Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2018

ATARPOP 73 & LE COLLECTIF LE TEMPS DES CERISES Attention L’Armee LP

€ 23,95 LP (2018 reissue) Staubgold

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Quarta-feira, 19 Abril, 2017

RAFAEL TORAL Space Solo 2 CD

€ 13,50 CD Staubgold

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Enorme fôlego final no Space Program que Rafael Toral iniciou, em disco, no ano de 2006. É praticamente um álbum de monólogos, peças muito precisas em que os sons falam à vez, pausadamente, observando silêncios, e estes são tão importantes para a comunicação como se o seu espaço fosse preenchido. A sensibilidade e prática próprias do jazz, aplicadas por Toral nestas composições, garantem uma dinâmica que não é muito frequente escutar-se em música electrónica desta família sonora, genericamente mais conceptual, menos imponderável. A comunicação, em faixas como “Modular Synthesizer (intro)” e “Modular Synthesizer (solo)”, vem carregada de referências pop (cultura, não música), quando se ouve R2D2 e não um instrumento musical. Mais à frente, imaginam-se os movimentos no espaço, nas ondas controladas com a luva que o músico costuma utilizar para gerar e controlar som. Imaginam-se os cenários austeros, não porque sejam pesados ou negativos mas porque são despidos de adornos desnecessários ou apelo artificial. Toral recebe mas também provoca os sons e a arte reside quase toda no modo como lhes comunica vida, respiração, articulando-os com a sua própria respiração e também com o movimento e pensamento. Muito especial

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Quarta-feira, 27 Julho, 2016

VIVIEN GOLDMAN Resolutionary CD / LP

€ 12,50 CD Staubgold

€ 16,50 LP Staubgold

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Vivien Goldman é jornalista, voz activa na multiculturalização do punk também como autora de música. Em certo tom, sua voz ecoa a de Lora Logic, um estilo definido de falsetto. O terrivelmente importante single “Laundrette” (1981) abre esta retrospectiva, relembrando-nos de como foi definitiva a sua marca, tardia, quando nos apercebemos da sua existência através da compilação “Anti NY (Gomma, 2001). “Resolutionary” explora de forma consequente e aventureira o encontro mágico entre punk e reggae/dub, acrescentando a dose certa de moralização panfletária da época (social mais do que política). Se por acaso nunca se cruzaram com o nome Vivien Goldman, para o caso basta saber que em “Laundrette” e no lado B “Private Armies” (também incluído neste álbum) tocam Robert Wyatt, Keith Levene (PIL), Adrian Sherwood, Vicky Aspinall (Raincoats) e Steve Beresford (Flying Lizards, etc.). Desde logo, este relacionamento demonstra quão fulcral era a posição de Goldman na cena, não apenas na teorização mas na prática. A informação da editora diz-nos que “Resolutionary” documenta três fases: Vivien nos Flying Lizards; depois a solo; mais tarde como metade de Chantage, com Eve Blouin. Algures entre Lizzy Mercier Descloux e Lora Logic depois dos Essential Logic, evidência clara de uma época solta (1979-82), apesar dos constrangimentos políticos e sociais. A música permite inventar a diferença e, às vezes, consegue torná-la realidade.

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Quinta-feira, 17 Setembro, 2015

JAKI LIEBEZEIT / HOLGER MERTIN Aksak CD

€ 12,50 CD Staubgold

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O nosso cérebro libertou alguma coisa no nosso corpo quando percebemos que se aproximava um novo disco de Jaki Liebezeit. Ficámos prontos, salivando, em sentido, para recebermos, na nossa opinião, um dos maiores tocadores de bateria que o mundo inteiro tem para nos oferecer. Ainda para mais sabendo que é um projecto a quatro mãos, em que as outras duas é de outro percussionista. Um festim de tambores e sons metálicos que nos fará viajar – tínhamos a certeza. E a viagem acabou por ser bem mais distante do que esperávamos. Jaki, quase octagenário!, imperial ditador do rigor hipnótico – o início de “Snarepur” é o elixir dos deuses! -, mago estruturante do ritmo, dono do metrónomo; Holer Mertin, 38 anos, pintor da percussão, mãos livres por mil objectos que servem todos os propósitos. Juntos, enchem o quadro, preenchem o espaço, inundam-nos de ideias que nos levitam e nos dão sugestões de lugares, países e culturas. Mas “Aksak” tem ainda outra camada, tecida pelo combustível da percussão e feita por Joseph Suchy, que na guitarra, violino, sopros ou electrónica, constrói um novo álbum para ouvirmos. Parece um disco de fusão sem o ser, um disco arábico do lado de cá do muro, um disco do mundo da fantasia: exótico, tribal, “Secret Rhythms”, ritualístico, moderno, Java e Bali, ancestral, Can, massagem de corpo inteiro, espiritual, e tudo o que esta teia de sons consegue apanhar para nós. Muito saber.

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Quinta-feira, 17 Setembro, 2015

FAMILY FODDER Just Love Songs LP

€ 12,95 LP Staubgold

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O título diz tudo. A juntar às reedições de “Monkey Banana Kitchen” e “ScHiZoPhReNiA pArTy !”, a Staubgold optou por incluir um terceiro álbum à celebração recente dos Family Fodder. “Just Love Songs” sai um bocado fora do regime habitual, é uma compilação de onze canções de amor que até hoje eram inéditas em vinil. O registo aqui é simples e mais directo do que naquilo que a editora nos mostrou. Há um sentimento generalizado de saudade, perda e de amor longínquo ao longo dos temas, sem aquela loucura frenética presente nas melhores canções dos Family Fodder. É um disco único nesta colecção e, certamente, uma das mais belas colecções dos últimos meses.

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Quinta-feira, 3 Setembro, 2015

DENNIS YOUNG Reel To Real LP

€ 15,50 € 12,95 LP Staubgold

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As lições de movimento dadas pelos Liquid Liquid na primeira metade da década de 1980 devem-se em parte a um nome: Dennis Young. Tocava marimbas e foi essencial para a percussão da banda se tornar em algo completamente distinto à época e ultra-influente nos anos e décadas que se seguiram e, claro, soarem frescas, viciantes e absolutamente de outro mundo ainda hoje – e possivelmente no futuro. Durante 1982 e 1984 Dennis Young começou, no seu tempo livre, a fazer algumas experiências a solo, registando o que fazia directamente para um gravador de duas pistas (mais tarde passou para um de 4). E o que gravava eram experiências com vários instrumentos, voz e efeitos, mas eram experiências com princípio, meio e fim, tentativas e concretizações de canções que tocavam em qualquer género e sem grande prisão a estilos. É magnífico como existem grandes oscilações nesta selecção de temas dessa altura que a Staubgold reuniu, com material que nos lembra os Liquid Liquid – pelo ADN do ritmo –, canções pop e outras que são viagens ambientais que fazem lembrar os Spacemen 3 antes destes começarem a fazer este género de experiências.

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Quinta-feira, 3 Setembro, 2015

THE COCOON While The Recording Engineer Sleeps CD / LP

€ 12,50 CD (2015 reissue) Staubgold

€ 14,50 LP (2015 reissue) Staubgold

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A Staubgold tem tido este dom de nos surpreender com as reedições que nos oferece. Tem a ver com a forma como nos mostra pop à margem – sobretudo dos anos 1980 -, não tanto de discos perdidos, mas de bandas que existiram em contextos muito próprios e criaram algo de único. Os Cocoon são mais um exemplo a juntar aos 49 Americans e aos Family Fodder. “While The Recording Engineer Sleeps” foi gravado em 1985 na Alemanha por uma espécie de supergrupo (à semelhança dos 49 Americans) alemão (Gunter Hampel, Jürgen Gleue, Rüdiger Klose, Matthias Arfmann e Thomas Keyserling) à procura do mesmo que algumas bandas na altura: formas de contornar a pop, fazendo pop, mas de uma forma mais madura/intelectual, que fundisse de uma forma menos natural géneros que reinavam nas margens. “While The Recording Engineer Sleeps” parte de um certo psicadelismo (um psicadelismo de cabaret, vá) misturado com tragos de jazz que recordam os Steely Dan. Nada de novo, mas o sotaque alemão e o groove meio contido de algumas músicas atiram-nas para territórios funk-saloio, com a liberdade e o fascínio-ingénuo de um Doug Hream Blunt. Desconhecíamos. Ficámos a conhecer. Não temos ouvido outra coisa.

