Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

RATTLE SEQUENCE CD / LP

€ 11,95 CD Upset The Rhythm

€ 16,50 LP Upset The Rhythm

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4

O álbum despista inicialmente com os dois primeiros temas a chamarem-se “DJ” e “Disco”. No entanto, rapidamente se entende a ligação entre a repetição e o toque de cotovelo a chamar a atenção para a pista de dança. “Sequence”, o segundo álbum de Katharine Eira Brown e Theresa Wrigley, ambas em bateria, celebra o transe da repetição, a elevação do espírito através do ritmo e tudo acontece, especialmente quando as vozes entram, como se o tempo trouxesse até agora a cristalização do melhor das Slits e Maximum Joy ou Pulsallama. Felicidade comunicada através da repetição, sim, mas também sentida na liberdade do espaço entre as batidas e na qualidade abstracta das vozes. O esqueleto do rock em acção neste registo que vai buscar a sua força motriz original: o ritmo.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 24 Janeiro, 2019

GUTTERSNIPE My Mother The Vent LP

€ 16,50 LP Upset The Rhythm

Visível em muitas listas do ano passado, “My Mother The Vent” é um reencontro de nostalgia entre os Naked Lunch, Wolf Eyes e os Black Dice. No fundo, uma assimilação natural da história, o confronto épico das coisas a repetirem-se, o noise de revirar as tripas a encontrar uma nova razão para existir. Esse encontro consagra-se pela segunda vez no século XXI com o álbum de estreia de Guttersnipe. “My Mother The Vent” ausenta-se da comunicação, a expressão é gutural, feita de mecânicas repetitivas e anacrónicas dos instrumentos, de palavras imperceptíveis que se querem esgotar como sons: não vale a pena procurar palavras, elas não existem. E se existem, nós não as conhecemos e, de certeza, que Guttersnipe também não. É rock a reencontrar-se com o nojo, a prestar vassalagem ao nojo e a dizer que há um pouco de vida após os Throbbing Gristle: isto é, assumir o novo industrial com veia mais rock, desligada da máquina, do aborrecimento, entregue ao acontecimento do real e da aleatoriedade sonora. Guttersnipe é isso, força, força de vontade, de expressão, violência que procura a luz. Há algo de velho, de desajustado com 2018 (quando o disco foi lançado) que torna Guttersnipe incrivelmente pertinente. A música que esperamos não é a música que esperamos, é aquela que nos acorda para a vida. E que nos deita ao chão. Que o rock seja sempre assim, que não esteja borrado de medo e que nos faça borrar as calças.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 30 Julho, 2018

JOHN MAUS We Must Become The Pitiless Censors of Ourselves LP

€ 26,95 LP (2018 reissue) Ribbon Music

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Anterior membro da trupe de Ariel Pink (chegou a tocar com os Animal Collective, também), John Maus conseguiu estabelecer-se a solo como uma das personagens mais características do cenário pop actual. Se nunca ouviram falar dele, não há problema. É normal. É uma espécie de subnome do contexto pop actual e isso faz parte do seu charme. A sua música não poderia viver noutro tempo que não este, contudo, ela é um conjunto de referências dos anos 60, 70 e 80, mas elas não surgem tanto como um dado óbvio, antes como ponto cardeal para toda a ironia de Maus. Repare-se, por exemplo, como partilha o nome com um dos Walker Brothers, sendo eles uma das suas referências (mais especificamente Scott Walker). Um crooner dos tempos modernos, negligenciado pela sua própria “esquisitice”. Uma presença infernal ao vivo, inesquecível o concerto que deu na ZDB há uns anos, numa noite que os Wavves cancelaram e que a maior parte das pessoas não ficou para o ver. Quem lá esteve não se arrependeu.
Ao terceiro disco, pouco mudou. Não é que precise de mudar e é esse um dos fascínios de John Maus. O lado falso-gótico continua lá, o pesar pós-punk com um rasgo irónico de choro eterno está ainda mais presente. E se há algo que muda, é isso, as canções de Maus ficam cada vez mais presentes, mais depuradas, sem perderem aquele lado lo-fi karaoke rasca que tanto encanto transmitem. Sempre batida acelerada, coração quase a romper a pele, porque a dor, ou a preocupação, de Maus é muita e ele não gosta que isso fique por clarificar. Contudo, há uma camada menos negra em “We Must Become The Pitless Censors Of Ourselves”, um lado clássico que parece emergir e o que aproxima mais de um David Bowie do que uma caricatura de Ian Curtis evidenciada nos seus dois primeiros álbuns. O que é fantástico nisto tudo é que Maus consegue definir bem a linha entre o sério, o pesar, e o humor. São canções divertidas, mas não para nos rirmos. São canções tristes, mas não para chorarmos. É a pop a gozar com ela própria, por alguém que dificilmente será maior do que os seus pares ou devidamente reconhecido na sua época. Isto não é dito com tristeza, porque é também parte do encanto de Maus. Um génio do lo-fi, o crooner que todos queríamos ser na adolescência. Um dos últimos valentes.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 30 Julho, 2018

