Quinta-feira, 20 Dezembro, 2018

THOM YORKE Suspiria CD / 2LP

€ 11,95 CD XL Recordings

€ 31,50 2LP* XL Recordings

* OFERTA de um totebag na compra do LP (LIMITADO AO STOCK EXISTENTE)

OUVIR / LISTEN:
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Talvez por ser uma banda-sonora, talvez pelo passado Goblin em “Suspiria”, Thom Yorke apresenta na banda-sonora para o filme de Luca Guadagnino um leque variado de composições que atravessam a sua carreira a solo e enquanto vocalista dos Radiohead. Defeito ou feitio, isso fica ao julgamento de cada um, mas ninguém pode tirar o direito a Thom Yorke de soar ao que quiser. Em “Suspiria” acontece uma elaborada biblioteca sonora, entre a tradição clássica do género de terror e uma ambição de orquestrar algo mais do que música para um filme. À medida que se convive com esta banda-sonora, percebe-se que é uma obra completa, seguindo a tradição recente de muitos artistas que vêm da pop – como Mica Levi, por exemplo – em assumir estes trabalhos como álbuns completos, figuras de uma discografia e não um elemento secundário para ser descoberto no futuro. Tiraríamos “Suspiria” do nome e tínhamos um belo álbum de Thom Yorke. Fica “Suspiria” e existe isso, claro, mas também a melhor banda-sonora deste ano.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quarta-feira, 3 Outubro, 2018

JUNGLE For Ever LP

€ 11,95 CD XL Recordings

€ 23,95 LP (vinil colorido) XL Recordings

OUVIR / LISTEN:
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EM BREVE / SOON

Ao segundo álbum o duo britânico – que ao vivo se apresenta com muitos mais elementos – entrega-se a Los Angeles, não pelo fascínio da cidade, mas pelo lado da falência profissional e moral. A explosão do primeiro álbum acabou e agora assentam em variantes modernas de R&B, lembrando ocasionalmente a plenitude sensual de Rhye ou a cadência racional de James Blake. “For Ever” é um álbum que começa com uma luz que depressa se vai dissipando na correria das expectativas, mantendo sempre um carácter positivo da falência. Esse é todo um conceito rigoroso ao longo dos temas que pega como um digno sucessor do homónimo de 2014.


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Quarta-feira, 27 Junho, 2018

THOM YORKE Tomorrow’s Modern Boxes CD

€ 11,95 CD XL Recordings

OUVIR / LISTEN:
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Quinta-feira, 24 Maio, 2018

JACK WHITE Boarding House Reach CD / LP

€ 12,50 CD XL Recordings

€ 33,50 LP XL Recordings


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Terça-feira, 27 Junho, 2017

RADIOHEAD OK Computer OKNOTOK 1997 2017 2CD / 3LP

€ 13,50 2CD (2017 reissue) XL Recordings

€ 34,50 3LP (2017 reissue) XL Recordings

[audio:http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-5.mp3]

