4 a 6 de Novembro de 2011 Rendez-vous Festival: Música e Cinema
Convento de Jesus, Setúbal
Quarta edição do Rendez-vous, festival dedicado a música e cinema que acontecerá no belíssimo Convento de Jesus em Setúbal. Em 2011 há uma óptima selecção da nata nacional, com os Tropa Macaca, Yong Yong e Sei Miguel (em formato O Carro de Fogo na sua terceira apresentação: absolutamente imperdível) e a colaboração transatlântica entre Margarida Garcia e a mítica Marcia Bassett. Para fechar, o grande Neil Campbell, outrora dos A Band e Vibracathedral Orchestra, agora a solo como Astral Social Club, que ao longo dos últimos seis anos tem editado peças essenciais para compreender toda a viagem ambient para o techno que se tem vivido em editoras como a Digitalis ou a Experimedia. A selecção de cinema é igualmente valente, com um relacionamento semi-comprometido com a selecção musical, com “Permanent Vacation” (Jim Jarmusch), “New York Stories: Life Lessons” (Martin Scorsese), o feérico “Downtown 81″ (Edo Bertoglio), perfeito para compreender toda a onda No Wave e pós-No Wave no início dos 80s em Nova Iorque e “Shadows” de John Cassavettes. Tudo isto por 20 euros, com transporte Lisboa – Setúbal incluído. Uma pechincha. Toda a info aqui.
Programação musical:
4 de Novembro de 2011 Yong Yong + Tropa Macaca
5 de Novembro de 2011 Marcia Bassett & Margarida Garcia + O Carro de Fogo de Sei Miguel + Astral Social Club
Temos passes individuais para oferecer, cortesia do Rendez-vous. Para ganharem só têm de responder à seguinte pergunta:
Que encontro gostariam de ter em Setúbal?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este mail. Têm até às 20 horas de dia 2, quarta-feira, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.
TROPA MACACA
Sensação Do Princípio - Edição Limitada
LP Siltbreeze – 16.50 eur13.95 eur
Terceiro álbum de Tropa Macaca. O primeiro em vinil preto , editado na Siltbreeze, selo que os está a premiar com parte da atenção que merecem fora de Portugal. Já aqui dissemos, e não é demais repetir que os Tropa Macaca possuem aquela qualidade rara do discurso próprio, uma linguagem que encontra raízes nalguns sons de Detroit misturados com as fronteiras que os Black Dice abriram com “Beaches & Canyons”. Mas onde tantas e tantas coisas parecem sair como subprodutos do rastilho aceso no início desta década, os Tropa Macaca saem ilesos a comparações. Se de início poderiam parecer uma variação dos Black Dice (muito partida, contudo), hoje são completamente outra coisa: Tropa Macaca. Torna-se importante assumir e reconhecer essa identidade, tomá-la como algo que ajuda a definir aquilo que Joana da Conceição e André Ferreira fazem. “Sensação Do Princípio” é, ironicamente, o álbum mais difícil dos Tropa Macaca. Os dois lados completam-se, mas as imensas quebras no início do lado A, “Canos Serrados”, dificultam a entrada no fio contínuo que o liga ao lado B, “Semba de Fevereiro”. É um disco mais de formas, de massas gordas que se adensam e acumulam, loops que se repetem até se formarem noutra coisa qualquer, seja pela sobreposição ou fragmentação. Nada que não se conheça nos Tropa Macaca, mas aqui o som é mais denso, desconcertante, como uns Blues Control sem exotismo e contemplação. Industrial sem o ser, imprevisível porque “Sensação Do Princípio” não tem uma rota definida e é uma viagem diferente a cada audição. Único.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia da Filho Único . Para ganhar só têm de responder à seguinte pergunta:
Porque é que “Local Flavor” é um dos melhores discos deste ano?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto.
Têm até às 17 horas de amanhã, dia 25, para poderem tentar a vossa sorte.
