Quinta-feira, 11 Abril, 2019

WEYES BLOOD Titanic Rising CD / LP

€ 14,95 CD Sub Pop

€ 21,95 LP Sub Pop

Temos acompanhado a carreira de Weyes Blood praticamente desde o início. Melhor, desde que nos tem sido permitido acompanhar, uma vez que os seus primeiros discos eram difíceis de obter. Mas estávamos lá quando surgiu com “The Outside Room” numa muito viva – na altura – Not Not Fun. Ver o seu percurso até “Titanic Rising” foi um prazer. Porque foi sempre mudando, arriscando, tentando perceber como o seu crescer, enquanto artista e pessoa, se poderia adaptar à sua música. Como fazer isso acontecer quando mundo está a mudar tão depressa? E, pior, quando o mundo é assim e estamos a fazer o caminho entre os 20 e os 30? A música de Weyes Blood, em retrospectiva, conta uma belíssima história sobre isso. É assim que se chega a “Titanic Rising”, sem se saber bem o que se está à espera. Não sabemos até que ponto Natalie Mering é fã dos Carpenters, mas digamos que fez isso funcionar em 2019. Acreditem, isso é um grande elogio. A tragédia insolúvel dos Carpenters está – obviamente – ausente, mas Natalie trabalha isso a partir da ideia de que vivemos num mundo que se está a afundar, que precisa de soluções. Soluções que podem não ser para os problemas de hoje, mas para os de sempre, que se vivem agora: parecendo que não, isso é bem diferente. É do amor, das relações e das expectativas de hoje que “Titanic Rising” fala. Natalie musicou essas coisas basilares com o encadeamento de uma pop sinfónica, com uma mentalidade de estúdio costa oeste dos 1960/1970, sem querer viver nesse tempo. O seu quarto álbum é música de um presente reencontrado, Natalie diz-nos o que há para lá da nostalgia. É frágil de bonito e bonito de frágil. É tão bom ainda se fazerem discos assim. Apetece dizer obrigado. Mas mais vale agradecer ouvindo a música que Weyes Blood criou para nós. 2019 a tocar no céu.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

LOW Double Negative CD / LP

€ 14,50 CD Sub Pop

€ 19,95 LP (vinil colorido) Sub Pop

Ao longo de anos – apesar de se poder falar em “décadas”, é difícil haver à-vontade para tratar os Low assim – a música dos Low foi feita de gentis construções para chegar a um fim. A palavra-chave aqui é construção, havia toda uma ideia poética de caminho, de uma travessia que, por mais dolorosa – ou triste – que fosse, seguia uma narrativa. Nos dois últimos álbuns, “Ones And Sixes” (2015) e este “Double Negative”, parecem negar tudo o que existiu. A música dos Low regrediu
– isto é um elogio. Se nos primeiros álbuns existia uma sensação de esqueleto bem constituído por guitarra-baixo-bateria, e um dos
melhores elogios que se podia fazer aos Low de então era de que como a sua música apesar de soar a um esqueleto, pelo minimalista, era vestida de belas metáforas. No fundo, as palavras eram as roupas das suas canções. Há diversos álbuns em que os Low se concentram no som, apenas no som (até nos anos 90, com “The Curtain Hits The Cast”), mas nenhum é tão relevante como este “Double Negative”: no fundo, eles querem que o ouvinte se abstraia das canções, dos Low, e procure um caminho nas densas massas de som que criaram. É um álbum fascinante para nos perdermos. Para nos perdermos da noção de canções, de faixas, de entrar a fundo na ideia de uma peça longa do início ao fim. É um disco de portas a bater, constantemente a abrirem-se e a fechar, ausente da ansiedade de outros momentos dos Low: talvez com um vazio mais final. É difícil de esperar – nós sabemos – que a atenção ainda esteja focada em bandas como os Low, em 2018. Mas com discos tão bons como estes é crime passarem despercebidos. Arrebatador.

