esclarecido que possa contar as coisas como elas são (e chamá-las pelos nomes) e ter um apelo artístico forte. A preparação de um sound check em que se arranja uma pilha de grades de cerveja para Andrew Fearn colocar o seu laptop revela a descontracção com que parece ser feita a vida na estrada de Sleaford Mods. Uma senhora de 54 anos confessa ter sido o melhor concerto da sua vida desde os Sex Pistols em 77. Quem de entre vocês estamos a tentar convencer? E para quem actuam os Sleaford Mods? Para toda a gente, num mundo em contacto com os seus problemas ainda, sempre, crescentes. Shots de verdade.

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Sábado, 25 Março, 2017

SLEAFORD MODS English Tapas CD / LP

€ 12,50 CD Rough Trade

€ 23,50 LP Rough Trade

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Há algo de efectivamente simples e ready-made na música dos Sleaford Mods. São um produto de outro tempo, a sua música cria relações com outras décadas e atitudes da música popular vinda do Reino Unido. O punk, pós-punk e os The Fall podem ter ficado noutra década (embora os The Fall ainda estejam em todo o lado e em todo o tempo), mas a objectividade dos Sleaford Mods continua a fazer sentido. A sua música é operária, mas é operária num sentido muito século XXI, a forma como protesta e se protesta é adequada aos tempos em que vivemos e é uma reinvenção – ou continuação – de um certo ideal britânico que se tem e que ainda se vive. “English Tapas” é mais um capítulo de um duo que, por estas alturas, se pode dizer que está pouco preocupado em mudar, reinventar-se, enfim, em crescer. Porque o que é belo, e único, nos Sleaford Mods é que continuam a escrever o mesmo livro, a dar mais canções e atitude numa fórmula que pegaram e que recriam sem vergonha. Isso é especial e forte neles. E quando se consegue algo assim, tão puro, não é preciso inventar.

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Segunda-feira, 27 Julho, 2015

SLEAFORD MODS Key Markets CD / LP / LP (coloured)

€ 15,50 € 12,50 CD Harbinger Sound

€ 19,50 € 17,95 LP Harbinger Sound

€ 19,50 € 17,95 LP (Coloured) Harbinger Sound

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Ficou claro para quem assistiu ao concerto dos Sleaford Mods no Alive que há uma força quase cega que dirige a banda, firme no seu passo e intenções. As palavras dirigidas ao público inglês na casa foram claras na denúncia de Inglaterra, esse “caixote do lixo”. Não deu para perceber como isso foi recebido por quem escutava um concerto energético, onde parece que o único propósito é a diversão mais básica que associamos a um concerto de rock. Isso é 100% garantido neste mutante sónico com partes de Ramones e Suicide, mas não tentar, pelo menos, entrar um pouco nos textos e contexto político / social é perder uma parte significativa da vitalidade e importância da banda no mundo e no mercado de hoje. Mais punk que o punk? Afinal de contas o que vemos é um vocalista a suar, em espamos, saltos e um flow interminável, e “um outro gajo” que parece não fazer nada a não ser beber (álcool, presume-se) e olhar de vez em quando para o écran do portátil que tem à frente. E nós? Difícil inteirar de todos os assuntos na generalidade muito específicos da realidade britânica, mas estas crónicas em forma de canção abrem o apetite para investigações mais profundas sobre estes males ingleses. No entanto, como numa língua estranha na qual deciframos uma palavra de vez em quando, há tópicos nas letras de Jason Williamson que automaticamente deciframos como parte de uma realidade que também nos abarca, porque comenta a sociedade actual, e há aspectos que são comuns pelo menos a várias zonas do mundo ocidental. Assim, por cima do groove minimalista de bateria e baixo (mais poucos extras), brilha uma denúncia sempre zangada, um estado congelado de nihilismo já apontado em Inglaterra como “pouco positivo”. Mas essa categorização tem de ser nossa, de cada um, porque um álbum como “Key Markets” (e uma banda como Sleaford Mods) fala realmente de modo distinto consoante o nosso passado, experiência, visão da sociedade em geral e das relações humanas. Música é vida.

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“Os Sleaford Mods mostram o que se mantém (cada vez menos) escondido sob o brilho intenso da sociedade do espectáculo e da finança erguida a um altar. Os Sleaford Mods dizem não. É importante ouvi-los.” in PÚBLICO

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Quinta-feira, 2 Abril, 2015

SLEAFORD MODS Divide And Exit CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Harbinger

€ 19,50 € 17,50 LP Harbinger

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Segunda-feira, 5 Janeiro, 2015

SLEAFORD MODS Austerity Dogs CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Harbinger

€ 19,50 € 17,50 LP (clear vinyl) Harbinger

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Segunda-feira, 5 Janeiro, 2015

SLEAFORD MODS Tiswas MLP

€ 17,50 € 14,50 MLP (orange vinyl) Invada

€ 17,50 € 14,50 MLP (yellow vinyl) Invada

[audio:http://www.flur.pt/mp3/INV138LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV138LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV138LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV138LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/INV138LP-5.mp3]


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Quarta-feira, 31 Dezembro, 2014

SLEAFORD MODS Chubbed Up + CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Ipecac

€ 21,50 € 20,50 LP Ipecac

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IPC162-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPC162-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPC162-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPC162-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IPC162-5.mp3]

A t-shirt de Andrew Fearn, numa foto por aí, diz “Guilty feet have got no rhythm”, linha memorável da letra de “Careless Whisper” (George Michael). “14 Day Court” nomeia Nigel Mansell. O que isto significa é uma abordagem livre à cultura popular, diriamos mesmo de rua, com implicação directa na música e muito revelatória sobre a postura desta banda de Nottingham. Meia dúzia de álbuns editados em sete anos, mas os singles começaram a aparecer há cerca de 2 anos e “Chubbed Up +” faz o trabalho de os reunir para quem se distraiu. Em traços muito gerais, o que ouvimos assemelha-se a um cruzamento entre The Fall e The Streets, informados por um minimalismo rítmico próximo da cena espartana de Suicide. Punk e hip hop? Pode ser… Pós-punk e grime? Sim, isso. A popularidade de Sleaford Mods em Inglaterra parece obviamente ligada às letras de Jason Williamson, em cima da realidade do dia a dia. Desemprego, economia, sistema de saúde, hipsters e outros tópicos enervantes. É tudo mais ou menos gritado com sotaque cerrado cheio de perdigotos por cima de uma linha musical básica, é uma espécie de punk robótico que vive de energia pura + a energia da revolta e do descontentamento. Não que milhares de bandas não se tenham já servido desta última mas há um lado realmente ultra-terreno, ultra-eficaz, na ausência de complexidade na música de Sleaford Mods. Nem sempre é descaradamente antémico como em “Pubic Hair Ltd.” (“I’m sick of all these pissy sell-outs!”) mas as canções, que são breves, estão cheias de linhas memoráveis que ressoam na cabeça e ficam á disposição para entrar no discurso quotidiano de qualquer um de nós. E se acham que precisam de um pontapé no rabo, experimentem esta bota.

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