TROPA MACACA
Fazer Chuva / Fazer Sol – Edição Limitada
7″ Rafflesia – 8.50 eur
Cada disco e concerto de Tropa Macaca é um portal para outro mundo. Desde que os vimos pela primeira vez ao vivo, há quatro ou cinco anos. No panorama nacional estão ao lado de Loosers ou Gala Drop, aquela estilização inclassificável que ultrapassa as barreiras do rock: transversal, vanguarda, o que quiserem. Joana e André (dos Aquaparque) desenvolveram uma linguagem única, um vocabulário sem tempo ou espaço e que felizmente acontece aqui e agora. Há toda uma estética pensada, ou não pensada mas que respeita um universo muito próprio, que passa não só pela música e abrange as capas dos discos (da autoria de Joana), os títulos das canções e dos álbuns. Com “Marfim” (Ruby Red) chegaram aos ouvidos da malta da Siltbreeze que na altura (2007) o elegeu como um dos álbuns do ano. Eles vão, aliás, editar em breve “Sensação do Princípio”, LP em edição limitada,que consagrará – esperemos – esta banda que sofre das consequências da geografia. “Fazer Chuva / Fazer Sol”, primeira edição em vinil da Rafflesia de Afonso Simões, que já nos trouxe Caveira, Phoebus e Coclea, é um momento-chave para acordar cabeças adormecidas, num tempo em que os Tropa estão em digressão europeia com Blues Control (outro duo que grava algumas das coisas mais interessantes da segunda metade desta década, autores do provavelmente melhor disco deste ano) com passagem por Lisboa (Museu do Chiado) no próximo dia 25 de Setembro. Música de abstracção, descreve-se pelo momento em que a cabeça abandona o corpo e se liberta de coisas concretas. Lembra Black Dice na fase “Beaches & Canyons” + “Creature Comforts” mas mais minimal, sons house de Omar-s (”Psychotic Photosynthesis”) sem qualquer ligação explícita à música de dança, mas fá-lo desvirtuando essas relações, não procurando ligações ou uma confluência de géneros. É como música do princípio, onde o primitivo é consequência de mentes cheias de informação – ruído – e o reboot não é coisa necessária ou uma resposta, mas algo que nasce naturalmente quando se encontra uma voz, uma boca, uma palavra para falar. Essa palavra foi o primeiro concerto dos Tropa Macaca há alguns anos. Hoje escrevem frases curtas, médias, longas, com a sua própria fluência. Não é preciso partir muita pedra para chegar, basta acontecer, como tudo acontece. E aqui bastou Joana e André conhecerem-se. Oiçam “Fazer Chuva no myspace do grupo.
12 de Março Fabulous Diamonds + Tropa Macaca
Zé dos Bois (Lisboa), 23H00
É já amanhã: segunda noite Siltbreeze na Zé dos Bois neste ano. Depois da estreia de U.S. Girls, é a vez dos Fabulous Diamonds, que no ano passado editaram o incrível “Seven Songs” (também referenciado como homónimo). Duo australiano, junta a austeridade e rudeza de uns Religious Knives à simplicidade de uns High Places. A abrir, os nossos muito queridos Tropa Macaca (que em breve vão ter álbum na Siltbreeze), de André Abel (Aquaparque) e Joana da Conceição. Nunca é demais referir que eles são uma coisa do outro mundo e um dos poucos projectos por cá com uma linguagem e universo muito próprios.
Temos convites individuais para oferecer, cortesia da Zé dos Bois. Para ganharem só têm de responder à seguinte pergunta:
Qual o vosso disco preferido editado na Siltbreeze?
Respondam juntando o vosso nome e número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este link. Os escolhidos pela promotora ganharão convites para o concerto de Lisboa.
Têm até às 17 horas de amanhã, dia 12, para poderem tentar a vossa sorte.
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Santa Apolónia, Lisboa
metro: Santa Apolónia
bus: 12-28-35-706-745-759-781-794