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Terça-feira, 1 Agosto, 2017

SHABAZZ PALACES Quazarz vs The Jealous Machines CD / LP

€ 14,95 CD Sub Pop

€ 20,95 LP Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SP1185-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1185-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1185-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1185-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1185-5.mp3]

“The Jealous Machines” é Shabazz Palaces a fazerem hip hop via Drexciya. Sente-se o fundo do mar e a sensualidade dos beats, a leveza e sensualidade da lentidão do fundo do mar. Se considerarmos este Quazarz como um desmembramento das diversas linguagens de Shabazz Palaces, aqui entra a sua vontade de explorar ao máximo territórios desconhecidos na sua discografia. “The Jealous Machines” é um maravilhoso encontro entre o céu e a terra e talvez não fosse tão impactante se não existisse a ligação mais directa com o anterior universo que se pode ouvir em “Born On A Gangster Star”. No fundo, para irem para um lado, precisam de ir a outro: foi sempre assim com os Shabazz Palaces. Mas onde antes cabia tudo num disco, aqui separam em dois para existir uma clara distância. E funciona. As canções daqui não se poderiam misturar com as do outro álbum. E talvez “Julian’s Dream” nunca tivesse existido, a melhor canção que os Primal Scream nunca fizeram pós-“Screamadelica”.

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Terça-feira, 1 Agosto, 2017

SHABAZZ PALACES Quazarz: Born On A Gangster Star CD / LP

€ 14,95 CD Sub Pop

€ 20,95 LP Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SP1210-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1210-5.mp3]

Dos Shabazz Palaces espera-se sempre experimentação, o hip hop nunca foi bem hip hop com eles. Ou melhor é, na sua expressão mais livre e solta de convenções. De qualquer das formas, é isso que se espera deles: o inesperado. Quazarz é uma personagem fictícia no qual são construídos dois álbuns editados em simultâneo. Este “Born On A Gangster Star” é um álbum de beats mais escuros, com ligações ao jazz, feito com um arrojo que envergonharia Flying Lotus. A toada mais negra liga-se de forma mais directa aos primeiros EPs de Shabazz Palaces, sem o lado rude que os tornou tão pujantes, mas com a determinação e a frontalidade que já aí existiam (e que nunca deixou de existir): aqui mais trabalhada e clara.

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Quinta-feira, 24 Setembro, 2015

LOW Ones And Sixes CD / LP

€ 14,95 CD Sub Pop

€ 23,50 2LP (+ mp3) Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SP1144CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1144CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1144CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1144CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1144CD-5.mp3]

Há uns anos que os Low não são aquilo a que foram associados quando surgiram e que desenvolveram ao longo dos anos 1990. O slowcore desapareceu porque tinha de desaparecer, mas a banda continuou o seu caminho tendo por base essas origens. De certa forma ainda são slowcore, mesmo nos seus álbuns mais rock ou na direcção que seguiram nos seus dois últimos registos, “C’mon” e “The Invisible Way”. O que nunca mudou foram as vozes de Alan Sparhawk e de Mimi Parker e, sobretudo, quando os dois cantam em conjunto. Há uma zona de conforto nesse acontecimento para quem foi “educado” pelos Low e é uma harmonia irrepetível no universo rock das últimas três décadas. “Ones And Sixes” é um regresso aos momentos mais calmos, controlados e lentos da banda, embora exista uma presença mais sintética nos instrumentais. Mesmo assim guarda aquele sentimento de que se está em casa. E isso será sempre algo muito especial que está guardado nos Low.

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Quinta-feira, 11 Junho, 2015

THEESATISFACTION EarthEE CD

€ 14,95 CD Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SP1084-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1084-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1084-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1084-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1084-5.mp3]

“EarthEE” surge 3 anos depois de “Awe Naturale” ter colocado Catherine Harris-White e Stasia Irons no mapa pós-hip hop norte-americano. Não sabemos se existe uma sub-categoria assim, é bem provável que sim porque existe tudo hoje em dia, mas se não houver, podemos colocar THEESatisfaction nessa arrumação. Na ordem do dia, África como origem e destino, dentro de uma melancolia instrumental que, ao contrário do capítulo de há 3 anos, sobrevive em mais carne e sensualidade. Menos máquinas, menos artifícios e menos corantes em prol de uma maior verdade que abraça o R&B com um veludo erykah-badu-esco, não escondendo a mensagem que sempre fizeram questão de nos transmitir. Nos momentos mais angulares, eis a herança Shabazz Palaces – Erik Blood, o culpado, está creditado oficialmente na ficha de “EarthEE” – e a prova que o futuro é o local de destino de algumas destas coisas. Não sendo tão maquinal como o seu predecessor, “EarthEE” consegue essa proeza de olhar o amanhã de frente.

