Sábado, 23 Março, 2013

AUTRE NE VEUT Anxiety CD

€ 14,95 CD Software

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Em certa medida, a Mexican Summer/Software materializou alguns dos desejos da Olde English Spelling Bee. A relação é ténue, mas é hoje óbvio que a Mexican Summer, principalmente através do veículo Software, está a preencher a lacuna deixada após o apogeu da OESB. Falamos nisto por causa de Autre Ne Veut que foi um dos últimos gritos do ano mais relevante da editora (2010). O álbum homónimo era uma passagem perfeita da chillwave para esta pop de beats que tanto pode ser R&B como uma visão tormentosa de Mariah Careh a fazer hip hop. Por mais tenebrosa que seja essa visão, Autre Ne Veut concretiza isso no limite da ironia/verdade: no álbum homónimo imaginávamos Prince se fosse um hipster deprimido em Brooklyn século XXI. Aqui vemos o que pode acontecer com mais meios, uma espécie de “álbum de estúdio” para um músico que se habituou a fazer música no seu quarto e cujas canções parecem dotadas de um efeito karaoke (pós-John Maus). É a pop de hoje concretizada de um modo bastante honesto – e modesto.

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Sexta-feira, 21 Dezembro, 2012

TIM HECKER / DANIEL LOPATIN Instrumental Tourist CD

€ 13,50 CD Software

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Software Studio Series é uma nova divisão da Software (o ramo da Mexican Summer que Lopatin dirige) que aqui se estreia com uma colaboração que faz parar o trânsito a qualquer adepto da música de Tim Hecker ou Oneohtrix Point Never. E dizer que esta dupla entrega o que promete é quase uma redundância, pois “Instrumental Tourist” é um fabuloso álbum que, à falta de espaço de escrita, se poderá dizer que é ambiental. Ambiental com toda aquela riqueza que a música de Hecker tem, ou com aquela profundidade estelar que Lopatin imprime das suas composições analógicas. Os instrumentos étnicos, sintetizados e processados, dão um ar quase barroco ao disco, fazendo com que a geografia do mundo se concentre numa espécie de momento único no tempo. Fantástico disco – mas não seria de esperar outra coisa.


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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2012

ONEOHTRIX POINT NEVER Rifts 3CD

€ 19,50 3CD Software  ENCOMENDAR

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Já falámos três vezes de “Rifts” nas nossas newsletters. Quando tivemos a primeira remessa do duplo, quando o colocámos no topo dos melhores discos do ano – apesar da sua natureza compilatória -, e depois quando reapareceu em nova tiragem depois de alguns anos sem o termos. Eis a quarta e merecida vez. “Rifts” em versão tripla, arrumando de modo definitivo o arranque da carreira magistral de Oneoxtrix Point Never. “Betrayed In The Octagon”, “Zones Without People” e “Russian Mind”, os três primeiros álbuns do projecto, dispostos como devem estar, em cada disco, para nosso conforto. Ainda assim, alguns extras da anterior versão voltam a estar aqui – splits, singles, cassetes, cdr. Mas há mais seis raros temas que nunca tiveram reedição. Se ainda não têm a anterior versão, esta é mesmo a não perder, pois a carreira de Oneohtrix Point Never é irrepreensível de fio a pavio.


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Quinta-feira, 20 Setembro, 2012

TROPA MACACA Ectoplasma 12″

€ 13,95 12″ Software

Um longo hiato entre “Sensação de Princípio” e este “Ectoplasma”. À volta de três anos, que deu para sentir muita falta dos Tropa Macaca, compostos por Joana da Conceição e André Abel (também dos Aquaparque). O tempo é um factor de maturação e apesar deste “Ectoplasma” dar a entender que foi o lançamento mais pensado e trabalhado dos Tropa, é aquele onde o seu som se faz sentir com maior emergência e uma força inexplicável naquele lugar que eles criaram entre o ambient, noise e o house. Dois temas a encherem os lados de um vinil, ambos com uma duração de 14:58. Precisão. “Balada Dos Que Já Nascem Mortos” é o pulsar da tal urgência. Mas a urgência dos Tropa faz-se também com precisão, tudo é medido e calculado, as canções tornam-se absolutas e autênticas narrativas sempre com caminhos novos por desvendar. E, apesar do hiato, os Tropa Macaca mantiveram aquilo que os caracterizou nos álbuns: a tal diversidade de linguagens/géneros não é um boião de cultura, mas a própria linguagem do duo, o seu caminho. Construíram uma língua única que os coloca à margem de tudo o que é feito actualmente. Continuam a ser não um dos mais originais projectos portugueses, mas um dos mais inovadores e originais a nível mundial. “Ectoplasma” prova como no espaço da mudança de um lado para o outro do disco se criam tantas diferenças de expressão mas a voz continua a ser a mesma. Tropa reconhece-se à distância. “Ectoplasma” é aquele bom regresso. Essencial.

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Sexta-feira, 18 Novembro, 2011

ONEOHTRIX POINT NEVER Replica CD

€ 14,50 CD Software  ENCOMENDAR

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Daniel Lopatin, através da sua música e não só, tornou-se um dos principais gurus da composição electrónica contemporânea. Mais do que uma preocupação em criar ou lançar material para manter a chama acesa (ideia errada para se manter activo hoje em dia), Lopatin enquanto Oneohtrix Point Never tem-se preocupado em manter coesa uma utopia da electrónica que parece perdida desde os anos 80. Não são aqueles anos 80 de que tanto se fala na música actual ou em função da memória e das vivências dessa altura, mas uma perspectiva histórica, de um som de sintetizadores que desapareceu sem deixar muito rasto ou que ganhou contornos pouco interessantes depois do seu auge. Lopatin já pensou menos no seu trabalho (apesar da reunião brilhante de “Rifts”, havia alguns momentos menos conseguidos) e se “Returnal” foi uma espécie de hall de um portal para uma outra dimensão, este “Replica” é essa outra dimensão, uma twilight zone onde o músico aprofunda as suas narrativas e dá-lhe novas formas, novas frases, com o uso de discursos mais curtos e simples, uma espécie de proto-library em repetição. Despindo os conceitos de library music a que estamos habituados, Lopatin apresenta-nos uma revisão sua desse conceito, uma linguagem aperfeiçoada para esse som se hoje ainda tivesse lugar nas televisões e rádios. As vozes que ouvimos são os fantasmas que valem a pena ouvir na música actual. Presente e futuro como se não existissem. Coisa que, de facto, não existe na música de Lopatin.

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