JOHN MAUS Love Is Real LP

€ 26,95 LP (2018 reissue) Ribbon Music

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

“Love Is Real” é uma espécie de continuação de “Songs”. Quase como um conjunto de canções que ficaram de fora do primeiro álbum – mas não são – tal a linearidade das temáticas e do som rude que define ambos os álbuns. E é, tal como “Songs”, o disco cheio de canções enormes, hit singles que seriam a melhor coisa do mundo se este fosse justo: “Do Your Best”, “Rights For Gays” ou “Old Town”. Este é talvez o disco mais melancólico de Maus. Depressivo por salvação, um hino da realidade distorcida.


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 30 Julho, 2018

JOHN MAUS Songs LP

 € 26,95 LP (2018 reissue) Ribbon Music

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Se há canção que se precise de ouvir para compreender bem todo o universo de John Maus, essa é “Time To Die”. Proclamação quase dictatorial, violência imposta como forma de marcar a sua presença para os anos futuros: isto é tudo sério, mas não para levar muito a sério. Disco estranhamente romântico, um óptimo pontapé de saída na carreira de Maus e, também, óptimo para quem queira entrar neste universo maravilhoso e único. A reter, além de “Time To Die”: “Don’t Be A Body”, “Less Talk More Action”, “Maniac” e “I’m Only Human”.


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 7 Junho, 2017

PEGA MONSTRO Casa De Cima CD / LP

€ 13,50 CD Upset The Rhythm

€ 19,95 LP Upset The Rhythm

Dois anos após “Alfarroba” as Pega Monstro apresentam “Casa De Cima”, um álbum que, de certa forma, resolve o anterior. Há dois anos “Alfarroba” parecia um salto muito grande em relação ao álbum homónimo de estreia. As irmãs Reis tinha amadurecido muito, o processo da adolescência para jovem adultas foi brusco. É um álbum maravilhoso, apenas com a insatisfação de que se queria mais “Pega Monstro”. Agora pode-se querer o que se quiser. “Casa De Cima” mostra a importância da estrada, de tocar e tocar vezes sem conta as mesmas canções, as novas, e trabalhá-as só para a substância. O melhor das Pega Monstro está aqui concentrado. E ao melhor das Pega Monstro acresce o facto de montarem as suas canções para crescerem para algo mais (“Ó Miguel”, que abre o disco, é um óptimo exemplo disso). Todas as canções sobem a fasquia e todas as canções são cantadas como se estivessemos a ouvir as coisas mais íntimas de alguém. Talvez se esteja, talvez não, mas as canções ouvem-se com a sensação de que também há algo de quem ouve ali. Toca directo, toca no coração, toca em momentos da vida pelos quais já se passaram. Os problemas por vezes não são para ser falados, mas para ser resolvidos. As Pega Monstro não tinham qualquer problema, mas parecem resolvê-lo, de qualquer das formas, para tudo e todos. “Casa de Cima” é cume delas neste momento.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 28 Setembro, 2016

RATTLE Rattle CD / LP

€ 11,95 CD I Own You / Upset The Rhythm

€ 15,95 LP I Own You / Upset The Rhythm

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UTR082-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR082-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR082-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR082-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR082-5.mp3]

Na memória, capítulo Duo Voz / Bateria, estão bem arrumados Wildbirds & Peacedrums. Rattle adicionam nervo e minimalismo a este formato ancestral (tambor e voz), desviando do jazz para uma convivência com o rock, embora continue a ser desconcertante falar de rock quando não se ouvem guitarras. “Thunder”, por exemplo, soa como lamento pós-punk mas outros momentos do álbum trazem imagens de Björk acompanhada ao tambor. Mas esta experiência all-girl (Katharine Eira Brown e Theresa Wrigley) entusiasma não pelas referências que possam manifestar-se enquanto o disco rola e sim pela marcação segura do som, a batida que ataca o espaço de forma absolutamente convincente sem precisar de pirotecnia ou velocidade para justificar a presença incontornável da bateria. Disco perfeito para sentir o coração tribal que algum do melhor rock sempre teve.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 4 Agosto, 2016

TERRY HQ CD / LP

€ 11,95 CD Upset The Rhythm

€ 15,95 LP Upset The Rhythm

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UTR084-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR084-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR084-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR084-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR084-5.mp3]

Há qualquer coisa de simultaneamente estático, sem oferecer futuro, e infinitamente renovável, na continuação do rock como ideia de revolta, expressão de diferença ou simplesmente expressão. Terry podem soar como alguns heróis pós-punk, aqui e ali, Wire, até Bauhaus, fala-se algures na net nos Swell Maps, e o que passa nas 10 canções deste álbum é a sensação de uma energia muito importante para que possamos manter a fé numa tocha passada de mão em mão ao longo dos anos. “Terry HQ” não aparenta devoção da banda a outra banda ou sequer a um género, revela, antes, uma diversão descomprometida, muito competente, um aproveitamento natural do que existe antes porque é isso que todos fazemos, bem ou mal. Terry fazem-no bem, fácil, alisam o rock sem com isso perder força, pintam com um estilo contagiante. Várias maneiras de dizer que este álbum soa bem. A História está cumprida, Terry fazem agora parte dela e a sua voz importa. Bonito. Feito na Austrália.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 22 Março, 2016

NORMIL HAWAIIANS Return Of The Ranters CD / LP

€ 12,50 CD Upset The Rhythm

€ 18,50 LP Upset The Rhythm

Este seria – e é – o terceiro disco dos Normil Hawaiians. Gravado entre 1985 e 1986 nunca chegou a ver a luz do dia até a Upset The Rhythm pegar nele no final do ano passado. Mais do que um disco marcado pelo som da época e daquilo que a banda representava (algures entre a ressaca do punk e o pós-punk) é um disco que fala muito directamente sobre a sua geração e o Reino Unido daquele período. Sem papas na língua. E isso é uma oferta para uma viagem no tempo mas também para agora, principalmente agora, se perceber como muitas das coisas não mudaram. O contexto é diferente, mas há uma revolta aqui, tanto nas palavras como no som irrequieto – é impressionante como cada canção oferece algo diferente -, que é surpreendentemente adequada aos dias de hoje. E por hoje o estarmos a descobrir, soa a algo completamente revolucionário para os padrões do tempo que vivemos. Inconformado e paralisante e, por isso, soa a algo fresco na actualidade. Fresco e com um sentimento de orgulho por ouvirmos algo assim em 2016: porque é como se fosse novo, algo feito agora, e que se revolta contra a paralisia que paira em todo o lado.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation



Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 2 Julho, 2015

PEGA MONSTRO Alfarroba CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Upset The Rhythm

€ 21,50 € 17,50 LP (edição limitada 500 cópias) Upset The Rhythm

No concerto de apresentação de “Alfarroba” as Pega Monstro começaram o encore com “Paredes de Coura”. Foi um momento em que deu para perceber uma série de coisas, entre as quais, que apesar dos anos em cima, “Paredes de Coura” continua a ser um hino, e que apesar da evolução por que as Pega Monstro passaram desde então, o minimalismo do formato (guitarra, bateria, voz) e os versos curtos, directos, escritos numa linguagem fluída e de rua de Maria Reis continuam a responder a uma geração: e as gerações que estão acima e abaixo. É uma questão de identificação, são situações quotidianas que facilmente se encontram, identificam e relembram a adolescência e a pós-adolescência. Isto porque à primeira vista “Alfarroba” é um disco mais maduro e a maturidade por vezes é uma coisa que se distancia do passado. No caso das Pega Monstro não, “Paredes de Coura” dificilmente poderia ter sido escrita agora, mas o que lá existe continua a existir nas Pega Monstro. A produção de “Alfarroba” (os efeitos na voz, sobretudo) é a primeira coisa que se nota de diferente em relação a “Pega Monstro”. A produção do álbum homónimo continha aquilo que elas queriam expressar naquele momento (e dificilmente encontramos na música portuguesa um disco que esteja tão no ponto e que fale tão directamente sobre isso como “Pega Monstro”), neste continuamos a ouvi-las mas há claramente uma maior robustez aliada a uma sujidade que quebra um pouco com a postura directa e despreocupada do álbum homónimo. “Braço de Ferro” e “Branca”, a abrir, dizem logo coisas maravilhosas sobre o que vem a seguir: que qualquer mudança vem do crescer (ou do amadurecer) mas que efectivamente nada mudou. Continuam a ser as Pega Monstro de sempre. A entregar tudo em cada canção e dizer que qualquer coisa que façam pode ser um single. E é verdade. Aqui existem canções mais lentas do que no passado (“Piano” e “Fado D’Água Fria”) mas não se fazem sentir como separadas do resto. São ricas e encaixam no contexto de “Alfarroba” e das Pega Monstro. E, mais importante, sentem-se como canções cheias, cheias de verdade, de emoção e com uma comunicação que é raro funcionar na música portuguesa cantada em português. E é uma comunicação com sentido, que faz sentido, com identidade e que cria uma empatia com o ouvinte. É bom ser-se directo, mas é complicado isso funcionar de um modo que atinja o ouvinte positivamente. E isso volta a acontecer com as Pega Monstro com este “Alfarroba”, um álbum que entra logo, que não pede urgência para ser ouvido, mas é melhor para todos se o ouvirem quanto antes. Porque é incrível.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

“‘Alfarroba’ é disco de banda inspirada, com marca autoral e identidade plenamente definida. É um álbum empolgante, tão juvenil e tão adulto quanto o rock’n’roll deve ser.” in PÚBLICO
“Irmãs de Lisboa definem o rock sónico em português.” in EXPRESSO
“Já está encontrado o melhor disco do ano.” in TIME OUT LISBOA
“Clássico instantâneo do rock luso.” in JORNAL DE NEGÓCIOS

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 1 Outubro, 2012

THE PHEROMOANS
Does This Guy Stack Up? CD / LP

€ 16,50 € 12,95 CD Upset The Rhythm  ENCOMENDAR

€ 16,50 € 12,50 LP Upset The Rhythm  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UTR054-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR054-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR054-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR054-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR054-5.mp3]


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 1 Abril, 2011

MUNCH MUNCH Double Visions CD / LP

munch

€ 16,50 € 12,95 CD Upset The Rhythm  ENCOMENDAR

€ 17,50 € 13,95 LP Upset The Rhythm  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/UTR042-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR042-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR042-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR042-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/UTR042-5.mp3]

No Público de hoje, uma citação de Thomas Carrell dos Munch Munch destaca-se no artigo de Mário Lopes sobre a banda inglesa: “quem critica o disco diz que não se aguenta como um todo, que corre em demasiadas direcções. Estou totalmente de acordo”. Para quem de debruce por “Double Visions” – o título pode ser também ele um programa -, é isso que passa para os nossos sentidos: uma constante pinball machine de música, de fuga e convergências sonoras, como se muitas formas distintas de canções se juntassem para um casamento inter-racial. Inspiraram-se nos ventos dos 80, mas despejam em cima disto tudo uma vontade imensa em soar novo, diferente, arrojado, como se fizessem pop de vanguarda. Sim, tem muitos ângulos e lâminas afiadas, mas é justamente isso que faz com que “Double Visions” consiga ser tão atraente, dando-nos repentinamente um vislumbre do que poderia ser – e pode ser – a pop perfeita. Uma estreia impressionante.

“Um primeiro disco tão frenético quanto promissor que nos deixa a sensação que o futuro dos Munch Munch será ainda melhor. Assim continuem explorando, viajando, com o mesmo fervor que ouvimos em “Double Visions”".  4/5 in ÍPSILON/PÚBLICO

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »