Passatempo Fim de Semana Especial #3

Quinta-feira, 26 Janeiro, 2012
Categoria: Passatempo
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27 de Janeiro de 2012
Jana Winderen + CM von Hausswolff
Teatro Maria Matos (22h), Lisboa

28 de Janeiro de 2012
Leslie Winer + Bruce Gilbert & Mika Vainio
Teatro Maria Matos (22h), Lisboa

Quem nos segue (de perto ou de longe) sabe que a Touch é uma das presenças regulares na loja. Mais do que isso, destacamos sempre a maioria das edições. A razão é sempre a mesma: música especial. E a importância dos trinta anos que a Touch comemora em 2012 não tem tanto a ver com o número redondo do aniversário mas mais pelo modo como esteve sempre na linha da frente, mostrando discos e artistas que foram sempre alguns dos melhores. Este fim-de-semana, no Teatro Maria Matos, a Touch traz quatro concertos – dois por cada dia. Na sexta-feira, Jana Winderen é uma espécie de Chris Watson das profundezas. Grava mares e os seus habitantes e depois monta tudo numa torrente sonora intensa e detalhada. (O concerto dela vai ser em quadrifonia.) O segundo concerto é para CM von Hausswolff, um dos mais antigos músicos da casa. Ao vivo pensem em Mika Vainio, Eleh e estetas desse calibre.
Sábado, no segundo dia, uma surpresa chamada Leslie Winer – autora de “Witch”, um dos discos que quase toda a gente tem dos anos 90. Pouco se soube dela depois do álbum, mas reapareceu há pouco mais de um ano puxada pela família Touch. Spoken word com música feita pelos agentes Tapeworm e Ash International. Depois, outra surpresa, porque também rara: Mika Vainio e Bruce Gilbert em duo. Vai ser a segunda vez que vão tocar ao vivo e vai dar para esperar intensidade sonora elevada, entre o detalhe sonoro abstracto e o poder do ritmo Pan Sonic. Parabéns à Touch, e a todos os que a ouvem e veêm.

Temos bilhetes individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganharem só têm de responder à seguinte pergunta:

Qual o vosso artista Touch favorito e porquê?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este email . Têm até às 17 horas de amanhã, dia 27, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.

Boa sorte!


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Passatempo Joana Sá

Sexta-feira, 30 Setembro, 2011
Categoria: Passatempo
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joana sá

30 de Setembro de 2011
Joana Sá
Teatro Maria Matos (22h), Lisboa

“Não é todos os dias que recebemos uma estreia em disco deste calibre.” Foi isto que dissemos quando recebemos o disco “Through This Looking Glass”, da Joana Sá. O Maria Matos recebe a estreia em palco desde disco, num concerto preparado ao pormenor para provar que a jovem compositora e pianista merece a nossa atenção. E se o disco também brilhava por causa do luminoso filme de Daniel Neves, a boa notícia é que o concerto terá uma forte contribuição visual, fruto da colaboração entre o Daniel, o artista plástico Pedro Diniz Reis e Nuno Salsinha. E para quem tem miúdos a cargo, este fim-de-semana, há “Do Outro Lado Do Espelho”: dois espectáculos que refazem a obra original pensando em crianças e jovens. Os convites individuais que temos para oferecer dizem apenas respeito ao concerto de hoje, sexta-feira.

Que objectos gostariam de ver dentro do piano de joana sá?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este mail. Têm até às 19 horas de hoje, dia 30, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.

Boa sorte!

THROUGH THIS LOOKING-GLASS from Joana Sá on Vimeo.

Info Teatro Maria Matos

JOANA SÁ – “DO OUTRO LADO DO ESPELHO”
(espectáculo para famílias)
sábado, 1 de outubro, teatro maria matos, lisboa (16h30)
domingo, 2 de outubro, teatro maria matos, lisboa (16h30)
de 3 a 6 euros.

