Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 13 de Março 18h30 > 20h00.
Nota: esta sessão decorrerá inteiramente, ou quase, em inglês.
“Live At The East”, originalmente editado na Impulse em 1971, é tocado por um ensemble relativamente grande: dois bateristas, dois baixistas e mais cinco músicos acompanham o saxofone de Pharoah Sanders. Considerada por muitos admiradores como uma das mais completas gravações do músico, “Healing”, a faixa que abre o disco, mostra uma dinâmica incrível entre os instrumentos numa das obras fundamentais do jazz espiritual deste período. O baixo de Stanley Clarke acrescenta um tom mais funk que o habitual, e vamos tentar saber qual a importância de “Live At The East” para Jerry The Cat (Jerrald James), percussionista com longa carreira, DJ, nascido em Detroit em 1950 e actualmente residente em Lisboa. Tocou ao vivo com Parliament/Funkadelic e Carl Craig, entre muitos outros, acompanhou o histórico clube Music Institute, tornou-se DJ e é conhecido pelo seu estilo suave de mistura mas também pela sua perícia nas congas. A vasta experiência que acumulou em géneros como jazz, r&b, disco, funk, soul, clássica ou blues proporcionou múltiplas histórias que mal podemos esperar para ouvir. A sua colecção de discos está em Detroit, pelo que não teremos o prazer da escuta dos originais em vinil. De qualquer forma, a presença carismática de Jerrald James é suficiente para esta tarde em que vamos aprender coisas! Se puderem, apareçam para mostrar respeito e saber o que Jerrald viu em Lisboa para ficar por cá. Para uma bio mais detalhada, consultem o seu site aqui.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
20 de Fevereiro de 2010
Tiago Sousa
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00 ** bilhetes à venda: 12 eur
Alguns assuntos vêm à baila quando falamos no Tiago Sousa: é um jovem músico, é autodidacta, obrigou-nos a ir ao barreiro ocasionalmente para os “seus” festivais e concertos, e há “Insónia”, um valente álbum do qual dissemos na Lust que as suas peças “expiram liberdade, são bem trabalhadas, gerem bem o seu tempo e espaço, aprofundam o ambiente intimista que criam, não deixando essa sugestão meramente ao acaso. É música onde apetece estar, habitar, e voltar a ela como se fosse uma primeira vez.” Ao vivo, na companhia de João Correia (bateria), Ricardo Ribeiro (clarinete baixo e clarinete alto), Joana Guerra (violoncelo) e Rui Pedro Dâmaso (efeitos, percussão e teclados), tudo deverá ser ampliado.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Municipal Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Que disco gostariam de oferecer a Tiago Sousa?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto. Têm até às 13 horas de amanhã, dia 20, para poderem tentar a vossa sorte.
18 de Fevereiro de 2010 GROUPSHOW
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00 ** bilhetes à venda: 12 euros
Não é possível ser-se adepto da música electrónica – seja ela qual for – sem se ter tido um caso sério com a música de Jan Jelinek. Algures entre Farben e Groupshow, passando por Gramm ou G.E.S., o músico alemão mostrou como se unem as pontas soltas do som, sem que sintamos que elas algumas vez estiveram perdidas. Vale também a pena julgá-lo como um sobredotado: não há passos em falso, não há discos maus na sua discografia. Na melhor das companhias – atenção extra a Andrew Pekler, outro iluminado; Hanno Leichtmann é um paciente artesão – vão desafiar-nos a assistir à construção do som Groupshow, numa estética que deve tanto aos Black Dice como a tudo o que têm feito sozinhos.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Que prato gostariam que os Groupshow vos servissem?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto. Têm até às 16 horas de amanhã, dia 18, para poderem tentar a vossa sorte.
Inicialmente conhecido como DJ e produtor de hip hop mas, embora essa ainda seja a sua cartilha, DJ Ride procura hoje navegar mais na margens do movimento do que seguir a corrente dominante. Escolhe como Super Disco um álbum de hip hop que transcende fronteiras: “Endtroducing” de DJ Shadow (1996). Os seus métodos de produção, escolha de samples, utilização de MPC, ainda inspiram Ride, que nos explicará também como vê no género contemporâneo chamado Wonky a herança do psicadelismo então recuperado por Shadow. Ride acaba de lançar o seu segundo álbum, “Psychedelic Sound Waves”, no qual explora ciências rítmicas em complexas camadas que transforma em groove. A sensação é de um mash-up permanente entre passado e presente (juntos fazem o futuro?), um percurso dinâmico e alucinante carregado de inspiração e que não consegue ocultar o entusiasmo deste jovem produtor por formas musicais que transcendem o nicho em que tende a ser colocado. Tal como Shadow, Ride procura moldar a matéria que o entusiasma em nova matéria que passa a fazer parte dos compêndios do amanhã. “Endtroducing” é, ainda hoje, dos discos que melhor captam o ímpeto reciclador do hip hop e o espírito inclusivo tantas vezes esquecido da sua vertente musical.
Apareçam no café do Teatro Maria Matos para ouvir em primeira mão como um produtor actuante agora recicla e interpreta as mensagens fortes do passado e as transforma em novo assunto de discussão. De passagem, poderemos aprender algo mais sobra máquinas e equipamento: Ride não conseguirá certamente impedir-se de falar da sua relação íntima com as máquinas que tem comprado e que gosta de utilizar. Andou na companhia de André Fernandes e Mário Laginha, desenvolveu uma scratch tool adoptada pela Red Bull Home Groove, colaborou ao vivo com os Coldfinger, foi um dos primeiros convidados da série de Henrique Amaro na Optimus Discos, prepara uma peça com Rui Horta no CCB e será a personagem principal no muito esperado documentário “Dig In Japan”.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
23 de Janeiro de 2010 Jandek
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00 ** bilhetes à venda: 12 euros
Mais de trinta anos depois de “Ready For The House”, Jandek vem a Lisboa. Para muitos será um dado irrelevante, para outros será como ver Tom Waits. É um exagero, uma comparação ineficaz, mas é aquela que ocorre entre pressa e o êxtase dessa hora estar quase a chegar. Um ano depois da sua passagem pelo Porto a solo, desce até Lisboa para cumprir a tradição de tocar com músicos locais: Sei Miguel, André Ferreira e Peter Bastien. Aquilo que até há seis anos julgávamos impossível, vai acontecer no sábado.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Que outro músico, que habitualmente anda escondido, gostariam de ver ao vivo?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto.Têm até às 20 horas de amanhã, dia 22, para poderem tentar a vossa sorte.
“Music Of My Heart” é uma gema raríssima de 1977, mais conhecida pelos valores exorbitantes em leilões que pelo funk e soul superiores de John Heartsman And Circles. A recente reedição pela Jazzman colocou finalmente uma cópia do LP em casa do editor discográfico Joaquim Paulo que, emotivamente, o considera o holy grail da sua vasta colecção. O autor da série “Covers” para a Taschen escolhe-o como super disco para partilhar a sua música, em primeiro lugar, mas também todas as histórias que a sua busca proporcionou. Histórias extensíveis a muitos outros discos na sua colecção, algumas semelhantes a verdadeiras investigações. Joaquim Paulo tem ainda larga experiência como programador de rádio, tudo em nome da partilha de música que acredita tornar o mundo melhor. Partimos na quase total ignorância sobre “Music Of My Heart”, estando tão disponíveis como vocês para ouvir relatos que de certeza farão sorrir quem encontra nos discos um prazer impossível de reproduzir na mera aquisição de música desligada da personalidade e vida do objecto. Não deixem que a chuva vos demova, o ambiente é confortável, a luz baixa e as janelas são grandes.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Rui Miguel Abreu é o convidado da sessão #4 e escolheu “3 Feet High and Rising” (De La Soul), um álbum de 1989 que coincide com o início da sua carreira como jornalista musical. O disco foi-lhe oferecido em Maio, um mês antes de passar a integrar a redacção d’A Capital. O álbum foi crucial para a relação que mantém ainda com a cultura hip hop e também abriu muitas portas (nunca encerradas desde então) para os universos soul e jazz através das samples nele incluídas. RMA é actualmente jornalista freelancer, mantendo colaborações, entre outros órgãos de comunicação, com a Antena 3 e a revista Blitz. A sua dedicação e paixão enquanto coleccionador de discos sempre o levou a querer partilhar as suas descobertas como DJ ou um dos bloggers mais activos que conhecemos (o suspenso Hit da Breakz e o actual 2 4 The Bass). Leiam aqui o teaser na primeira pessoa e lembrem-se que o que acontece nestas sessões segue a nobre tradição da partilha de conhecimento, entusiasmo e histórias pessoais. Apareçam.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história,
representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD),
o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 14 de Novembro 18h30 > 20h00.
