Terça-feira, 7 Dezembro, 2010
Categoria: Ao vivo
Etiquetas: Dr Buzzard's Original Savannah Band, MK2, Rádio Oxigénio, Rui Pregal da Cunha, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado, 11 de Dezembro 18h30 > 20h00.
Super Disco: Dr Buzzard’s Original Savannah Band “Dr Buzzard’s Original Savannah Band” (1976)
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
Rui Pregal da Cunha simboliza (e personifica), directa ou indirectamente, boa parte das movimentações que, em Portugal, na viragem entre as décadas de 70 e 80, nos colocavam mais perto do que acontecia em Londres e Nova Iorque. Alguns agentes isolados criavam a ilusão de um cenário vibrante, e os Heróis do Mar acrescentavam-lhe polémica. RPC era o vocalista e figura de proa (como os vocalistas são, tradicionalmente, nas bandas) e o seu sentido de moda (+ a construção Heróis do Mar) acabou também por estar no centro do vanguardismo que deu personalidade à moda portuguesa nos anos 80. Rui terá muitas e variadas histórias para contar, é simpático e conversador, e nós todos teremos oportunidade de abrir uma janela privilegiada para a cultura pop portuguesa dos últimos 30 anos. Estejam lá!
Rui Miguel Abreu fala com Rui Pregal da Cunha, eis o que ele escreve:
“Quando se pensa na história da mais moderna música portuguesa vai-se sempre desembocar numa encruzilhada que algures no arranque da década de 80 colocava no mapa o Bairro Alto, clubes como o Trumps, galerias de arte e lojas de roupa que procuravam injectar Londres e Nova Iorque numa Lisboa adormecida. Algures nessa encruzilhada seria possível encontrar Rui Pregal da Cunha que se lembra de dançar ao som de discos da Ze Records tocados por João Vaz na cabine do Trumps.
Pouco tempo depois, quando o impulso punk se transformou em sofisticação new wave, nasceram os desalinhados Heróis do Mar, mais de lá do que de cá no som, mais de cá do que de qualquer outro sítio na imagem e nas palavras. Hoje descobre-se que a sombra dos Heróis é longa e não se esgotou na discografia que, simbolicamente, ficou encerrada na mesma década que os viu nascer. Depois dos Heróis do Mar, Rui Pregal da Cunha ainda se reinventou com os LX 90, grupo em que também militava DJ Vibe, ou nos Kick Out The Jams, outra banda com o mesmo Paulo Pedro Gonçalves que abanava os alicerces da nossa monotonia desde o tempo dos Faíscas e dos Corpo Diplomático.
Agora, Rui Pregal da Cunha ressurgiu ao lado dos Golpes, com uma das mais infecciosas canções dos últimos tempos e, vá lá, senhora, senhores, e todos os outros, fez-nos acreditar que podíamos ser o centro do mundo se realmente quiséssemos.
Rui escolheu um fantástico disco de 1976, um daqueles que provavelmente escutou emitido a partir das cabines do Bairro Alto que era um bocadinho Soho e um bocadinho Manhattan quando era realmente preciso: Dr. Buzzard’s Original Savannah Band dos… Dr. Buzzard’s Original Savannah Band é o álbum do clássico disco «Cherchez la Femme». Na banda militavam August Darnell e Andy Hernandez, mais tarde parte do turbilhão de funk tropical que respondeu pelo nome de Kid Creole & The Coconuts. Hernandez também é conhecido por Coati Mundi e como tal editou recentemente na Rong um álbum cuja capa evoca, precisamente, a estreia dos Dr. Buzzard’s…
Se o mundo não é um loop o que é, afinal?”
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Sexta-feira, 3 Dezembro, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Ben Frost, Fennesz, Fim-De-Semana Especial, Jan Jelinek, Martin Brandlmayr, Masayoshi Fujita, Radian, Teatro Maria Matos, Werner Dafeldecker

03 e 04 de Dezembro de 2010
FIM-DE-SEMANA ESPECIAL
hoje: Masayoshi Fujita & Jan Jelinek + Radian
amanhã: Fennesz, Brandlmayr & Dafeldecker + Ben Frost
Teatro Maria Matos, Lisboa
Parece quase uma extravagância: quatro nomes incontornáveis do panorama electrónico, juntos em dois dias num evento importante que marca este final de ano. Hoje, o novo projecto de Jelinek, com o vibrafonista extraordinaire japonês. O disco já roda há muito aqui na loja. Depois, Radian, preferidos da Flur há muito, muito tempo – “Chimeric”, editado há pouco, recuperou força e músculo. No sábado, o trio da Mosz, saído há algum tempo e com elogios aqui na Flur – Fennesz em apuro de forma abstracta com Martin Brandlmayr e Dafeldecker em gestão de ritmos. A finalizar, Ben Frost, autor de um dos nossos discos do ano de 2009, “By The Throat”, vai transformar a sala do Maria Matos numa câmara de emoções intensas – já o vimos ao vivo este ano e só podemos dizer-vos que ninguém sairá do seu concerto sem uns quantos pelos levantados.
Temos convites individuais para oferecer, para cada dia do evento, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Com que concerto completariam, no domingo, o vosso fim-de-semana especial?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites individuais para o dia pretendido – podem escolher ambos os dias, mas digam qual preferem . Têm até às 19 horas de hoje, dia 03, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.
Boa sorte!
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Terça-feira, 23 Novembro, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Sonic Scope, Teatro Maria Matos

23, 24, 25 de Novembro de 2010
SONIC SCOPE X
Teatro Maria Matos (todos os dias às 22H00), Lisboa
É uma idade para se celebrar. São dez anos de festivais, um pouco nómadas, tal como a música que acolhe, sempre a mudar de referências e geografias sonoras. Assente no Maria Matos desde o ano passado, o formato deste ano também é novo, com três dias de duplos concertos: primeira metade com a alegria do acústico, a segunda metade com a electricidade e electrónica em destaque. Eis o cardápio abundante para as actividades do Sonic Scope número dez, pela meritória Grain Of Sound:
Terça | 23 Novembro
A PARTE MALDITA
Nuno Rebelo guitarra eléctrica
António Chaparreiro guitarra eléctrica
Abdul Moimême saxofone tenor
Jorge Serigado baixo
Rui Alves bateria
Miguel Sá computador
Fernando Fadigas computador
Hernâni Faustino contrabaixo
GIGANTIQ COM MATTEO UGGERI
Nuno Moita computador, gira-discos
André Gonçalves sintetizador analógico, instalação vídeo
Matteo Uggeri computador, objectos
Quarta | 24 Novembro
SEI MIGUEL
Sei Miguel trompete
Fala Mariam trombone alto
Travassos electrónica analógica
César Burago percussão
CARLOS SANTOS E PAULO RAPOSO
computador, elementos piezo-eléctricos, objectos
Quinta | 25 Novembro
RODRIGO AMADO QUARTETO
Rodrigo Amado saxofone
Gabriel Ferrandini bateria
Hernâni Faustino contrabaixo
Manuel Mota guitarra
@C
Miguel Carvalhais computador
Pedro Tudela computador
Para ganharem um convite para o dia pretendido (podem escolher os três dias, mas coloquem por ordem as vossas prioridades, por favor), só têm de responder à seguinte pergunta:
Que nome dariam ao supergrupo formado por todos os músicos deste festival?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites individuais para o concerto do dia escolhido. Têm até às 19 horas de hoje, dia 23, para poderem tentar a vossa sorte.
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Quinta-feira, 18 Novembro, 2010
Categoria: Ao vivo
Etiquetas: Ana Cristina Ferrão, Joni Mitchell, MK2, Rádio Oxigénio, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 20 18h30 > 20h00.
Super Disco: Joni Mitchell “Blue” (1971)
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
Ana Cristina Ferrão viveu ao lado do radialista António Sérgio os seus últimos 30 anos de vida. Com entusiasmo pela produção e amor pela música, contribuiu para o sucesso dos vários programas que Sérgio realizou nestas três décadas. É a nossa convidada do mês de Novembro, disponível para partilhar as muitas memórias e experiências que guarda, a começar pela escolha do disco para esta sessão: “Blue”, de Joni Mitchell (1971), foi o primeiro LP que lhe foi oferecido por António Sérgio. É um álbum de canções delicadas que abordam vários aspectos de um relacionamento amoroso, é o quarto álbum da cantora e
compositora canadiana e abrirá caminho a uma conversa que toca em pontos nevrálgicos da divulgação de música “diferente” em Portugal. Ana Cristina está em posição privilegiada para nos guiar pela espécie de submundo habitado por quem consome música com paixão suficiente para ter vontade em divulgá-la. Esta sessão é também assim, inevitavelmente, uma oportunidade para relembrar António Sérgio.
A luz (mas também a sombra) de “Blue” faz com que a discografia não-oficial de Joni Mitchell comece exactamente aqui, ignorando tudo o que tinha editado até ao ano de 1971 – o que é injusto, porque “Ladies Of The Canyon” é um fabuloso álbum, mostrando que iria ser, mais tarde ou mais cedo, uma escritora de canções de referência. E a grande escritora de canções iria aparecer exactamente no ano seguinte, com uma obra que ainda hoje estarrece-nos pela profundidade das suas palavras e pela agudeza da sua composição. Feito de algum desencanto, nas entrelinhas vagueia também a esperança, mesmo que vá sendo pintada de muitas cores – quase todas as canções têm referência a cores -, e mesmo que seja “Blue” (a cor e o sentimento) que domine a sua poesia. Se não conhecem este lendário álbum, comecem por ele a ouvir uma das mais importantes escritoras e cantoras norte-americanas (também é canadiana, tal como Leonard Cohen), percorrendo depois os anos seguintes e mais meia-dúzia de discos fantásticos.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Quinta-feira, 21 Outubro, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Hauschka, Teatro Maria Matos


22 de Outubro de 2010
Hauschka
Teatro Maria Matos (23H30), Lisboa
Volker Bertelmann tem um longo passado. Mas nunca se desviou um centímetro das suas ambições mais verdadeiras. Tem sido sempre Hauschka, um pianista clássico que descobriu que queria muito mais do seu instrumento. Partilhou-o com objectos e fez dele uma potente caixa de música original. Faz música para cinema, documentários, colabora com Max Richter e muitos músicos que partilham o seu festival em Berlim. Este ano deu o salto do piano para um ensemble sem desvendar nenhum dos seus segredos. A sua música continua igual e há mais buraquinhos para a espreitarmos. Sai agora, na Fat Cat, e chama-se “Foreign Landscapes”. Há – orgulho! – estreia mundial em Lisboa dessa peça, com 11 músicos em palco. É sexta-feira, no Maria Matos, às 23h30, integrado nas comemorações do 41.º aniversário do teatro. Vejam aqui o making of de “Foreign Landscapes”: um, dois e três.
Concorram aqui à oferta de um convite para esse concerto, e, já agora, aproveitem a campanha para o novo álbum. “Foreign Landscpaes”, até segunda-feira custa apenas 9.95 euros. E o anterior, o fantástico “Ferndorf”, também por 9,95 euros. Depois desde fim-de-semana, voltarão ao preço de 11,95 euros.
Para ganharem um convite só têm de responder à seguinte pergunta:
Que peça clássica é que gostariam que Hauschka fizesse uma versão para piano preparado?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites individuais para o concerto. Têm até às 17 horas de sexta, dia 22, para poderem tentar a vossa sorte.
Hauschka – OffBeat from Matt Francis on Vimeo.
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Quinta-feira, 14 Outubro, 2010
Categoria: Ao vivo
Etiquetas: Dinis, Goldie, MK2, Rádio Oxigénio, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 16 18h30 > 20h00.
Super Disco: Goldie “Timeless”(1995)
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
Um dos DJs que mais respeitamos em todo o mundo, não vale a pena dizer só em Portugal. Dedicado, militante, bom tecnicamente, tem uma missão e não cede a oportunismos. Tem a sua árvore genealógica musical muito bem estudada, desde as raízes. A sua atitude é a chamada “no bullshit”. Quem não gosta, paciência, é pena. Mais abaixo podem ler um resumo do próprio sobre as suas actividades e uma apreciação de Rui Miguel Abreu, o seu interlocutor no Sábado, 16 de Outubro, no café do Teatro Maria Matos.
Dinis teve visão privilegiada de toda a ascenção da música de dança em Portugal desde o final da década de 80, ele sabe-vos explicar os géneros, as diferenças entre eles, os detalhes sónicos, a paixão pela música e a cena hardcore que fragmentou para sempre a união rave que, por breves meses, agregou toda a gente. Os posters que desenha para as suas noites Flashdance estão sempre entre os nossos favoritos quando os colamos na montra da loja. Para descobrir, ainda, a outra ocupação de longa data: actor. Cinema mas sobretudo teatro. É isso. Tentem não faltar.
Dinis por Dinis:
«Dj desde 1990. Frágil (Zé Pedro/Vargas).
Clubes do Bairro Alto: Nova, Keops, Sudoeste, Fremitus e mais tarde Captain Kirk
Venda de discos na El Dorado.
Fundação da Cool Train crew. Clube Ciclone (ex-Johnny Guitar)
Primeiras datas no Porto a partir de 97.
Fundação da Pressure Force.
Lux: Lisburn com o Tiago e Jungle Bells com Pressure Force.
Hard-Club, Meia-Cave e Anikibobo. Programador Meia-Cave.
Abertura da loja de discos Portugeezers em 2001 no Porto (Breaks,dubstep and drumnbass).
Nos últimos dez anos mantive residências (ou afins…) no Lux (Skillz), no Europa, no Lounge, no Music Box… no Maus Hábitos, no Passos Manuel, no Pitch, no Armazém do Chá e no Plano B.
Flashdance: principalmente musica inglesa pós-Hard-core jungle + os clássicos e as referências (reggae, hip-hop, disco e funk).
Pressure Force: Drumnbass»
O texto original era ainda mais urgente, sem espaços entre a pontuação e as palavras, sem acentuação, sem pausas… Exatamente como a carreira.
Conheço o Dinis Neto desde sempre e adivinhei o disco que iria escolher – “Timeless”, de Goldie – exatamente porque estava lá, ao lado dele, quando esse frémito do drum n’ bass tomou conta dos espaços, em Lisboa e não só. Lembro-me bem do ritual da chegada de discos à Contraverso e da luta em que era necessário embarcar para se ter acesso aos 12 polegadas mais urgentes de etiquetas como a V, de gente como Photek. Cada 12 polegadas representava não o momento, mas um possível futuro. E o Dinis foi sempre infalível a perceber os golpes de rins que transportavam este aceleramento de partículas do “amen break” em direção a um futuro renovado de cada vez que Zé Guedes abria mais uma caixa.
Há outra qualidade no Dinis: uma inabalável paixão pela música foi sempre o seu real motor. Não os trends, não as unanimidades, não as modas ditadas pelas páginas de alguma imprensa britânica mais flashy. E foi sempre generoso: drum n’ bass era a sua praia, sim, mas isso nunca o impediu de mergulhar noutras águas. E de o fazer com a autoridade de quem conhece bem a diferença entre cada oceano.
O álbum escolhido por Dinis define uma época, define um momento do continuum hardcore de que fala Kode 9 que, ao contrário do que por breves instantes se chegou a pensar nesse tempo, tem óbvias ligações ao passado e ao futuro. House, acid, rave, hardcore, drum n’bass, two step, uk garage, dubstep… E daí uma ligação ao mundo, do disco ao dub e a toda a ciência rítmica que se tem desenvolvido desde que se conseguiu extrair pulsação sincopada de um conjunto de circuitos integrados. Faz sentido, pleno sentido, que Dinis escolha um disco assim. Está no centro. É um marco. E todas as viagens precisam de um marco. A viagem de Dinis tem agora paragem assegurada, sábado, no Maria Matos. Be there.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Terça-feira, 28 Setembro, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Jóhann Jóhannson & Iskra String Quartet, Teatro Maria Matos

Terça, 28 de Setembro de 2010
Jóhann Jóhannson & Iskra String Quartet
Teatro Maria Matos (22H00), Lisboa
Tem sido uma figura paternal na Islândia, uma espécie de deus sabe-tudo sobre arranjos orquestrais. Da Björk aos Sigur Rós, passando por toda a corrente underground, Jóhann Jóhannsson é um dotado guest musician, mas sobretudo um intenso criador em nome próprio.
Mistura elementos clássicos com imagens e sons oblíquos, expondo-os em enredos surreais que elabora para os seus álbuns. A sua trilogia tecnológica – que começou com “IBM1401″ e teve em 2008 o segundo capítulo com “Fordlandia” – mostra todas as qualidades de possui, andando sempre entre a melancolia e exuberância, entre o silêncio e o ruído, entre as convenções e a revoluções. Toca hoje à noite no Teatro Maria Matos, às 22h, com um quarteto de cordas que também está habituado a colocar a sua mestria clássica em nomes como Vampire Weekend ou Sufjan Stevens.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Depois de um computador IBM e dos primeiros automóveis de Henry Ford, que outro ícone tecnológico imaginam Jóhann Jóhannsson debruçar-se para o terceiro disco da trilogia?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites individuais para o concerto. Têm até às 17 horas de hoje, dia 28, para poderem tentar a vossa sorte.
Boa sorte!
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Quinta-feira, 23 Setembro, 2010
Categoria: Ao vivo
Etiquetas: Frank Zappa, MK2, Nuno Rogeiro, Rádio Oxigénio, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 25 de Setembro 18h30 > 20h00.
Super Disco: Frank Zappa “Hot Rats” (1969)
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
Nuno Rogeiro quase dispensa apresentações. É já, para os mais atentos, um ícone na cultura pop portuguesa, estatuto que conquistou naturalmente graças à eloquência com que aborda os assuntos sobre os quais é chamado a falar. Estudioso da Ciência Política, professor, jornalista (O Diabo, O Século, revista K, O Independente, TSF, etc.), comentador, investigador, apaixonado por música, cinema e outras artes, Homem da Renascença por excelência. É com muito prazer que saberemos nesta sessão Super Disco como e em que grau se manifesta o seu conhecido gosto por música, para além de admitir tocar “um bocado de flauta, piano e baixo rudimentares (abaixo de principiante)”. Escolheu como base para esta conversa o álbum “Hot Rats”, de Frank Zappa, editado em 1969 como o seu primeiro álbum a solo, ou seja, em nome próprio, depois de abandonar o nome Mothers Of Invention (que viria a recuperar, sob várias formas, após “Hot Rats”, até 1976). Outra particularidade do álbum é ser quase exclusivamente instrumental, com excepção de uma faixa cantada por Captain Beefheart.
Nuno Rogeiro comprou-o na discoteca Melodia, na Baixa de Lisboa, em 1974, quando era finalista no Liceu Pedro Nunes. Sobre o disco acrescenta:
“Hot Rats”, publicado pela Reprise, foi a revelação de um jazz-rock alternativo e visionário, e de uma face “técnica” de Zappa, até então desprezada. Foi ainda a fundação de um dialecto próprio, de um som imediatamente reconhecível, de pequenas peças sinfónicas inigualáveis (”Peaches en Regalia”, “Little Umbrellas”), de melodias e arranjos geniais e bizarros, e da revelação de grandes nomes, como o violinista Jean Luc Ponty (que depois descaminhou um pouco…). Zappa morreu já há 17 anos, mas “Hot Rats” continua vivo: era avançado para a época, e portanto, se calhar, ainda não o apanhámos.”
Acreditamos que a hora e meia desta sessão passará sem nos darmos conta.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Quarta-feira, 14 Julho, 2010
Categoria: Ao vivo
Etiquetas: MK2, Pedro Tenreiro, Rádio Oxigénio, Rui Miguel Abreu, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 17 de Julho 18h30 > 20h00.
Super Disco: Sly & The Family Stone “There’s A Riot Goin’ On” (1971)
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
A ideia é todas estas sessões serem históricas, e o nome do Pedro Tenreiro já tem essa aura, apesar de a sua actividade estar longe de encerrada. Fez e editou re-edits praticamente uma década antes da recente cena que acontece em Portugal (virada para fora) e a sua dedicação a música negra aplicada à pista de dança torna-o incontornável se quisermos assinalar pontos importantes na cultura de música de dança em Portugal. No mesmo dia – 17 de Julho – estreia o seu Clube de Funk no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia. Mas leiam o que escreveu Rui Miguel Abreu:
Pedro Tenreiro é um amigo, antes de mais nada. Trabalhei com o Pedro na NorteSul, aventureira etiqueta da Valentim de Carvalho, entre 1995 e 2001 e com ele aprendi muito. Sobre música, claro. Mas não só. Dj há mais tempo do que certamente é possível compreender à luz da escala actual que faz de tanta gente com um laptop e uns gigas de ficheiros mp3 «djs», Pedro Tenreiro seguiu uma linha constante na sua abordagem à música – a de um profundo respeito e conhecimento da música negra. Um conhecimento vasto, enciclopédico e em primeira mão: muitos dos discos hoje vistos como clássicos – de disco, hip hop, house, punk-funk… – entraram na colecção de Pedro Tenreiro aquando das suas edições originais. E ele soube depois medir-lhes o alcance, tendo o gira-discos como ponto de mira e a pista de dança como alvo da sua munição rítmica. Arma secreta? Um bom gosto profundo, que sempre lhe permitiu distinguir entre o que tem potencial para sobreviver ao teste do tempo e ascender ao estatuto de clássico e o que meramente traduz o momento. Pedro Tenreiro, é bom de ver, é um coleccionador devotado, digger com muita poeira nos dedos, sniper com olho de falcão capaz de sobreviver na selva que é o eBay, respeitado e conhecedor arquivista capaz de falar de igual para igual com nomes grandes do circuito internacional. Keb Darge ou Ian Wright são amigos íntimos. Como os Idjut Boys ou Nick The Record. Pedro é membro dessa elite: gente com uma paixão pelos discos tão enorme que tocá-los não chega. Há também que fazê-los. E Pedro fez muitos: como A&R possuirá um dos mais invejáveis currículos do nosso país – ligou o seu nome ao de gente como Mind Da Gap, Cool Hipnoise, Mão Morta, aventurou-se, comigo ao seu lado, na Kami’khazz, editando vinil quando a “moda” actual era ainda uma distante miragem. E assinou edits que tiveram projecção internacional, como Dancin’ Days, acrescentando ao seu currículo edições na Noid e na Big Bear. É de homem.
Mais recentemente, Pedro Tenreiro apontou à fonte e transformou o seu Clube de Funk num ponto de peregrinação para todos os que gostam de beber água da mais pura. Conjugando o microfone com pérolas que muitas vezes merecem mais estar depositadas no banco do que numa estante de discos – tal o seu valor! – Pedro criou a primeira e mais genuína noite de deep funk do país, capaz de rivalizar, na intensidade das suas sessões e na qualidade das suas selecções, com as mais quentes noites da Madame Jojo’s de Londres. O Clube de Funk arranca com uma residência em Lisboa precisamente na noite de 17 de Julho, quando Pedro desce à capital para protagonizar mais um Super Disco no Teatro Maria Matos. Disco escolhido? There’s a Riot Goin’ On de Sly and the Family Stone.
Quando Marvin Gaye, de olhos lavados pela realidade no arranque dos anos 70 e informado pela experiência do seu irmão no Vietname, perguntava ao mundo o que se passava com a obra-prima What’s Going On?, Sylvester Stewart decidiu responder com o seu retrato real de uma sociedade em escombros, de um pós-Civil Rights Movement que, afinal, não escondia um pote de ouro no fim do arco-íris. Peter Doggett, no seu livro sobre «revolucionários, estrelas rock e a ascensão e queda da contra-cultura dos anos 60», apropriadamente intitulado There’s a Riot Going On, assim mesmo sem substituir o “g” por um apóstrofo, para se distinguir do disco que lhe inspirou o título, escrevia que o disco de Sly And The Family Stone «respondia à sombria realidade da vida nas ruas para os afro-americanos oferecendo um atraente e delicioso escape para a solidão, moldado pelas drogas e pelo hedonismo». É sobre este álbum de 1971 que Pedro Tenreiro vai falar no Super Disco do próximo sábado. A sua visão da obra-prima de Sly Stewart, salada psicadélica de funk, rock e política, e a sua própria vida e carreira serão as coordenadas para a conversa que se inicia às 18 e 30 no café do Teatro Maria Matos.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Terça-feira, 13 Julho, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Hanne Hukkelberg, Teatro Maria Matos

14 de Julho de 2010
Hanne Hukkelberg
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00
Editou dois álbuns de canções delicadas e frágeis, como se fossem manuais de brincadeiras pop, entre o imaginário do círculo polar e a candura das nursery rhymes. Depois, “Blood From A Stone”, um típico álbum de pop rock que só não foi apenas mais um disco nas lojas porque também aqui ela assustou a concorrência. Canções fortíssimas, refrões perfeitos, arranjos pouco comuns para mais um lote de composições abençoadas. Esta quarta-feira, é este o álbum em destaque, mas decerto irá rebuscar as suas memórias para as tocar com o músculo inesperado deste trio.
Por exemplo:
http://www.youtube.com/watch?v=DFoSWOS1Qxg
http://www.youtube.com/watch?v=UdNQxmFqY_E
http://www.youtube.com/watch?v=EUK9uY6dbD0
http://teatromariamatos.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=242
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de completar a seguinte frase:
A que músico ofereceriam uma viagem para a Noruega? Porquê?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites para o concerto. Têm até às 17 horas de amanhã, dia 14, para poderem tentar a vossa sorte.
Boa sorte!
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Segunda-feira, 21 Junho, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: David Maranha, Manuel Mota, Richard Youngs, Teatro Maria Matos

21 de Junho de 2010
David Maranha, Manuel Mota & Richard Youngs
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00
É quase uma bonita história de amor platónica. Se é verdade que David Maranha e Manuel Mota sempre tiveram uma especial admiração pela obra de Richard Youngs, também é verdade que este há muito confessou o gosto pela música dos músicos portugueses. O desafio de formarem um trio foi, por isso, um trabalho fácil. Youngs tornou-se o poeta e cantor deste projecto, que acabou por ser perfilhado pelo Festival Silêncio!, e que hoje concretiza no palco do Maria Matos o que se passou durante 6 meses pelo correio. Mais informação: http://teatromariamatos.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=239
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de completar a seguinte frase:
Que disco ofereceriam a Richard Youngs? Porquê?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites para o concerto. Têm até às 17 horas de hoje, dia 21, para poderem tentar a vossa sorte.
Boa sorte!
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Quarta-feira, 16 Junho, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Teatro Maria Matos, The Necks

16 de Junho de 2010
The Necks
Teatro Maria Matos (Lisboa), 22H00
Os Necks são um projecto quase mítico na música contemporânea. Pela sua música, claro, mas sobretudo pelo modo com a fazem. Tocam sempre de improviso, mas estão muito longe do jazz improv; usam a repetição e o minimalismo mas não são um trio de música clássica contemporânea; conseguem suster um ritmo durante uma hora sem que pareçam filhos do krautrock. De facto, The Necks é isso tudo junto, com muitas caras e muitos sons, sem que nunca se saiba exactamente o que acontece quando começam. Pode ser Chris quem escolhe a estrada a seguir, pode ser Lloyd quem marca o passo, pode ser Tony quem marca a pulsação. Não há dois concertos iguais, mas quase todos têm sido especiais e super-hipnóticos; e os 15 discos já editados mostram bem que 30 anos de Necks podem ser ainda muito poucos para o que ainda está para vir. E a boa novidade de hoje é que vai haver dois sets – portanto, double fun no Maria Matos, às 22h.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de completar a seguinte frase:
Que músico gostariam que colaborasse com os Necks?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites para o concerto. Têm até às 17 horas de hoje , dia 16, para poderem tentar a vossa sorte.
Boa sorte!
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Quarta-feira, 2 Junho, 2010
Categoria: Ao vivo
Etiquetas: Gang Starr, MK2, Rádio Oxigénio, Rui Miguel Abreu, Sam The Kid, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 5 de Junho 18h30 > 20h00.
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
Sam The Kid é um herói. Não daqueles que usa capa e voa, mas daqueles que, pela persistência do talento, nos obrigam a prestar atenção, a alterar preconceitos, a mudar de direcção. Nesta altura, a sua carreira já vai longa, mas mantém a frescura dos primeiros momentos. Iniciou-se na “segunda vaga” do Hip Hop Tuga com a edição artesanal de Entre(tanto) mesmo a tempo de deixar a sua marca na década de 90. Era uma época de auto-edições, de ignorância propositada das regras da indústria, quando uma fotocópia bastava para capa e um CDR era mais do que suficiente para conter o que se gravava em casa, em total desrespeito pelas regras do áudio.
Logo de início Sam distinguiu-se pelas suas capacidades no microfone. Se em termos formais os primeiros passos dispensavam controle de qualidade, já ao nível daquilo que se passava entre a ponta da sua caneta e o papel não havia facilitismos. A língua, nesse tempo, era tomada de assalto como terreno virgem, pronto para a invenção, pronto para assistir à construção de uma nova realidade. Quando Sobre(tudo) chegou, em 2002, os holofotes já estavam lançados sobre esta nova geração que reclamava as ruas, a língua e os breaks como mecanismos de definição de identidade, de vontade, de criatividade. «Não percebes o hip hop», rappava ele. E tinha razão. Os equívocos eram por demais evidentes por parte de quem se dispunha a abordar o “fenómeno”.
A terceira etapa desta carreira dispensou as palavras e isso fomentou equívocos por si só. O clássico «até gosto de hip hop se não tiver rimas» era tão acertado quanto um «até gosto de futebol se só tiver remates à baliza». Na verdade, «Beats Vol. 1 – Amor» estava cheio de rimas, de palavras e de significados. E de remates à baliza, que no hip hop se chamam «punch lines». Só que ninguém as ouvia. Estavam todas na cabeça de Sam The Kid, mas de alguma forma a história passou cá para fora. Esse disco era tão transparente, mas tão honesto, que desarmou tudo e todos. Essa espécie de passo atrás precedeu os dois em frente que Sam deu com Pratica(mente) de 2006. «Poetas de Karaoke» voltou a agitar e «Negociantes» resguardou pelo menos uma voz, uma história, para a posteridade. Os samples de Sam continuavam a entrelaçar-se num rendilhado particular, desta vez admitindo a intervenção de músicos, de instrumentação real. Porque Sam soube sempre olhar para a frente. No fundo, essa experiência desembocou agora no projecto Orelha Negra – de novo os beats, os samples, mais o dj e os músicos a caminharem num passo seguro para uma direcção comum. As histórias continuam lá, nos silêncios, nos samples, enredilhadas nos grooves, escondidas na poeira do vinil que é samplado em cada momento, nas entrelinhas das “dicas” largadas pela MPC.
A verdade é que Sam não vive sem palavras. E por isso escolheu um Super Disco especial: “Moment of Truth” dos Gang Starr. Lançado originalmente em 1998 (a relação com a própria carreira de Sam é clara – este é um daqueles discos estudado até à última tarola), ”Moment of Truth” é uma das obras primas do hip hop. Quinto álbum dos Gang Starr (o único gang a que todos quisemos pertencer, como diziam os De La Soul) de Dj Premier e do recentemente desaparecido Guru, representa o apogeu do som de Nova Iorque.
Os Gang Starr só gravariam mais um álbum, The Ownerz de 2003. E por entre fantasias de uma reunião dos Gang Starr que os pudesse trazer até Portugal (tanto Primo como Guru nos visitaram, mas em separado) chegou-se até ao desaparecimento deste plano de existência de Keith Elam, a 19 de Abril último. Coordenadas mais do que suficientes para a conversa no Maria Matos.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Terça-feira, 18 Maio, 2010
Categoria: Passatempo
Etiquetas: Teatro Maria Matos, Victor Gama

18 de Maio de 2010
Victor Gama
Teatro Maria Matos (22H00), Lisboa
Victor Gama tem sido um dos mais internacionais músicos portugueses dos últimos anos, apesar de muito pouco se falar dele no nosso país. Afinal, quem é que consegue ter um currículo com discos na editora de Aphex Twin, encomendas do Kronos Quartet, concertos no Carnegie Hall, um trio com William Parker e Guillermo Brown, um espólio impressionante de instrumentos inventados – no final deste mês estarão exposto no Olga Cadaval em Sintra – , e uma extensa lista de performances, concertos e workshops em todo o mundo? Hoje, no Teatro Maria Matos, nova versão para uma das suas peça mais conhecidas: “Sol(t)o” desdobra-se em três partes distintas, cada uma dedicada a um instrumento particular. Soa e parece música etnográfica, mas ritmos, padrões e instrumentos (e atitude) atiram-nos para fora de géneros e etiquetas, lançando a sua arte para além da contemporaneidade.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Que músico gostariam de ver a tocar os instrumentos de Victor Gama?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos ganharão convites para o concerto. Têm até às 18 horas de hoje, dia 18, para poderem tentar a vossa sorte.
Boa sorte!
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