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Segunda-feira, 29 Setembro, 2014

RAFAEL TORAL Space Elements Vol. III CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold

€ 16,50 € 13,50 LP Taiga

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O terceiro volume da série Space Elements coloca um novo grupo de músicos (e instrumentos) sob a batuta de Rafael Toral – Afonso Simões, Riccardo Wanker, Victor Gama, Marco Franco, entre outros. Iniciado em 2004, há uma espécie de brutal fisicalidade no modo como a música electrónica contamina e se deixa contaminar pelas atitudes libertárias do pós-free, dançando entre o som e o silêncio. No fundo, é mais uma manobra de habitação e gestão do espaço – ou, se preferirem, do Espaço – como uma entidade, o que não é mais do que uma das melhores qualidades da obra de Rafael Toral.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

FAMILY FODDER ScHiZoPhReNiA pArTy! (Director’s Cut) LP

€ 16,50 € 13,95 LP Staubgold

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Originalmente editado em 1981, “ScHiZoPhReNiA pArTy !” é um 12” quase em modo mini-álbum que saiu um ano depois do maravilhoso “Monkey Banana Kitchen”. Nestas reedições da Staubgold, o 12” vem incluído com a edição em CD, mas tal como aconteceu com as reedições dos 49 Americans, em vinil houve uma separação dos elementos. Contudo, esta versão “director’s cut” inclui outros dois singles, “Film Music” (1981) e “The Big Dig” (1982) que concedem mais alguns minutos de magia a esta reedição. “ScHiZoPhReNiA pArTy !” é especial porque inclui a maravilhosa “Dinosaur Sex”, uma monstruosa e, passe o facilitismo, esquizofrénica música de nove minutos que está entre as melhores dos Family Fodder. O resto do EP segue o curso desse maravilhoso tema, com uma pop que é mais dinâmica, apurada e desenvolta do que aquela que encontramos em “Monkey Banana Kitchen”.

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Quinta-feira, 10 Julho, 2014

FAMILY FODDER Monkey Banana Kitchen CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold

€ 16,50 € 13,95 LP Staubgold

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Um pouco à semelhança das reedições dos 49 Americans, a Staubgold apresenta neste “Monkey Banana Kitchen” dos Family Fodder um pedaço importante do pós-punk britânico. Como eles, os Family Fodder construíram uma pop que se desvia das classificações normais, evitando as concessões da altura e, até um pouco, as limitações do pós-punk, construindo canções que no seu conjunto formam aquilo a que nos habituados a chamar de eclético, mesmo que pouco de eclético exista aqui, apenas uma vontade de expressão que não se preocupa com dimensões. Essa despreocupação é essencialmente importante para a liberdade das suas músicas, talvez compreendida por alguns na altura, e anos depois assimilada por bandas como os Stereolab. Em “Monkey Banana Kitchen” há até uma diversidade de línguas (três) e isso não causa confusão, apenas gera compreensão para aquilo que aqui estavam a fazer, canções orelhudas, cheias de intenção, com uma sensibilidade pop rítmica que é arrojada mesmo para os dias de hoje. Arrojada, simplesmente, porque não é para todos. Apenas para quem sabe. E isso garantiu-lhes, há uns anos, um lugar na lista da Wire dos “100 Records That Set The World On Fire (While No One Was Listening)”. Ainda manda fogo e agora não têm razão nenhuma para não ouvir Family Fodder. A versão em LP apresenta simplesmente o álbum, à edição em CD acrescenta-se o 12” “Schizophrenia Party” (também reeditado em LP e disponível a 13,95) e os 7” “Film Music” e “The Big Dig”.