“OK Computer” já era um álbum importante em 1997. Há vinte anos criou-se um discurso poderoso em volta do disco. Marcou uma época – quer se goste ou não – e o discurso de então continua a fazer sentido hoje. Aliás, é reforçado pela força do tempo. Esse é um dos dados mais curiosos de “OK Computer”, tanto em 1997, como nos entretantos, hoje e no futuro, será um disco que dificilmente terá outra história. São raros – mesmo raros – os discos na pop/rock que conseguem solidificar essa linha narrativa. O mais curioso no futuro pós-1997 é que “OK Computer” talvez seja o álbum dos Radiohead que influenciou menos bandas. Influenciou, sim, os próprios Radiohead e permitiu-lhes concretizar “Kid A” e “Amnesiac” e com isso fechar uma espécie de ciclo que tinham iniciado com “The Bends”. “OK Computer” é um disco cheio de si mesmo, cheio de Radiohead (e hoje é tão mais fácil dizer isto), e talvez seja isso que faz tanta gente reconhecer o seu valor como também desprezá-lo. Ouvi-lo, ainda hoje, é sentir uma mudança a acontecer no rock e sentir que um tempo em que se podiam tomar certas liberdades acabou. Nesse mesmo ano os Spiritualized editaram “Ladies And Gentlemen We Are Floating In Space” que faz e mostra exactamente o mesmo. É possível que a pop/rock não tenha tido outro “stream of consciousness” tão redondo. Ouvir “OK Computer” é mais do que um exercício de saudosismo, é, e será sempre, uma viagem pelo presente. O futuro ou a ficção científica que os Radiohead construíram em 1997 é um dado permanente. Esta nova edição é uma celebração da sua importância, assinala uma data, mas também assinala uma espécie de paz da banda com pormenores do seu passado: além da remasterização de “OK Computer”, a edição completa-se com lados B dos singles e com uma série de inéditos da altura, que circulavam em bootlegs e faziam as delícias de quem na altura começava a fazer downloads ilegais. Esses lados B e, principalmente, os inéditos surgem finalmente com boa qualidade. São temas que não encaixariam em “The Bends” e “OK Computer” (e, já agora, em qualquer outro disco deles), são um híbrido que contam nas entrelinhas a exploração constante e, também, a estagnação criativa – em certos momentos – dos Radiohead. São também história e encaixam na perfeição numa edição de festa como esta.

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Quarta-feira, 26 Abril, 2017

ARCA Arca CD / LP

€ 11,95 CD XL

€ 23,95 LP XL

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A música de Arca é uma constante descoberta de lugares que se imaginam ou que se sentem em momentos em que a abstração toma lugar. Dizer que é matéria de sonhos é confiná-la a um espaço redutor, é matéria daquilo que se cria com os sonhos, com a imaginação, com os efeitos de se querer ir além disso. A música de Arca existe noutras realidades. Poderia ser uma criação de David Lynch, poderia ser uma obra de Francis Bacon ou um livro de Burroughs. “Arca”, mais do que outro dos dois álbuns anteriores, entra nesse registo. Com “Piel” sente-se carne a mover. É música híbrida, a transformar-se nos ouvidos. Mas é também música que tem imagens, imagens que surgem naturalmente quando a música é ouvida. A mutação em “Arca” é um objecto perigoso, há uma glória inatingível em alguns dos temas e noutros há uma cerimónia religiosa a acontecer, uma missa. Mas é uma missa onde há lugar ao pecado: há muita carne em “Arca” e é uma carne sempre em movimento, sensual, sexual e que cria uma tensão exuberante. É fascinante, um ser vivo, é música que vive e respira e que o faz transgredindo as regras para se ter a lição bem estudada. Acontece – e isso talvez é o mais importante de tudo – sem perversidade. Não é bem um disco, é uma obra de arte.


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Quarta-feira, 19 Outubro, 2016

POWELL Sport CD / 2LP

€ 12,50 CD XL Recordings

€ 28,95 2LP XL Recordings

Desde 2011 que já muito aconteceu na vida de Powell. Cinco anos depois chega finalmente ao seu primeiro álbum (“11-14” era uma compilação dos seus 12”) e há um bom manifesto na capa do disco: a capa é mais colorida, há uma boa disposição, mas mantém o design de como Powell surgia nalgumas capas dos seus discos na sua Diagonal. Fica visível que Powell não descola do seu passado, agora numa editora que lhe dá maior visibilidade, e que mantém processos que fizeram a sua música até hoje: a insistência num certo método, na repetição, na exploração das mesmas ideias e nesse processo aprender, melhorar, refinar. Claro que perdeu o lado cru dos seus primeiros lançamentos, a desenvoltura que tornava os seus beats mais duros, com impacto, e estranhamente descendentes dos Suicide. O tempo, os lançamentos, os tais processos, ajudaram a que Powell tornasse o seu som mais redondo, que o limasse de uma forma tão perfeita que mantivesse a inocência e a força dos seus primeiros lançamentos com o cristalino das edições dos últimos dois anos. E é assim que se chega a “Sports”, um álbum de puro-Powell, fortíssimo e livre e a cumprir na casa das apostas. Já agora, o 12” “Sylvester Stallone”, que não está no álbum, também rebenta com as costuras.

