Quinta-feira, 31 Janeiro, 2019

GONÇALO PENAS Ego De Espinhos LP

€ 16,50 LP Subtext

Penas procura que a sua formação em Tecnologia e Produção Musical não se traduza em regras de criação musical, ou de composição. Largamente assente em improvisações num take só, “Ego De Espinhos” é uma viagem encantatória por paisagens digitais, com o som a deixar a forte impressão de movimento pelo espaço. Por vezes planante, outras vezes com um rasgo de electricidade que poderia convocar Pan Sonic se Gonçalo Penas abdicasse de sentido melódico. De alguma forma, a dinâmica que imprime nos sons transforma-se frequentemente em melodia acidental, embora não seja a característica que define o álbum. Puxa um tom académico mas não conceptual, é um disco de aventura sónica que pode acordar o desejo em quem segue o trabalho de Tim Hecker, por exemplo.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 15 Outubro, 2015

ERIC HOLM Andøya LP

€ 19,50 € 17,95 LP Subtext

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUB011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB011-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB011-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB011-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB011-5.mp3]

Andøya não se recomenda a muita gente, mas quem quiser ver como o mundo é extenso e extremo, uma visita este local abre os horizontes a qualquer um. Eric Holm, norte-americano a viver em Londres, foi um dos felizardos que rumou ao Norte, bem lá em cima, 300 quilómetros depois do círculo polar ártico. Faz frio, naturalmente, e as imagens que vieram de lá – mostradas nos concertos de Holm – mostram como a Natureza ocupa, sem piedade, todos os eixos do gráfico. Talvez por isso a fonte sonora aqui está debaixo do que se vê, como se tivéssemos de esgravatar a neve e o gelo para encontrar vida sonora. Utilizando microfones de contacto, Holm recolheu a sua fonte sonora dos postes telegráficos militares que ainda existem na região. O resultado é transformado numa espécie de techno industrial em câmara lenta, onde um pulsar subterrâneo nos deixa petrificados, lembrando-nos “Nunatak Gongamur” de Thomas Köner ou “Recur” dos Emptyset. A Subtext, que edita este disco, pertence a James Ginzburg, dos Emptyset, e isto explica quase tudo, não é? Para quem gosta de gravações de campo à séria e electrónica com ligação à terra, este pode bem ser um dos grandes discos de 2014. Magnífica e poderosa estreia de Eric Holm.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 7 Janeiro, 2014

EMPTYSET Demiurge LP

€ 19,95 € 17,50 LP Subtext

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUB010-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB010-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB010-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB010-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUB010-5.mp3]


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 6 Novembro, 2013

ROLY PORTER Life Cycle Of A Massive Star CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Subtext

€ 19,95 € 17,95 LP Subtext

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUBCD005-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBCD005-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBCD005-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBCD005-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBCD005-5.mp3]

Roly Porter continua a desbravar o seu caminho, sem ligar muito a tendências uniformizantes, parecendo viver noutro tempo que, embora não seja o futuro, não será concerteza este presente. O que se pode fazer com a electrónica destes dias? Tudo, pensamos nós, mas o facto é que muito poucas vezes saltamos da cadeira quando ouvimos discos verdadeiramente empenhados em fazer coisas novas, mesmo quando usam roupa velha. Depois de termos falado aqui no fantástico “Fall Back”, onde Roly Porter e Cynthia Millar conjugavam o digital e as ondas martenot, voltamos a Porter para elogiar aquele que pode ser o seu melhor álbum. “Life Cycle Of A Massive Star” parece erguer uma zona onde fluem certas linhas de pensamento de Oneohtrix Point Never, Ben Frost ou Murcof, unindo acústico e digital como poucos o conseguem fazer ou emular. Parece contar a história de uma estrela, entre a sua formação até à extinção do seu brilho, e podia ser uma história ambiental que se esvanece no ar, mas Roly Porter parece também interessado em condensar o próprio Universo nesta narrativa, propondo uma viagem épica que nos cega perante tanta imensidão. A atenção ao detalhe e a profusão de ideias não nos surpreende, mas nunca tínhamos ouvido nada tão estruturado e composto, como uma peça orquestral, onde explosões e silêncios convivem tal como existem no Espaço que nos rodeia. Se tinham “Cosmos” de Murcof como a banda sonora para viajarem em direcção às estrelas, levem este também para chegarem mais longe. Fantástico.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

ROLY PORTER & CYNTHIA MILLAR
Fall Back – Live At Aldeburgh CD

€ 15,50 € 11,95 CD Subtext  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SUBLIVE002-4.mp3]

Do que aconteceu há exactamente um ano, só temos aqui duas das suas três partes – o trabalho visual, esplêndido, de Rob Maclachlan, ficou apenas para quem assistiu ao vivo a este concerto. A música, soberba, está toda aqui, felizmente. Roly Porter tem sido um dos mais elogiados estetas electrónicos ingleses depois de ter feito alguma fama com os hiper-energéticos Vex’d, mas a solo, como Roly Porter, a paisagem adensa-se e as suas composições são elaboradas pela sobreposição de camadas de texturas que, embora de eminência ambiental, traduzem demasiada riqueza na sua música para que a consideremos estática ou atmosférica. E a sua narrativa é de tal modo cinematográfica e dinâmica que a presença de Cynthia Millar não é um acidente: dobro e, sobretudo, ondas Martenot dão um peso (ou mais uma camada) inacreditável a toda uma massa sonora que se desloca em câmara lenta. Imaginem os momentos de tempestade cósmica de Murcof para perceberem mais ou menos do que falamos. Se “Aftertime” colocou toda a gente a decorar o seu nome, “Fall Back” arrisca-se a ser um pequeno mas imponente clássico na sua curta carreira. E, na pior das hipóteses, é uma obra que abre portas para muitas surpresas.


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »