Quinta-feira, 26 Abril, 2018

TIM MAIA Disco Club LP

€ 25,50 LP (2018 reissue) Mr Bongo

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NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Terça-feira, 18 Outubro, 2016

TIM MAIA 1973 LP

€ 35,50 LP (2016 reissue) Polysom

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Alguns fãs brasileiros chamam a Tim Maia “o papa da soul music do Brasil”. Se, nos álbuns anteriores que temos comentado aqui (conhecidos como “1970″ e “1971″), a soul não é de todo a componente fundamental, neste que é, de acordo com a cronologia, o seu quarto álbum, nota-se uma proximidade maior com o género, ainda que, sempre, passado por uma sensibilidade brasileira, o que faz toda a diferença. Isso nota-se claramente em “New Love”, que até pelo facto de ser cantada em inglês poderia ser uma mera reprodução do que se fazia na América (onde o músico, aliás, viveu). O álbum é luxuriante na utilização de sopros, como os anteriores eram na utilização de cordas, aqui menos preponderantes na definição do ambiente próprio de cada canção. E é nas canções em português que notamos o potencial de brilho que Tim Maia tem para oferecer. Uma canção aparentemente descontraída como “Gostava Tanto De Você” encerra uma riqueza generosa, na entrega vocal como nos arranjos complexos que soam fáceis ao ouvido, e percebe-se a delicadeza quando ficamos a saber que é dedicada auma sua grande paixão de juventude. O tom confessional é adoptado em outras canções, até tudo terminar com o funk puramente instrumental que é “Amores”, título que, curiosamente, sugeria uma emocionada torrente verbal.

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Terça-feira, 18 Outubro, 2016

TIM MAIA 1971 LP

€ 35,50 LP (2016 reissue) Polysom

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“A Festa Do Santo Reis” e “Salve Nossa Senhora” fixam bem no Nordeste do Brasil uma das sementes da música aberta de Tim Maia, informada também por convivência com Roberto Carlos e Jorge Ben (e a de estes músicos informada pela convivência consigo) e a ligação a um estilo de soul/funk norte-americano. Juntam-se guitarra ácida e cordas exuberantes e, então, estamos perante o caldeirão musical de Tim Maia. Toda a sequência inicial deste álbum vive da sobreposição de vários destes elementos, aos quais é acrescentada a voz muito viva (“trabalho / trabalho / no fim do mês não vejo um tostão”). Em “Broken Heart”, Maia soa como uma estrela pop internacional mas nem sequer da década de 70, mais da década anterior, quase no alvor da pop. O disco é vociferante, no que toca a uma extroversão pop com vontade de espalhar energia e cantar aos quatro cantos o que se passa. “Você” alterna entre o pomposo e orquestral formato quase Festival da Canção e a balada de segredar ao ouvido. Esse tom continua em “Preciso De Aprender A Ser Só”, chamando-nos mais uma vez para a emoção muito intensa na voz do cantor. Por vezes a guitarra mais ácida fica bastante sufocada na mistura mas, com audição cuidadosa, é claro que está presente, como se Tim Maia não quisesse abdicar de nenhuma parte constituinte do seu som. Robusto.

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Terça-feira, 18 Outubro, 2016

TIM MAIA 1970 LP

€ 33,95 LP (2016 reissue) Polysom

[audio:http://www.flur.pt/mp3/33281-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/33281-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/33281-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/33281-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/33281-5.mp3]

Este primeiro álbum de Tim Maia, editado quando o músico já tinha 28 anos, não é de todo uma primeira experiência. Regressado ao Brasil a meio da década de 60, depois de uma estadia de alguns anos nos Estados Unidos, Maia vinha reforçado na sua potência musical, alcance e aprendizagem. O álbum é um produto pop da sua época, tom psicadélico misturado com arranjos de cordas, funk, postura sentimental e também indubitavelmente brasileira (mais que não fosse, o modo como o nome do clube é entoado em “Flamengo”). O crooning autoritário de cantor romântico mostra as suas garras em “Você Fingiu”, mas as cordas ao longe e a bateria e o baixo bem em cima subvertem o conceito. O falsete e a batida quebrada em “Risos” ficam também como farol de um estilo híbrido com alcance para todas as consciências. Conhecido como “Tim Maia 1970″, o álbum faz parte de uma operação de reedições levada a cabo pela muito brasileira Polysom, que nos habituou a boas gramagens e som fiel. Os outros dois álbuns desta primeira fase encontram-se também disponíveis, mapeando o percurso anterior à fase Racional.

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Quarta-feira, 7 Novembro, 2012

TIM MAIA Nobody Can Live Forever –
The Existential Soul Of Tim Maia CD

€ 18,50 CD Luaka Bop  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/6808990067-2-9-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/6808990067-2-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/6808990067-2-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/6808990067-2-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/6808990067-2-5.mp3]

Em tempo de celebrações os festejos alargam-se a mais qualquer coisinha. Este ano a comemoração dos 70 anos (se ainda fosse vivo) de Tim Maia foi assinalada com a edição de uma retrospectiva compilada por Paul Heck que talvez encaixe melhor no imaginário anglo-saxónico do que numa abordagem mais livre – e total – à discografia de Maia. “Nobody Can Live Forever – The Existential Soul Of Tim Maia” é um óptimo manual (porque o texto que vem a acompanhar esta edição também ajuda) para compreender parte do universo riquíssimo de Tim Maia e a forma como mudou a música brasileira e a sua compreensão através das influências que trouxe dos anos em que viveu nos Estados Unidos. Em Tim Maia coabitam Sly Stone, Hendrix, Miles Davis, George Clinton e também Tim Maia. O seu feitio permitia-lhe isso, desbravar o seu terreno com a sua própria identidade, criando uma aura à sua volta que permitiu várias facetas na carreira e voltar sucessivamente a elas. Quem quer, pode, e quem pode quer sempre mais. E, num disco de celebração, nada melhor do que a música nele inscrita ser também ela celebratória: o funk de Tim Maia era sempre assim, cheio de groove e movimentos que lhe são muito característicos. E ainda há a voz de Tim Maia, um portento, forte, grave, quase territorial, mas de fluência fácil e com uma doçura incomum. O bom gigante. O gigante Tim Maia.


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