Sexta-feira, 26 Março, 2010

V/A Rick Wilhite presents: Vibes New & Rare Music part A

€ 8,50 12″ Rush Hour  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RH111A1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RH111A1-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RH111A1-3.mp3]

Seria muito fácil, em 2010, ter um disco da Rush Hour em destaque todas as semanas. Esta editora holandesa é, sem dúvida, das que mais respeito merece pela dedicação não só a sons novos mas a arqueologia inspiradora (Ron Hardy e Virgo são exemplos recentes), e o seu ritmo de lançamentos tem sido alucinante nestes primeiros meses do ano. Rick Wilhite é conhecido pela sua colaboração com Theo Parrish, Kenny Dixon Jr. e Marcelus Pittman no colectivo 3 Chairs mas o seu nome aparece aqui como dono de uma loja de discos em Detroit chamada Vibes. Este maxi é a primeira de quatro partes (mais tarde reunidas em CD) com música dos seus amigos e de pessoas em cujo talento acredita, é simultaneamente uma homenagem da Rush Hour ao seu trabalho de divulgador (a Rush Hour também é uma loja) e, com música que ascende a este nível, reafirma-se a actual preponderância estética da produção house americana em relação à europeia que, em demasiados dos seus melhores exemplos, mais não é do que uma tentativa (muito ou pouco honesta, confirme os casos) de se manter perto de um som original que vem do lado de lá do Atlântico. Marcelus Pittman, Glenn Underground e Vincent Halliburton espalham o seu cool em três faixas de dimensões complementares: Pittman parece sempre mais sério na sua austeridade rítmica, mas o seu groove tem de ser sentido com calma para se acreditar o quanto é bom; Glenn Underground soa ao mesmo tempo a 4Hero, Mr. Fingers e Ron Trent com inclinação espiritual, todos os elementos coexistem para formar a originalidade do som GU, um produtor suficientemente antigo e conhecido na cena deep house para merecer inteira reverência quando a sua produção é desta qualidade; Vincent Halliburton é, deste trio, aquele que mais de perto reproduz aquilo que ficou conhecido como a essência do techno de Detroit: sintetizador a abrir espaços, linha de baixo que não ficaria deslocada num disco de jazz, beat metronómico onde assenta toda a construção. Clássico em 1990 como em 2010, sempre igual, não vamos mentir. A parte B desta série sai daqui a um mês com Theo Parrish e Ricardo Miranda, fiquem atentos.

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