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Terça-feira, 14 Maio, 2013

PATRICK VIAN Bruits Et Temps Analogues CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold

€ 17,50 € 13,95 LP Staubgold

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD126-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD126-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD126-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD126-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLD126-5.mp3]

O nome não engana, Patrick Vian é o filho de Boris Vian. “Bruits Et Temps Analogues” é o seu único álbum a solo, originalmente editado em 1976 na Egg, e uma óptima idealização do imaginário electrónico que circulava na altura. O que este disco tem de especial só pode ser ouvido e pouco transmitido em palavras: é exemplar o modo como Vian coloca em canção – em forma de canção – ideias que normalmente circulavam em peças electrónicas da altura (antes e depois) e que fugiam a um formato mais pop (pense-se em Vangelis ou Jean Michel Jarre). Ouvimos estes dois e muita da electrónica francesa da altura, mas também krautrock (os Can de “Soon Over Babaluma” e “Saw Delight”), Miles Davis (“On The Corner” e “In A Silent Way”) e de certa forma Herbie Hancock (“Sextant”). Aliás, atiramos para o ar que este é o disco mais parecido com “Sextant” que alguma vez ouvimos. Não a nível de sonoridade, mas pela forma como é um híbrido que simpatiza com elementos que por diversas vezes mostraram que não se dão bem (electrónica, jazz, exótica, easy listening, funk) e harmoniza-os de uma forma que não segue a onda do progressivo e encosta-se mais a paisagens etéreas/cósmicas do kosmische que bateria com mais força uns anos depois. Caiu que nem um meteorito aqui na loja. Mais uma descoberta em cheio da Staubgold (começamo-nos a perguntar porque é que não se dedicaram a esta área mais cedo). Primeira vez em CD e limitado a 500 cópias em vinil. Vão voar. Acreditem.

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Terça-feira, 16 Abril, 2013

THE 49 AMERICANS We Know Nonsense CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold

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Segundo disco editado pelos The 49 Americans e aquele onde tudo faz mais sentido. A Staubgold sabe disso e por essa razão resolveu trocar a ordem natural das coisas. A edição em CD de “We Know Nonsense” é uma espécie de apanhado quase-integral da carreira do projecto, ideia que seria natural ter aparecido com a reedição do primeiro álbum, “E Pluribus Unum”, mas aqui, de facto, faz mais sentido. “We Know Nonsense” é o álbum completo dos The 49 Americans. Chegou a aparecer na lista de 100 discos incríveis que ninguém ouviu que a Wire publicou há uns tempos e percebe-se porquê. O grupo de pessoas que Andrew “Giblet” Brenner reuniu conseguiu aqui concretizar as ideias do pós-punk numa forma muito democrática e a favor da pop. É comum ao longo de todo o disco, mas durante as primeiras dez faixas é particularmente evidente: é impossível escolher uma canção favorita. Ao longo do último mês temos ouvido bastante “We Know Nonsense” (as primeiras cópias que recebemos esgotaram num instante e a maior parte delas foram adquiridas por pessoas que ficavam apaixonadas pelo que estava a tocar na loja) e cada vez que ele toca ficamos com a sensação de que devíamos parar em cada canção, ouvi-la outra vez, repetir o processo vezes sem conta. Quando esse processo falhar, percebemos que o devíamos fazer com a faixa seguinte e não com a anterior. E assim sucessivamente. “Doo-Bee-Doo-Bee”, “Verbal Culture”, “Liberty”, “Tendency To Lie”, “It’s Time”, “I Be Later” e tantas outras são canções supremas. Que nos levam a outros tempos e a uma multiplicidade de géneros sem realmente pertencer a lugar algum. E é isso que é importante nos The 49 Americans: não têm lugar, classificação, por mais pop que sejam. A edição em CD, além de ter mais de uma hora de música (atenção: não contém tudo o que os 49 Americans gravaram) ainda vem com um livreto que conta a história desde supersupergrupo. Este é daqueles que nem é preciso ouvir. É aquele disco que vos falta na colecção.

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Terça-feira, 16 Abril, 2013

THE 49 AMERICANS E Pluribus Unum LP

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold

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Supergrupo dirigido por Andrew “Giblet” Brenner que reuniu à sua volta uma série de artistas britânicos de várias áreas (David Topp, Steve Beresford, Max Eastley, Peter Cusack, Viv Albertine e muitos outros) em finais dos anos 1970s para formar um projecto musical que não teria propriamente uma direcção, mas seria um reflexo daquilo que qualquer um dos participantes quisesse introduzir. Era uma “democracia”. Normalmente estas coisas não resultam muito bem, mas talvez por influência dos ares que se respiravam na altura (pós-punk e tudo mais), aquilo que os The 49 Americans produziram é uma maravilha. “E Pluribus Unum” é o primeiro disco (e parte dele vem incluído na reedição em CD de “We Know Nonsense”, também disponível) e é composto por duas partes: o lado A tem canções pop directas, orelhudas, magníficas e completamente certeiras; o labo B chama-se “The Musical” e é isso mesmo, um musical, durante 25 minutos, sem qualquer ordem ou direcção, apenas um conjunto avulso de canções / sons com uma estrutura que difere de tudo o resto que o projecto gravou.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

GROUPSHOW Live At Skymall LP

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold

O álbum de originais – “The Martyrdom Of Groupshow”, na Scape, de 2009 – era óptimo, mas parecia mais um tratado que um produto final. Alinhava-nos pedaços de temas como se quisesse mostrar-nos o poder do trio, o poder da construção sonora. É claro que só percebemos isso quando ouvimos Groupshow ao vivo – a 18 de Fevereiro de 2010, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Foi nessa noite que testemunhamos no corpo o que pode ser Groupshow – as tais construções existem, mas vão se transformando lentamente no tempo, criando um pedaço único que se estende por horas. Aí, é uma espécie de groove que impera, que tanto soa a uma potente máquina germânica (kraut, muito kraut, claro) como a algo humano feito peça-a-peça. Se o álbum parecia algo laboratorial, ao vivo, a necessidade de ter o público à volta da sua mesa de trabalho (uma mesa com dezenas de instrumentos e ainda mais fios e botões), demonstrava o quanto as pessoas são essenciais para colocar Groupshow em andamento. Sempre que podem tocam 8 horas sem parar, sem preparação, e quase tudo o que Jelinek, Pekler e Leichtmann inventam é puro delírio. E é por isso que o novo disco teria que trazer esse encanto do concerto: três temas longos, recuperando Groupshow de 2010 a 2012, recuperando, justamente, a gloriosa noite do Maria Matos, e mais outros dois concertos. Muito, muito bom.

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Sexta-feira, 25 Janeiro, 2013

BORIS HEGENBART & 19 ARTISTS Instrumentarium 2LP

€ 18,50 € 15,95 2LP Staubgold (Ed. Limitada)

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Pode-se começar a questão por ‘quem é Boris Hegenbart’, mas, em alternativa, pode-se responder a ‘quem são os convidados?’. Então, à segunda, e hipotética pergunta, dizemos que os 19 artistas de “Instrumentarium” são: Oren Ambarchi, Fred Frith, Felix Kubin, David Grubbs, Stephan Mathieu, Christophe Charles, Michael Vorfeld, Martin Siewert, Jan Thoben, Bernhard Guenter, Sascha Demand, Hannes Strobl & Hanno Leichtmann, Marc Weiser, Martin Brandlmayr, Christophe Charles, Ed Osborn, F.S.Blumm, Boris Hauf e Ulrich Krieger. Uma impressionante lista de convidados que nos faz parar para ouvir com calma este disco com muitas caras. O berlinense tem um particular fascínio pelo dub e pela manipulação sonora, e decidiu prolongar as suas horas de laboratório com a multitude de sons que os seus convidados e amigos lhe mandaram. Há fontes musicais que brotam directamente da cena da improvisação ou da electrónica, mas há muitos que rejeitam a categorização e deixam as portas todas abertas. E o resultado não fecha nenhuma delas – Hegenbart aplica-se com fervor ao manuseamento cuidadoso da sua matéria-prima, criando uma linguagem electroacústica coesa, com principio, meio e fim, que faz deste disco o seu disco, e não uma mera manta de retalhos pouco uniforme. A edição em LP é elaborada: duplo vinil, capa serigráfica, limitada a 300 cópias.