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Segunda-feira, 25 Julho, 2016

THE AVALANCHES Wildflower CD / 2LP / 2LP Deluxe

€ 12,50 CD XL

€ 28,95 2LP XL

€ 34,50 2LP (Deluxe) XL

[audio:http://www.flur.pt/mp3/XLCD755-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD755-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD755-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD755-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD755-5.mp3]


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Quarta-feira, 15 Junho, 2016

RADIOHEAD A Moon Shaped Pool CD / 2LP

€ 11,95 CD XL Recordings

€ 28,95 2LP XL Recordings

Há mais de uma década que os Radiohead são um pouco mais do que música. Cada disco vive da antecipação e do acontecimento mediático à volta. Tornaram-se numa espécie de bandeira para a evolução da distribuição da música neste século. Concorde-se com isso ou não, veja-se mal ou bem, isso pouco interessa. É uma estratégia como qualquer outra e isso só acaba por ter relevância noutro lado. É verdade, contudo, que perderam o impacto/influência que tinham com a sua música desde “Amnesiac”. Isso não é um ponto negativo, é difícil para bandas de grande escala continuarem a desafiar as fronteiras, e o que fizeram depois disso foi assentar num conjunto de ideias que envolvem trabalho de estúdio, dedicação e muitas horas à procura da fórmula perfeita para algumas músicas. Mesmo quando há registos dessas com cerca de duas décadas (“True Love Waits”, que encerra “A Moon Shaped Pool”, é caso disso), esperam o tempo que precisam para entregar a versão que lhes agrada. Isto é coisa de elogiar. Contudo, apesar do vulto de “Amnesiac”, os seus discos nunca foram uma repetição do anterior, e sim um afunilar de uma depuração que sirva a mentalidade actual. E neste disco há uma presença mais discreta da individualidade do conjunto, algo que já se havia sentido noutros álbuns, mas que aqui é mais consentida pelo tom algo brando do álbum. A pretensa fúria de outrora concentra-se agora de outra forma e isso faz com que, por exemplo, as palavras tenham mais significado: e continuar a querer encontrar-se o que quiser nas palavras de Thom Yorke. Há uma paciência infinita neste álbum, que é coisa que às vezes falta nas bandas desta escala e na sua urgência de serem relevantes. Os Radiohead nunca perderam a sua relevância e paciência nunca lhes faltou. Agora há mais. O que é definitivamente bom.

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Quarta-feira, 25 Maio, 2016

KAYTRANADA 99.9% CD

€ 12,50 CD XL Recordings

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Não é bem 100%, só para garantir aquela margem de erro humano. Kaytranada mostra uma apetência que hoje sai natural em alguns produtores: misturar referências de música negra sem preocupação de maior em encaixar devidamente todas as peças ou ter exagerado respeito pelo som original. na boa tradição hip hop, os beats são phat (“Bus Ride”, por exemplo), há soul, globalização, house bem puxado a bass, coros femininos super manipulados. Romance, bitchin’, algum funk, pop universal, uma “Breakdance Lesson No 1″ com som electro boogie cromado. Um grande olho para produção que, a quem ouve, parece fácil de concretizar porque flui com naturalidade espantosa. As cores na capa reflectem a exuberância, ou antes, a descontração que a música transmite.

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Quarta-feira, 30 Julho, 2014

JUNGLE Jungle CD

€ 12,50 CD XL recordings

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Uma espécie de boião da cultura, estes Jungle têm nutrido de um hype crescente ao longo dos últimos tempos e não é por menos (ouve-se “The Heat” – por alguma razão abre o álbum – e percebe-se logo o alcance desta música). À sua maneira muito própria, são uma espécie de Hot Chip 2014 versão soul, um conjunto de malta que se junta sem fronteiras claramente definidas mas que sabe de onde parte. Os instrumentais de Jungle podem ser tudo menos soul, mas o modo como as vozes são acamadas nos beats cria uma névoa soul contagiante e que traça aquela linha imaginária de futuro que gostamos de sentir na música.

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Quinta-feira, 3 Julho, 2014

JACK WHITE Lazaretto CD / LP

€ 12,50 CD XL

€ 28,50 LP (Ultra) Third Man Records

Depois dos White Stripes, Jack White tem andado à procura de uma forma de canalizar o seu virtuosismo – raramente desnecessário – e o seu conhecimento para uma música que expresse a sua versatilidade dentro dos cânones do rock. Uma espécie de Neil Young fabricado, moderno, com as coisas boas e más que isso implica: do género, importamo-nos realmente com o que se passou com Meg White? Não me parece. Os projectos de White depois dos White Stripes foram um bocado ao lado, encontrou o caminho a solo, primeiro com “Blunderbuss” e agora com este “Lazaretto”, apenas e só pelo facto de estar a construir canções que parecem nada ter a provar. E não têm. Mas essa ideia ficou um bocado nos Raconteurs e com os Dead Weather, projectos presos a ideias, a convenções e planos para uma vida pós-White Stripes. A solo, White cola-se um pouco à americana, território que domina e que sempre soube explorar, e permite-se não se secar numa ideia de convenção ou em ideias que conceptualizou com outros músicos. E embora não haja novidade em “Lazaretto”, é um disco que oferece uma continuidade a “Blunderbuss”. E continuidade é importante, porque é algo que não existia na carreira de White desde o final dos White Stripes.

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Quarta-feira, 22 Maio, 2013

VAMPIRE WEEKEND Modern Vampires Of The City CD / LP

€ 11,95 CD XL

€ 18,50 LP (Vinil Branco) XL

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Bem antes deste “Modern Vampires” sair, já o nome dos Vampire Weekend estava solidificado no mercado, com direito a uma grande legião de fãs e uma apreciação crítica considerável. Dois álbuns apenas ajudaram a isto tudo e, surpresa ou não, ninguém esperava que ao terceiro álbum algo falhasse entretanto. E não falhou. Melhor que isso: este é uma espécie de álbum confirmação de tudo o que já tinha sido provado nos discos anteriores. Canções perfeitas, quase geométricas, delicadas e poderosas, sem grande medo de mostrar a grande sensibilidade da sua lírica e dos seus arranjos maiores-que-a-vida. Ainda Nova Iorque, ainda a torrente rítmica e a vénia a África, e pop afinada pela new wave. Dramático, fulgurante e um dos grandes discos do ano.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

ATOMS FOR PEACE Amok CD

€ 12,50 CD XL

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“Kid A” foi um momento marcante para os Radiohead e também para Thom Yorke. De certa maneira, para quem andava menos atento, a imaginação dos Radiohead encontrava alguma da electrónica mais interessante que havia sido editada nos anos anteriores e marcava para sempre não só o futuro próximo da pop como também da própria banda. E Thom Yorke. Desde então (e já lá vai mais de uma década) passou-se a lidar com os Radiohead/Yorke como uma espécie de condutores de algumas tendências e potenciadores, para uma massa relativa, de pontes para outros géneros. Atoms For Peace está próximo de alguns trabalhos de Radiohead (“Kid A” e “Amnesiac”) e é uma subtracção inteligente daquilo que se vai apanhando nos média (mixtapes, entrevistas) daquilo que Thom Yorke vai ouvindo. Juntamente com o fiel produtor dos Radiohead, Nigel Godrich, Flea, Joey Waronker e Mauro Refosco, formou os Atoms For Peace, projecto que oferece nos dias de hoje a mesma sensação que “Kid A” ofereceu na sua altura. O problema é que isso também é proporcional ao que agora conhecemos e ouvimos e “Amok” não causa tanto impacto. Mas não deixa de ser um polo orientador e um disco cheio de canções que guardam apuro pop, inteligência, arrojo e uma diversidade de ideias que flui com muita naturalidade.

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Sexta-feira, 29 Junho, 2012

BOBBY WOMACK The Bravest Man In The Universe CD

€ 15,50 CD XL  ENCOMENDAR

Com frequência, os solavancos da vida reflectem-se musicalmente não em grandes desvios ou erupções artísticas, mas por uma abordagem que celebra essa mesma vida e a coloca num plano que parece desgarrado no tempo. Em “The Bravest Man On Earth”, sentimos precisamente esse elogio a Bobby Womack, ao jeito do que fora feito em “I’m New Here”, de Gil-Scott Heron, mas muitas vezes em tom de elegia e arrependimento. Será talvez a justaposição de elementos, não necessariamente contrastantes, mas de alguma forma desencontrados (no tempo sobretudo) que lança a coordenada mais saliente deste disco. Desde logo, pelos beats trip hop e uma atmosfera muito The XX que envolve “The Bravest…” – créditos aos magos Damon Alborn e Richard Russell, que, ao invés de (a)tentarem uma actualização forçada do funk e groove intoxicantes de Bobby (pérola dos anos 70), respeitam e sublinham a sua identidade. A verdade é que o respeito (reverencial) desenha uma distância entre esses elementos (que se sentem externos) e a sua voz, que parece habitar uma ostra, onde só ele, os seus demónios e passado habitam. O dueto com Lana Del Rey será porventura um dos momentos mais uncanny-interessantes pelo contraste – aí, sim -, mas bem cosido, entre a consistência, pujança e volume de Womack e a fragilidade da estrela debutante que ao nascer já tinha fenecido.

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Sexta-feira, 23 Julho, 2010

M.I.A. /\/\ /\ Y /\ CD

€ 12,95 CD XL  ENCOMENDAR

€ 15,95 CD (Edição Especial) XL  ENCOMENDAR

Já não se contesta a importância de M.I.A. no contexto musical contemporâneo, sobretudo depois de “Paper Planes” ter sobrevoado Hollywood e ter ajudado o exotismo da cantora e compositora a atingir um patamar de visibilidade que, se visto agora parece justificado, ainda custa a aceitar quando tamanha violência sonora penetra no mainstream. “Maya” (simplificando a grafia) não provoca as mesmas surpresas, mesmo que ela as tente provocar – “Born Free” acabou por ser mais falado pelo lado gráfico do seu vídeo (realizado por Romain Gravas) que pela sua música e Maya acabou por usar e abusar da desinformação e polémica para aparecer na imprensa. Este é, aliás, o seu disco onde se sente que a sua intromissão no mainstream já provocou alguns contágios, mesmo que a urgência ainda se sinta pelo meio do vendaval sonoro que arrasta grande parte das canções deste terceiro álbum. E mesmo que o poder do soco já não nos atinja, ainda não conseguimos encontrar relevantes descendências após 5 anos de M.I.A. Talvez seja o melhor elogio que consigamos fazer à sua arte. Ouçam e tentem ficar indiferentes.

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Quinta-feira, 9 Julho, 2009

DISCOVERY LP CD

€ 16,50 CD XL

Há discos em que é impossível evitar o cliché do Verão. “LP” é um desses casos e parece coisa planeada para os dias de Sol. Há uma disposição contagiante neste delírio de Rostam Batmaglij (Vampire Weekend) e Wes Miles (Ra Ra Riot), uma pop agarrada aos sons de Brooklyn desta década, muito virtuosa em realizar aquilo que todos tentam fazer: negar a semelhança com o vizinho de lado. Discovery estão para 2009 como MGMT estavam para 2008. A comparação não é assim tão óbvia, mas há um clima de festa evidente nos temas de ambas as bandas. Onde “Oracular Spectacular” é óbvio, “LP” é disfarçadamente kitsch, ambíguo e exigente. Não há um alarme a soar hit, mas canções em modo teaser que pedem para voltar a ser ouvidas, um disco inteiro que exige ser ouvido de uma ponta à outra até que se dê o click. E é aí que começamos a conhecer as canções, a vê-las como composições robustas que nos lembram mau gosto associado a uma produção exemplar, uma associação de ideias incomuns que funcionam tão bem quanto marisco depois de um dia de praia. E o que fazem a “I Want You Back” dos Jackson 5 é tão improvável que é difícil não colocar qualquer preconceito de lado, deixar a palavra kitsch tombar e retermos apenas uma: pop. Tão boa – por vezes melhor – que os projectos principais dos dois elementos. Vício, vício, vício.

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Quarta-feira, 24 Junho, 2009

JACK PEÑATE Everything Is New CD


€ 16,50 CD
 XL  ENCOMENDAR

Na sua pequena biografia no All Music Guide solta-se logo uma comparação a Lily Allen. Não é de todo desajustada, as canções de Jack Peñate neste “Everything Is New” (segundo álbum) são orelhudas, vêm carregadas de um clima de festa contagiante e apontam todas descaradamente para single. A voz lembra Robert Smith, só que em vez de habitar no clima dos Cure, está num qualquer outro lugar colorido, sem ironias ou pretextos falsos. A ideia está logo presente no tema de abertura, “Pull My Heart Away” e continua no que dá título ao álbum, no single “Tonight’s Today” ou em “So Near”. De resto, habita na pop/rock britânica da década de 90, algo que só lhe fica bem: mais vale ir a fórmulas perfeitas do que andar a inventar. E cai tudo muito bem, mesmo em 2009.


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Domingo, 17 Fevereiro, 2008

VAMPIRE WEEKEND Vampire Weekend CD

€ 14,50 CD XL  ENCOMENDAR

No campeonato de brancos indie que querem ser pretos, os Vampire Weekend ganharam o troféu de 2008. O homónimo álbum desta banda de Brooklyn é tão bom no que faz que bateu toda a concorrência em 2008. Há vestígios de imensas coisas, tantas, mesmo tantas, que recordar e praticar a arte de debitar nomes é a mesma coisa que mostrarmos a uma criança que sabemos a tabuada dos múltiplos de três. Ou seja, para quê fazê-lo se é assim tão óbvio? É esse um dos fascínios da pop actual: fechar os olhos. Fechar os olhos a muita coisa, ignorarmos – bem, não tanto, mas esquecer temporariamente – as referências e cairmos na música como um entretém. É bom? Não deve ser. Mas sabe estupidamente bem. Esse hedonismo ignorante é uma óptima razão para mantermo-nos vivos e não nos chatearmos com muita coisa. A parte boa é que não temos de estar de acordo com isto, nem nos reconhecermos, para cairmos no vício da pop criada a metro e saída dos putos nova-iorquinos que iam aos concertos de Animal Collective há seis anos atrás e que depois se puseram a sacar a discografia completa do David Byrne (e Talking Heads), do Arto Lindsay (e as duas dezenas de temas dos DNA) e ouviram muitas vezes “Graceland” de Paul Simon, ou pelo menos foi o que pareceu a quase toda a gente. Os dois primeiros singles, “Mansard Roof” e “A-Punk”, chamaram logo a atenção. E se muitas vezes os singles são apenas excelentes canções enfiadas num bolo que sabe muito mal, os de “Vampire Weekend” além de serem muito representativos (ainda há “Oxford Coma”), são apenas um acaso – o de serem singles – num conjunto de tão boas canções. Óptimo, tão raro, e por associação tão honesto.

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