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Quarta-feira, 22 Outubro, 2014

MIREL WAGNER When The Cellar Children See The Light Of Day CD / LP

€ 14,50 CD Sub Pop

€ 17,50 LP Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SP1075-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1075-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1075-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1075-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SP1075-5.mp3]

Não foi por “Mirel Wagner” ter sido o primeiro álbum, sem qualquer outra confirmação, que deixámos de acreditar no potencial desta nova cantora e autora. Havia algo de profundamente sólido na sua estreia que não deixava senão antever que o seu segundo disco iria causar semelhante impacto. “When The Cellar Children…” é o seu novo álbum, mais de dois anos depois do homónimo, e está, pelo menos, ao nível da sua estreia, reforçando o nome desta finlandesa nascida na Etiópia no panorama de singer-songwriters, dando à nova folk uma voz profundamente honesta, crua, sombria, que raramente reflecte a idade que Mirel tem. Produzido, surpreendentemente, por Vladislav Delay, a guitarra e voz rasgam o ar como lâminas definitivas, sem hesitação ou golpes preparatórios, deixando outros sons quase amordaçados na sua sombra. Há pouca luz e oxigénio nas suas canções, na sua folk de cor ‘blue’, mas essa é já a marca das palavras e sons de Mirel Wagner. Uma marca que ganha agora o peso do seu segundo álbum, um óptimo e arrepiante segundo álbum.

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Quarta-feira, 30 Julho, 2014

SHABAZZ PALACES Lese Majesty CD

€ 14,95 CD Sub Pop

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SPCD1044-5.mp3]

“Lese Majesty” é um álbum que tem pouco a ver com o anterior “Black Up”, mas que tem a ver com tudo o que os Shabazz Palaces fizeram até hoje e com a ligação Ishmael Butler-Digable Planets. É um álbum em permanente transe, há algo que irradia em “Lese Majesty” que se perpetua ao longo de todas as faixas, como uma marca de identidade, uma afirmação digna de quem tem a clarividência suficiente para projectar a sua música para o futuro sem receio do presente. O mais difícil é mesmo caracterizar esta atmosfera, ambientes negros de jazz que se tornam pesados com os espectros de dub que vão sendo lançados (e que às tantas ficamos confusos se é dub de dub ou um descendente dub-electrónica deste século, ou uma mistura de ambos). Seja o que for, é um som que desliza muito bem e com dignidade, num estado de constante psicadelismo que lhe é permitido: seja pelo som flutuante, seja pela forma como nos absorve e obriga a mergulhar nas camadas luxuosas e nas vozes de êxtase único deste Shabazz Palaces. Já devem ter ouvido dizer isto em qualquer lado, não custa repetir: obra-prima.

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Sexta-feira, 9 Setembro, 2011

SHABAZZ PALACES Black Up CD / LP

€ 13,50 CD Sub Pop  ENCOMENDAR

€ 17,50 LP Sub Pop  ENCOMENDAR

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“I can’t explain it with words, have to do it”, verso tirado de “Are You… Can You… Were You?”, capta um dos cânones e paradoxos que acabam por dar corpo a “Black Up”: a apologia da acção, em detrimento da palavra, mas… sobretudo através dela. E o verbo é de facto a sua arma (há momentos marcados por imperativos bíblicos!). Mas da artilharia de Shabazz Palaces, encabeçados por Palaceer Lazaro, ex-Digable Planets, faz ainda parte uma produção que absorve dubstep, sons jazzísticos (“Endeavors For Never” é claro exemplo – uma das referências que nos remetem para Digable Planets) e um beat desorientador, por vezes, que toca no nervo de qualquer um – até o mais férreo fã de Pharrell e companhia. Uma textura musical poderosa e profunda, capaz de criar uma atmosfera psicadélica, mais sci-fi ou mesmo profética – tudo em marcha para descortinar uma identidade “Black is you. Black is me. Black is us. Black is free”. Importante referir que este é o primeiro álbum hip hop da Sub Pop, espécie de grito iniciático da editora que alberga Fleet Foxes ou The Shins e que acarinha agora este projecto com grão de génio.

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Sexta-feira, 1 Outubro, 2010

NO AGE Everything In Between CD

no age

€ 14,50 CD Sub Pop  ENCOMENDAR

Ao segundo disco (terceiro se contarmos com a reunião de singles “Weirdo Rippers”), os No Age mostram que nem tudo o que sai da costa oeste tem que vir propriamente com um selo. O EP “Loosing Feeling” já havia mostrado isso, mas este “Everything In Between” é um excelente redesenho da canção dos No Age. Se “Nouns” pareceu na altura um retrato fiel da cena californiana, uma mistura de rock e noise que satisfazia tudo e todos, que revelava um salto enorme entre os primeiros singles da banda (mais noisy/Black Dice e, de alguma forma, revolucionários na abordagem dessa linhagem no formato pop) e o álbum, este “Everything In Between” é como que um retrocesso, uma espécie de passos que não deram no salto para “Nouns”. E o retrocesso, que é sempre algo que se castiga, aqui é sinónimo de coragem. Revela uma banda sólida, com ideias próprias, com tomates para dar um passo atrás, que afinal é um grande passo em frente. Ainda estamos habituados a isto? :)

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Sexta-feira, 10 Setembro, 2010

NO AGE Glitter 7″ / 12″

€ 5,95 7″ Sub Pop  ENCOMENDAR

€ 9,50 12″ Sub Pop  ENCOMENDAR

“Everything In Between”, dos No Age, já estava anunciado há algum tempo. “Glitter”, editado em 7″ e 12″, anuncia uns No Age de regresso à experimentação mais assumida dos seus primeiros singles e não tanto ao formato-canção de “Nouns”. O 7″ traz “Glitter” e um inédito, “Inflorescence”; o 12″ uma versão longa de “Glitter” (com mais ruído! : ) e dois inéditos no lado B, “In Rebound” e “Vision II”.


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Sexta-feira, 3 Setembro, 2010

AVI BUFFALO Avi Buffalo CD

€ 14,95 CD Sub Pop  ENCOMENDAR

Da Califórnia, de onde mais? Avigdor Zahner-Isenberg começou a escrever canções durante o secundário usando o nome Avi Buffalo, que colou depois ao juntar mais membros e instrumentos ao esqueleto (bateria, baixo e teclas). É um disco de twee pop como há muito não se ouvia, carregado de melancolia e falsettos que recordam com nostalgia os Galaxie 500 e, mais especificamente, a carreira de Dean Wareham. E se de um certo modo é algo desconcertante sentir estes sons como do presente (seja pelos ciclos, seja pelo revivalismo chillwave), também é reconfortante sentir que uma tradição da canção não está perdida, adaptada a influências mais actuais (Dan Deacon, Beach House, Dirty Projectors). E porque há algo de subversivo nisto tudo e um humor latente nos títulos e na escrita das canções, gostamos de nos sentir reconfortados, ou melhor, confortáveis com o disco homónimo de Avi Buffalo. Uma das estreias no universo da canção pop que interessa reter em 2010.

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Sexta-feira, 23 Outubro, 2009

NO AGE Losing Feeling 12″

€ 9,50 12″ Sub Pop

Num momento em que se fala tantos dos Girls, “Losing Feeling” chega de maneira quase oportunista, relembrando a todos que os No Age tiveram um papel fulcral em todo este revivalismo rock mais skater, que depressa passou a ter o indie antes do rock. “Nouns” foi o mergulho pop deste duo, chamou a atenção de toda a gente depois da fenomenal compilação de singles “Weirdo Rippers” ter passado mais ou menos despercebida (e ainda passa, enfim…). “Losing Feeling” é a continuação desse processo de “popização” dos No Age, onde a crosta rude rebenta e se torna em mel para os ouvidos. Por vezes mais atmosférico (e aqui leva-nos a muitos temas de “Weirdo Rippers”) e menos canção, mas um documento de valor de uma banda que mexeu com o indie-rock nos últimos anos.


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