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Terça-feira, 23 Outubro, 2012

EKKEHARD EHLERS Adikia CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold  ENCOMENDAR

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL20-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL20-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL20-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL20-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL20-5.mp3]


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Sexta-feira, 29 Junho, 2012

TRAPIST The Golden Years CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold  ENCOMENDAR

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL19-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL19-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL19-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL19-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL19-5.mp3]

Os Trapist são daqueles projectos que se movem quando há razão para se moverem. O que geralmente implica que só se fazem ouvir quando têm algo de importante para nos contar. É claro que apetece ouvir mais vezes o que podem fazer em conjunto Martin Siewert, Joe Williamson e Martin Brandlmayr, mas não devemos ser demasiado exigentes quando a música que brota do trio é feita com tamanha dedicação, empenho e amor. Depois de um portentoso álbum na Thrill Jockey em 2004, oito anos depois ei-los de volta com “The Golden Years” e mais jazz indie pastoral. Separando os compostos: vapor etéreo dado pela guitarra e electrónica de Siewert, calor e estrutura pelo contrabaixo de Williamson, e tudo o resto é uma generosa dávida da bateria de Brandlmayr. Há mais jazz e pedaços de improvisão que em “Ballroom”, na Thrill Jockey, mas ainda subsiste uma ideia de alt-rock que nos confunde benignamente. Parece música de espaços fechados lançada para o exterior, para a Natureza. Um disco feito com muita calma e que nos devolve uma calma que raramente encontramos na música de hoje.

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Sexta-feira, 11 Maio, 2012

STRINGS OF CONCIOUSNESS From Beyond Love CD / LP

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Desde 2007 que Strings Of Consciousness é um projecto em desenvolvimento. Não que os seus discos antes deste – um deles foi uma óptima colaboração com Ilpo Vaisanen, Hildur Gudnadóttir e Schneider TM, enquanto o primeiro álbum tinha a participação de Barry Adamson e Foetus -, estejam inacabados. A natureza desta ideia é ter um ensemble flutuante e abrir o seu som de acordo com os seus intervenientes. Na base, isto é tudo uma ideia de Herve Vincenti e Philippe Petit, e desde 2007 que tudo é possível para os Strings Of Consciousness. Para “From Beyond Love”, o line-up é incrível: Julie Christmas (Made Out Of Babies), Andria Degens (Current 93), Graham Lewis (Wire), Cosey Fanni Tutti (Throbbing Gristle), Lydia Lunch, Eugene Robinson (Oxbow) e Andy Diagram (Pere Ubu) literalmente empurram as canções e ideias para todos os locais possíveis. Obviamente que é um disco sem lugar, e até sem tempo, mas nunca esse vazio de referências (ou multitude delas) nos chega a incomodar – como devem suspeitar, até é isso que gostamos de sentir aqui. Talvez arriscássemos o autocolante de “rock alternativo” mas também podia ser “pop épica experimental”.

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Quarta-feira, 18 Abril, 2012

GENERAL STRIKE Danger In Paradise LP

€ 16,50 € 12,95 LP (Reedição) Staubgold  ENCOMENDAR

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Sexta-feira, 23 Março, 2012

KAMMERFLIMMER KOLLEKTIEF Teufelskamin CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Staubgold  ENCOMENDAR

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL16-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL16-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL16-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL16-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/STAUBGOLDDIGITAL16-5.mp3]

Quem esperava mais Kammerflimmer Kollektief vai ter que suportar uma pequena surpresa, porque esta nova vida tem vozes e a infusão jazz parece dominada por uma espécie de banda sonora inventada para um filme que narra espaços abertos. O combo alemão parece estar à procura de novas linguagens, apesar de se perceberem algumas das coisas que fizeram os anteriores álbuns. “Teufelskamin” parece pensado para ser atravessado por um deserto, com o calor e vento quentes a desfazerem qualquer noção de improvisação vitamínica. Entre as canções – que vagueiam pela instrumentação – e o jammin’ que às vezes parece ser uma reencarnação multi-instrumental de Friedman/Liebezeit, a nossa preferência vai para a vertente electro-jazz da segunda hipótese. Simplesmente porque nos deixa mais livres para pintar as imagens que queremos. Ouve-se bem, mas perdeu-se algum ADN essencial ao arrumá-lo demasiado. Basta ouvir os dois temas “Teufelskamin Jam” para se perceber que melhores caminhos poderiam ter sido escolhidos.

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