Por motivos alheios a nós foi cancelada a presença de Sei Miguel na sessão Super Disco #3.
Mas continuem a ler : )
A descrição que se segue parece fabricada, um sonho de arqueologia musical, histórias vividas em primeira mão e na primeira pessoa, tudo verdade:
Rui de Castro viveu em Londres durante a década de 70, assistiu por dentro à ascenção e decadência do punk, vizinho da frente de Johnny Rotten, músico (The Warm), editor (Warm Records, inaugurada com dois singles em 1976), contacto privilegiado de António Sérgio para fornecer novidades frescas de Inglaterra. Regressado a Portugal no início da década de 80 viu frustradas pelo “Sistema Fonográfico” vigente as suas tentativas para fazer cá uma editora independente. Um resultado visível de toda essa frustração é o single de 7″ “O Pirata (Pirata Rap Attack)”, auto-produzido e editado em 1984 sob o nome Rui de Castro e o Grupo Português de Piratas. O formato rap/electro faz deste disco uma peça única no panorama discográfico português, a letra aborda em tom de sátira o assunto sempre relevante do direito à diferença e auto-determinação. Este é o Super Disco para dia 14 de Novembro. Mário João Camolas tem um dos dois ou três exemplares alegadamente vendidos e estará connosco na mesa para conversar com Rui de Castro.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história,
representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD),
o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
28 de Outubro Jon Hassell & Maarifa Street
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00
Parece incrível, mas Jon Hassell é mais um daqueles nomes que tocam o sublime sem nunca terem tocado no nosso país. A espera acabou. Um dos mais revolucionários músicos das últimas décadas, autor do famoso conceito quarto-mundista, e criador de uma mão-cheia de álbuns essenciais, toca amanhã no Teatro Maria Matos, em Lisboa, às 22h. A partir de amanhã alguns de nós serão um pouco mais completos.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
O que é o quarto mundo?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto.Têm até às 17 horas de amanhã, dia 28, para poderem tentar a vossa sorte.
25 de Outubro
Sonic Scope #9: Osso Exótico + The Beautiful Schizophonic & Laetitia Morais + Gala Drop + Oto + Scarp & Gabriel Ferrandini + Variable Geometry Orchestra
Teatro Maria Matos (Lisboa), 16H30 ** bilhetes à venda: 5 eur
A horas de já estarmos todos almoçados num Domingo, o Teatro Maria Matos acolhe no próximo dia 25, a 9º edição do Sonic Scope.
Alinhamento:
16h30 – Osso Exótico
17h00 – The Beautiful Schizophonic & Laetitia Morais
18h00 – Gala Drop
18h30 – Oto
19h30 – Scarp & Gabriel Ferrandini
20h00 - Variable Geometry Orchestra
Temos convites individuais para oferecer, cortesia doTeatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Que nome dariam a um festival criado por vocês?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto.
Têm até às 17 horas de amanhã, dia 23, para poderem tentar a vossa sorte.
22 de Setembro Burnt Friedman & Jaki Liebezeit
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00
Duas referências incontornáveis para a música, cada uma ocupando um território muito particular, mas que depressa invadem estilos e correntes paralelas. Burnt Friedman a solo, como Nonplace Urban Field ou com Atom Heart em Flanger, tem feito avanços consideráveis na electrónica como veículo propulsor; e Jaki Liebezeit foi tão somente o homem-máquina que fez a pulsação dos Can. Cruzaram-se algures e nasceu “Secret Rhythms”. Ao fim de três discos, visitam Lisboa e o Maria Matos.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos . Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Qual é o vosso ritmo secreto?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto.
Têm até às 17 horas de amanhã, dia 22, para poderem tentar a vossa sorte.