Quinta-feira, 20 Abril, 2017

THE RAINCOATS Fairytale In The Supermarket 7″

€ 9,50 7″ (RSD 2017) We Three

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WE5-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WE5-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WE5-3.mp3]

Arranque para as Raincoats, em reedição com capa de papel que reproduz o original (1979). O som desconjuntado, que ecoava talvez o que as Slits faziam, é bem exemplificado por “In Love”, uma confusa balada distorcida sobre estar apaixonado, com vozes no limite, quase do fundo da garagem. “Adventures Close To Home” mapeia também um percurso pessoal, mental, em tom profundamente indie dissonante, um campo de experiências pop que não terminou ali – consegue ouvir-se durante a década de 80, numa espécie de compromisso entre Captain Beefheart e o passe verde de permissão que o pós-punk entregou a quem formava bandas e estivesse disponível a arriscar (ou, simplesmente, fosse diferente da média). Rude, genuíno, bonito.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 1 Outubro, 2015

THE RAINCOATS The Raincoats CD / LP

€ 12,50 CD We Three

€ 18,95 LP (2015 reissue) We Three

OUVIR / LISTEN:
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As Raincoats têm um significado especial para nós portugueses. É aquela coisa de “portugueses no mundo”, Ana da Silva era um dos elementos deste quarteto (neste disco, depois passaram a trio com a saída de Palmolive em Julho de 1979). “The Raincoats” é um disco que se enfia naquele complicado processo entre o punk e o pós-punk (talvez o disco definitivamente pós-punk é o seguinte, “Odyshape”) e no processo de enfiar as coisas em género, pensar em inovação, talvez as Raincoats tenham sido sempre ultrapassadas por outras coisas que aconteceram na altura. A verdade é que tanto este disco como “Odyshape” são grandes discos, tanto ali, naquele período, como agora. Este é um disco cru, sem a raiva ou 100% dos processos do punk, mas com uma base bastante simples e canções bem realizadas e bastante orelhudas. Há os clássicos inevitáveis, como “Fairytale In The Supermarket”, “Lola” (uma versão dos Kinks) ou “The Void”. Há um desespero e uma pobreza encantadora na forma como cantam, próximo de um refinado desleixo que funciona na perfeição com as vozes, por vezes desalinhadas, raramente afinadas, mas com uma liberdade fustigadora que ora transmite felicidade ora entra no desespero (“The Void” é o melhor exemplo). Certo é que é sempre contagiante.

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