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Passatempo Nancy Elizabeth + James Blackshaw

Segunda-feira, 27 Junho, 2011
Categoria: Passatempo
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27 de Junho de 2011
Nany Elizabeth / James Blackshaw

Teatro Maria Matos (22h), Lisboa

É apenas a sua idade – ainda não tem 30 anos – que nos faz sempre pensar em “jovem prodígio”. Mas é um erro acumulado por todos os anos que passam sem que James Blackshaw se transforme de uma vez por todas num dos maiores nomes da música que interessa ouvir – seja folk ou com “alt” como prefixo. Talvez seja esse espaço incógnito entre estilos e referências que faça da sua música algo não catalogável. E quando assim é, só resta chamar alguns dos seus inspiradores, nomes com quem Blackshaw agora ombreia: John Fahey, Glenn Jones, Jack Rose ou, muito particularmente, Robbie Basho. James Blackshaw toca hoje no Teatro Maria Matos com primeira parte de Nancy Elizabeth.

Que nome dariam a uma colaboração entre James Blackshaw e Nancy Elizabeth?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este mail. Têm até às 18 horas de hoje, dia 27, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.

Boa sorte!

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Super Disco #21 (c/ Eric D. Clark)

Quarta-feira, 15 Junho, 2011
Categoria: Ao vivo
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Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado,18 Junho 18h30 > 20h00.

Super Disco: Dr. Seuss “Fox In Socks / Green Eggs And Ham” (1965)

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Sacramento, Paris, Colónia, Berlim e Lisboa são algumas das cidades onde este norte-americano viveu e trabalhou (ou ainda o faz). Estudou e praticou piano antes dos 10 anos de idade, dirigiu coros de crianças na igreja, fez demonstrações de instrumentos, foi professor de artes visuais, é músico, vocalista e DJ e a sua base actual é Lisboa, onde o podem encontrar esporadicamente a tocar ao vivo ou passar discos. Esteve no topo nos anos 90 com o hit house “From Disco To Disco” (co-fundou os Whirlpool Productions), vai contar-nos como sentiu o mega-sucesso, o que o trouxe dos EUA para a Europa há 20 anos, o que andava a fazer com os Beatnigs de Michael Franti, o que faz actualmente e como veio parar a Lisboa. Como Super Disco escolheu um standard norte-americano das histórias infantis: “Fox In Socks / Green Eggs And Ham” (1965) é a transposição para audio de dois livros de Dr. Seuss com canções, histórias e trava-línguas. Eric tem especial preferência por “Green Eggs And Ham” também pelo acompanhamento musical de Sheldon Manne. Como ligar tudo isto e muito mais que desconhecemos? Só fazendo perguntas.
NOTA: Esta sessão decorrerá em Inglês, esperamos que não seja impeditivo para a maioria de vós.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Super Disco #20 (c/ Vitor Rua)

Quarta-feira, 18 Maio, 2011
Categoria: Ao vivo
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Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado, 21 Maio 18h30 > 20h00.

Super Disco: Karlheinz Stockhausen “Mikrophonie” (1964 e 1965)

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Vitor Rua fundou os GNR e Telectu, há 30 anos, e o seu nome nunca deixou de estar ligado, frequentemente em simultâneo, à vanguarda pop portuguesa e à experimentação de novos sons e conceitos muito para além da utilização da guitarra, o seu instrumento habitual. Depois do último concerto com os GNR em Vilar de Mouros (1982), em projectos a solo ou colaborações, agitou o meio musical, provocou paixões e desentendimentos, criticou e ainda critica aquilo que considera injusto, mal feito e oportunista nesse mesmo meio. Nascido em 1961, Vitor Rua chega aos 50 anos de idade em 2011 com o grau de militância intacto e cada vez mais distante, musicalmente, dos primeiros singles de GNR, seja através da relação entre composição e improvisação, já presente nos Telectu, ou na composição mais rigorosa (óperas, música para dança, video, poesia, teatro). Escolheu para esta sessão “Mikrophonie”, uma obra em duas partes (1964 e 1965) de Karlheinz Stockhausen. Aqui, o compositor alemão procurou deslocar o microfone da sua posição passiva de mero reprodutor de som para um papel activo na captação de vibrações e “detecção” sonora. Tentaremos saber quando e como este disco apareceu no percurso de Vitor Rua, como compara a actualidade aos seus primeiros anos como músico. Quem viu os seus recentes videos no YouTube (retirados entretanto) vai querer conhecer, também, o espírito que anima a oposição.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Passatempo Vladislav Delay Quartet

Quarta-feira, 4 Maio, 2011
Categoria: Passatempo
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5 de maio de 2011
Vladislav Delay Quartet
Teatro Maria Matos (22H), Lisboa

Tem sido impossível não incluir a música de Sasu Ripatti no melhor que se fez na última década na electrónica. Do techno ao ambiental, passando pelo house e pela pop também. Ou seja, Uusitalo, Sistol, Luomo, Vladislav Delay, com AGF, com Craig Armstrong, com Moritz Von Oswald, etc… Quase tudo o que fez foi de alguém que ilumina os géneros com a benção de um dotado para faz tudo melhor que os outros. Ou, pelo menos, de modo singular e único. Recentemente, no trio de Moritz Von Oswald, desenvolveu os seus dotes de percussionista, e com o seu novo quarteto mergulha numa hipótese de jazz contemporâneo algures entre a electroacústica e o ambientalismo experimental. Música feita de emoções ascensionais e descidas vertiginosas, é ao vivo que tudo fará mais sentido. E… ei-los, quinta-feira, no Maria Matos, em Lisboa. Delay exclusivamente em percussões, com a electrónica idiossincrática de Mika Vainio, dos Pan Sonic, com o contrabaixo pulsante de Derek Shirley e a impressionante polifonia dos sopros de Lucio Capece.

Que músico de jazz convidariam para tocar com o quarteto de Delay?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este mail. Têm até às 12 horas de amanhã, dia 5, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.

Boa sorte!

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Passatempo Ben Frost

Quinta-feira, 21 Abril, 2011
Categoria: Passatempo
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ben frost blog

25 de abril de 2011
Ben Frost
Teatro Maria Matos (22H), Lisboa

Não é uma estreia em lisboa porque já tinha estado na capital com as outras estrelas da companhia: Nico Muhly, Sam Amidon e Valgeir Sigurdsson. Nesse concerto mostrou partes de “By The Throat” e ficou claro que era possível trazer para palco um álbum de proporções épicas e infinitas. É um pouco desse mundo que Ben Frost trará ao Maria Matos, na próxima segunda-feira à noite, com a ajuda de Borgar Magnason, um dos cúmplices responsáveis por esse mundo.
Contrabaixo, piano, guitarra e electrónica encherão o espaço de som total, num concerto que promete ser electrizante.

Ben Frost criou recentemente uma banda sonora para “Solaris”; que filme escolheriam para a música de “By The Throat”?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este mail. Têm até às 12 horas de segunda, dia 25, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.

Boa sorte!

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Super Disco #19 (Rui Miguel Abreu fala c/ Rodrigo Amado)

Quinta-feira, 14 Abril, 2011
Categoria: Ao vivo
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brian eno Rodrigo+Amado+by+Jan+Bebel

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado, 16 Abril 18h30 > 20h00.

Super Disco: Brian Eno “Before And After Science” (1977)

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Tal como para o Rui Miguel, o Rodrigo Amado é um velho conhecido nosso de várias andanças no meio musical. Pode existir um mundo de diferença entre a improvisação com saxofone e a gestão de uma loja de discos, há com certeza vários mundos entre esses dois – digamos – pólos, e parece-nos ter sido sempre com naturalidade e empenho que o Rodrigo aparece na defesa daquilo que faz. O Rui Miguel fala com ele no Sábado, 16 de Abril, e é com prazer que incorporamos esta actividade nas nossas comemorações do Record Store Day 2011. Rui Miguel Abreu escreve:

“Lembro que me cruzei pela primeira vez com o nome de Rodrigo Amado na capa de “Corações Felpudos” dos Mão Morta e lembro-me também de não ter estranhado a presença de um saxofonista no segundo álbum de uma banda que já me tinha habituado a considerar como abrasiva: o trabalho de Steve Mackay em Funhouse dos Stooges era razão mais do que suficiente para encaixar da melhor forma essa “anomalia” na ficha técnica de “Corações Felpudos” numa altura em que as guitarras dominavam a paisagem musical das minhas prateleiras de discos.
Voltei a ler o nome de Rodrigo Amado mais algumas vezes em contextos mais “apropriados”: em trabalhos de gente como os Duplex Longa, Vítor Rua, Sei Miguel, João Peste. Só o conheci uns anos mais tarde, como homem do leme de uma belíssima loja de discos que a Valentim de Carvalho ousou lançar no Chiado antes da Fnac, primeiro, e a contracção do mercado, depois, terem ditado o fim da aventura e a alteração das regras do jogo.
Quando me voltei a cruzar com o Rodrigo, numa tarde num escritório junto ao jardim de Oeiras, reedições da Actuel e as possibilidades de cruzamento entre a Clean Feed e a Loop ocuparam a nossa conversa. Daí resultaria a cumplicidade que levou a que voltasse a cruzar-me com o nome de Rodrigo Amado nas fichas técnicas de discos de Rocky Marsiano e DJ Ride que eu próprio ajudei a lançar. A partir daí cruzámo-nos um sem número de vezes em situações de concerto.
E os cruzamentos continuam, de outra forma, nos discos que tem lançado nos últimos anos, que me desafiam a atenção, me obrigam a repensar coordenadas do jazz e me enchem de orgulho quando motivam, na imprensa internacional, palavras como “a fast rising star of European improvisation”. E depois houve a outra surpresa, da câmara fotográfica, que tem levado Rodrigo a expor ideias de outra forma, mas com idêntica entrega.
Ainda assim, apesar de todos os cruzamentos e de algumas surpresas, nada me faria pensar que a resposta do Rodrigo ao desafio Super Disco seria “Before and After Science” de Brian Eno, maverick da cena rock britânica que em 1977 conseguia lançar a vista para lá da nuvem causada pela explosão punk e sonhar um futuro que James Murphy, por exemplo, voltou a reclamar no presente. E ainda titulou canções com anagramas que antecipavam o seu próprio futuro. Apesar do cast de estrelas que se lista na ficha técnica, e que inclui Robert Fripp em “cascade guitars”, não há lugar para nenhum saxofonista, o que só reforça a surpresa. Sábado 16, pelas 18 e 30 no Maria Matos, haverá portanto, mais uma vez, lugar a cruzamentos e a surpresas. Em dia de celebração das lojas de discos.”

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Super Disco #18 (c/ Rui Catalão)

Quinta-feira, 24 Março, 2011
Categoria: Ao vivo
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Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado, 26 Março 18h30 > 20h00.

Super Disco: José Cid “Palha” (1971)

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Rui Catalão passou a última década a escrever para teatro, cinema (”O Capacete Dourado” ou “Morrer Como Um Homem”, por exemplo), improvisou e interpretou personagens em palco, e recentemente, no Maria Matos, no início deste mês de Março, apresentou o seu primeiro solo. “Dentro das Palavras”, estreado em 2009, são duas horas em que personalidade e personagem se fundem, representa um balanço de dez anos a trabalhar na dança, a privar com bailarinos, e teve origem durante o período em que viveu na Roménia e trabalhou no CNDB (Centrul National al Dansului din Bucuresti). Reflecte sobre o seu progressivo desligamento da linguagem falada como principal meio de expressão (ele não falava romeno, passou três anos quase sem falar), mas também como a vida do corpo sofre essa mudança. Antes de tudo isto, nos anos 90, trabalhou cinco anos como jornalista e crítico musical no Público. Partindo da abordagem autobiográfica de “Dentro Das Palavras”, tentaremos que nos conte o que aconteceu entre um período e outro, o que aconteceu com a música na sua vida, de onde veio a ligação original. O Super Disco que ajudará a pontuar a conversa é o álbum conhecido como “Palha”, primeiro LP a solo de José Cid, gravado em 1971. Queremos saber coisas.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Passatempo Palavras Desencarnadas

Terça-feira, 22 Fevereiro, 2011
Categoria: Passatempo
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22, 23 e 24 de Fevereiro 2011
Terça: Inês Nogueira & Carlos Zíngaro + Médèric Collignon
Quarta: Carlos Santos + Frances-Marie Uitt
Quinta: Ute Wassermann

Teatro Maria Matos (22H00), Lisboa

A palavra e a voz em destaque no ciclo “Palavras Desencarnadas”, agora na terceira edição desta iniciativa da associação Granular. Serão três dias de concertos no Teatro Maria Matos, entre propostas nacionais e internacionais. Algum destaque nosso para Frances-Marie Uitti (amanhã), uma das mais vibrantes violoncelistas das últimas décadas. Cordas vocais e glotes em hiper-actividade.

Temos convites individuais para oferecer, para cada dia do evento, cortesia do Teatro Maria Matos. Cada participante pode escolher os dias pretendidos, por ordem de preferência. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:

Qual o vosso vocalista favorito e porquê?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites individuais para o dia pretendido – podem escolher ambos os dias, mas digam qual preferem . Têm até às 17 horas de amanhã, dia 23, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.

Boa sorte!

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Super Disco #17 (Rui Miguel Abreu fala c/ António Pinho)

Quinta-feira, 17 Fevereiro, 2011
Categoria: Aviso
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Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado, 19 Fevereiro 18h30 > 20h00.

Super Disco: Banda do Casaco “Dos Benefícios de Um Vendido No Reino dos Bonifácios” (1974)

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

História muito importante para a música portuguesa, aquela vivida por António Pinho. Atravessou as décadas de formação da pop feita em Portugal mas também de experiências nas margens do jazz e do rock progressivo. Viveu o antes e o depois do 25 de Abril enquanto músico. Rui Miguel Abreu justifica melhor do que nós a escolha de António Pinho para a sessão Super Disco número 17:

“António Avelar Pinho é um daqueles homens que tem nos ombros o peso da invenção da modernidade na música portuguesa, que é algo bem diferente do peso da invenção da moderna música portuguesa, que é coisa que às vezes nem sabemos bem se existe. Com toda a certeza ninguém recusaria tal peso de forma mais veemente do que o próprio António Pinho, homem tão modesto quanto inteligente, mas que se moveu nas sombras da história o suficiente para que o presente lhe deva alguma coisa. Bastante, acredito eu.
Quando a cultura pop começou a dar os primeiros passos, António Pinho ecoou imediatamente as suas possibilidades com uma banda no Entroncamento que nunca chegou a ser fenómeno, mas que lhe deixou vontade para prosseguir a aventura da música. O capítulo seguinte foi bem mais sério e levou o nome – seu! – de Filarmónica Fraude, grupo de Tomar que em 1969 lançou uma Epopeia que já projectava Portugal no futuro e no infinito. Da Filarmónica Fraude nasceram ideias que mais tarde António Pinho, juntamente com Luís Linhares, também dos homens de Epopeia, e ainda Nuno Rodrigues e Celso Carvalho desenvolveriam com a espantosa Banda do Casaco.
O Super Disco de Fevereiro é precisamente o trabalho inaugural da discografia da Banda do Casaco, o mítico “Dos Benefícios de Um Vendido no Reino dos Bonifácios “de 1974, álbum que misturou folclore, rock progressivo e jazz de forma inédita e absolutamente prodigiosa recorrendo a músicos espantosos como Carlos “Zíngaro”, por exemplo.
A carreira da Banda do Casaco levou-os até à década de 80, época em que António Pinho era já um activo agente da revolução tendo trabalhado no arranque das discografias de Rui Veloso, Heróis do Mar ou Táxi, entre tantos outros, ajudando a new wave e o rock a entrar numa cena de portas escancaradas. Pinho fez muito mais: escreveu canções e livros para os mais novos, brincou com a língua como muito poucos e reteve uma integridade humana e criativa que asseguram a sua singularidade até aos dias de hoje. Essas serão certamente as coordenadas da conversa marcada para as 18h30 do próximo dia 19, no sítio do costume.”

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Passatempo Fim-de-Semana Especial n.º2

Quinta-feira, 3 Fevereiro, 2011
Categoria: Passatempo
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4 e 5 de Fevereiro 2011
Sexta: John Tilbury + Dustin O’Halloran
Sábado: Alexander von Schlippenbach + Andrew Poppy
Teatro Maria Matos (22H00), Lisboa

Depois de uma primeira edição em Dezembro dedicada à electrónica, o Fim-De-Semana Especial regressa já amanhã para dois dias de concertos, quatro músicos e um ponto de união: o piano. Pianistas de excelência, nomes essenciais das últimas décadas. Sexta há John Tilbury a apresentar seis peças de Vítor Rua; quinze minutos depois é a vez de Dustin O’Halloran, que em breve irá editar na Fat Cat, editora de Max Richter e Hauschka. Sábado, a improvisação de Alexander Von Schlippenbach e logo a seguir Andrew Poppy.

Temos convites individuais para oferecer, para cada dia do evento, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:

Que músico gostariam de ver como prelúdio a estes quatro na segunda edição do Fim-De-Semana Especial?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites individuais para o dia pretendido – podem escolher ambos os dias, mas digam qual preferem . Têm até às 18 horas de amanhã, dia 4, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.

Boa sorte!

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Super Disco #16 (c/ Kalaf)

Quinta-feira, 20 Janeiro, 2011
Categoria: Ao vivo
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kanye west kalafsuperdisco

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado, 22 de Janeiro 18h30 > 20h00.

Super Disco: Kanye West “My Beautiful Dark Twisted Fantasy” (2010)

Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Kalaf Ângelo. Poeta, MC, agitador, pensador, ícone de moda. Kalaf é uma das figuras emblemáticas da cena musical portuguesa dos últimos 10 anos, colaborou com projectos como Spaceboys ou Type, pertence ao núcleo duro da Enchufada desde o inicio, o que quer dizer que fundou a editora e foi dos 1Uik Project antes de haver Buraka Som Sistema. É um poeta cantor mas também é um cantor cronista, que assina um coluna semanal no P2 do jornal Publico. Kalaf faz a ponte entre Lisboa, Luanda e o resto do mundo, personificando o espirito de grande miscigenação da cultura pop actual. Escolhe “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”, o recente álbum de Kanye West, uma espécie de ópera grandiosa que reflecte o estado de alma do seu autor e a sua interpretação da contemporaneidade enquanto procura deixar uma marca artística indelével. Foi um dos discos mais comentados e elogiados em 2010, para Kalaf certamente um disco integrado neste momento da História. É a sua visão mas também o seu percurso até à actualidade que vamos conhecer melhor. Detalhes sumarentos da cena musical angolana que não conhecemos, crónicas de viagens em tournée e o kuduro como fenómeno com apelo global.
Diferente das outras sessões Super Disco, esta vai mergulhar sobretudo no presente.

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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.

Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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Passatempo Nurse With Wound & Blind Cave Salamander

Quinta-feira, 6 Janeiro, 2011
Categoria: Passatempo
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8 de Janeiro de 2011
Nurse With Wound & Blind Cave Salamander
Teatro Maria Matos, Lisboa (22H00)

Inúmeros álbuns de Nurse With Wound ficarão de fora deste concerto, dedicado à reinterpretação ao vivo do monumental “Soliloquy For Lilith” (1988). Steven Stapleton foi um dos ícones da cultura industrial, ainda que a generalidade da sua música não conviva bem com o termo. É mais abrangente, totalizante e imprevisível, no fundo é livre, existindo ao sabor das suas visões. Estará no palco do Maria Matos acompanhado por Colin Potter, Julia Kent, Fabrizio Modonese Palumbo e Paul Beauchamp.

Temos convites individuais (e não duplos, como por lapso referimos no e-mail) para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:

A quem dedicariam um álbum?

Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites individuais para o concerto. Têm até às 17 horas de amanhã, dia 7, para poderem tentar a vossa sorte.

Boa sorte!

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